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Urgente!: Kim Gordon vs IA; Bleachers lança clipe romântico; Exclusive Os Cabides louva Daniel Johnston em EP

“Eu estava pensando se meu próximo chefe seria um chatbot de IA. Nós seremos os primeiros a perder o emprego, e não os bilionários da tecnologia. É algo tão abstrato que as pessoas não conseguem compreender”, diz ninguém menos que Kim Gordon, que já havia anunciado seu disco Play me para o dia 13 de março, pela Matador. E essa declaração dela aí é o tema do novo single, Dirty tech, cujo clipe, dirigido por Moni Haworth, traz Kim interpretando uma funcionária de empresa solitária e isolada, em meio a papéis, telefones, microfones de call center, num clima bizarro de “o último a sair do mercado de trabalho apaga a luz”. E assim como no primeiro single do disco, Not today, o som é ruidoso, experimental e uma piscina de krautrock. Ficou curioso / curiosa pelo disco inteiro? Nós também.
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Jack Antonoff é um dos sujeitos mais ocupados do showbusiness e um cara que gosta de trabalhos que realmente dão trabalho – recentemente produziu Sabrina Carpenter e Doja Cat, por exemplo. Mesmo assim, não larga de mão seus projetos pessoais, como os Bleachers. Agora ele volta a mexer nessa frente: a banda prepara seu quinto disco, intitulado Everyone for ten minutes, previsto para maio. A divulgação apresenta o álbum como um trabalho de tom mais claro e afetivo, ideia que aparece já no single de estreia, o synthpop solar e romântico You and forever. A música saiu com vídeo dirigido por Alex Lockett e protagonizado por Antonoff e sua esposa Margaret Qualley. Na história, ele atravessa uma série de contratempos enquanto tenta chegar em casa para encontrá-la, cantando ao longo do caminho: “”Que se dane tudo o que me disseram, porque acabei de ver os céus se abrirem / agora só resta você e para sempre”. Fofo. Confira o vídeo abaixo.
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Escalados para o festival Circuito – Nova Música, Novos Caminhos (falamos desse rolê aqui), os catarinenses do Exclusive Os Cabides acabam de fazer um lançamento especial enquanto não sai o próximo álbum. É I love you Daniel, EP dedicado à obra de um dos ídolos da banda, o saudoso Daniel Johnston. Para deixar claro o caráter 100% indie da iniciativa, o disco saiu só no Bandcamp. No repertório, Casper the friendly ghost, Silly love, Walking the cow e Some things last a long time. Se Daniel estivesse vivo, teria completado 65 anos no dia 22 de janeiro – é uma boa época para relembrá-lo, e inclusive Beck acaba de lançar uma versão do quase-hit True love will find you in the end no disco Everybody’s gotta learn sometime (você leu sobre isso aqui mesmo no Pop Fantasma).
Foto Kim Gordon: Moni Haworth / Divulgação
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Keith Richards: “Não vai ter show dos Rolling Stones em 2026”

Keith Richards confirmou que os Rolling Stones não farão turnê em 2026, mesmo na iminência de lançar um disco novo, Foreign tongues. O guitarrista e artífice da banda fez mistério sobre se o grupo volta à estrada em 2027. No máximo deu a entender que pode rolar.
“Podemos conversar sobre isso no ano que vem. No momento, estamos apenas dizendo que terminamos o disco… (e estamos) considerando o que fazer depois. Em breve, mas não este ano”, disse o músico num papo com a Associated Press, durante a apresentação de Foreign tongues á imprensa no dia 8 de maio.
Caso a banda faça uma turnê no próximo ano, pode ser, quem sabe, que eles sejam a atração principal do Glastonbury em 2027 – há rumores de que isso vá rolar. A última vez que eles foram a atração principal por lá foi em 2013 – por acaso, sua primeira apresentação no festival.
Foreign tongues, 25º álbum dé estúdio dos Rolling Stones, sai dia 10 de julho e já teve até a capa liberada – era aquela junção de caricaturas dos integrantes que estava aparecendo aos poucos na internet, e que foi feita pelo pintor norte-americano Nathaniel Mary Quinn. A revelação vem após a banda fazer suspense de todas as formas possíveis, incluindo outdoors em todo o mundo com o título do álbum traduzido para diversos idiomas.
Além da capa, já tem até o primeiro single, In the stars – um baita hino stoniano feito por Mick Jagger e Keith Richards. Rough and twisted, a música que os Stones haviam distribuído apenas num single de vinil sob o codinome The Cockroaches (falamos disso aí há alguns dias) também está agora oficialmente nas plataformas. Havia rumores de que sairia uma música intitulada Mr. Charm no dia 11 de abril de 2026 – até agora, nada com esse nome.
O guitarrista Ronnie Wood foi bater um papo com Jimmy Fallon no Tonight Show e fez algumas revelações bem interessantes sobre o disco – até o momento não confirmadas pela banda. O músico disse ter gravado um solo de guitarra de nove minutos para uma música chamada Back in your life, embora ele tenha acrescentado o tal solo acabou sendo reduzido para quatro ou cinco minutos. Segundo ele, foi tudo feito numa tomada só, mas… “eu não fiz isso, a guitarra tocou sozinha”.
Tem mais: Fallon, que já estava com uma cópia em vinil de Foreign tongues na mão e já havia escutado o disco, disse que o álbum tem uma cover do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good – aquela mesma, do disco Back to black, de 2006. Ron cantarolou o riff principal da música e não pareceu se importar com a revelação.
Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons
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Sucesso fabricado no mundo indie: assunto (que envolve o Geese) rende…

Lembra do tal caso do jabá virtual no qual o nome do Geese acabou envolvido, do qual falamos aqui? Bom, a história acabou crescendo a ponto de interessar ao jornal britânico The Guardian, que pautou o assunto, e acabou envolvendo os nomes de mais artistas na história.
A reportagem assinada por Shaad D’Souza diz que uma renca de bandas e popstars (Fatboy Slim, Charli XCX, Chappell Roan e Doechii entre eles) utilizaram os serviços de uma empresa chamada Your Culture, que esteve por trás de eventos bem virais do mercado de shows no ano passado. Entre eles, o lançamento do segundo disco do The Last Dinner Party, o show surpresa de Calum Scott na estação St. Pancras International e o show de Chappell Roan como headliner do festival de Reading.
E que é a tal da Your Culture? Bom, ela é uma agência boutique da Inglaterra, que já afirmou no Instagram ter trabalhado “com 55% dos indicados” ao Brit Awards mais recente. O negócio, diz o The Guardian, é basicamente enviar influenciadores e criadores de conteúdo para assistir a shows e publicar vídeos com “aparência natural” nas redes sociais (se você alguma vez se perguntou porque é que tanta gente anda dizendo que os novos tempos são de despojamento nas redes sociais, é uma consequência desse “naturalismo” dos vídeos de shows dos famosos).
Apesar do clima de “oh, meu deus, que horror!” que a reportagem tenta passar, vamos combinar que isso nem é novidade, ainda mais no Brasil, onde influencers brotam em vários shows e cobram pela presença. Dependendo do status, os influencers são convidados para ações em que devem ir a um show ou evento, postar uma foto e dois stories, e tá tudo bem, sem envolver pagamento.
Mas a matéria vai andando até chegar na Chaotic Good, a tal empresa que cuidava dos interesses do Geese, e que falou sobre seus serviços de maneira bem pouco discreta num podcast da Billboard – e depois virou matéria da Wired. Shaad enfatiza que se trata de uma empresa de marketing especializada em divulgar música no TikTok, e que além do Geese e de seu cantor Cameron Winter, tem também no catálogo nomes como Sombr, Warren, Oklou, Zara Larsson, Mk.gee e Dijon – uma turma indie, ou indie pop.
O trabalho da Chaotic Good seria bem mais, digamos, nebuloso que apenas provocar FOMO (fear of missing out, “medo de ficar de fora”) em quem não foi a festivais – que é o que a tal da Your Culture faz. Entre as ações, há campanhas para empurrar uma certa história sobre o artista, com microinfluenciadores e páginas musicais pagas para postar sobre ele do jeito combinado. Também rolam ações de conteúdo “orgânico”, em que a turma ligada à Chaotic Good espalha vídeos e posts usando músicas específicas do artista de fundo.
E existe ainda o esquema das páginas de fã fake: a empresa cria e toca perfis falsos nas redes, que vivem postando trechos de clipes, vídeos de show, cartazes de turnê e qualquer coisa que ajude a aumentar o hype. Para isso, a empresa cria legendas vendendo o artista como o último biscoito do pacote, que você não poder perder, ou vai ficar de fora (opa, olha o FOMO aí de novo).
O Guardian chama atenção pra um detalhe básico: na política, rola tanta sacanagem na hora de divulgar candidatos, que as pessoas já se acostumaram. Talvez na música mainstream aconteça o mesmo. Mas no universo da música indie, ainda há uma expectativa de sucesso “orgânico” (ou próximo disso) e digno. Tanto que muitos fãs chegaram a questionar se o sucesso do Geese é ou não é “legítimo”.
Fontes ouvidas pela matéria afirmam que esses métodos são mais velhos que andar pra frente – e que não é de hoje que selos indies criam páginas fake para divulgar artistas. Jack, um empresário ouvido pelo jornal (não deu sobrenome) contratou a Chaotic Good após perceber que pagar impulsionamento em redes sociais não adiantaria de nada, já que essas empresas têm milhões de contas fake trabalhando pra elas.
É meio como aquela história contada por não lembro quem, aqui no Brasil: você paga jabá para uma rádio, aí vêm os sertanejos, que têm grana a rodo, e compram a rádio. Jack, aliás, contratou a Chaotic Good para iniciar “conversas” nas redes com contas fake – e depois que a empresa explanou tudo, ele próprio achou que aquilo podia dar merda (talvez possa dar merda de verdade: nos EUA, esse tipo de marketing é considerado ilegal; na Inglaterra, discute-se a respeito).
A matéria do The Guardian tá aqui e rende discussões para mais de um ano. O curioso é que executivos de gravadoras indies já andam achando que esse tipo de divulgação serve mais para arrancar dinheiro de bandas e cumprir tabela. Uma executiva chamada Anna (não deu sobrenome) diz que contratou a Chaotic Good quando percebeu um crescimento de uma artista sua no TikTok – mas ela logo viu que só vale a pena usar esse tipo de serviço quando a música já tinha um crescimento orgânico. No caso do Geese, por exemplo, a banda já tinha fãs e era endossada por criticos há tempos.
O contraditório – e isso também é apontado por alguns entrevistados – é que os números do Geese, mesmo com todo o investimento, são grandes mas não exorbitantes. Vá no Spotify e compare a banda com Chappell Roan, Beyoncé ou Anitta para você ver o que é popularidade de verdade – o que já bate de frente com todo o burburinho sobre o Geese. Anna diz que essas campanhas só funcionam se os fãs já gostarem do artista de alguma forma, e que não dá pra simplesmente parir um sucesso do nada. Jack é mais radical e afirma: “Eu também penso: ‘grande parte da internet é uma farsa’. Talvez as pessoas precisassem acordar”, enfatiza.
Teve uma figura do mercado musical que falou ao The Guardian sem rodeios e ainda deu nome. É Anton Teichmann, empresário e fundador da gravadora independente berlinense Mansions and Millions, que esfrega na cara do leitor / da leitora uma verdade dura de engolir: sem grana, as portas da indústria musical estão fechadas, mesmo que você seja um pobre artista indie. E o modelo de negócios das plataformas e redes sociais esta mais do que ligado a isso. “As mesmas poucas plataformas agora controlam o acesso ao público e, é claro, querem cobrar de qualquer um que tente romper essa barreira”, escreveu ele no Instagram.
Enfim… Que merda.
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Giant Rooks, direto da Alemanha, anuncia show no Brasil em novembro

A banda alemã Giant Rooks volta ao Brasil no fim do ano para um show único em São Paulo. A apresentação acontece no dia 28 de novembro, na Audio, e marca a primeira passagem do grupo pelo país desde 2024, quando eles fizeram a abertura da turnê de Louis Tomlinson. Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta pela Livepass.
A turnê passa pela América Latina e América do Norte entre novembro e dezembro de 2026, com datas no Canadá, Estados Unidos, México, Argentina, Peru, Chile e Brasil. No repertório, entram músicas novas como Want it back, single lançado recentemente por eles. Na formação da banda, que transita entre indie, pop e eletrônica, Frederik Rabe (vocais), Finn Schwieters (guitarra), Luca Göttner (baixo), Jonathan Wischniowski (teclados) e Finn Thomas (bateria).
Formado em 2015, o Giant Rooks saiu da cena indie alemã para virar nome constante em festivais e turnês internacionais. Faixas como Wild stare, Watershed e a releitura de Tom’s diner (Suzanne Vega) ajudaram a ampliar o público da banda, assim como o álbum How have you been? (2024). Nos últimos anos, Giant Rooks também se apresentou em festivais como Lollapalooza Chicago, Reading and Leeds Festivals e Sziget Festival
Desde a última passagem pelo Brasil, o grupo lançou singles como The future is cancelled e Want it back, que devem antecipar um novo disco ainda não anunciado oficialmente.
SERVIÇO:
GIANT ROOKS – LATIN AMERICA TOUR 2026
Apresentado por: Move Concerts
São Paulo (SP)
Data: 28 de novembro de 2026
Local: Audio
Classificação etária: 16 anos desacompanhados. Menores de 16 anos somente acompanhados pelos pais ou responsável legal. Sujeito a alteração conforme decisão judicial.
Venda geral
Sexta-feira, 15 de maio de 2026, às 10h (horário local)
Ingressos: Livepass
Preços
Pista Lote 1 — R$ 335,00 (inteira) / R$ 167,50 (meia)
Camarotes — R$ 640,00 (inteira) / R$ 320,00 (meia)
Foto: Jakob Furis / Divulgação







































