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Charli XCX lança música só em vinil e no Instagram. “Pode ripar o áudio se quiser!”, avisa

Surgiu uma conta paralela de Charli XCX no Instagram, a b.sides, com fotos e outras coisas extras – como o making of do clipe de Rock music, seu mais novo single e sua virada roqueira, por exemplo. E a novidade é que ela apresentou aos fãs por lá o clipe de outra música nova, I keep on thinking bout you every single day and night – uma música bem mais tranquila e desacelerada que Rock music, e com vídeo seguindo a mesma estética introspectiva. Charli dança pelos corredores vazios de um lugar em Kyoto que tem pinta de hotel (na real, parece mais um hospital) até chegar em um estúdio de dança.
A faixa traz Charli cantando para uma pessoa que pode ser seu interesse amoroso, digamos assim – e traz questionamentos sobre sexualidade. “Talvez pudéssemos nos tornar um só, como algo saído de um filme de Jacques Rivette”, canta, fazendo referência ao diretor da Nouvelle Vague francesa. “Agora estou me perguntando se talvez eu possa ser gay, mas vamos lá, olhe para mim, provavelmente não sou”, continua. Vai saber quem é o alvo do interesse de Charli na vida real, mas ela ainda joga uma maldade na história: “Sempre me perguntei se você era realmente gay, ou se isso é algo que você só diz pensando na sua carreira”. Eita.
No tal instagram paralelo, ela diz que o clipe, dirigido por Aidan Zamiri, foi feito enquanto ela passava seis semanas em Kyoto fazendo um filme – provavelmente o filme de terror que até o momento é provisoriamente chamado de Untitled Kyoto, comandado pelo diretor japonês Takashi Miike, produzido e protagonizado por ela. Um outro detalhe é que essa faixa, por enquanto, vai estar apenas no lado B do single de vinil de Rock music, e ela até diz aos fãs: “Pode ripar o áudio se quiser”.
Rock music , o single novo oficial de Charli, surgiu emana passada adiantando o próximo projeto de Charli, que é um disco de rock. Num papo com a Vogue, há algumas semanas, ela disse: “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”. Os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock. Só esperando.
Foto: Reprodução Instagram
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Spotify vai identificar artistas feitos por IA e tirá-los das recomendações

RESUMO: O Spotify vai começar a identificar artistas criados por inteligência artificial com um selo de “AI persona” e, por padrão, tirá-los das recomendações personalizadas. A medida, prevista para setembro, tenta separar artistas reais de identidades musicais fabricadas por IA.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Spotify
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O bicho, aparentemente, vai pegar pra IA: o Spotify está preparando uma mudança importante na maneira como lida com artistas criados por inteligência artificial. A partir de setembro, a plataforma pretende identificar esses projetos com um selo de “AI persona” e, por padrão, impedir que eles apareçam nas recomendações personalizadas dos usuários.
A ideia é separar com mais clareza artistas reais de identidades musicais fabricadas por IA. O aviso aparecerá tanto no perfil do artista quanto nas páginas das músicas e playlists. A medida deve atingir casos como o Velvet Sundown, banda de rock que ganhou uma quantidade considerável de ouvintes antes de sua natureza artificial virar assunto.
Segundo o Spotify, a mudança tem a ver principalmente com confiança. “Uma conexão verdadeira entre artista e fã só pode ser construída sobre uma base de confiança e autenticidade. Na música, isso significa que os ouvintes precisam poder confiar que o artista por trás daquela música é quem diz ser. Isso é mais importante do que nunca na era da IA generativa”, diz o texto da plataforma.
O Spotify já vinha enfrentando uma enxurrada de material produzido artificialmente. No ano passado, revelou ter retirado 75 milhões de faixas consideradas spam em um período de apenas 12 meses. Para dar uma dimensão do problema, o catálogo legítimo do Spotify tem cerca de 100 milhões de músicas.
O sistema não vai depender apenas da declaração dos próprios artistas. Criadores poderão informar voluntariamente que suas identidades são produzidas por IA e receber o selo correspondente, mas o Spotify também pretende investigar os casos por conta própria, combinando análise humana com ferramentas de detecção baseadas em inteligência artificial.
A preocupação é evitar justamente a situação em que um ouvinte acredita estar acompanhando um músico de verdade e só descobre depois que aquela persona nunca existiu. “Os ouvintes têm deixado claro que não gostam de ver um perfil de artista que parece humano e só depois descobrir que aquela persona foi gerada por IA”, avisam.
O Velvet Sundown é um dos exemplos mais curiosos dessa confusão. O projeto apareceu apresentando-se como uma banda americana de rock inspirada nos anos 1970 e chegou a acumular 117 mil ouvintes mensais no Spotify. Depois que a discussão sobre sua existência ganhou força, os canais da própria banda confirmaram que se tratava de uma criação de IA, descrita como algo “em algum lugar entre” o humano e a máquina. Mesmo assim, a página do grupo no Spotify ainda não deixa evidente que se trata de um projeto artificial. O perfil o apresenta como um “projeto musical sintético”.
Outro caso que levantou dúvidas foi o de Sienna Rose, cantora de soul que chegou ao Top 50 viral do Spotify. A artista acumulou mais de meio milhão de ouvintes mensais sem apresentar os sinais habituais de uma carreira musical: não havia shows, vídeos ou outras evidências públicas de uma cantora real. Ao mesmo tempo, ela lançou uma quantidade enorme de músicas em apenas dez semanas. O perfil de Sienna Rose também não esclarece se a cantora é uma pessoa real ou uma criação de inteligência artificial.
A novidade do Spotify, portanto, não significa que músicas feitas por IA serão banidas. Elas poderão continuar na plataforma. A diferença é que, se estiverem associadas a uma identidade artificial, passarão a carregar essa informação e deixarão de receber, por padrão, o mesmo empurrão algorítmico dado aos demais artistas.
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Neil Young encontra esperança no caos em “Second song”

RESUMO: Neil Young transforma Second song, faixa de 11 minutos que dá nome ao novo álbum com os Chrome Hearts, em uma balada estradeira sobre vida, morte, natureza e esperança. O disco sai em 18 de setembro pela Reprise Records.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se você tem uma pedra no lugar do coração e precisa urgentemente soltar um vale de lágrimas por ordens médicas, ouça Second song, o novo single de Neil Young, gravado com a banda Chrome Hearts. Dura 11:20, é de uma beleza estradeira absurda e conta histórias de vida, morte, cantos de pássaros, sol nascendo, natureza – e um monte de coisas que fazem a gente se perguntar sobre o que estamos fazendo das nossas vidas.
A música é também a faixa-título do novo álbum de Neil Young & The Chrome Hearts, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records. O disco vem na sequência de Talkin’ to the trees, lançado em 2025, e terá sete faixas. Cinco são inéditas e as outras duas são novas versões de Casting me away from you e I’ll love you forever, duas canções antigas resgatadas em discos de “arquivos”.
O novo álbum, aliás, nasceu em um momento particularmente complicado para Young. Em declarações anteriores, o músico havia falado sobre a dificuldade de acompanhar a política americana durante o governo Donald Trump e sobre como essa situação vinha alimentando sua irritação.
“A política de hoje é triste e deprimente para mim. Não aguento mais. Posso sair e demonstrar o que sinto a respeito disso. Temos o pior presidente da história do nosso país. Todo dia recebemos um programa de TV ruim produzido por DJT (iniciais do presidente dos EUA)”, escreveu Young.
Mas havia outra coisa acontecendo ao mesmo tempo: a música voltava a funcionar como uma fonte de prazer. “Agora, felizmente, estou mais uma vez no estúdio gravando um novo álbum com os Chrome Hearts. Eu amo as músicas e os sentimentos de vida e amor. A música é. Até agora temos oito músicas novas. Elas me fazem sentir”, afirmou.
Esse lado parece dominar o novo disco. Second song é uma canção tão política quanto pessoal, em que ele canta versos como “Sonho com uma maneira de viver / Uma maneira de compartilhar o que encontramos / Uma maneira de caminhar devagar pelas folhas esfumaçadas do tempo”, ao mesmo tempo em que fala da natureza, da vida e diz que os pássaros cantando são mais importantes do que qualquer programa de TV. Enfim: continuar vivendo enquanto o mundo parece fora de lugar.
No começo do ano, Young lançou Big crime, uma música de ataque direto a Trump e ao Partido Republicano, além de dizer que o presidente estava “fora de controle” e que “precisamos de um presidente de verdade”. E o comunicado que acompanha o álbum descreve as novas músicas como uma tentativa de transformar experiências difíceis em alguma esperança para o futuro.
“Em tempos em que as vidas são colocadas à prova, esta é uma música que reúne o passado em uma esperança para o futuro”, diz o texto. “Ela permite que quem a ouve perceba os sentimentos íntimos que dão ao próprio Neil Young a convicção necessária para enfrentar nossos obstáculos em meio às suas divisões mais profundas. 2026 nos confronta de maneiras que a sociedade nunca enfrentou antes. Não é hora de desviar o olhar”.
Second song, a música, tá aí. E a capa e a lista de faixas do álbum Second song seguem abaixo.
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01. The foggy edge of time
02. Day after day
03. Earth girl
04. Second song
05. Casting me away from you
06. Soon I might be going
07. I’ll love you forever
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Howling Bells comemora 20 anos da estreia com relançamento em vinil e demos inéditas

RESUMO: Howling Bells celebra 20 anos do álbum de estreia com edição inédita em vinil, demos caseiras encontradas nos arquivos e show comemorativo em Londres. O relançamento chega em 2 de outubro pela Nude Records.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Epizentrum / Divulgação
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O Howling Bells, uma banda queridíssima aqui nos bastidores do Pop Fantasma, resolveu comemorar em grande estilo os 20 anos de seu disco de estreia. O grupo anunciou uma edição especial de Howling Bells (2006), que chega no dia 2 de outubro pela Nude Records e, pela primeira vez, coloca o álbum em vinil. Para completar a festa, a banda ainda fará um show comemorativo em Londres, no Hoxton Hall, em 6 de novembro.
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Produzido por Ken Nelson (Coldplay, Gomez e The Charlatans), Howling Bells apresentou ao mundo o encontro entre guitarras atmosféricas, melodias sombrias e a voz inconfundível de Juanita Stein. Na época, o disco foi tratado como uma pequena joia do rock alternativo. O site Pitchfork definiu os vocais de Juanita como “completamente inesperados, estranhamente confiantes e imediatamente cativantes”, enquanto a NME resumiu tudo chamando o álbum de “extraordinário”.
A edição de aniversário chega em duas versões especiais em vinil. E, apesar da tentação de mexer no passado, a banda preferiu manter tudo exatamente como era. “Foi o álbum que nos lançou no universo da música, que nos levou a milhares de casas de show pelo mundo e que nos permitiu criar conexões profundas com músicos e amantes da música. Também foi um disco que nos ensinou muito sobre nós mesmos. Queríamos preservar seu espírito no vinil, e isso significava não mudar absolutamente nada: a mesma arte, a mesma atmosfera e a mesma urgência sonora gravadas para sempre nos sulcos do disco”, contou Juanita.
A ideia inicial era incluir músicas novas no pacote. Mas elas acabaram ficando de fora, ou quase isso. “Parecia que elas eram modernas demais para fazer parte desse universo”, explica a cantora. A solução foi mergulhar nos arquivos da banda em busca das demos originais do álbum. O problema é que elas simplesmente tinham desaparecido.
Depois de procurar em tudo quanto era canto e pedir ajuda a antigos colaboradores, Juanita acabou encontrando uma sacola empoeirada cheia de fitas cassete e CDs esquecidos. Ali estavam registros ainda mais antigos: as primeiras gravações caseiras de The night is young e The bell hit, feitas apenas com voz, guitarra, baixo, teclados e harmonias. Também apareceram Hold on e Sunken eyes, compostas na mesma época. “O que encontrei era até anterior às demos do álbum. Hoje percebo como essas quatro gravações são especiais. Elas capturam a energia e a ambição daquela fase”, disse.
Para dar um gostinho do relançamento, o Howling Bells disponibilizou justamente a demo inédita de The night is young, acompanhada por um clipe novo. “Este vídeo é uma espécie de carta de amor para a Sydney onde crescemos — a Bondi Beach e o centro da cidade no começo dos anos 2000, quando nós três escrevíamos músicas entre o trabalho, a faculdade e o surfe (bem, o Joel surfava). É sobre as primeiras casas onde tocamos, os skatistas na praia, os amigos que gravavam nossos vídeos e tiravam fotos, os shows para todas as idades e a cidade que abraçou nossa ambição juvenil”, resume Juanita.
E o tal quase isso do qual falamos acima, é porque as tais duas versões do álbum diferenciam-se uma da outra justamente porque uma é tradicional, só com o vinil de Howling Bells (em cor bordô), e a outra vem em vinil de mármore reciclado Eco-mix, contando ainda com brindes: uma impressão fotográfica exclusiva da banda, tirada durante o primeiro ensaio fotográfico do grupo em Sydney, uma arte exclusiva assinada e… um single de 7 polegadas com o material tirado das tais demos encontradas.
No lado A do compactinho: The bell hit (Bedroom demo 2003) e Highway 99 (Demo 2004). No lado B: Night is young (Bedroom demo 2003) e Sunken eyes (Demo 2004). A pré-venda já tá rolando.
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