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Radar: Tori Amos, Arkells, Alabama Shakes, Burglar – e mais!

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Tori Amos (Foto: Kasia Wozniak / Divulgação)

Tori Amos tá de volta – depois de virar o pop feminino dos anos 1990 de cabeça pra baixo, gravar um punhado de discos clássicos e levar adiante uma carreira em que shows transformam-se em verdadeiros recitais. Ela anuncia disco novo pra breve e já tem clipe rodando, que virou assunto aqui no Radar de hoje. Ouça tudo no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Kasia Wozniak / Divulgação

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TORI AMOS, “GASOLINE GIRLS”. Com a palavra, ninguém menos que Tori Amos, cantora que rescreveu a história da música feminina ao estrear em 1992 com o álbum Little earthquakes (que deu a letra para cantoras como Alanis Morissette): “Esta é uma metáfora para diversas transformações — desde uma adolescente se tornando mulher, passando por mudanças na identidade de gênero ou em sistemas de crenças fundamentais, até as mudanças de vida que acompanham a gravidez, a maternidade e, eventualmente, a menopausa. A música explora as emoções que surgem ao deixar uma versão de si mesma para trás e se tornar outra”.

O assunto aí é a bela Gasoline girls, novo single da cantora, que adianta o álbum In times of dragons, previsto para o dia 1º de maio pela Fontana. O estilo quase folk-erudito de Tori continua o fino (o piano da faixa é maravilhoso) e os vocais dela, idem. E ainda tem o visualizer, em clima motorbiker feminino.

ARKELLS feat POOLSIDE, “WHAT’S ON YOUR MIND”. Na sexta (17) chega às plataformas Between us, disco novo dessa ótima banda canadense, que manda bem em faixas, clipes e material gráfico de modo geral. What’s on your mind é uma perolazinha meio rock, meio disco, cheia de sintetizadores, com participação do Poolside – projeto musical dançante e relax do produtor e compositor Jeffrey Paradise.

“Queríamos uma música hipnótica, onde os acordes não mudam muito e o ritmo e a melodia fazem todo o trabalho pesado. É o que eu mais gosto em assistir música eletrônica ao vivo: como ela pode se repetir indefinidamente, e quanto mais tempo dura, melhor fica. Mergulhamos fundo no mundo dos sintetizadores nesta faixa”, diz o vocalista Max Kerman, que despertou para o som do Poolside ao fazer uma tour com Paradise. “Vimos com ele o poder da repetição. O que a contenção pode oferecer ao público. A paciência de construir uma música com o groove ditando tudo”.

ALABAMA SHAKES, “AMERICAN DREAM”. Já viu quem tá de volta na praça? O single novo do Alabama Shakes já saiu tem alguns dias, mas super vale a pena colocá-lo no Radar. A música nova, um soul-blues-rock carregado, é diretíssima na letra, que comenta a política escrota do atual presidente norte-americano em tom de dedo na cara. “É um retrato do que estamos vivendo em 2026”, diz a cantora Brittany Howard, que além de liderar o Alabama Shakes tem uma carreira solo forte. E vem álbum novo do trio aí, precedido por American dream e pela já lançada Another life.

“Olho em volta e me pergunto como chegamos a um ponto em que há tanta pressão e tão pouco apoio. Quer dizer, não deveria ser impossível tirar uma folga do trabalho para levar o filho ao médico, isso é realmente insano. Minha esperança é que um dia as pessoas ouçam essa música e digam: ‘É, as coisas estavam loucas naquela época, mas nós conseguimos superar”. Literalmente, ouça no volume máximo.

BURGLAR, “STAR-CROSSED”. Duo irlandês formado pela local Willow Hannon (guitarra/vocais) e pelo brasileiro Eduardo Pinheiro (vocais/guitarra), o Burglar surgiu justamente das diferenças e das trocas entre os integrantes: Willow mergulhou de cabeça na produção de bedroom pop ainda na adolescência, e Eduardo foi moldado pela música popular brasileira dos anos 1970 e pela cena garage punk de sua cidade natal, Goiânia. Star-crossed é indie rock com beat dançante e clima próximo do pós-punk, com ótimas base de guitarra.

Já a letra fala dessa impaciência e ansiedade do ser humano em 2026. “É triste que sejamos sempre incentivados a enfrentar nossos problemas sozinhos, como se qualquer coisa que não seja você sendo constantemente produtivo e trabalhando fosse algo ridículo”, conta Eduardo, também se dizendo impaciente. “Tenho medo do futuro, e tudo o que estou tentando dizer com essa música é que você não precisa de grandes mudanças e reinvenções o tempo todo. Você pode permanecer ao lado de pessoas especiais quando elas aparecem. Já existem mudanças grandes o suficiente por aí”.

YOUNG MARTYRS, “IS THERE ANYBODY OUT THERE?”. Com uma música homônima a um lado-Z do Pink Floyd (da ópera-rock The wall, de 1979), esse grupo britânico de alt-americana volta de forma meditativa e até melancólica. Is there… é uma balada marcada por uma onda quase voadora, que propõe uma volta a outros tempos, enquanto o som vai ganhando intensidade.

“É uma música que todos precisam agora; uma canção sobre a busca desesperada por conexão e respostas. É sobre se sentir à deriva enquanto o tempo passa por você, sobre você, sob você. É sobre perda e saudade de alguém, e saudade das coisas boas que você já teve. É sobre crescer e perceber que você não fazia ideia de que, enquanto os melhores momentos aconteciam, talvez você devesse estar se agarrando a eles com mais força, porque um dia o momento terá passado”, conta o vocalista e letrista Tom Corneill.

CIRCUS NERVES, “STRAITJACKET RUNAWAY”. Esse projeto musical do Brooklyn é um duo formado pelo cantor sueco Hampus Svard e pelo ex-crítico gastronômico Evan R. Bison. Alguns singles já sairam em 2024, e agora o Circus Nerves tá de volta com Straitjacket runaway, tema pós-punk + psicodélico de letra contemplativa, falando sobre uma musa que ganha várias formas ao longo da faixa. Tem riff simples, refrão bacana, vocal grave e frio, e um timbre de órgão que remete aos anos 1960 – além de beat dançante.

 

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Radar: Black Pantera, Cela, Leandro Serizo, Hellbenders – e mais!

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Foto (Black Pantera): Felipe Brabo / Divulgação

Bora de Radar nacional pra começar a semana, abrindo com o primeiro vislumbre do audiovisual do Black Pantera, Resistência! Ao vivo no Circo Voador. Mas seguindo com pop (alternativo ou não), hard rock, rock próximo do progressivo e da MPB… muita coisa legal. Ouça tudo hoje de manhã em alto volume!

Texto: Ricardo Schott – Foto (Black Pantera): Felipe Brabo / Divulgação

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BLACK PANTERA, “FOGO NOS RACISTAS” (AO VIVO). Essa faixa do grupo mineiro, uma mescla de metal e rap gravada originalmente no álbum Ascensão (2022), volta agora como primeiro single do audiovisual Resistência! Ao vivo no Circo Voador, gravado no 19 de novembro de 2025, véspera do Dia da Consciência Negra, sob a clássica lona carioca. O primeiro registro audiovisual da banda chega às plataformas neste mês – e ganha transmissão no canal Bis no dia 8 de maio.

“Fogo nos racistas diz muito sobre tudo que esse álbum representa, que é o Black Pantera ao vivo. Com certeza, esse som é furioso, sem papas na língua, sem subjetividade, é simplesmente a ideia sendo lançada na cara mesmo”, comenta Chaene da Gama, baixista e vocalista da banda.

CELA, “MEDO DE GHOSTING”. Curitibana criada em São Paulo, Cela começou na música ainda adolescente. Ela mesma assume as referências em indie rock e dream pop, e agora prepara o primeiro álbum solo. Nesse meio-tempo, vai mostrando o caminho com Medo de ghosting, um single que mistura pop alternativo e um certo clima de soft rock.

A letra entra direto em inseguranças e sustos de relacionamento — especialmente aqueles ciclos meio confusos do começo de namoro, quando a pessoa some por um tempo e… você já imagina o resto. “Eu sempre acho que eu sou o problema / pra todos se afastarem de vez / que mal tem falar o que eu sinto? / sinceridade quase ninguém tem / eu entendo seu lado, é claro, tu tem seu espaço / mas fugir assim não deixa nada mais fácil”, diz.

LEANDRO SERIZO, “MOSTEIRO DO ABISMO”. Prestes a lançar o álbum Sol quimérico – que surgiu de uma pesquisa de mestrado na Unicamp – Leandro adianta o disco com Mosteiro do Abismo, uma mistura extremamente azeitada de Radiohead e Secos & Molhados: tem o clima post-rock do primeiro e as evoluções harmônicas e percussivas do segundo, além de certo clima progressivo.

Na letra, o ato de cantar se torna o ato de seguir em frente, de resolver ambivalências emocionais. “A canção representa, essa tensão entre lucidez e delírio, controle e colapso. Gosto da ideia de que as danças à beira do abismo são parte do caminho”, diz. E ainda tem o clipe, com direção de Stephanie Rios e inspiração no cinema ritualístico de Alejandro Jodorowsky e Sergei Parajanov.

HELLBENDERS, “DESEJAR SEM DESTRUIR”. Banda pesada de Goiânia – e pertencente ao elenco da mitológica Monstro Discos – Hellbenders faz som pesado, entre stoner e hard rock. E depois de alguns álbuns em inglês, vem compondo em português. Dois singles lançados em 2020, Pra entreter e Delírio, já saíram no idioma pátrio. E agora é a vez de Desejar sem destruir, que abre caminho para um novo EP. Na letra, o grupo fala de ansiedades dos dias de hoje – lado a lado de sonoridades mais diretas e de guitarras com afinações mais baixas.

LUIZA AIRES, “INVASÃO DE TE QUERER DE VOLTA”. Luiza recentemente fez sucesso entre os fãs do casal Lorena e Juquinha, da novela Três Graças, por causa da música Menina do cabelo alaranjado – a faixa não está na trilha, mas por causa da coloração ruiva do cabelo de de Gabriela Medvevovski, a Juquinha, acabou entrando nas trends. Dessa vez, a cantora lança Invasão de te querer de volta, um alt-pop com clima tranquilo, com uma letra romântica cujas imagens vieram de um verdadeiro um fluxo de consciência.

“A ideia central de se sentir invadida por um sentimento sempre esteve ali, mas desenvolver o restante da música não foi tão óbvio. Foi um processo de investigar meus sentimentos sobre isso, o que exigiu mais tempo. Costumo seguir com ideias mais brutas e imediatas por levar a escrita como uma sessão de análise. Mas com esse conceito, eu senti que ainda tinha lugares pra acessar, algo que fui encontrando aos poucos”, conta ela, que produziu a nova faixa ao lado de Amadeus De Marchi (Terno Rei, Electric Mob, Hotelo).

RENAN GUERRA, “EU ACORDEI”. Cantor e compositor carioca, Renan acaba de lançar um EP chamado Artista, que vem acompanhado de um curta-metragem – ele diz que tanto disco quanto filme fazem parte da mesma obra, lado a lado. Eu acordei, primeiro single, foi feito por ele em parceria com ninguém menos que o fera da composição Michael Sullivan, que ele conheceu por intermédio de um amigo em comum.

“Conversamos sobre a possibilidade de fazermos algo juntos e ele topou. Começamos a trabalhar e, depois de um tempo, ele criou a melodia para eu escrever a letra em cima. Em outra sessão pintou o refrão, e assim a música foi saindo. Sempre apreciei a maestria dele para escrever músicas de apelo popular. Me sinto abençoado por essa parceria”, conta Renan, que define seu som como “um pop simples e sincero”.

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Radar: Sssiv, Body Type, Kehlani, Foo Fighters – e mais!

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Sssiv (Foto: Divulgação)

O segundo Radar internacional deu aquela atrasada, a edição da newsletter que deveria ter saído ontem também vai atrasar um pouco… Mas beleza, deu tempo de ouvir mais música e de conferir mais lançamentos. Dessa vez abrimos viajando até a Dinamarca e trazendo de lá o som sonhador do Sssiv. Mas tem até Foo Fighters, Kehlani… do mais indie ao mais popular. Ouça no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto Sssiv: Divulgação

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SSSIV, “ALL THE TIME”. Dia 8 de maio sai o próximo EP dessa banda de Copenhague, Sssiv 2. Uma banda ligada ao dream pop e à neo-psicodelia, formada por três integrantes, todos com letra “s” na inicial: Sara (bateria), Stephen (baixo, guitarra) e Sasha (guitarra e baixo). Os três também se responsabilizam pelos vocais – às vezes em coral – e por uma sonoridade que classificam como “espontânea, espiritual, doce; sonhadora e otimista”. Esse é o som de All the time, single que anuncia o disco.

O material do trio costuma sair de improvisações ao vivo, sempre referenciadas por bandas como Galaxie 500, Low, Yo La Tengo e Big Thief – o que já dá uma ideia do nível de criatividade e loucura da turma. “Nós amamos as imperfeições, amamos estragar tudo de um jeito lindo que só os humanos conseguem”, contam eles que, nem precisa falar, não estão nem aí pra IA e outras coisas.

BODY TYPE, “AND WHAT ELSE?”. Criada pela banda King Gizzard & The Lizard Wizard, a p(doom) Records acaba de acrescentar ao seu elenco essa banda do Canadá, formada por quatro mulheres. O Body Type dividiu palco com bandas como Sleater-Kinney, Warpaint, Pixies e Wolf Alice e depois deu um tempo pra fazer trabalhos paralelos. Voltaram em 2024 e And what else? é o primeiro lançamento da nova fase – sai pela Poison City Records na Austrália e Nova Zelândia, com distribuição da p(doom) nos Estados Unidos, Reino Unido e Europa.

O som da nova música é punk altamente cantarolável, com beat sessentista e guitarras simples, cheias de clima – além de vocais bastante melódicos no coral. Já a letra fala sobre a necessidade de validação que leva muita gente à insegurança total num relacionamento. “Aquelas reviravoltas mentais que o cérebro dá quando declarações de adoração fazem você se sentir cético e indigno, mas ao mesmo tempo ávido por mais dessa doçura”, diz a vocalista e guitarrista Sophie McComish. Já tem até clipe!

KEHLANI feat MISSY ELLIOTT, “BACK AND FORTH”.  Superstar do r&b, Kehlani lança seu novo disco, epônimo, dia 24 de abril – e Back and forth é o último lance antes do álbum chegar às plataformas. O som da faixa tem algo de anos 1990: lembra daquela época em que o pop bom tinha um ar doce, um beat irresistível, vocais que grudavam e um rap que grudava mais ainda?

Pois bem: Kehlani convidou a veterana Missy Elliott para participar e ficou maravilhoso. A letra, por sua vez, fala da realidade de muitas mulheres: a convivência com a insegurança e os ciúmes alheios – que acabam gerando mais insegurança. A letra tem versos como “deixe suas inseguranças de lado, deixe-as na porta de casa / acho que agora te vejo de um jeito diferente, a culpa é minha / todo o seu orgulho e ciúme / vão me fazer te deixar em paz”.
Kehlani, o disco, vai trazer também os singles Folded e Out the window. Agora, é aguardar.

FOO FIGHTERS, “OF ALL PEOPLE”. Não dá pra dizer que o release da nova faixa do FF mente quando compara a nova música da banda com Hüsker Dü. Of all people tinha sido apresentada ao vivo pela primeira vez no dia 22 de fevereiro, na Irlanda, e chega agora nas plataformas. Mais uma música em que o grupo volta ao seu início, com clima entre o grunge e o punk – mas vamos ver como vai ficar todo o disco quando Your favorite toy, o próximo de Dave Grohl e cia, chegar às plataformas, no dia 24 de abril.

Segundo Grohl, a inspiração para a música veio do reencontro com um antigo amigo. “Encontrei um traficante dos anos 90 que estava deixando todo mundo chapado de heroína”, contou ele na famigerada entrevista que concedeu recentemente ao The Guardian. “Eu não o via há 30 anos, e ele está vivo, saudável e sóbrio. Fiquei tão feliz que essa pessoa sobreviveu, ao mesmo tempo em que estava devastado, por causa de todas as pessoas que conheço que perdemos exatamente para essa droga”. Grohl pode ter ficado feliz, mas escreveu versos cortantes como “de todas as pessoas, você sobreviveu / quando ninguém mais conseguiu sobreviver / você sabe que deveria estar morto / mas, em vez disso, está vivo”.

PURITY RING, “LEMONLIME”. Quem gosta de rótulos malucos vai ficar feliz em saber que a nova música desse duo canadense já vem sendo chamada por aí de “glitch-haze” – na real nem há muitos glitches (defeitos especiais) na nova canção deles, Lemonlime, mas sim um clima de neo-psicodelia eletrônica e espacial, bastante luminosa. A faixa é uma sobra do disco Purity Ring, de 2025 – foi a última faixa a ser composta e não entrou no álbum, saindo só agora em single.

ISAIAH RASHAD, “SAME SH!T”. Tinha um tempinho que não saía nada novo desse criativo rapper – o último disco, The house is burning, é de 2021. De lá pra cá, algumas coisas aconteceram: ele teve uma sex tape vazada, e chegou a abordar o caso em entrevistas. Em 2022, abriu seu show no Coachella com vídeos em que apareciam frases como “o objetivo era envergonhar Isaiah. No entanto, o tiro saiu pela culatra” e “cara, por que você está tão preocupado com o que outro homem está fazendo?”.

Dessa vez, ele anuncia o disco It’s been awful para o dia 1º de maio e acaba de soltar Same sh!t, um boombap levinho e bacana. Uma faixa que, diz Isaiah, “reflete o que mais importa para mim: minha família, cuidar de mim mesmo e a rotina diária. Em sua essência, trata-se de batalhar, estar presente e trabalhar duro todos os dias”.

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Radar: Slippers, American Football e Brendan Yates, Suki Waterhouse – e mais!

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Slippers (Foto: Divulgação)

No Radar internacional de hoje (fazia tempo que não rolava um, né?) nos pentenciamos por termos passado direto pelo single novo da ídala Suki Waterhouse – e ele tá aqui. Tem também a nova do American Football (com Brendan Yates, do Turnstile) e, abrindo os trabalhos, o indie rock com cara power pop do Slippers, que prepara disco para breve. Ouça bem alto!!

Texto: Ricardo Schott – Foto Slippers: Divulgação.

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SLIPPERS, “FOOL IN YOUR ROOM”. “Não consigo encontrar minha carteira ou chaves / acho que vou cancelar todos os meus cartões”. E assim, a vida adulta, entre boletos, cartões, chaves perdidas e problemas que exigem soluções meio rápidas, vai passando. Esse é o tema de Fool in your room, a nova música dos Slippers, uma banda que surfa no punk e no power pop, e que prepara o disco Slippers 08 para o dia 5 de junho. O disco já havia sido anunciado pelo single Wants for everyone.

Em Fool in your room, destaque para os vocais e para o carisma de Madeline Babuka Black, que mais parece uma garota dos anos 1970 no clipe da faixa – filmado em Super 8 numa casa-canguru de subúrbio, daquelas que têm de tudo, até um quartinho de ferramentas.

AMERICAN FOOTBALL feat BRENDAN YATES, “NO FEELING”. Como dissemos há algumas semanas, se o Turnstile some um pouco da mídia, acabam arrumando motivo para essa banda punk altamente variada reaparecer. Nem que sejam motivos altamente loucos, como aconteceu há alguns dias, quando o ex-guitarrista do grupo, Brady Ebert, foi preso, acusado de tentar matar o pai do vocalista Brendan Yates.

Agora, Brendan dá aquela força no retorno de uma das bandas mais influentes da nova geração do emo e do hardcore: o American Football prepara um quarto álbum epônimo para o dia 1º de maio, pela Polyvinyl, e Yates dá as caras na sensível e sombria No feeling, um emo + post-rock de fazer chorar escorregando pela parede, e que já ganhou até clipe.

Com American Football, o próximo disco (e o primeiro em sete anos!), o grupo deverá ganhar finalmente o reconhecimento que merece. Um perfil da banda recentemente publicado na revista GQ mostra que nem tudo são flores no front do grupo: excessos, ansiedade, autossabotagem e questões emocionais sérias fazem parte do dia a dia do AF. É esperar pra ver. Recentemente a banda lançou um single épico de oito minutos, Bad moons.

SUKI WATERHOUSE, “BACK IN LOVE”. E não é que com o tempo a gente foi esquecendo logo da nova música dela? Suki é a autora de um disco que, num mundo perfeito, poderia ter revolucionado o alt-pop, Memoir of a sparklemuffin (resenhado pela gente aqui). Não rolou uma baita revolução, mas ficou claro que a maneira como Suki une música pop, histórias curtas e alguns minutos de vida é caso muito sério. Back in love, novo single, surfa a mesma onda pop- disco-délica do disco anterior, dessa vez falando de uma pessoa que voltou a se apaixonar por si própria. “Para mim, é sobre voltar ao seu senso de identidade após passar por uma mudança”, conta Suki, que aparece como centro das atações num nightclube no clipe da faixa, dirigido por Kaz Firpo.

GENTLY TENDER, “A MOUND A FIELD”. Essa banda britânica tem um som bem curioso: Sam Fryer, o vocalista, tem voz empostada como a de Morrissey – mas o som basicamente mistura psicodelia, soul e climas que variam entre Rolling Stones e a turma de Madchester. É o que você vai encontrar no single A mound a field, um épico de cinco minutos, com flauta, metais, guitarra wah wah e uma onda quase progressiva. O EP novo desse sexteto, This was once fields, sai no dia 22 de maio pela TODO Records.

A letra segue o esquema mais hippie possível: Fryer inspirou-se numa caminhada que fez há dois anos, que iniciou em Hertfordshire (na pequena vila de Ridge) e terminou em Temple, na margem norte do Tâmisa. “A música captura o momento em que você está caminhando pelos campos abertos e, de repente, se depara com a vista da vasta cidade, percebendo as mudanças de emoção, como isso altera sua respiração e como te leva a meditar sobre toda a vida na Terra, como ela se desenvolveu para o bem e para o mal”, conta ele. Tem até clipe, quase tão invernal quanto a própria música.

IMYLIA, “MY VALENTINE”. Achar infos sobre Imylia por aí é meio complexo. Buscando por aí, vê-se que ela tem 25 anos, usa bastante o Discord (é a rede social oferecida como “infos” de seu instagram) e tem uma onda sonora que vem do rap underground, além de inspirações tiradas de nomes como Billie Eilish. Falamos certa vez de Deadbeat, seu álbum mais recente – e um disco com aquela carinha típica de geração Soundcloud, tudo super feito em casa. My valentine, o single novo, é um curioso alt-pop com estrutura de shoegaze: linhas vocais altamente cantaroláveis e paredes esfumaçadas de guitarras.

BLUSH CULTURE, “INFLUENCE”. O Blush Culture é uma daquelas bandas misteriosas que não mostram a cara em fotos de imprensa nem por decreto. Sabe-se que é um grupo que vem de Scranton, na Pensilvânia, e que os integrantes vêm de bandas como Auxilia, Machine Arms e Empire of the Sea (aliás, por integrantes entenda-se Kevin Jacob e Wayne Middleton nos vocais e na guitarra, Michael Flaherty no baixo e Matthew Renaldi na bateria). No dia 17 sai o primeiro EP deles e vai ter até show de lançamento – num bar lá de Scranton, mas vai ter. Influence, o primeiro single, é basicamente post-rock – mas procurando daqui e dali, tem até algo de grunge espalhado, embora seja uma música extensa e de arranjo esparso.

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