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Primavera Sound São Paulo 2026 divulga line-up: tem Gorillaz, Strokes, Lily Allen e Courtney Barnett, entre outros

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Primavera Sound 2026 divulga line-up: tem Gorillaz, Strokes, Lily Allen, Courtney Barnett

Depois de muito mistério e especulações, finalmente agora é sério: depois de três anos de hiato, o festival Primavera Sound São Paulo, que vai voltar a rolar em 2026, já divulgou seu line-up. A edição acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos. Gorillaz, The Strokes, FKA Twigs, Lily Allen (apresentando o disco West end girl) e Yung Lean são os headliners.

Agora, a lista da turma que vem mais abaixo tem nomes que, na nossa opinião, são bem mais animadores: Courtney Barnett, CMAT, Nation Of Language, Model / Actriz, Mannequin Pussy, Underscores, Machine Girl… esse pessoal todo vem. De nacionais, tem Ana Frango Elétrico, Black Pantera, Julia Mestre, Johnny Hooker, DJ Ramon Sucesso e outros.

O festival estava para rolar em agosto de 2024, mas “dificuldades externas que nos impedem de realizar eventos com o nível que o público que tanto nos apoia merece” (disse a organização) interromperam o Primavera aqui e em toda a América Latina. Em 2023, você deve lembrar, o The Cure veio para o festival, bem como Beck, Pet Shop Boys e The Killers.

As vendas dos ingressos para o festival começam em breve para cadastrados na plataforma Ingresse. Vale se cadastrar lá pra saber das novidades.

Todo mundo que vai tocar no festival, de A a Z:

Ana Frango Elétrico
ATARASHII GAKKO!
Black Pantera
Cara Delevingne
CMAT
Courtney Barnett
Danny L Harle
DJ Ramon Sucesso
Duquesa
Ebony
Ecco2k
FKA twigs
Gab Ferreira
Gaby Amarantos
Gorillaz
John Talabot
Johnny Hooker
Josyara
Juana Molina
Julia Mestre
Lily Allen
Los Thuthanaka
Machine Girl
Mannequin Pussy
Melly
Metrika
Model/Actriz
Nation of Language
Nick León
Paulete Lindacelva
Sophia Stel
Smerz
The Strokes
This Is Lorelei
underscores
Yung Lean
Zé Ibarra

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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

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Ian Curtis (Joy Division) vai ganhar exposição em Nova York em junho

Cantor e alma do Joy Division, Ian Curtis tirou sua própria vida em 18 de maio de 1980, literalmente na véspera da primeira turnê norte-americana do grupo – numa época em que a banda virava objeto de culto fora da Inglaterra. E agora, quase cinco décadas depois da morte de Ian (e alguns meses antes do Joy e do New Order serem entronizados no Rock And Roll Hall Of Fame), uma exposição em Nova York explora a vida e o legado criativo do cantor e letrista.

A retrospectiva, intitulada Ian Curtis: Insight, é composta por material de arquivo da British Pop Archive, coleção pública dedicada à preservação da cultura popular, contracultura e cultura jovem de Manchester, na Inglaterra, preservada pelo John Rylands Research Institute & Library. O material do arquivo veio originalmente de acervos como os de Tony Wilson, chefe da gravadora Factory; de Rob Gretton, primeiro empresário do Joy Division e do New Order; do fotógrafo Kevin Cummins; do jornalista Andy Spinoza e da TV Granada, entre outros.

Manuscrito de Love will tear us apart, música do Joy Division, com a caligrafia de Ian Curtis

Esse material chega pela primeira vez aos EUA – mais que isso: é a primeira vez que boa parte desse material sai da Inglaterra – e inclui manuscritos (cartas, letras de músicas, etc), fotos, material de divulgação do Joy Division, etc. Se você está querendo saber se o manuscrito de Love will tear us apart, maior sucesso do grupo, está na mostra, a resposta é: sim. Tá até aí em cima, como você já viu. E como afirma o site Wallpaper, “trazer essas peças de arquivo para Nova York parece uma homenagem honrosa à turnê norte-americana que nunca aconteceu”, mostrando uma visão bem abrangente e crua da criatividade de Ian.

Mat Bancroft, curador do Arquivo Pop Britânico da Biblioteca John Rylands, conta que “Ian Curtis, vocalista do Joy Division, é uma figura seminal na história da cultura popular do Reino Unido. Um letrista e intérprete de grande emoção e energia, que, para muitos, definiu o pós-punk. Seu arquivo pessoal contém letras manuscritas, suas coleções pessoais de discos e livros, cartas de fãs e outros materiais. A exposição Ian Curtis: Insight traz uma seleção desses materiais ao público pela primeira vez”.

Ian Curtis: Insight fica em cartaz na Galeria Voltz Clarke, localizada na 195 Chrystie Street, Nova York, NY 10002, de 25 de junho a 22 de julho de 2026. Se você vai pra Nova York, passa lá (e leva a gente!).

  • Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”
  • Joy Division antes, durante e depois do fim, no nosso podcast Pop Fantasma Documento

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Charli XCX lança música só em vinil e no Instagram. “Pode ripar o áudio se quiser!”, avisa

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Charli XCX lança música nova só no Instagram. "Pode ripar o áudio se quiser!", avisa (Foto: Reprodução Instagram)

Surgiu uma conta paralela de Charli XCX no Instagram, a b.sides, com fotos e outras coisas extras – como o making of do clipe de Rock music, seu mais novo single e sua virada roqueira, por exemplo. E a novidade é que ela apresentou aos fãs por lá o clipe de outra música nova, I keep on thinking bout you every single day and night – uma música bem mais tranquila e desacelerada que Rock music, e com vídeo seguindo a mesma estética introspectiva. Charli dança pelos corredores vazios de um lugar em Kyoto que tem pinta de hotel (na real, parece mais um hospital) até chegar em um estúdio de dança.

A faixa traz Charli cantando para uma pessoa que pode ser seu interesse amoroso, digamos assim – e traz questionamentos sobre sexualidade. “Talvez pudéssemos nos tornar um só, como algo saído de um filme de Jacques Rivette”, canta, fazendo referência ao diretor da Nouvelle Vague francesa. “Agora estou me perguntando se talvez eu possa ser gay, mas vamos lá, olhe para mim, provavelmente não sou”, continua. Vai saber quem é o alvo do interesse de Charli na vida real, mas ela ainda joga uma maldade na história: “Sempre me perguntei se você era realmente gay, ou se isso é algo que você só diz pensando na sua carreira”. Eita.

No tal instagram paralelo, ela diz que o clipe, dirigido por Aidan Zamiri, foi feito enquanto ela passava seis semanas em Kyoto fazendo um filme – provavelmente o filme de terror que até o momento é provisoriamente chamado de Untitled Kyoto, comandado pelo diretor japonês Takashi Miike, produzido e protagonizado por ela. Um outro detalhe é que essa faixa, por enquanto, vai estar apenas no lado B do single de vinil de Rock music, e ela até diz aos fãs: “Pode ripar o áudio se quiser”.

Rock music , o single novo oficial de Charli, surgiu emana passada adiantando o próximo projeto de Charli, que é um disco de rock. Num papo com a Vogue, há algumas semanas, ela disse: “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”. Os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock. Só esperando.

Foto: Reprodução Instagram

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Rolling Stones gravando Amy Winehouse? Parece que vai rolar

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Ronnie Wood falando do disco novo dos Rolling Stones como Jimmy Fallon (Foto: Todd Owyoung/NBC)

Ainda não há revelações oficiais sobre os nomes das outras faixas que vão estar em Foreign tongues, 25º álbum de estúdio dos Rolling Stones, previsto para o dia 10 de julho – durante a semana, o disco teve sua capa liberada, além de um single novo, In the stars, e do lançamento oficial de Rough and twisted, a música que os Stones haviam distribuído apenas num single de vinil sob o codinome The Cockroaches.

No entanto, o guitarrista Ronnie Wood foi bater um papo com Jimmy Fallon no Tonight Show e fez algumas revelações bem interessantes sobre o disco – até o momento não confirmadas pela banda. O músico disse ter gravado um solo de guitarra de nove minutos para uma música chamada Back in your life, embora ele tenha acrescentado o tal solo acabou sendo reduzido para quatro ou cinco minutos. Segundo ele, foi tudo feito numa tomada só, mas… “eu não fiz isso, a guitarra tocou sozinha”.

Tem mais: Fallon, que já estava com uma cópia em vinil de Foreign tongues na mão e já havia escutado o disco, disse que o álbum tem uma cover do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good – aquela mesma, do disco Back to black, de 2006. Ron cantarolou o riff principal da música e não pareceu se importar com a revelação.

Se bobear, os Stones estão aderindo à moda criada recentemente pelo Radiohead, que é liberar algumas pílulas de informação para serem dadas por um integrante que vá fazer algo solo – isso rolou recentemente quando Ed O’Brien, guitarrista do grupo, foi dar entrevistas para falar de seu disco Blue morpho. Mas ainda rolou muito mais no papo: ele até contou como conseguiu seu primeiro instrumento.

“Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, meus irmãos eram 8 e 10 anos mais velhos que eu, respectivamente. Ambos eram músicos e artistas. Então se eles tocavam, eu tocava, e se eles pintavam, eu pintava. Um amigo deles me emprestou seu violão, mas quando foi chamado pra servir no exército, pegou de volta. Eu fiquei tão decepcionado, então meus irmãos compraram um pra mim na prestação”, contou.

E numa semana em que Alex James, do Blur,  decidiu soltar os cachorros em cima de Pet sounds, álbum sessentão dos Beach Boys, Ron disse ter ficado muito triste quando o líder do grupo, Brian Wilson, morreu, em 11 de junho de 2025. E a morte dele rolou justamente no dia da gravação do tal solo de nove minutos, dai o nome de Brian ter surgido na conversa.

“Naquele dia, fiquei muito comovido, decepcionado e triste, e senti muito porque Brian Wilson morreu”, disse Wood. “E naquela semana, Sly Stone também morreu (dois dias antes de Brian), e eu pensei: ‘Nossa, que triste’. Mas isso transpareceu na minha guitarra, esse sentimento, sabe?”.

E tá aí a conversa dos dois.

Foto: Todd Owyoung/NBC

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