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Radar: Pianocoquetel, O Velho Manco, Thami, SantiYaguo – e mais!

Donos de sites independentes também vão médico e demoram pra serem atendidos (tá tudo bem, foi só um exame), daí o Radar nacional dessa sexta tá saindo só agora – pelo menos a tempo de você fazer sua playlist pro fim de semana. Vamos abrindo com o som chique do Pianocoquetel, mas tem muito mais, da música pop à pauleira.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Pianocoquetel): Nicole Chaffe / Divulgação
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PIANOCOQUETEL, “OLHA SÓ”. Projeto musical idealizado por Felipe Brandão, o Pianocoquetel misutura pós-punk, MPB setentista e um tiquinho de psicodelia, nos timbres e no uso de instrumentos como órgão e synth com som de cravo. Que coisa, o segundo disco da banda, sai ainda no primeiro semestre – e é adiantado pela doce Olha só, que fala daquela revisão do dia que a gente faz depois que as coisas já aconteceram.
“Eu quis que essa fosse a primeira música lançada porque sonoramente ela apresenta bem o caminho das outras canções e também porque representa um sentimento que aparece direta ou indiretamente ao longo do disco”, explica. “Às vezes a gente passa tanto tempo tentando alcançar um objetivo que acaba esquecendo de valorizar coisas que surgiram no caminho, como o próprio sossego ou amizades que a gente ama muito e nem lembra quando começaram”. Lançamento Frase Records.
O VELHO MANCO, “AS PEDRAS” (CLIPE). Fazendo um som que une grunge, pós-punk, alt rock e noise dos anos 90, essa banda já havia aparecido no Radar ao lançar pelo selo Casalago Records o single duplo com Depois? e As pedras. Dessa vez, sai o clipe da segunda música, feito com evocações dos clipes dos anos 1990 e da atmosfera visual da HQ Sin City, de Frank Miller. Para o grupo, a ideia é causar tanto desconforto com o clipe quanto a própria música pode provocar.
“A faixa fala sobre o uso de entorpecentes, seja na sua supervalorização no intuito de desviar de uma condição mental mais profunda, seja tratando o próprio vício em tais drogas como uma deficiência na saúde mental passível de tratamento psiquiátrico ou ainda como necessários, com doses controladas, em uma sociedade imersa em ambientes agressivos à psique individual”, afirma a banda.
THAMI, “AINDA É POUCO”. Todo dia vem / aquela sensação / que tudo que eu fiz / me parece ser em vão”. Quem já passou por algum situação dessas, de trabalhar, trabalhar, trabalhar e parecer que a coisa não engata, vai se identificar muito com o novo single de Thami, cantora voltada para o r&b e para a MPB. Ainda é pouco, aliás, é uma música que fala sobre o esforço contínuo no mercado musical independente: ralar, correr atrás de shows, de gravações, de espaços, fazer música e nem sempre ver o esforço recompensado.
“No mercado de hoje, a sensação de que o esforço nunca basta é um peso real na vida de quem faz música de forma independente. Ainda é pouco surge justamente desse desabafo”, conta ela. “Foi um processo de cura para mim, pois precisei olhar no espelho e encarar essa exaustão de frente. Decidi não mascarar esse sentimento, mas sim dar voz a ele, transformando a fragilidade da cobrança em força criativa para o projeto”. A faixa já tem clipe, com direção criativa e design de Guilo Farias.
SANTIYAGUO, “MÁQUINA DE MOER”. Esse músico e cantor carioca faz heavy metal – mas faz questão de inserir bom humor e crítica em suas músicas, em vez de só falar dos temas comuns do estilo musical. Bastante artesanal e bem realizado, o clipe traz Santiago Miquelino (o popular SantiYaguo) cantando a música pelos recantos do Centro do Rio, enquanto um rapaz fã de rock pesado ouve um som no fone e também dá seu passeio pelo local.
Cenas fora do cartão postal do Rio surgem ao longo do clipe: pessoas em situação de rua, sujeira, pixações, cartazes de protesto (contra a escala 6×1!). Já a letra, diz SantiYaguo, “é sobre como o tempo me moeu”, e como a passagem dele vai mudando as coisas para todo mundo. Entre as referências da faixa, o clássico Judas Priest e a banda brasileira de metal Azul Limão.
LUIZ E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUAS ESCOLHAS, “ROTEIRO DO ROLÊ”. Erasmo Carlos ficaria orgulhoso: seus pupilos Luiz Lopez (voz, guitarra), Pedro Herzog (baixo e backing vocal) e Rike Frainer (bateria e backing vocal), que tocaram durante um bom tempo com o Tremendão, agora formam o Luiz E As Consequências de Suas Escolhas – uma banda de indie rock ligada nos sons sessentistas.
O primeiro single, Roteiro do rolê, é um canção com cara jovemguardista, cuja letra fala dos programas da noite carioca – uma música que tem até um pouco do espírito descontraido de Erasmo, que no hit Coqueiro verde falou da boate Le Bateau e do Pasquim. Plural, o álbum de estreia, sai a qualquer momento. Lançamento Labidad Music.
HARU E A CORJA, “DEVORAR”. Essa banda de metal de Fortaleza assinou seus discos e singles durante vários anos com o nome Corja!. Algumas coisas mudaram: Haru Cage assumiu os vocais guturais do grupo, e a banda passou a se chamar Haru E A Corja – e o grupo agora grava na Deck. Ao lado de Helder Jackson (guitarra), Pedro Leal (baixo) e Silvio Romero (bateria), Haru solta o gogó em Devorar, música que fala sobre “viver à mercê da decisão que não é minha, mas ser cobrado pelo mínimo que cabe a quem me cobra”.
“Devorar é uma das músicas mais marcantes que já escrevemos. Tem peso, tem groove, tem riffs que grudam. Espero que quem escutar sinta isso tanto quanto a gente”, conta Helder, autor do arranjo. A música nova foi gravada entre São Paulo e Fortaleza, com produção musical, mixagem e masterização de Rodrigo Oliveira. E já tem clipe.
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Radar: Andy Jans-Brown, Graave, Robbie Rapids, Andrews Way – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Andy Jans-Brown.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Andy Jans-Brown): Divulgação
ANDY JANS-BROWN, “NOT IN THE MOOD FOR YOU”. “Algumas ligações você deixa tocar. Algumas vão para a caixa postal. Nem toda ligação merece uma resposta”, brinca esse músico australiano, que fala em Not in the mood for you sobre um término de relacionamento – só que na fase em que você percebe que não há mais mágoa, e que ele é um peso que você pode carregar sem maiores problemas. Mais um single do álbum Airport departure lounge, que acaba de sair.
GRAAVE, “BREATHE INTO YOUR EAR”. Banda francesa que faz um som bem metálico e bem gótico, mas com vocais relativamente tranquilos – nada de gritaria, guturalidades ou vozes operísticas. Em busca do que chamam de “arquitetura sonora sacra”, eles unem órgão, guitarra e clima melancólico no single Breathe into your ear, uma música sobre “temas de desorientação e renascimento, convidando o ouvinte a seguir uma voz salvadora em meio à escuridão”.
ROBBIE RAPIDS, “COMING BACK FOR MORE”. Uma espécie de “roqueiro da geração X”, como ele fala: Robbie faz uma união de punk e power pop, que faz lembrar tanto Ramones quanto Elvis Costello. Ele passou vários anos em Atlanta fazendo parte de várias bandas, e hoje grava solo. Coming back… é uma música “sobre atravessar semáforos correndo para ficar com seu amor secreto. Por algum motivo, não é certo, mas vocês dois fazem isso mesmo assim”.
ANDREWS WAY, “YOU’LL SEE”. Uma canção banhada no power pop clássico e no chamber pop. O Andrews Way é formado pelo casal John W. Andrews (vocal, guitarra, baixo, teclado e bateria) e Stacey K. Andrews (vocal, flauta, metais e percussão). John é experiente: já participava da cena musical local de Seattle desde o início dos anos 70, tendo sido membro de bandas como The Fine Touch, Tyme, Loft e New Memories – Stacey era sua musicista de estúdio em projetos solo, e o duo foi surgindo. Já tem dois discos lançados, com covers e originais, e é um som indicadíssimo para quem curte bandas como Badfinger e Monkees: pop classudo e bem feito.
MISTEREGG, “YOU ON THE RADIO”. Rock voltado para os anos 1970, mas com certo clima gótico que parece herdado das baladas de Alice Cooper – dá pra ver isso no piano e nos vocais. O MisteregG (a grafia é essa, com o G final maiúsculo) vem de Roma, e define seu som como uma espécie de “jornada sonora”, trazendo o lado atmosférico do rock clássico, além de homenagens a várias bandas conhecidas, espalhadas nas canções do grupo como “easter eggs”.
FERAL FAMILY, “SIMPLE LIE”. Esse trio de Yorkshire, na Inglaterra, faz pós-punk com referências dark fortísssimas em letras e arranjos – dá pra ver pelos riffs e pelos vocais que tem algo que vem direto do começo do U2 e de bandas como Joy Division, mas misturado com distorções típicas dos anos 1990. Segundo a banda, é uma música que fala sobre um relacionamento que vai se transformando em ressentimento após a descoberta de uma traição – tema pesado. O Feral Family lançou também um EP em fevereiro deste ano, … So far behind.
LEMON, “GLOOMER”. Em algum momento de 2026 sai o EP desse artista nascido no Brasil, mas radicado em Ontário, Canadá, e que faz shoegaze maquínico, entre guitarras em tom de nuvem e programações eletrônicas. Gloomer, o novo single, fala sobre solidão, nostalgia e o “peso silencioso” do envelhecimento e “captura a sensação de estar preso entre a saudade do passado e a busca por algo mais”. A ideia é dar uma sonoridade de sonho, mas sempre com distorção e algum peso.
AWAKE & DREAMING, “ANTIDOTE”. “Dark art-rock que seduz antes de atacar”, como diz essa banda canadense. Com referências que vão de Radiohead a Lola Young, o Awake & Dreaming traz o imaginário de um relacionamento entre dois predadores, com bastante veneno para caçar e transformar a vida do outro em algo que vai rapidamente do inferno ao paraíso. Os vocais (femininos) são tranquilos e a música deve bastante a bandas como The Cure e The Cult.
BJ SPICER, “A REPUBLIC (IF YOU CAN KEEP IT)”. Cantor e compositor canadense, Spicer fez essa canção que oscila entre country e rock alternativo, inspirado na frase de Benjamin Franklin sobre a fragilidade das democracias. A ideia é incentivar “os ouvintes a refletirem sobre o que significa salvaguardar as instituições e os valores que herdam”, e fazer com que todo mundo entenda que democracia é tudo, menos uma brincadeira, ou algo que pode ser esquecido.
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Radar: Terry Dammit, Beasts Ethereal, Cigarette After School – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Terry Dammit.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Terry Dammit): Divulgação
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TERRY DAMMIT, “PILLS”. Vindo de Los Angeles, Terry Dammit lembra bastante artistas como Johnny Thunders e Warren Zevon, com aquela mistura de despojamento e tristeza absoluta. Evening powerlines, o primeiro álbum, tem clima entre o punk e o vaporwave, com direito a tecladinhos bem antigos. Um disco cheio de “temas de isolamento, memória, recuperação e identidade moderna fragmentada”, como diz Terry.
BEASTS ETHEREAL, “RAMANA”. Um projeto musical “que nasceu na interseção entre psique, espírito e som — um espaço onde o bruto e o transcendente se encontram”, como eles fazem questão de dizer. O Beasts Etheral vem dos EUA, mas gravou Ramana na Espanha, numa ocasião produtiva em que o grupo fez 8 músicas em cerca de 12 dias. Som pesado e, simultaneamente, reflexivo – entre o metal e o pós-punk, com lembranças de Iggy Pop nos vocais.
A DAY IN VENICE, “HEAR ME”. Esse projeto musical italiano combina vibes pós-punk e climas, às vezes, próximos do gótico – mas sempre com vocais abertíssimos e melodias lindas. Dessa vez voltam com Hear me, uma espécie de art-rock marcado por riffs perdidos de guitarra, musicalidade comstruída na distância, e versos que falam sobre “perda de orientação – em uma estrada, em uma noite, dentro de si mesmo”. A música então “transforma essa desorientação em movimento”, a partir de riffs cada vez mais fortes, lembrando o Interpol, e beats marciais.
CIGARETTE AFTER SCHOOL, “COCAINE”. Rock da Ucrânia, mas baseado no Canadá, e com arquitetura sonora altamente crua e nome, digamos, insinuante: o Cigarette After School tem só um single lançado, cujo título é mais louco ainda. Cocaine é um tema entre o pós-punk e a no wave, com guitarras altas e minimalistas, e vocal quase falado. Em breve sai o primeiro EP, com quatro faixas, Nothing but a game.
JAMES TONIC, “WHO’S GOING DOWN”. Com referências de nomes como Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975, gente boa de melodia e de criação pop – e de criação de atmosferas oníricas – James surge com mais uma faixa de seu musical dream pop Safety, que rendeu dois discos. Uma canção sonhadora, repleta de synths, em vibe ambient, e que representa “a última hora de uma festa que você não quer que termine”, segundo James.
FRAINER, “FEBRE”. O composutor gaúcho Frainer leu um texto sobre love bombing (o hábito de bombardear o interesse amoroso com mensagens românticas e depois agir de modo desinteressado) e daí saiu Febre, um indie pop com elementos de grunge, cuja letra fala sobre relações que começam rápido demais e desaparecem na mesma velocidade.
“Ela nasceu de um momento em que comecei a perceber um padrão nas minhas relações – tudo intenso, tudo urgente, mas quase sempre passageiro. A sensação de calor que sobe rápido, mas não se sustenta”, conta ele, que vem preparando um álbum para breve.
HVCK FYNN, “DON’T TAKE YOUR EYES OFF ME”. Esse duo vem da Suíça e mostra categoria indie-pop no single novo, que vai para um lado meio 70’s, sustentado por um riff simples de violão e por uma guitarra meio soul – ao mesmo tempo, tem um beat bem moderninho. A ideia deles nas composições é que “a fantasia se torna realidade e as fronteiras se confundam” – daí Don’t take you eyes off me soa até um pouco psicodélica em alguns momentos.
JASON MICHAEL MOORE, “SHADES OF GRAY”. Vindo de Los Angeles, Jason passou por bandas como a psicodélica Magna Zero, e estreia solo com o disco Estranged – uma jornada pessoal em torno de temas como alienação e isolamento, com clima sonoro lembrando as experimentações de Mike Patton. Shades of gray, uma espécie de reggae maldito e experimental, é definida por ele como tendo uma vibração singular que “permite que a escuridão respire um pouco e abre espaço para o inusitado, como dançar com nossas sombras sob um céu de lua cheia”.
ORPHAN PRODIGY, “VODKA BUILD”. Projeto de rock eletrônico do músico e produtor Ian Keller, do Queens, o OP surgiu após Ian curar um transtorno de pânico e voltar à música. Vodka build, novo single, “explora a tensão entre destruição e salvação em um mundo moderno à beira do abismo” e é uma faixa eletrônica bem espacial e pesada, mas com certa tranquilidade nos arranjos.
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Radar: Forgotten Garden, Dumb Sociable Motel, Mercury Teeth – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Forgotten Garden.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Forgotten Garden): Divulgação
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FORGOTTEN GARDEN, “RAIN”. Dividido pela portuguesa Ines Rebelo e pelo escocês Danny Elliott (teclados, guitarra), o FG geralmente é descrito como “Lana Del Rey encontra The Cure” – o som é um dream pop cujas referências também vão de Joy Division e Weyes Blood. Rain, o novo single, é uma canção melancólica sobre a tristeza causada pelo fim de um relacionamento, em que uma pessoa se afasta achando que vai ficar tudo bem, mas logo descobre que não. “As referências à chuva na música são motivos para a depressão causada pelo término”, contam.
DUMB SOCIABLE MOTEL, “WHERE’S MY BUDDY?! (ROOM 05)”. Esse grupo não revela seus rostos, e faz um garage rock que tem lembranças de bandas como Royal Blood e Black Keys. O EP Room 05, lançado há pouco, acompanha a história do hóspede do Quarto 05, descrito por eles como “uma pessoa comum sobrecarregada pela rotina, pela pressão do trabalho e por um sistema que o drena lentamente, empurrando-o para um distanciamento gradual da realidade”. Where’s my buddy?! termina a história tentando entender porque é que uma pessoa querida (ou um objeto querido) desapareceu.
MERCURY TEETH, “THE KNIFE THAT BURNS”. “O Mercury Teeth me dá a oportunidade de fazer essa música exatamente como a imagino”, conta Red Kersse, criador do projeto. E como ele imagina a música? Como algo bem experimental, lembrando às vezes o som de bandas como Primus e Flipper – e quase sempre caminhando lado a lado com a loucura sonora, com influências de noise rock, hardcore punk, art rock, jazz fusion e experiências pessoais.
JAMES TONIC, “AT THE TIME IN NEW YORK”. James tem uma energia bem anos 1980 em seu som, além de referências de Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975. At that time faz parte do musical dream pop Safety, lançado recentemente em dois álbuns, e que também já ganhou os palcos. Essa faixa é tida por ele como a mais radio friendly do conjunto, a faixa que mostra a sensação de ser literalmente engolido por uma cidade.
LUX THE LION, “BONNIE & CLYDE”. Brasileiro vivendo em Lisboa, Lux começou a fazer Bonnie & Clyde a partir daquelas perguntas que todo mundo se faz: “e se tivesse sido diferente? E se eu tivesse ido? E se eu tivesse ficado? E se eu tivesse escolhido aquela pessoa, aquela cidade, aquela vida?”. O clipe usa cenas do próprio filme Bonnie & Clyde: Uma rajada de balas (1967), de Arthur Penn.
LUNA IN CÆLO, “MINERVA (PARTE 2)”. O Lvna in Cælo é um dos projetos fundamentais e cultuados da cena pós-punk, rock gótico e dark wave chilena, criado pelo músico Daniel Dávila. Minerva é um disco que tem duas faixas instrumentais, compostas em 2024 por Daniel como uma trilha para o curta-metragem Os mistérios do Castelo de Dados (1929), do artista visual Man Ray. O músico fez as duas faixas com propósitos diferentes: a parte 1 de Minerva é mais simples, mais minimalista, e a segunda é mais energética.
“Este EP representa uma evolução na busca por capturar a melancolia e a luz na escuridão. Eu queria um som que fosse expansivo, mas ao mesmo tempo íntimo e comovente”, diz Daniel.
SHEA PACHECO, “LOOK OUT BELOW”. Com referências de Liz Phair e Phoebe Bridgers, entre outros, Shea – que vem de Atlanta, Georgia – acaba de lançar o EP Under ether, sobre um período em que ela precisou bastante de ajuda: tinha alucinações e chegou a achar que estava enlouquecendo. Look out below, um indie folk tranquilo, é um dos singles do disco. A letra não é tão tranquila assim: fala sobre o terror de pensar, pensar, e não achar saídas.
OPPOSING THE SHADOWS, “KNOW YOUR PLACE”. Projeto musical liderado pela cantora Nadia, o Opposing The Shadows une metal e sons góticos, com lembranças de bandas como Nine Inch Nails. Ela diz querer inspirar pessoas com sua música, e o disco novo do projeto, Fuel the chaos, tem esse objetivo. “Em vez de criar uma história centrada na vitimização, optei por escrever a partir da perspectiva da resiliência e da sobrevivência”, disse.
ARI FRASER, “SEE ME”. Uma canção altamente pop sobre o anseio de ser compreendido por alguém que já se foi. Ari fez essa música inspirado em artistas como Phoebe Bridgers, Daughter e Billie Marten, e fala basicamente sobre abandono emocional e conexões que já foram faz tempo.
GAWD, “LET THE EARTH CRY”. Uma música “sobre recusar o silêncio e o controle”, como diz a turma desse projeto musical norte-americano. O som tem peso que lembra o começo de Marilyn Manson e a letra fala sobre a política de “não pergunte nada, não conte nada” que envolve uma série de opressões nos Estados Unidos. “Era uma política que exigia que militares gays escondessem quem eram ou seriam expulsos — não era apenas uma regra militar. Era uma instrução cultural que já existia muito antes de ser transformada em lei. Fique quieto. Diminua sua importância. Proteja a instituição do desconforto da sua existência”, contam.


































