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Beck lança single novo, anuncia turnê, e diz que tem “material suficiente para vários álbuns”

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Beck - Foto: Autumn De Wilde / Divulgação

Parece que depois de lançar o EP Everybody’s gotta learn sometime, só com covers (resenhamos aqui) Beck curtiu de verdade voltar ao lado mais introspectivo do seu trabalho. O novo single, Ride lonesome, foge completamente do lado mais energético do trabalho do artista norte-americano – é uma balada country mais associável a Rolling Stones, Black Crowes e Tom Petty, mas com o vocal tranquilo dele.

Por acaso, Beck uniu-se novamente com a turma que trabalhou no disco Sea change (2002), um dos mais elaborados de sua discografia: Jason Falkner e Smokey Hormel na guitarra, Joey Waronker na bateria e o produtor Nigel Godrich, que mixou Ride lonesome.

O clipe da faixa, dirigido por Mikai Karl e pelo próprio Beck, é melancólico demais pro coração de muita gente: o cantor de Loser caminha solitário por estradas e ferrovias, pede carona a um caminhoneiro, observa uma paisagem desoladora onde só há moinhos de vento e faz cara de tristeza profunda toda vez que é focalizado pela câmera. Num papo com Robin Hilton na rádio NPR, Beck revela que a canção veio de um período bastante solitário.

“Foi uma daquelas fases da vida em que você está refletindo sobre o seu passado e para onde está indo. Sabe, quando você está passando por momentos difíceis, muitas vezes você precisa superá-los sozinho”, contou. “Você simplesmente precisa seguir em frente, seja qual for o cenário da sua vida e as circunstâncias em que se encontra. E acho que é esse conforto, ainda que sombrio, de persistir nas partes da vida que talvez não sejam tão confortáveis ​​ou fáceis, e ter uma fé distante de que isso vai te levar para o outro lado”.

Os tais moinhos de vento no clipe não foram propositais: o cantor simplesmente não havia percebido o excesso deles na paisagem, mas depois viu que havia um significado naquilo. “Eu estava pensando em Dom Quixote e no aspecto da música de perseguir moinhos de vento. Acho que você está sempre tentando encontrar aquele ‘inalcançável’. E, sabe, acho que isso é algo que te acompanha pela vida toda. Você sempre sente que está tentando descobrir”, diz.

“É como o instinto de apostador, sabe, as pessoas que brincam na máquina de pegar bichinhos de pelúcia para tentar ganhar o prêmio. É assim com a música para mim. Eu acho que consigo pegar o prêmio, e vou soltá-lo para ganhar. E, sabe, está sempre a um prêmio de distância. Você nunca consegue. Às vezes é decepcionante. Às vezes supera as expectativas. Mas minhas músicas nunca são exatamente como eu as imaginei”, conta Beck, que anunciou também a turnê Ride lonesome (datas abaixo).

 

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Mas e aí, Beck? Tem disco novo vindo por aí? Bom, depois da covid, ele precisou esperar alguns anos para voltar a trabalhar direito. Montou um estúdio, colaborou com Gorillaz, Paul McCartney e Black Keys (boa parte do disco Ohio players, de 2024, foi feita com ele), e tem “vivido a vida”. Mas Beck garante que tem “material suficiente para vários álbuns que provavelmente ninguém nunca vai ouvir, mas espero que isso leve a algo”.

“Tenho muitos projetos em andamento. Tenho estado bastante no estúdio, intermitentemente, nos últimos quatro anos com a minha banda. Há um grupo de músicos que formei e que foi minha banda de turnê em muitos dos meus primeiros discos. E todos seguiram para projetos maiores e melhores, mas ainda nos reunimos e conseguimos alguns dias aqui e ali para fazer música. E sim, tenho muitos projetos diferentes que quero realizar, então espero que haja tempo para me dedicar a todos eles”, diz.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Autumn De Wilde / Divulgação

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Ludovic: punk contra a ganância em “Dilúvio de dinheiro algum”

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Ludovic (Foto: José Menezes / Divulgação)

Tem disco do Ludovic vindo aí. O grupo liderado pelo cantor e compositor Jair Naves prepara para 2026 um disco novo, previsto para o segundo semestre pela Balaclava Records. Dois singles já haviam adiantado o álbum, Desde que eu morri e Pedestal, e agora é a vez de Dilúvio de dinheiro algum, uma música com vibe punk evidente e vocais quase falados – parece até o rock de garagem praticado nos anos 1990 e 2000, mas com outros climas misturados.

A letra é pura crítica ao clima de “topa tudo por dinheiro” dos dias de hoje. “É basicamente uma reflexão sobre as implicações éticas e morais do atual estágio predatório do capitalismo”, conta Jair Naves, vocalista e autor da letra. “Tentei traduzir a urgência do instrumental em versos que expressam o choque dessa inversão de valores, em que se coloca o lucro acima de qualquer questão humanitária ou social”, diz ele, sobre versos como “dilúvio de dinheiro algum / vai maquiar sua pequenez” e “ganância nem sequer é o nome / qualquer traço de decência some / nem o inferno há de te acolher”.

“Quando estava compondo essa faixa, queria trazer algo que remetesse à visceralidade do primeiro álbum do Ludovic, mas que trouxesse novos elementos”, conta Eduardo Praça, autor da melodia, e guitarrista do grupo. “Nessa interseção, pensei em uma banda que é uma grande referência como guitarrista do Ludovic, que é o Wipers. Isso, somado ao brilhante vocal urgente do Jair Naves, acho que temos uma música única na discografia da banda, da qual estou muito orgulhoso de poder ter colaborado!”.

“É sempre um desafio extra compor em cima de bases instrumentais feitas por outras pessoas, sem que eu tenha qualquer participação na construção da harmonia ou coisa do tipo. Levou um tempinho para conseguir encaixar minha voz na ideia inicial, mas o resultado final acabou sendo uma das minhas letras preferidas em todo o disco”, acrescenta Jair. A banda conta também que trata-se da faixa mais curta e urgente do álbum.

Liderado pelo cantor e compositor Jair Naves, o Ludovic iniciou suas atividades com um EP autointitulado em 2000. Após diversas mudanças de formação em seus primeiros anos de existência, a banda consolidou-se com a entrada dos guitarristas Eduardo Praça (Apeles e Quarto Negro) e Zeek Underwood (Shed, Mudhill, Reffer e Single Parents). Desde os primeiros shows de reunião, quem assume a bateria é Rodrigo Montorso (Hateen e Diagonal).

Foto: José Menezes / Divulgação

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Libby Ember: saudades do ex em “I’ll stand in the doorway”

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Cantora e compositora do Canadá, Libby Ember é boa em captar estados de absoluta tristeza em sua música – ainda mais quando o tema são relacionamentos que foram pro vinagre ou acabaram de repente. Depois dos singles Let me go e News at the party, no começo de 2026, ela retorna com I’ll stand in the doorway, canção pop-folk que fala sobre como é superar o fim de um relacionamento quando você ainda está ligado / ligada ao mundo do seu ex-amor – e tem que andar pelas mesmas ruas que você andava com a pessoa.

O clima da faixa é de total bedroom pop, som feito no quarto, e para ouvir no quarto. E foi inspirado numa experiência real, daquelas em que você sabe que acabou, mas ainda tem esperança – aliás, mesmo sabendo que não tem roubada maior do que voltar pro ex. “Eu não consigo realmente voltar para o quarto, para a vida de alguém”, explica Libby. “Mas estou dizendo a essa pessoa que nunca estarei longe e que, se algum dia ela quiser me deixar voltar, estarei pronta”.

Dessa vez, Libby queria que a música soasse imersiva e reflexiva, mostrando toda a emoção e confusão desses estados nas guitarras e nos sintetizadores. “Queríamos que a música transmitisse uma sensação de plenitude. Quando ouço uma música triste repleta de elementos, ela me atinge em cheio”, conta ela, que teve a colaboração do seu pai, Eldad Tsabary, na faixa. Eldad assumiu as funções de gravação e produção em seus trabalhos recentes, e deu uma força na paisagem emocional da faixa.

“Meu pai tem um ouvido muito apurado e criativo para pequenos detalhes”, explica Libby . “É uma experiência incrível vê-lo trabalhar, principalmente porque é muito fácil comunicar exatamente o que eu quero para ele”.

  • Mallory Hawk: country-rock com cara de anos 1990 em Revolver
  • Ouvimos: Heliara – Everything’s a love song (EP)

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Tigers Jaw, banda queridíssima do emo norte-americano, vem ao Brasil

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Tigers Jaw (Foto: Nicole Busch / Divulgação)

A banda norte-americana Tigers Jaw, uma das formações mais populares do emo e do rock alternativo surgidos a partir dos anos 2000, volta ao Brasil em outubro para três shows dentro da turnê latino-americana do novo álbum Lost on you, sétimo álbum de estúdio e primeiro trabalho inédito da banda em cinco anos.

As apresentações acontecem em São Paulo, no dia 10 de outubro (Cine Joia), no Rio de Janeiro, dia 11/10, com local ainda a ser anunciado, e em Curitiba, dia 12/10 (Belvedere). A realização é da New Direction Productions junto à Powerline Music & Books.

Formado há 20 anos em Scranton (Pensilvânia, EUA), o Tigers Jaw construiu uma trajetória marcada por melodias emocionais, guitarras diretas e pela combinação vocal entre Ben Walsh e Brianna Collins, amigos desde a adolescência que transformaram a linguagem íntima da juventude em uma obra capaz de acompanhar seu público também na vida adulta.

No disco novo, Ben Walsh, Brianna Collins e a formação atual com Mark Lebiecki, Colin Gorman e Teddy Roberts retomam elementos centrais da identidade do Tigers Jaw, como a seção rítmica pulsante, as guitarras melódicas que se alternam entre peso e delicadeza e os vocais que se cruzam entre Walsh e Collins. A produção foi de Will Yip, no Studio 4, na Pensilvânia – um produtor e engenheiro de som já conhecido do grupo. E a ideia do disco foi trabalhar a passagem do tempo como matéria emocional.

Antes de chegar ao Brasil, a turnê passa por outras seis cidades da América Latina. O roteiro começa na Cidade do México, no México (1º/10), no Foro Alicia, e segue por Guatemala City, na Guatemala (2/10), na Alianza Francesa; San José, na Costa Rica (3/10), no Amon Solar; Bogotá, na Colômbia (4/10), no Relevent Music Hall; Santiago, no Chile (6/10), na Sala Metrónomo; e Buenos Aires, na Argentina (8/10), no Uniclub.

Foto: Nicole Busch / Divulgação

SERVIÇO
Tigers Jaw em São Paulo (SP)
Data: 10 de outubro de 2026
Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP
Ingresso: fastix.com.br/events/tigers-jaw-eua-em-sao-paulo

Tigers Jaw no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 11 de outubro de 2026
Local: será anunciado em breve
Ingresso: em breve

Tigers Jaw em Curitiba (PR)
Data: 12 de outubro de 2026
Local: Belvedere (R. Inácio Lustosa, 496 – São Francisco, Curitiba – PR)
Ingresso: meaple.com.br/belvedere/tigers-jaw

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