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Cultura Pop

Show da Virada: The Who, Pink Floyd e Small Faces em Paris, no réveillon de 1968

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Show da Virada: The Who, Pink Floyd e Small Faces em Paris, no réveillon de 1968

Resolvemos seu problema se você está sem uma trilha decente para sua virada de ano: você vai pular de 2019 para 2020 (ou seja lá em que ano que você esteja vendo este link) na companhia de The Who, Small Faces, Pink Floyd, The Troggs, Joe Cocker, Fleetwood Mac e Booker T & The MG’s. E também na de uma pouco conhecida banda inglesa chamada The Equals, e de uma banda francesa chamada Les Variations. Tudo por causa de um evento chamado Surprise-Partie, transmitido direto de Paris, na véspera de ano novo de 1968 (olha só o ano e o local!) pelo estúdios da ORTF,  único canal de TV francês da época.

O evento, na verdade, durou três horas e meia e teve muito mais atrações do que você pode encontrar no YouTube. Participaram também Jacques Dutronc, Françoise Hardy, Aphrodite’s Child, Johnny Hallyday, PP Arnold, Marie Laforet e vários outros nomes, num período em que o rock era bastante forte na França e bandas inglesas e americanas faziam gravações e lançamentos exclusivos para o país.

Num dos anos mais caóticos e revolucionários para a França, algumas daquelas bandas estavam também vivendo, coincidentemente, períodos de caos e desordem. Ou estavam em compasso de espera por mudanças. O Pink Floyd lançara o segundo disco, A saucerful of secrets, e já se apresentavam sem o líder Syd Barrett – e ainda não era a banda grande que se tornaria em poucos anos. Joe Cocker era famosão, mas estava prestes a virar “o” cara, após sua apresentação em Woodstock, no ano seguinte.

Já o The Who (cujo show tá inteiro aí em cima deste texto) permanecia na turnê do disco The Who sell out (1968), era ainda tido como uma grande banda de singles apesar de ter dado um passo além com músicas como A quick one while he’s away e Rael, mas já se preparava para a ópera-rock Tommy e a apresentação no festival de Woodstock, ambas em 1969. Os Small Faces (que, assim como o The Who, não tocou ao vivo e fez dublagem) se separariam pouco depois e, das cinzas, nasceria o The Faces. E o Fleetwood Mac estava em vias de perder o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer e entrar na sua fase casa de Noca, com vários integrantes entrando e saindo (falamos disso aqui).

Um destaque vai para o The Equals, banda londrina de rock e r&b de formação multirracial, que teve um grande sucesso como Baby, come back. Se você está achando o guitarrista parecido com alguém que você conhece, é ele mesmo: Eddy Grant, o cara de hits como I don’t wanna dance e Electric avenue. Para a virada de 1968 ele adotou um visual glam punk, com terno psicodélico e cabelo pintado de louro.

Se você ficou interessado em ver todo o show, dica: dê um jeito de baixar tudo do YouTube, porque o material some da internet de tempos em tempos (chegou a sair tudo em dois DVDs). Olha aí o alegado “show inteiro” (na verdade, um corte com pouco mais de uma hora e meia da apresentação), com The Who, The Small Faces, Pink Floyd, The Troggs, Joe Cocker e Fleetwood Mac.

Olha aí The Equals mandando bala na boa Equality. O show inteiro deles não está no YouTube, infelizmente.

O show (presume-se) na íntegra do Les Variations.

Oito minutinhos do show de Booker T & The MG’s.

Feliz 2020! Estaremos aqui.

Via Stranger That Known

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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