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E já tá chegando a hora do In-Edit, a festa do documentário musical

Essa notícia já foi parar em nossa caixa de e-mails tem alguns dias, mas nunca é tarde para falar do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que anunciou os títulos nacionais selecionados para sua 18ª edição, que acontece entre os dias 17 e 28 de junho, em São Paulo. A programação reúne diversos títulos em première nacional e produções inéditas no circuito de salas e streaming, dedicadas a importantes nomes, contextos e territórios marcantes da música brasileira.
Na Competição Nacional, foram selecionados nove títulos, sendo cinco deles inéditos no país, fazendo sua première no In-Edit. São eles: Entre o sucesso e a lama, de Cristiano Burlan, que acompanha o processo de criação de um álbum coletivo de rap com mentoria de Edy Rock e Gaspar Z’ África Brasil; O cravista, de Luiz Eduardo Ozório, que acompanha a vida do cravista Roberto Regina e sua contribuição pioneira à música erudita no Brasil; Pontos de força, de Vânia Lima, que mergulha na vivência de Mateus Aleluia em territórios sagrados do Candomblé na Bahia; Tribalistas – O baú da hora fértil, de Dora Jobim, registra o processo criativo do grupo Tribalistas em encontros marcados por afeto e colaboração; e Universo circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro, que retrata a trajetória da compositora e pianista Jocy de Oliveira, que completou recentemente 90 anos, e sua atuação pioneira na música experimental no Brasil.
Já Dona Onete – Meu coração neste pedacinho aqui, de Mini Kerti, que retrata a trajetória da cantora Dona Onete, do interior do Pará ao reconhecimento internacional; Ninguém pode provar nada, de Rodrigo Pinto, que revisita a trajetória intensa do jornalista e produtor Ezequiel Neves no rock brasileiro; Massa funkeira, de Ana Rieper, que investiga o funk carioca como expressão de corpo, desejo e resistência nas periferias; e VIVO 76, de Lírio Ferreira, que mergulha no universo criativo de Alceu Valença a partir do disco ao vivo Vivo! (1976), exibidos com destaque em outros festivais, completam a lista. O vencedor entrará no circuito In-Edit de festivais e será apresentado pelo diretor ou diretora no In-Edit Barcelona 2026.
Na Mostra Brasil, o festival apresenta nove documentários, sendo 4 deles em première nacional. São eles: Canecão – Tantas emoções, de Bruno Levinson, reconstrói a memória de um dos palcos mais emblemáticos do país; Gonzaguinha – Da maior liberdade, de Susanna Lira, retrata a vida e as contradições de Gonzaguinha; Nem tudo é paz e amor, de Betão Aguiar, filho do Novo Baiano Paulinho Boca de Cantor, revisita a contracultura a partir da perspectiva dos filhos do Tropicalismo, reunindo Moreno Veloso, Beto Lee, Anelis Assumpção e Nara Gil para refletir sobre o legado cultural deixado por seus pais; e Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio, de Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki, acompanha a trajetória do grupo Mestre Ambrósio.
Já os documentários Apocalipse segundo Baby, de Rafael Saar, que acompanha as transformações artísticas e espirituais da cantora Baby do Brasil; Ary, de André Weller, que revisita a trajetória de Ary Barroso em um ensaio que mistura ficção e arquivo; Fernanda Abreu – Da Lata 30 anos, de Paulo Severo, que celebra o disco icônico da artista carioca; Rei da noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans, que mergulha no universo do empresário Ricardo Amaral; Vou tirar você deste lugar, de Dandara Ferreira, que revisita a obra e o impacto popular de Odair José (na foto acima) exibidos e premiados em outros festivais, completam os selecionados da Mostra Brasil.
A seção Brasil.Doc oferece uma seleção de seis documentários inéditos no circuito, sendo 3 em première nacional. São eles: Arthur, o gigante, de Ivan de Angelis, uma homenagem ao legado do baixista Arthur Maia; Canto da gente – Um filme sobre os Tápes, de Matheus Borges, que resgata a trajetória do grupo Os Tápes e seu engajamento social; Gritos de agonia, de Márcio Crux, revisita mais de quatro décadas do punk hardcore em Belém; Hip hop caboclo, de João Nascimento, que investiga os encontros entre o hip-hop e culturas populares brasileiras, com Gaspar Z’África, do grupo Z’África Brasil; O homem do fraque verde, de Petrônio Lorena, um mergulho na tradição do Homem da meia-noite; e Punks do ABC, de Jairo Costa, que retrata a cena punk politizada do ABC paulista.
Na mostra Curta Um Som, o festival reúne onze curtas que percorrem diferentes territórios, tradições e cenas musicais do país. Entre eles: Bárbara – A força da ancestralidade, de Edson Spitaletti e Sandro Cácio, destaca o papel das mulheres do samba na zona leste paulistana; Batuque da fêra, de Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio, investiga o samba rural baiano; Bira Rasta, Eu sou a onda, de Gregori Bastos, retrata a trajetória do músico Bira Rasta; Bregueragem, de Daniel Arcades, explora o universo poético do brega: Nação Hip Hop: Cultura de rua, de Laia Orisa, revisita um programa pioneiro da TV; Silêncio na boiada, de Luiza Fernandes, aborda a resistência cultural durante a pandemia; e Uma orquestra no contrabaixo, de Sergio Sbragia, resgata memórias da música sinfônica brasileira.
Nas Sessões Especiais, o IN-EDIT BRASIL 2026 apresenta dois títulos inéditos em festivais. A noite de Alaíde, de Liliane Mutti, acompanha a trajetória da cantora Alaíde Costa, que celebra 90 anos, e seu retorno simbólico aos Estados Unidos em busca de reconhecimento. Já Flora & Airto – O som revolucionário, de Jom Tob Azulay, celebra a parceria artística e afetiva de Flora Purim e Airto Moreira, destacando sua influência na música contemporânea.
O festival este ano volta a ocupar as salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Spcine Paulo Emílio (CCSP), Cine Bijou e Cine Matilha (Matilha Cultural), além de oferecer uma programação paralela com shows, debates, encontros com convidados especiais e a tradicional feira de vinil. Outros títulos nacionais devem ser confirmados até a abertura do festival.
E pra acompanhar todos os detalhes do festival, siga o Instagram do In-Edit, que você abaixo. Em breve, mais textos sobre o festival aqui no site.
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Julia Benford vira “fera perigosa” para liberar a raiva ao som de glam rock

RESUMO: Em Fera perigosa, Julia Benford transforma raiva, angústia e autoconfiança feminina em glam rock, criando um alter ego que responde ao silêncio com ainda mais exagero.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Augusto / Divulgação
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Depois de se recriar como os dois lados do amor no clipe e no single de Imã, Julia Benford volta transformando algumas das experiências acumuladas como mulher no rock em uma nova e radical personagem. Fera perigosa, segundo single de seu primeiro álbum solo, Retalho carrossel (em breve nas plataformas), usa humor e referências ao glam rock para falar de raiva, angústia, autoconfiança e daquele tipo de incômodo que costuma ser tratado como exagero quando vem de uma mulher.
“A música dá liberdade a sentimentos como a raiva, a angústia e a autoconfiança que, muitas vezes, carregam pudor quando cantados por vozes femininas”, diz Julia. A ideia está no próprio título: a “fera” é uma espécie de alter ego que resolve deixar de engolir o que pensa.
Musicalmente, a faixa olha para o glam rock dos anos 1970, passando pela fase Tutti Frutti de Rita Lee e por referências como Elton John, T. Rex, David Bowie e Secos e Molhados. A gravação mistura guitarras, teclados e um trio de metais formado por integrantes do Black Mantra. Leo Mayer, que produziu o álbum, também toca guitarra e assina os arranjos, a mixagem e a masterização. Gabriel Costi participa nas guitarras e arranjos, enquanto Jimmy Pappon toca teclados e piano. Dennis Guedes fez a orquestração dos metais e a coprodução.
O videoclipe segue a mesma lógica de exagero deliberado, com uma estética surrealista e colorida que passa por referências como Coraline, Os fantasmas se divertem, The Rocky Horror picture show e Castelo Rá-Tim-Bum. A direção artística é da própria Julia, com fotografia de Rafaela Lima e desenho de luz de Patrícia Soransso.
“A ideia é representar as ideias e sentimentos reprimidos, esses que vivem no fundo da nossa cabeça, e que evitamos falar sobre. Nesse clipe, a mensagem é a voz, que não pede licença para reverberar”, explica a cantora. A personagem de Fera perigosa aparece justamente quando esse silêncio deixa de funcionar – e a resposta para o inevitável “quanto exagero!” é, aparentemente, exagerar um pouco mais.
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Glue Trip mergulha na amizade lisérgica em “Psychedelic friend”

RESUMO: A Glue Trip abre a fase do álbum Anemoia com Psychedelic friend, single que recupera fuzz, órgão farfisa e psicodelia sessentista para falar de amizade e nostalgia por um tempo não vivido.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Samuel Esteves / Divulgação
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A Glue Trip foi buscar nos anos 1960 parte do som de Psychedleic friend, single que já está nas plataformas e abre os trabalhos de Anemoia, quarto álbum da banda paraibana. Guitarras com fuzz, órgão farfisa e voz carregada de tremolo dão à faixa um clima de psicodelia antiga, em diálogo com nomes como 13th Floor Elevators, Soft Machine e Os Mutantes.
A música surgiu durante uma viagem de Lucas Moura, fundador, vocalista e guitarrista do grupo, e fala sobre a visita de um amigo capaz de transformar encontros comuns em experiências quase transcendentais. A história acabou combinando com o conceito escolhido para o próximo disco.
Anemoia é uma palavra usada para definir a nostalgia por uma época que alguém não chegou a viver. No caso da Glue Trip, a ideia aparece justamente nessa aproximação com referências musicais de outras décadas — não apenas como reprodução de uma estética antiga, mas como matéria-prima para o som atual da banda.
Psychedelic friend foi produzida e mixada por Lalo Brusco, no Estúdio Buena Família, em São Paulo, com gravações adicionais feitas no Tropikaoss, na Paraíba. A masterização ficou por conta de Philip Shaw Bova, e a capa é trabalho da artista visual Giovanna Cianelli.
O single saiu em 16 de setembro, justamente quando a Glue Trip iniciou sua quarta turnê pela Europa. A Anemoia Tour – Euro 2026 já está em andamento e leva ao público europeu parte do repertório que estará no novo álbum. A banda já passou anteriormente por cidades como Londres e Paris.
Fundada em João Pessoa (PB), a Glue Trip atualmente reúne Lucas Moura (guitarra e voz), Pedro Lacerda (bateria), João Boaventura (teclas) e Thiago Leal (baixo). Embora seus integrantes estejam hoje baseados no Sudeste, o grupo mantém a ligação com a cena paraibana que deu origem ao projeto.
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Madonna e Charli XCX encerram de vez provocação sobre pista de dança com “Danceteria afterhours”

RESUMO: Depois de uma possível troca de provocações, Madonna e Charli XCX se encontram em Danceteria afterhours, nova versão da faixa de Confessions II.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Ricardo Gomes / Divulgação
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Pista de dança morta? Que nada. Madonna e Charli XCX passaram alguns meses deixando no ar que alguma coisa poderia acontecer entre elas — com direito até a uma possível alfinetada — e agora resolveram a questão do jeito mais simples: lançando uma música juntas. Danceteria afterhours é a primeira parceria oficial das duas e uma nova versão de Danceteria, faixa de Confessions II, disco lançado por Madonna em julho (e resenhado pela gente aqui).
A historinha começou a ficar mais divertida em maio. Madonna escreveu nas redes sociais: “Se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada”. Parecia resposta para Charli, que canta “acho que a pista de dança está morta / então agora estamos fazendo rock” em Rock music, single do disco Music, fashion, film (opa, também resenhamos este).
Vai saber se Madonna estava mesmo mandando recado. O fato é que, depois disso, vieram encontros, aparições nas redes e especulações sobre uma possível parceria. Até que as duas surgiram juntas em estúdio numa prévia de Danceteria afterhours e acabaram com o mistério.
A faixa original de Danceteria foi produzida por Stuart Price. A versão com Charli traz ainda Andrew Watt e Cirkut na produção, além da própria Madonna, e mexe justamente com um território bastante familiar às duas: pop eletrônico, cultura clubber e música feita para a pista.
Também não é a primeira vez que Madonna resolve reabrir Confessions II para receber companhia. Em agosto, Kylie Minogue apareceu em Love sensation (Afterhours mix). Agora chegou a vez de Charli.
E Madonna escolheu uma semana movimentada para lançar a parceria. Neste domingo (27), ela volta ao MTV Video Music Awards para abrir a premiação – algo que não fazia havia 23 anos.
Danceteria afterhours ganhou ainda edição limitada em CD, com a parceria com Charli, um remix de Harry Romero e a versão original de Danceteria.
Pista ressuscitada, portanto.
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