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Lançamentos

Applegate anuncia segundo álbum com single sobre ansiedade

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Applegate anuncia segundo álbum com single sobre ansiedade

Lançando uma série de singles antes do segundo álbum, prometido para breve, a banda paulistana Applegate solta Acalmei, música que une características de pós-punk e sons eletrônicos, e cuja letra parte “da ansiedade como o grande problema social dos tempos atuais”.

“A música pode ser entendida assim como seu refrão: um grito que alivia o peso de problemas comuns a todos nós”, completa o grupo no texto de lançamento do single. Entre as inspirações da banda, estão grupos como Unknown Mortal Orchestra, Boogarins, Pink Floyd e DIIV.

O primeiro álbum da banda, Movimentos regulares, saiu em 2019. O segundo, que vai ter várias participações, traz, segundo o grupo, uma mistura de ritmos eletrônicos, sons brasileiros e sonoridades próximas do indie pop e do rock alternativo.

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Radar: Miley Cyrus, St Vincent, The Hives, Wet Leg e mais sons novos internacionais

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Radar: Miley Cyrus, St Vicent, The Hives, Wet Leg e mais sons novos internacionais

Música boa saindo por todos os lados – tem até coisa que já ficou para semana que vem. 2025 não está dando descanso. No Radar estrangeiro desta semana, tem hitmaker de estádio (Miley Cyrus) e gente nova que ainda nem pisou no mainstream, mas já merece sua atenção. Dez faixas certeiras pra sua playlist ficar no ponto e tocar no talo. Bora lá?

Foto Miley Cyrus: Glen Luchford/Divulgação

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MILEY CYRUS, “PRELUDE” / “SOMETHING BEAUTIFUL”. Ficou assustado / assustada com a guinada indie-rock-prog (!!) empreendida por Miley Cyrus em suas duas novas músicas? Bom, passado o susto inicial, os dois singles de Something beautiful, o tal álbum visual de Miley supostamente inspirado em Pink Floyd (e previsto para sair dia 30 de maio, com o filme do disco saindo em junho), revelam um projeto pop, jazzístico, distorcido e ambicioso, e que não necessariamente vai aproximar a cantora de uma galera mais indie – mas provavelmente vai trazer mais criatividade e perturbação ao universo pop do qual ela vem. Shawn Everett, que trabalhou com The War On Drugs e The Killers, é um dos produtores ao lado da própria Miley. E na quinta-feira (3) tem single novo, End of the world.

ST. VINCENT, “DOA (DEATH OF A UNICORN)”. Se Miley Cyrus virou indie, talvez você não estranhe a trevosa St Vincent (ou Annie Clark, seu nome verdadeiro) lançar sua canção mais pop. DOA está na trilha do filme Death of a unicorn, uma comédia de horror de Anna Chandler, com Paul Rudd e Jenna Ortega no elenco, ainda sem data de exibição no Brasil. E, enfim, é pop, mas à maneira de St Vincent, já que o som é um eletrorock com batida funkeada, lembrando uma Gang Of Four acelerada (e com direito a uma guitarra-base que oscila entre Chic e juju music). Nem precisa falar em que volume você deve escutar esse sonzão. Certo?

THE HIVES, “ENOUGH IS ENOUGH”. The Hives forever forever The Hives, próximo álbum dos Hives, programado para 29 de agosto, tem créditos para o “sexto membro” Ranzy Fitzsimmons como autor – mesmo que o disco anterior, The death of Randy Fitzsimmons (2023) tenha anunciado o falecimento do sujeito, que na verdade é um codinome do guitarrista Niklas Almqvist. O disco tem produção de Pelle Gunnerfeldt e Mike D (Beastie Boys), participação de Josh Homme (Queens Of The Stone Age) e acaba de ser anunciado com o single/clipe Enough is enough, desde já um clássico master da paciência que se esgota. E a faixa é creditada a quatro Fitzsimmons (Randy, Chip, Montgomery e Wilbur).

WET LEG, “CATCH THESE FISTS”. O disco novo da dupla formada por Rhian Teasdale e Hester Chambers (tem mais integrantes, mas elas são “a” banda) está previsto para sair dia 11 de julho e se chama Moisturizer. Aparentemente, mesmo com o destaque dado às duas, é um trabalho mais coletivo, no qual todos os músicos participaram. E, segundo Rhian, o disco que vem por aí fala sobre a descoberta de sua sexualidade: “Pensava que era heterossexual e que sempre seria assim, até conhecer a pessoa com quem namoro agora. Estas canções são sobre ela”, conta. Catch these fists é um rock “indie” e quase falado, que lembra a descontração do Elastica. O clipe, dirigido pelo próprio Wet Leg, traz a banda se exercitando e treinando como se fosse entrar num ringue. Só falta falar “tá pago!”

CAR SEAT HEADREST, “CCF (I’M GONNA STAY WITH YOU)”. Colocamos essa música de última hora aqui, já que saiu agora há pouquinho: o single novo do Car Seat Headrest continua a aventura progressiva que a banda de Will Toledo pôs para rodar no single anterior, Gethsemane – e que serve de batedor para o disco The scholars, o mais ousado do grupo, que sai dia 2 de maio. Dessa vez, somos apresentados à história de Beolco, um estudante que se acha conectado espiritualmente ao dramaturgo que criou a universidade Parnassus, onde ele estuda. O clipe dá imagens em animação para a história. Já o som parece unir Paul Simon e The Who (!) como se sempre tivessem existido um para o outro.

THE OPHELIAS, “CICADA”. “Essa música é sobre como nenhum dos meus ex relacionamentos ou ex-amigos usa mídia social. Cabe a mim adivinhar o que estão fazendo, como passam o tempo. Acho que às vezes é melhor não saber!”, conta Spencer Peppet, do The Ophelias, sobre a tensa e doce Cicada, música nova do grupo norte-americano. Um indie rock levado adiante por cordas e por uma melodia difícil de tirar da mente. Spring grove, disco novo do grupo, sai dia no 4 de abril, e tem produção de Julien Baker (Boygenius).

FLORIST, “JELLYFISH”. “Você é apenas uma pequena parte / mas sua vida vale muito / destrua o sentimento de que você não é/ destrua o sentimento de que você não é o suficiente”, canta candidamente Emily Sprague, vocalista do Florist, banda indie de Nova York, que lança o disco Jellyfish nesta sexta (4). Tanto a faixa-título quanto o disco falam sobre “repensar o que é normalizado para que possamos ser mais simbióticos uns com os outros e com a Terra” e fazem questão de lembrar a quem ouve que “somos merecedores de felicidade e amor”. Doçura em forma de indie-folk.

SOLARRIO, “SO MANY QUESTIONS”. Quem diria que algo parecido com a batidinha de Girl I’m gonna miss you, do Milli Vanilli, ia ganhar clima vaporwave, synths gelados e vibe moderninha (com direito a um lyric video baseado em emoticons e mensagens pelo celular)? Solarrio – ou David Baremboim, seu nome verdadeiro – é um cantor e compositor que cresceu entre Paris, Berlim e Chicago, e fala em So many questions sobre amor, limites e verdades que doem.

DAHL, “ALLEYS”. Com um leque de influências que inclui bandas como Radiohead, Efterklang e The Arcade Fire, o Dahl é uma banda de art rock do Canadá (como tá vindo coisa legal de lá, por sinal) que oscila entre o quase-progressivismo e a ambient music. Alleys, música marcada por teclados circulares e por uma sonoridade estelar, saiu ano passado no EP mais recente do grupo, The Earle’s Hall Sessions. E surgiu de uma espécie de retiro do Dahl, em que o grupo se propôs a escrever e gravar sete músicas em dois dias (e conseguiu!).

THE BOLSHOI BROTHERS, “JUST A GIRL”. Parece nome de dupla de malabaristas de circo (os grandes “irmãos Bolshoi”, enfim), mas não é: Trevor Tanner e Paul Clark, ex-integrantes do Bolshoi – aqueles caras de hits oitentistas como A way e Sunday morning, lembra? – retomaram a banda, só que com o nome The Bolshoi Brothers. O primeiro álbum do novo grupo, epônimo, já saiu, destacando o single Just a girl, que une folk setentista e sintetizadores que aludem tanto ao rock progressivo quanto ao synth pop. Curiosidades sobre o grupo: 1) baseados originalmente em Londres, os dois hoje vivem nos Estados Unidos – Trevor na Flórida e Paul em Seattle; 2) a dupla não trabalhava junta há 35 anos e começou a bolar o disco na época da pandemia, cada um em seu canto; 3) o visual de Trevor e Paul hoje em dia varia entre o gótico e o motoclubber, com couro da cabeça aos pés (Trevor adotou até uma bandana).

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Crítica

Ouvimos: Benefits, “Constant noise”

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Ouvimos: Benefits, “Constant noise”

O maior benefício (sim, é um trocadilho idiota) do Benefits é mostrar que ainda é possível inovar no pós-punk. Mesmo que à custa da popularização do seu som, já que o que se ouve em Constant noise, segundo disco da dupla (Kingsley Hall e Robbie Major, os nomes dos sujeitos), é uma mistura de ambient, punk, eletrorock, metal e krautrock com vocais falados.

Não, não são raps. A música da dupla é uma onda constante de spoken word, com vocais cuspidos e frases raivosas como “estou olhando para uma montanha de merda”, “promessas se transformam em mentiras, que se transformam em promessas / e aí eles morrem”, “um homem na TV diz que mísseis estão disparando / e interrompe minha thread social”. Quase sempre o alvo é o ser humano perdido em meio a redes sociais, notícias a todo momento, burnout e cérebro apodrecendo.

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Constant noise é um disco que Kingsley definiu à Rolling Stone britânica como sendo “muito mais raivoso que o anterior” (a estreia Nails, de 2023). Ele também contou que sua voz saiu “fodida” da gravação do disco, ainda que os gritos se resumam à faixa Lies and fear, punk-metal pesado, batido intermitentemente na bateria e nas guitarras, com torrente de ruídos no final. A faixa-título, que abre o álbum, traz um coral perturbador de uma nota só ao fundo, até que a música se transforma numa faixa sintetizada e introspectiva. Land of the tyrants, com Zera Tonin nos vocais sussurrados, fala sobre o fim de todo tipo de virtude (“salve o ladrão / nesta terra dos tiranos”) em meio a um clima dançante e estranho. The victory lap é quase um drum’n bass.

Já a guerrilheira Missiles, estranhamente, é uma das primeiras vezes em que a narração do disco se torna calma – ainda que seja uma canção anti-guerra de seis minutos, com teclados em tom apocalíptico. Outra mudança rola em Blame, única faixa do disco a ter vibe de rap, com batidão dance cavernoso e teclados que parecem sonorizar a imagem de várias luzes se digladiando. Prosseguindo, tem o clima espacial e sombrio de Continual, uma espécie de samba-jazz ambient em Divide, um aceno à fantasmagoria do Radiohead em Everything is going to be alright e um jazz experimental e fúnebre em Terror forever.

Constant noise tem também duas canções que caminham do pop oitentista ao eletrônico lúgubre, Relentless e Dancing on the tables. Além da tempestade sonora (anunciada por um coral fantasmagórico e por uma letra que fala em cidades-quase-fantasma) em The brambles, e de uma rara música cantada, a destrutiva Burnt out family home. O Benefits não faz concessões, mas pode se tornar uma obsessão para quem busca música densa, perturbadora e implacável.

Nota: 9
Gravadora: Invada Records UK
Lançamento: 21 de março de 2025.

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Crítica

Ouvimos: Nova Materia, “Current mutations”

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Ouvimos: Nova Materia, “Current mutations”

Duo trevoso, meio francês, meio chileno, o Nova Materia descende do Panico, uma banda chilena de pós-punk que promovia uniões sonoras com ritmos latino-americanos. No EP Current mutations, Caroline Chaspoul e Eduardo Henriquez parecem mais interessados em promover mutações sonoras que passam pela experimentação synthpop. Lo que no entiendes, na abertura, está mais para um krautrock torto, com vocais falados e teclados distorcidos. Fictions of myself abre com um batidão que lembra um baile funk (alguns trechos vocais lembram alguém testando o som), descambando num eletrorock furioso.

Invisible flows tem tom tranquilo, mesmo com a batida constante e as vozes distorcidas – um som que começa como uma viagem etérea e aos poucos ganha contornos mais sombrios. Change mutate transformation, no final, traz o Nova Materia em um rock eletrônico de pegada quase industrial, guiado por ruídos de guitarra e teclado. O resultado é uma mistura intrigante: dançante e gótica, como um relaxamento imerso nas sombras.

Nota: 8
Gravadora: Beta Pictoris Music/Modulor
Lançamento: 7 de março de 2025.

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