Um pesquisador chamado Perran Ross, que faz pós-doutorado na Escola de Biociências da Universidade de Melbourne, na Austrália, decidiu mostrar num vídeo e num texto parte da pesquisa que faz com mosquitos Aedes Aegypti (enfim, os mosquitos da dengue, como são chamados aqui no Brasil). Perran está investigando maneiras de controlar pragas de insetos e vetores de doenças. Numa das pesquisas que fez, ele voltou aos estudos de um PhD chamado Robert Gwadz.

Robert, em estudos realizados há mais de 50 anos, descobriu que se você fizer “uma incisão no cordão nervoso ventral de um mosquito”, ele vai agir como aquelas pessoas que num Natal, comem tudo o que tem na geladeira, mal percebem que já está na hora de parar e mal conseguem se levantar depois do sofá. Ou seja: vai comer muito mais do que cabe na barriga.

A diferença é que os tais mosquitos, ao picarem alguém, bebem mais sangue do que seu organismo é capaz de absorver. E explodem. Olha aí o vídeo abaixo (imagens, er, fortes).

“O vídeo acima – que, avisado, pode não ser adequado para quem é sensível ao ver sangue – mostra alguns dos resultados mais dramáticos da operação. Os mosquitos bebiam muito além do seu quinhão de sangue e eram incapazes de voar ou mesmo andar. Outros foram ainda mais longe, bebendo tanto que acabaram estourando. Muitas vezes, eles continuavam a se alimentar muito tempo após a ruptura do abdômen, sem saber que o que estava acontecendo estava saindo direto do outro lado”, escreve Ross no texto.

O artigo de Ross saiu na Enthomology Today. Vale citar que, segundo o próprio pesquisador, realizar cirurgias em mosquitos não ajuda a reduzir a incidência de doenças, por si só. Por sinal, imagina pegar um monte de mosquitos e sair operando todos