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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

Cantor e alma do Joy Division, Ian Curtis tirou sua própria vida em 18 de maio de 1980, literalmente na véspera da primeira turnê norte-americana do grupo – numa época em que a banda virava objeto de culto fora da Inglaterra. E agora, quase cinco décadas depois da morte de Ian (e alguns meses antes do Joy e do New Order serem entronizados no Rock And Roll Hall Of Fame), uma exposição em Nova York explora a vida e o legado criativo do cantor e letrista.

A retrospectiva, intitulada Ian Curtis: Insight, é composta por material de arquivo da British Pop Archive, coleção pública dedicada à preservação da cultura popular, contracultura e cultura jovem de Manchester, na Inglaterra, preservada pelo John Rylands Research Institute & Library. O material do arquivo veio originalmente de acervos como os de Tony Wilson, chefe da gravadora Factory; de Rob Gretton, primeiro empresário do Joy Division e do New Order; do fotógrafo Kevin Cummins; do jornalista Andy Spinoza e da TV Granada, entre outros.

Manuscrito de Love will tear us apart, música do Joy Division, com a caligrafia de Ian Curtis

Esse material chega pela primeira vez aos EUA – mais que isso: é a primeira vez que boa parte desse material sai da Inglaterra – e inclui manuscritos (cartas, letras de músicas, etc), fotos, material de divulgação do Joy Division, etc. Se você está querendo saber se o manuscrito de Love will tear us apart, maior sucesso do grupo, está na mostra, a resposta é: sim. Tá até aí em cima, como você já viu. E como afirma o site Wallpaper, “trazer essas peças de arquivo para Nova York parece uma homenagem honrosa à turnê norte-americana que nunca aconteceu”, mostrando uma visão bem abrangente e crua da criatividade de Ian.

Mat Bancroft, curador do Arquivo Pop Britânico da Biblioteca John Rylands, conta que “Ian Curtis, vocalista do Joy Division, é uma figura seminal na história da cultura popular do Reino Unido. Um letrista e intérprete de grande emoção e energia, que, para muitos, definiu o pós-punk. Seu arquivo pessoal contém letras manuscritas, suas coleções pessoais de discos e livros, cartas de fãs e outros materiais. A exposição Ian Curtis: Insight traz uma seleção desses materiais ao público pela primeira vez”.

Ian Curtis: Insight fica em cartaz na Galeria Voltz Clarke, localizada na 195 Chrystie Street, Nova York, NY 10002, de 25 de junho a 22 de julho de 2026. Se você vai pra Nova York, passa lá (e leva a gente!).

  • Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”
  • Joy Division antes, durante e depois do fim, no nosso podcast Pop Fantasma Documento

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Charli XCX lança música só em vinil e no Instagram. “Pode ripar o áudio se quiser!”, avisa

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Charli XCX lança música nova só no Instagram. "Pode ripar o áudio se quiser!", avisa (Foto: Reprodução Instagram)

Surgiu uma conta paralela de Charli XCX no Instagram, a b.sides, com fotos e outras coisas extras – como o making of do clipe de Rock music, seu mais novo single e sua virada roqueira, por exemplo. E a novidade é que ela apresentou aos fãs por lá o clipe de outra música nova, I keep on thinking bout you every single day and night – uma música bem mais tranquila e desacelerada que Rock music, e com vídeo seguindo a mesma estética introspectiva. Charli dança pelos corredores vazios de um lugar em Kyoto que tem pinta de hotel (na real, parece mais um hospital) até chegar em um estúdio de dança.

A faixa traz Charli cantando para uma pessoa que pode ser seu interesse amoroso, digamos assim – e traz questionamentos sobre sexualidade. “Talvez pudéssemos nos tornar um só, como algo saído de um filme de Jacques Rivette”, canta, fazendo referência ao diretor da Nouvelle Vague francesa. “Agora estou me perguntando se talvez eu possa ser gay, mas vamos lá, olhe para mim, provavelmente não sou”, continua. Vai saber quem é o alvo do interesse de Charli na vida real, mas ela ainda joga uma maldade na história: “Sempre me perguntei se você era realmente gay, ou se isso é algo que você só diz pensando na sua carreira”. Eita.

No tal instagram paralelo, ela diz que o clipe, dirigido por Aidan Zamiri, foi feito enquanto ela passava seis semanas em Kyoto fazendo um filme – provavelmente o filme de terror que até o momento é provisoriamente chamado de Untitled Kyoto, comandado pelo diretor japonês Takashi Miike, produzido e protagonizado por ela. Um outro detalhe é que essa faixa, por enquanto, vai estar apenas no lado B do single de vinil de Rock music, e ela até diz aos fãs: “Pode ripar o áudio se quiser”.

Rock music , o single novo oficial de Charli, surgiu emana passada adiantando o próximo projeto de Charli, que é um disco de rock. Num papo com a Vogue, há algumas semanas, ela disse: “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”. Os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock. Só esperando.

Foto: Reprodução Instagram

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Rolling Stones gravando Amy Winehouse? Parece que vai rolar

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Ronnie Wood falando do disco novo dos Rolling Stones como Jimmy Fallon (Foto: Todd Owyoung/NBC)

Ainda não há revelações oficiais sobre os nomes das outras faixas que vão estar em Foreign tongues, 25º álbum de estúdio dos Rolling Stones, previsto para o dia 10 de julho – durante a semana, o disco teve sua capa liberada, além de um single novo, In the stars, e do lançamento oficial de Rough and twisted, a música que os Stones haviam distribuído apenas num single de vinil sob o codinome The Cockroaches.

No entanto, o guitarrista Ronnie Wood foi bater um papo com Jimmy Fallon no Tonight Show e fez algumas revelações bem interessantes sobre o disco – até o momento não confirmadas pela banda. O músico disse ter gravado um solo de guitarra de nove minutos para uma música chamada Back in your life, embora ele tenha acrescentado o tal solo acabou sendo reduzido para quatro ou cinco minutos. Segundo ele, foi tudo feito numa tomada só, mas… “eu não fiz isso, a guitarra tocou sozinha”.

Tem mais: Fallon, que já estava com uma cópia em vinil de Foreign tongues na mão e já havia escutado o disco, disse que o álbum tem uma cover do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good – aquela mesma, do disco Back to black, de 2006. Ron cantarolou o riff principal da música e não pareceu se importar com a revelação.

Se bobear, os Stones estão aderindo à moda criada recentemente pelo Radiohead, que é liberar algumas pílulas de informação para serem dadas por um integrante que vá fazer algo solo – isso rolou recentemente quando Ed O’Brien, guitarrista do grupo, foi dar entrevistas para falar de seu disco Blue morpho. Mas ainda rolou muito mais no papo: ele até contou como conseguiu seu primeiro instrumento.

“Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, meus irmãos eram 8 e 10 anos mais velhos que eu, respectivamente. Ambos eram músicos e artistas. Então se eles tocavam, eu tocava, e se eles pintavam, eu pintava. Um amigo deles me emprestou seu violão, mas quando foi chamado pra servir no exército, pegou de volta. Eu fiquei tão decepcionado, então meus irmãos compraram um pra mim na prestação”, contou.

E numa semana em que Alex James, do Blur,  decidiu soltar os cachorros em cima de Pet sounds, álbum sessentão dos Beach Boys, Ron disse ter ficado muito triste quando o líder do grupo, Brian Wilson, morreu, em 11 de junho de 2025. E a morte dele rolou justamente no dia da gravação do tal solo de nove minutos, dai o nome de Brian ter surgido na conversa.

“Naquele dia, fiquei muito comovido, decepcionado e triste, e senti muito porque Brian Wilson morreu”, disse Wood. “E naquela semana, Sly Stone também morreu (dois dias antes de Brian), e eu pensei: ‘Nossa, que triste’. Mas isso transpareceu na minha guitarra, esse sentimento, sabe?”.

E tá aí a conversa dos dois.

Foto: Todd Owyoung/NBC

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Luiz Carlini e Guto Graça Mello – e Rita Lee

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Ricardo Schott, Luiz Carlini e Leandro Souto Maior

Uma semana particularmente triste para os fãs de Rita Lee, já que hoje completam-se três anos desde sua morte – mas ainda por cima dois parceiros dela também saíram de cena durante a semana. Guto Graça Mello (1948-2026), que produziu discos como Refestança (1977, com Gilberto Gil), Babilônia (1978) e Rita Lee (1979), morreu de parada cardiorrespiratória na terça (5), e Luiz Carlini (1952-2026), guitarrista dos discos que ela gravou com o Tutti-Frutti, partiu na quinta (7).

Guto, naturalmente, teve sua trajetória na TV mais comentada nos últimos dias: foi o cara que mudou o design sonoro das trilhas de novela, o co-autor do tema do Fantástico (com letra de Boni, todo-poderoso da Globo), o sujeito que simultaneamente trabalhou na Globo e na gravadora global, a Som Livre – onde, por acaso, ajudou a lançar os álbuns da série Xou da Xuxa.

Ele também foi um compositor bem pouco lembrado. A trilha sonora da novela Cavalo de aço (1973), toda feita por ele e Nelson Motta, é melancolia pura: traz baladas tristes, pelo menos um samba deprê (Homem de verdade, na voz de Djalma Dias), rocks rurais (Um sol na noite, interpretado por Eustáquio Sena) e o tema de abertura de novela mais pesado e sombrio que a Globo já levou ao ar (Cavalo de aço, com o próprio Guto no vocal e a Orquestra Som Livre fazendo algo que parece uma mistura de Isaac Hayes e Black Sabbath). Como disco, ótimo – como trilha, uma merda: Boni mandou chamar Nelson e Guto em sua sala e comeu os dois no esporro (segundo o próprio Guto).

Luiz Carlini provavelmente vai ser mais lembrado nos próximos dias como o ex-parceiro de Rita Lee. Prefiro lembrar dele como o cara gente fina que abriu a porta de sua casa pra mim e pro Leandro Souto Maior em 2015 – fomos lá presenteá-lo com uma cópia do nosso livro Heróis da guitarra brasileira (Ed. Vitale). Prometi que ia ser uma visita rápida e passamos se bobear uma tarde por lá, antes de voltarmos ao Rio – a foto acima é desse dia. Tive a oportunidade de ver Luiz ao vivo com Guilherme Arantes algumas vezes, felizmente.

Carlini precisa também ser lembrado como um guitarrista que, além de ter um estilo próprio, não ficava parado no tempo, e conseguia tocar de tudo um pouco. Fez até um solo bem metálico numa música do Kleiderman, o projeto paralelo de Sergio Britto e Branco Mello, dos Titãs. Foi na faixa Get me higher, que encerrava Con el mundo a mis pies, único álbum do grupo, de 1994. Carlini chegou a fazer alguns shows com os Titãs, substituindo Tony Bellotto, e tocou até com o Camisa de Vênus, quando a banda teve um retorno nos anos 1990.

Apesar de até Rita ter questionado as qualidades dele como compositor na autobiografia dela, o nome dele como autor consta nas músicas do disco Você sabe qual o melhor remédio (único do Tutti-Frutti sem Rita, de 1980). Algumas músicas imortalizadas por ela têm crédito de co-autor pra ele, como Agora só falta você e Sem cerimônia. O que rolou de bom e de ruim nos bastidores dessas músicas, só os dois sabem. Para quem está apenas de ouvinte, ficam aí três grandes ausências.

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