Urgente
Keith Richards: “Não vai ter show dos Rolling Stones em 2026”

Keith Richards confirmou que os Rolling Stones não farão turnê em 2026, mesmo na iminência de lançar um disco novo, Foreign tongues. O guitarrista e artífice da banda fez mistério sobre se o grupo volta à estrada em 2027. No máximo deu a entender que pode rolar.
“Podemos conversar sobre isso no ano que vem. No momento, estamos apenas dizendo que terminamos o disco… (e estamos) considerando o que fazer depois. Em breve, mas não este ano”, disse o músico num papo com a Associated Press, durante a apresentação de Foreign tongues á imprensa no dia 8 de maio.
Caso a banda faça uma turnê no próximo ano, pode ser, quem sabe, que eles sejam a atração principal do Glastonbury em 2027 – há rumores de que isso vá rolar. A última vez que eles foram a atração principal por lá foi em 2013 – por acaso, sua primeira apresentação no festival.
Foreign tongues, 25º álbum dé estúdio dos Rolling Stones, sai dia 10 de julho e já teve até a capa liberada – era aquela junção de caricaturas dos integrantes que estava aparecendo aos poucos na internet, e que foi feita pelo pintor norte-americano Nathaniel Mary Quinn. A revelação vem após a banda fazer suspense de todas as formas possíveis, incluindo outdoors em todo o mundo com o título do álbum traduzido para diversos idiomas.
Além da capa, já tem até o primeiro single, In the stars – um baita hino stoniano feito por Mick Jagger e Keith Richards. Rough and twisted, a música que os Stones haviam distribuído apenas num single de vinil sob o codinome The Cockroaches (falamos disso aí há alguns dias) também está agora oficialmente nas plataformas. Havia rumores de que sairia uma música intitulada Mr. Charm no dia 11 de abril de 2026 – até agora, nada com esse nome.
O guitarrista Ronnie Wood foi bater um papo com Jimmy Fallon no Tonight Show e fez algumas revelações bem interessantes sobre o disco – até o momento não confirmadas pela banda. O músico disse ter gravado um solo de guitarra de nove minutos para uma música chamada Back in your life, embora ele tenha acrescentado o tal solo acabou sendo reduzido para quatro ou cinco minutos. Segundo ele, foi tudo feito numa tomada só, mas… “eu não fiz isso, a guitarra tocou sozinha”.
Tem mais: Fallon, que já estava com uma cópia em vinil de Foreign tongues na mão e já havia escutado o disco, disse que o álbum tem uma cover do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good – aquela mesma, do disco Back to black, de 2006. Ron cantarolou o riff principal da música e não pareceu se importar com a revelação.
Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons
Urgente
Dave Lombardo e Lustmord criam “ambient satânico” em projeto conjunto

RESUMO: Lustmord Lombardo, projeto formado pelo baterista Dave Lombardo (ex-Slayer) e pelo artista de ambient Lustmord, estreia com o single Paleomagnetic resonance, um épico de quase oito minutos entre ambient sombrio, experimentalismo e atmosferas aterradoras. O álbum The pulse of atoms sai em 2 de outubro pela Ipecac.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Como se já não bastasse o clima sombrio da foto de divulgação, o som é igualmente sinistro. O baterista de metal Dave Lombardo (ex-Slayer, Misfits) e o artista de ambient Lustmord formaram o projeto em dupla Lustmord Lombardo e já saiu o primeiro single, Paleomagnetic resonance.
A música é um épico atmosférico de quase oito minutos, que soa como um anti-dream pop, ou um ambient satânico, inicialmente marcado pelos climas aterradores de Lustmord, e pelos roll drums de Lombardo. Até que… Bom, não vamos dar spoiler.
O álbum de estreia do Lustmord Lombardo, The pulse of atoms, sai em 2 de outubro por um selo bastante apropriado, a Ipecac Records. Se você está estranhando Lombardo, um ex-Slayer, estar envolvido com música experimental, ele já faz metal avant-garde com o Fantômas, banda que dividiu com Mike Patton (Faith No More), Buzz Osborne (Melvins) e Trevor Dunn (Mr. Bungle). Também tocou com o saxofonista de jazz John Zorn.
- Ouvimos: Angel Du$t – Cold 2 the touch
“Uma coisa sobre um álbum como este é que você não pode realmente classificá-lo como parte de um gênero específico ou, idealmente, de um período específico. É do ano passado? É de 10 anos atrás? É de 20 anos atrás? É de daqui a 5 anos?”, conta Lombardo.
“Ele tenta criar algo que tenha seu próprio som, sem se prender a nenhuma linguagem ou história musical com a qual você esteja familiarizado. Ele remonta a tempos muito, muito mais antigos. Este é o som de planetas morrendo ou de estrelas nascendo. Trata-se de uma perspectiva maior. É o som do nascimento e da morte do universo; não é rock and roll”, continua.
“Estou muito orgulhoso desta colaboração porque é muito diferente de tudo o que já fiz. E criar este conjunto de obras com Lustmord. Este cara é lendário! Ele destrói o gesso dos locais”, conclui o baterista.
Abaixo você confere o som de Paleomagnetic resonance, além da capa de The pulse of atoms e da lista de músicas.
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LISTA DE FAIXAS:
01. An eternal presence part I: Unknown
02. An eternal presence part II: Relentless
03. Paleomagnetic resonance
04. Beyond the vast cold waste
05. The desolate shore part I: Submergence
06. The desolate shore part II: Emergence
07. The abyssal deep
Urgente
Spotify vai identificar artistas feitos por IA e tirá-los das recomendações

RESUMO: O Spotify vai começar a identificar artistas criados por inteligência artificial com um selo de “AI persona” e, por padrão, tirá-los das recomendações personalizadas. A medida, prevista para setembro, tenta separar artistas reais de identidades musicais fabricadas por IA.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Spotify
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O bicho, aparentemente, vai pegar pra IA: o Spotify está preparando uma mudança importante na maneira como lida com artistas criados por inteligência artificial. A partir de setembro, a plataforma pretende identificar esses projetos com um selo de “AI persona” e, por padrão, impedir que eles apareçam nas recomendações personalizadas dos usuários.
A ideia é separar com mais clareza artistas reais de identidades musicais fabricadas por IA. O aviso aparecerá tanto no perfil do artista quanto nas páginas das músicas e playlists. A medida deve atingir casos como o Velvet Sundown, banda de rock que ganhou uma quantidade considerável de ouvintes antes de sua natureza artificial virar assunto.
Segundo o Spotify, a mudança tem a ver principalmente com confiança. “Uma conexão verdadeira entre artista e fã só pode ser construída sobre uma base de confiança e autenticidade. Na música, isso significa que os ouvintes precisam poder confiar que o artista por trás daquela música é quem diz ser. Isso é mais importante do que nunca na era da IA generativa”, diz o texto da plataforma.
O Spotify já vinha enfrentando uma enxurrada de material produzido artificialmente. No ano passado, revelou ter retirado 75 milhões de faixas consideradas spam em um período de apenas 12 meses. Para dar uma dimensão do problema, o catálogo legítimo do Spotify tem cerca de 100 milhões de músicas.
O sistema não vai depender apenas da declaração dos próprios artistas. Criadores poderão informar voluntariamente que suas identidades são produzidas por IA e receber o selo correspondente, mas o Spotify também pretende investigar os casos por conta própria, combinando análise humana com ferramentas de detecção baseadas em inteligência artificial.
A preocupação é evitar justamente a situação em que um ouvinte acredita estar acompanhando um músico de verdade e só descobre depois que aquela persona nunca existiu. “Os ouvintes têm deixado claro que não gostam de ver um perfil de artista que parece humano e só depois descobrir que aquela persona foi gerada por IA”, avisam.
O Velvet Sundown é um dos exemplos mais curiosos dessa confusão. O projeto apareceu apresentando-se como uma banda americana de rock inspirada nos anos 1970 e chegou a acumular 117 mil ouvintes mensais no Spotify. Depois que a discussão sobre sua existência ganhou força, os canais da própria banda confirmaram que se tratava de uma criação de IA, descrita como algo “em algum lugar entre” o humano e a máquina. Mesmo assim, a página do grupo no Spotify ainda não deixa evidente que se trata de um projeto artificial. O perfil o apresenta como um “projeto musical sintético”.
Outro caso que levantou dúvidas foi o de Sienna Rose, cantora de soul que chegou ao Top 50 viral do Spotify. A artista acumulou mais de meio milhão de ouvintes mensais sem apresentar os sinais habituais de uma carreira musical: não havia shows, vídeos ou outras evidências públicas de uma cantora real. Ao mesmo tempo, ela lançou uma quantidade enorme de músicas em apenas dez semanas. O perfil de Sienna Rose também não esclarece se a cantora é uma pessoa real ou uma criação de inteligência artificial.
A novidade do Spotify, portanto, não significa que músicas feitas por IA serão banidas. Elas poderão continuar na plataforma. A diferença é que, se estiverem associadas a uma identidade artificial, passarão a carregar essa informação e deixarão de receber, por padrão, o mesmo empurrão algorítmico dado aos demais artistas.
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Urgente
Neil Young encontra esperança no caos em “Second song”

RESUMO: Neil Young transforma Second song, faixa de 11 minutos que dá nome ao novo álbum com os Chrome Hearts, em uma balada estradeira sobre vida, morte, natureza e esperança. O disco sai em 18 de setembro pela Reprise Records.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se você tem uma pedra no lugar do coração e precisa urgentemente soltar um vale de lágrimas por ordens médicas, ouça Second song, o novo single de Neil Young, gravado com a banda Chrome Hearts. Dura 11:20, é de uma beleza estradeira absurda e conta histórias de vida, morte, cantos de pássaros, sol nascendo, natureza – e um monte de coisas que fazem a gente se perguntar sobre o que estamos fazendo das nossas vidas.
A música é também a faixa-título do novo álbum de Neil Young & The Chrome Hearts, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records. O disco vem na sequência de Talkin’ to the trees, lançado em 2025, e terá sete faixas. Cinco são inéditas e as outras duas são novas versões de Casting me away from you e I’ll love you forever, duas canções antigas resgatadas em discos de “arquivos”.
O novo álbum, aliás, nasceu em um momento particularmente complicado para Young. Em declarações anteriores, o músico havia falado sobre a dificuldade de acompanhar a política americana durante o governo Donald Trump e sobre como essa situação vinha alimentando sua irritação.
“A política de hoje é triste e deprimente para mim. Não aguento mais. Posso sair e demonstrar o que sinto a respeito disso. Temos o pior presidente da história do nosso país. Todo dia recebemos um programa de TV ruim produzido por DJT (iniciais do presidente dos EUA)”, escreveu Young.
Mas havia outra coisa acontecendo ao mesmo tempo: a música voltava a funcionar como uma fonte de prazer. “Agora, felizmente, estou mais uma vez no estúdio gravando um novo álbum com os Chrome Hearts. Eu amo as músicas e os sentimentos de vida e amor. A música é. Até agora temos oito músicas novas. Elas me fazem sentir”, afirmou.
Esse lado parece dominar o novo disco. Second song é uma canção tão política quanto pessoal, em que ele canta versos como “Sonho com uma maneira de viver / Uma maneira de compartilhar o que encontramos / Uma maneira de caminhar devagar pelas folhas esfumaçadas do tempo”, ao mesmo tempo em que fala da natureza, da vida e diz que os pássaros cantando são mais importantes do que qualquer programa de TV. Enfim: continuar vivendo enquanto o mundo parece fora de lugar.
No começo do ano, Young lançou Big crime, uma música de ataque direto a Trump e ao Partido Republicano, além de dizer que o presidente estava “fora de controle” e que “precisamos de um presidente de verdade”. E o comunicado que acompanha o álbum descreve as novas músicas como uma tentativa de transformar experiências difíceis em alguma esperança para o futuro.
“Em tempos em que as vidas são colocadas à prova, esta é uma música que reúne o passado em uma esperança para o futuro”, diz o texto. “Ela permite que quem a ouve perceba os sentimentos íntimos que dão ao próprio Neil Young a convicção necessária para enfrentar nossos obstáculos em meio às suas divisões mais profundas. 2026 nos confronta de maneiras que a sociedade nunca enfrentou antes. Não é hora de desviar o olhar”.
Second song, a música, tá aí. E a capa e a lista de faixas do álbum Second song seguem abaixo.
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01. The foggy edge of time
02. Day after day
03. Earth girl
04. Second song
05. Casting me away from you
06. Soon I might be going
07. I’ll love you forever





































