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Urgente!: Livro revisita Joy Division e New Order faixa a faixa e junta Sumner e Hook no mesmo projeto

Sai em 30 de março o livro Joy Division and New Order: Album by album, do jornalista Mayer Nissim, pela editora White Owl (capa abaixo). A proposta é passar faixa a faixa pela história, começando no peso cinza do Joy Division e chegando à fase dançante que colocou o New Order no mapa pop do planeta. Tem curiosidades de gravação e pequenas histórias de turnê espalhadas pelo caminho.
O chamariz maior é o fato de Bernard Sumner (voz, guitarra) e Peter Hook (baixo) terem topado colaborar com o livro e terem dado longas entrevistas – eles estão separados e brigados desde 2007, o que só aumenta o interesse dos fãs. No livro, eles relembram a travessia depois da morte de Ian Curtis (vocalista do JD) e como a banda trocou a ansiedade das guitarras por máquinas, pistas e um novo público nos anos 1980. Há memórias de estúdio, brigas e acordos realizados na pressão.
O texto abre o foco e chama gente de fora. Aparecem Peter Saville (designer gráfico da Factory Records, que lançou Joy Divison e New Order), Stephen Street (produtor), Ana Matronic (cantora do Scissor Sisters, soltou a voz com o New Order no hit Jetstream, de 2005) e o engenheiro Michael Johnson (o técnico de gravação que trabalhou no segundo disco, Power, corruption and lies, de 1983, e viu o New Order se libertar da herança do Joy Division, adotando synths e programações).
Essa turma aí fala da importância das duas bandas, das mudanças estéticas, e conta causos da Factory. Peter Saville reforça o coro da turma (Peter Hook incluído aí) que diz que Tony Wilson, dono da Factory, era um empreendedor pra lá de confuso. “A Factory nunca conseguiu funcionar como uma empresa”, diz, segundo o site Music-News. Stephen Street se revela feliz pelo fato do Joy Division ter se transformado em New Order, e não ter continuado sem Ian Curtis, o vocalista morto em 1980 (quem ouviu o episódio do nosso podcast Pop Fantasma Documento sobre o Joy Division, descobriu lá que eles bem que tentaram).
Para quem acompanha de perto, sobra a pergunta óbvia: rola reunião? Não há promessa nenhuma, claro: o New Order segue sem Peter e ele segue tocando material das duas bandas ao vivo. Mas que Joy Division and New Order: Album by album já sai com cara de livro definitivo, sai sim – inclusive porque a história dessas duas bandas tem mais furo que muito tijolo, e parece que muita coisa tá devidamente respondida aí.
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Ouça antes: Catarina Zenaro – “Lie lie lie” (single)

“Depois de passar por um relacionamento conturbado, cheio de mentiras e frustrações, senti que não tinha nada melhor a fazer do que escrever uma música a respeito”, conta a cantora Catarina Zenaro sobre Lie lie lie, seu novo single, um rock levinho, com raízes folk. “A virada de chave de entender que você não consegue mudar uma pessoa, mas pode mudar o jeito que lida com ela veio pra mim junto com essa música. Eu pensava: ‘você pode mentir pra mim o quanto quiser, mas isso não significa que eu vou cair nas suas mentiras’”, continua.
E é isso: Catarina, cantora brasileira cujas músicas saem pela gravadora canadense The Citadel House, decidiu nem chorar a respeito da história e pôs tudo em letra de música. Lie lie lie, que sai amanhã (e que a gente adianta com exclusividade aqui no Pop Fantasma) sucede Bella, seu single anterior, e é mais uma música que adianta seu novo EP, previsto para este ano. A música, produzida por Rique di Azevedo, tem também uma enorme inspiração no hit Please please please, de Sabrina Carpenter: Catarina prestou atenção na repetição de palavras do refrão, e viu que isso ajudaria a manter a canção na memória de quem escuta.

Capa do single Lie lie lie, de Catarina Zenaro (Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação)
“Aprecio muito o storytelling e a verdade”, conta ela, que pôs na letra tudo que gostaria de ter dito a uma outra pessoa. “Gosto de músicas que contam histórias nos mínimos detalhes, sem ter medo de serem muito específicas. Acredito que as pessoas se identificam muito mais com uma canção quando elas se mostram específicas do que quando transmitem uma imagem genérica, mais geral. Tento criar levando isso como uma máxima”.
Clara já é uma veterana aos 21 anos: fez sua primeira gravação em estúdio aos 12 – por acaso seis anos depois de começar a fazer aulas de violão. Sua discografia inclui músicas em inglês e português, além do EP Dear you, lançado em 2021. E Lie, lie, lie, você ouve primeiro aqui.
Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação
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Chaka Khan vira uma gigante gentil no clipe de “Chakzilla”, sua nova música

Não são só os Rolling Stones nem o Deep Purple: tem outra veterana da música voltando com som novo em 2026. Chaka Khan, que estava sem lançar nada há mais de sete anos, voltou com Chakzilla, seu novo single, que sai pelo seu próprio selo, Earthsong Records, com distribuição e marketing mundial pela BMG. A música adianta um álbum novo dela, também chamado Chakzilla, previsto para 18 de setembro.
E nem é só isso: Chaka se torna uma super-heroína no clipe da faixa. Ela vai ao cinema assistir a um filme e…o filme conta a história de Chakzilla, uma Chaka Khan do tamanho do monstrengo Godzlla. Só que em vez de sair derrubando prédios e pegando carros de verdade como se fossem de brinquedo, Chakzilla reconstroi uma cidade que havia sido destruída. Uma homenagem aos filmes de monstros, no ritmo do pós-disco.
“Essa música é sobre amor e celebração. Sobre ser humano, se sentir bem e assumir o nosso poder. É hora de dançar, por dentro e por fora. Dance. Ame. Viva”, diz Chaka, que tem uma carreira de 50 anos, dez vitórias no Grammy e seu lugar no Rock And Roll Hall Of Fame, no qual entrou em 2023.
A faixa foi produzida por Greg Kurstin, com Sia contribuindo com vocais de apoio e ajudando a compor a música. Khan atribuiu a Sia a criação do próprio título. “Eu jamais teria pensado nisso”, disse ela. “Ela é inteligente. Ela tem muitas ideias”. As duas já havia trabalhado juntas em Immortal queen, faixa do álbum Reasonable woman de Sia, lançado em 2024.
Foto: Divulgação (Capa do single)
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Rolling Stones: “In the stars” ganha clipe

Os veteranos do rock andam lotando a internet de novidades. Hoje já saiu o clipe de In the stars, primeiro single do próximo álbum dos Rolling Sotnes, Foreign tongues. O vídeo foi dirigido por François Rousselet, cujos trabalhos incluem colaborações com a Nike, Diesel, Pharrell Williams e os clipes de Angry, do álbum anterior da banda, Hackney diamonds, e Ride ‘em on down, do álbum Blue & lonesome, que os Stones lançaram em 2016.
Se tem gente por aí com medo do uso indiscriminado de tecnologias deepfake, os Stones fizeram um bom uso desse tipo de coisa, ao lado da empresa Deep Voodoo: o clipe traz de volta a banda nos anos 1970, tocando In the stars ao lado de músicos, cantores e dançarinos de diferentes épocas e estilos. In the stars tem também participação da atriz Odessa A’zion (do filme Marty supreme e da série I love LA) – por sinal o material de divulgação conta que ela está feliz da vida com o clipe, porque “o primeiro disco que comprei e ouvi do começo ao fim foi Tattoo you (1981)”.
Durante os últimos dias, rolaram mais novidades sobre o álbum dos Stones. Foreign tongues sai no dia 10 de julho pela Polydor, tem 14 faixas e é um disco duplo. A lista de músicas já foi liberada. Sim, o disco tem uma faixa chamada Mr. Charm (cujo lançamento como single chegou a ser comentado, mas não saiu ainda). E, sim: tem mesmo uma versão do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good, como havia sido ventilado na ida do guitarrista Ronnie Wood ao Tonight show de Jimmy Fallon. O álbum, que é o 25º disco de estúdio da banda, sai dia 10 de julho.
Já Keith Richards, artífice da banda, revelou que os Rolling Stones não farão turnê em 2026, num papo com a Associated Press. Ele ainda fez mistério sobre se o grupo volta à estrada em 2027. No máximo deu a entender que pode rolar. “Podemos conversar sobre isso no ano que vem. No momento, estamos apenas dizendo que terminamos o disco… (e estamos) considerando o que fazer depois. Em breve, mas não este ano”, disse o músico num papo com a Associated Press, durante a apresentação de Foreign tongues à imprensa no dia 8 de maio.
O álbum traz Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood ao lado de seus principais colaboradores, incluindo Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclados) e Steve Jordan (bateria). Também inclui uma participação especial do batera Charlie Watts, feita durante uma de suas últimas sessões de gravação (ele morreu em 2021). E ainda há participaçõoes de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers).
Um detalhe interessante: nas plataformas digitais, todas as músicas – exceção feita às já conhecidas In the stars e Rough and twisted – apareceram com seus nomes traduzidos para… diferentes linguagens (ora, ora, “foreign tongues”, enfim). You know I’m no good surge em polonês (Wiesz, ze jestem do niczego), Divine intervention surge em português (Intervenção divina), Never wanna lose you virou No quiero perderte nunca, em espanhol… Vai por aí.
Foto: Kevin Mazur / Divulgação







































