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“Ué, a Cara Delevingne canta?”

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Cara Delevingne (Foto: Reprodução Instagram)

Sim, a modelo e atriz britânica Cara Delevingne canta. E aparentemente 2026 é o ano em que ela está mais interessada em desenvolver sua carreira como cantora. Ela está no line-up do festival Primavera Sound São Paulo, como você viu aqui mesmo no Pop Fantasma, e vai mostrar seu novo projeto musical lá. Em abril, saiu o anúncio de duas faixas, I forgot e Out of my head, previstas para 29 de maio.

“Música. Foi sempre o meu maior medo e o meu maior amor. I forgot e Out of my head são a primeira espreitadela dentro do meu fluxo de consciência nos últimos anos. Não posso acreditar que finalmente estamos aqui”, escreveu, ao anunciar o lançamento das duas músicas. Ela também adotou um visual diferente, de cabelos pretos e guitarra em punho.

Se você não fazia ideia de que Cara Delevingne cantava, possivelmente não acompanhou muito o trabalho dela nos últimos anos – até porque é um projeto bem antigo, que acabou ficando meio escondido atrás da imagem dela como modelo “it girl” dos anos 2010.

Ela cresceu numa família rica e bastante conectada ao meio cultural britânico – a mãe, Pandora Stevens, foi modelo e o pai é um incorporador imobiliário, invariavelmente descrito como “um homem da alta sociedade”. Ela estudou em escolas de elite e era amiga de gente da música desde cedo. Na adolescência, aprendeu bateria e guitarra e chegou a gravar demos. Há entrevistas antigas em que ela dizia que queria ser musicista antes de virar modelo. Só que a carreira fashion explodiu rápido demais.

Ao longo dos anos 2010, ela surgiu volta e meia cantando em vídeos e fazendo parcerias bem pontuais. Em 2013, brotou um vídeo dela cantando Sonnentanz com o músico inglês Will Heard, numa onda folk/pop bem diferente da persona fashion dela. Ao longo do tempo, outras associações foram aparecendo: ela soltou a voz em I feel everything, parceria dela com Pharrell Williams, presente na trilha de um filme no qual ela atuou, Valerian e a cidade dos mil planetas (2017, dirigido por Luc Besson).

Cara também deu as caras (opa) como backing vocalista em músicas de St Vincent (Pills), N.E.R.D (Secret life of tigers), Machine Gun Kelly (Sex drive) e Fiona Apple (Fetch the bolt cutters). E em 2024, ela fez sua estreia no teatro musical, estrelando como Sally Bowles no aclamado revival de Cabaret no West End, em Londres. Sally, vale recordar, é aquela personagem imortalizada por Liza Minelli na versão cinematográfica de 1972, dirigida por Bob Fosse (ou seja: pra fazer essa personagem tem que cantar, e muito).

Você já deve estar se perguntando: “pô, então ela nunca teve muita pressa pra lançar essa carreira de cantora, nunca nem gravou um álbum…”. Bom, aparentemente ela não queria que sua investida como popstar ficasse esquecida como um novelty record ou uma mania que passsou – tipo quando a Naomi Campbell lançou um disco (bom, por sinal: é Babywoman, de 1995).

Isso porque, antes mesmo ela virar modelo, atriz ou qualquer coisa, quem cresceu o olho pra Cara foi ninguém menos que Simon Fuller, o todo-poderoso empresário das Spice Girls (!). Ao que consta, ela gravou o equivalente a dois álbuns inteiros com Simon no comando, aos 16 anos. A experiência não deu certo: Simon queria que ela deixasse o nome verdadeiro de lado e ela respondeu que queria ser apenas quem ela era. Num papo com o periódico The Guardian em junho de 2014, ela própria deu mais detalhes.

“Acho que ele analisou todas as modelos e queria ver se alguém tinha algum outro talento. Gravei bastante com ele. O que mais me incomodou foi não ter participado da produção, e isso é muito importante para mim”, contou. No texto, assinado pelo crítico musical Alexis Petridis, ela revelou que ainda tocava bateria e guitarra, e que se fosse fazer música, ela seria “geralmente bem jazzística, bem emotiva… Minha voz é bem rouca. É sempre sobre emoções. Bem, geralmente, pelo menos. Eu simplesmente não curto pop alegre e descontraído. A menos que seja um pop alegre e descontraído no bom sentido”, contou / despistou.

Um outro detalhe que Alexis contou na matéria é que a infância altamente privilegiada de Cara a levou a receber em casa uma visita de ninguém menos que Madonna. E como Cara, então uma criança, se comportou? Pediu autógrafos? Chorou? Gritou “eu vi a Madonna?“. Nada: nem saiu do lugar e se recusou a falar com a popstar, porque estava ocupada demais assistindo TV.

Ainda sobre a relação dela com Simon e as Spice Girls: em 2011, ela foi convidada para o papel de Victoria Beckham no musical das Spice Girls, Viva forever!, e recusou o convite. O jornal The Telegraph falou do assunto com uma ponta de maldade: “Cara Delevingne, modelo da Burberry, é muito elegante para interpretar Posh Spice no musical das Spice Girls”, escreveram. “Para a maioria das aspirantes a atrizes, seria uma oportunidade única na vida, mas Cara recusou o papel de Victoria Beckham no musical das Spice Girls, porque foi aconselhada de que seria um suicídio profissional para ela”.

Na época, Cara falou sobre o assunto com uma falta de filtro de matar Liam Gallagher de inveja. “Meu agente disse: ‘não, você não pode aceitar, isso vai acabar com a sua carreira’. Claro, eu adorava as Spice Girls. Adorava a Geri e a Baby, mas quem gostava da Posh Spice (apelido dado á Victoria na época do grupo)? Disseram que eu parecia com ela e eu respondi: ‘Isso não é legal, é muito maldoso’. (e vá lá, nem Cara nem seu agente estavam errados: o musical foi criticadíssimo quando estreou em 2012).

Foto: Reprodução Instagram

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Crá Croí: grupo darkwave irlandês fala de beleza e desespero em novo single

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A banda irlandesa Crá Croí (Foto: Divulgação)

Tá brón orm, disco de estreia da banda irlandesa Crá Croí, chega em 30 de outubro de 2026. Até lá, o grupo de pós-punk e darkwave (influenciado por bandas como Joy Division, Grave Pleasures, The Sisters Of Mercy e até Type O Negative) vem adiantando o disco com vários singles.

O mais recente deles é Flesh machines, um pós-punk quase ritualístico, marcado por um riff simples e repetido que abre a faixa. E cuja letra fala de “um mundo marcado ao mesmo tempo por beleza, divisão e desespero”, em que ninguém sabe mais a diferença entre orgânico e sintético (conhece algum mundo assim?). A música é bem curta e de vibe bastante sombria.

“A faixa funciona como um percurso por um labirinto de emoções, refletindo os conflitos de uma humanidade que tenta se orientar em um cenário cada vez mais digital”, diz a banda, cujo nome, em idioma irlandês, significa algo como “há tristeza sobre mim” (Crá croí, cuja pronúncia é “craw kree”, significa algo como “tormento do coração”, “dor emocional” ou “aflição do espírito”).

Foto: Divulgação

 

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Primavera Sound São Paulo 2026 divulga line-up: tem Gorillaz, Strokes, Lily Allen e Courtney Barnett, entre outros

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Primavera Sound 2026 divulga line-up: tem Gorillaz, Strokes, Lily Allen, Courtney Barnett

Depois de muito mistério e especulações, finalmente agora é sério: depois de três anos de hiato, o festival Primavera Sound São Paulo, que vai voltar a rolar em 2026, já divulgou seu line-up. A edição acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos. Gorillaz, The Strokes, FKA Twigs, Lily Allen (apresentando o disco West end girl) e Yung Lean são os headliners.

Agora, a lista da turma que vem mais abaixo tem nomes que, na nossa opinião, são bem mais animadores: Courtney Barnett, CMAT, Nation Of Language, Model / Actriz, Mannequin Pussy, Underscores, Machine Girl… esse pessoal todo vem. De nacionais, tem Ana Frango Elétrico, Black Pantera, Julia Mestre, Johnny Hooker, DJ Ramon Sucesso e outros.

O festival estava para rolar em agosto de 2024, mas “dificuldades externas que nos impedem de realizar eventos com o nível que o público que tanto nos apoia merece” (disse a organização) interromperam o Primavera aqui e em toda a América Latina. Em 2023, você deve lembrar, o The Cure veio para o festival, bem como Beck, Pet Shop Boys e The Killers.

As vendas dos ingressos para o festival começam em breve para cadastrados na plataforma Ingresse. Vale se cadastrar lá pra saber das novidades.

Todo mundo que vai tocar no festival, de A a Z:

Ana Frango Elétrico
ATARASHII GAKKO!
Black Pantera
Cara Delevingne
CMAT
Courtney Barnett
Danny L Harle
DJ Ramon Sucesso
Duquesa
Ebony
Ecco2k
FKA twigs
Gab Ferreira
Gaby Amarantos
Gorillaz
John Talabot
Johnny Hooker
Josyara
Juana Molina
Julia Mestre
Lily Allen
Los Thuthanaka
Machine Girl
Mannequin Pussy
Melly
Metrika
Model/Actriz
Nation of Language
Nick León
Paulete Lindacelva
Sophia Stel
Smerz
The Strokes
This Is Lorelei
underscores
Yung Lean
Zé Ibarra

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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

Cantor e alma do Joy Division, Ian Curtis tirou sua própria vida em 18 de maio de 1980, literalmente na véspera da primeira turnê norte-americana do grupo – numa época em que a banda virava objeto de culto fora da Inglaterra. E agora, quase cinco décadas depois da morte de Ian (e alguns meses antes do Joy e do New Order serem entronizados no Rock And Roll Hall Of Fame), uma exposição em Nova York explora a vida e o legado criativo do cantor e letrista.

A retrospectiva, intitulada Ian Curtis: Insight, é composta por material de arquivo da British Pop Archive, coleção pública dedicada à preservação da cultura popular, contracultura e cultura jovem de Manchester, na Inglaterra, preservada pelo John Rylands Research Institute & Library. O material do arquivo veio originalmente de acervos como os de Tony Wilson, chefe da gravadora Factory; de Rob Gretton, primeiro empresário do Joy Division e do New Order; do fotógrafo Kevin Cummins; do jornalista Andy Spinoza e da TV Granada, entre outros.

Manuscrito de Love will tear us apart, música do Joy Division, com a caligrafia de Ian Curtis

Esse material chega pela primeira vez aos EUA – mais que isso: é a primeira vez que boa parte desse material sai da Inglaterra – e inclui manuscritos (cartas, letras de músicas, etc), fotos, material de divulgação do Joy Division, etc. Se você está querendo saber se o manuscrito de Love will tear us apart, maior sucesso do grupo, está na mostra, a resposta é: sim. Tá até aí em cima, como você já viu. E como afirma o site Wallpaper, “trazer essas peças de arquivo para Nova York parece uma homenagem honrosa à turnê norte-americana que nunca aconteceu”, mostrando uma visão bem abrangente e crua da criatividade de Ian.

Mat Bancroft, curador do Arquivo Pop Britânico da Biblioteca John Rylands, conta que “Ian Curtis, vocalista do Joy Division, é uma figura seminal na história da cultura popular do Reino Unido. Um letrista e intérprete de grande emoção e energia, que, para muitos, definiu o pós-punk. Seu arquivo pessoal contém letras manuscritas, suas coleções pessoais de discos e livros, cartas de fãs e outros materiais. A exposição Ian Curtis: Insight traz uma seleção desses materiais ao público pela primeira vez”.

Ian Curtis: Insight fica em cartaz na Galeria Voltz Clarke, localizada na 195 Chrystie Street, Nova York, NY 10002, de 25 de junho a 22 de julho de 2026. Se você vai pra Nova York, passa lá (e leva a gente!).

  • Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”
  • Joy Division antes, durante e depois do fim, no nosso podcast Pop Fantasma Documento

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