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Ouça antes: Catarina Zenaro – “Lie lie lie” (single)

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Catarina Zenaro (Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação)

“Depois de passar por um relacionamento conturbado, cheio de mentiras e frustrações, senti que não tinha nada melhor a fazer do que escrever uma música a respeito”, conta a cantora Catarina Zenaro sobre Lie lie lie, seu novo single, um rock levinho, com raízes folk. “A virada de chave de entender que você não consegue mudar uma pessoa, mas pode mudar o jeito que lida com ela veio pra mim junto com essa música. Eu pensava: ‘você pode mentir pra mim o quanto quiser, mas isso não significa que eu vou cair nas suas mentiras’”, continua.

E é isso: Catarina, cantora brasileira cujas músicas saem pela gravadora canadense The Citadel House, decidiu nem chorar a respeito da história e pôs tudo em letra de música. Lie lie lie, que sai amanhã (e que a gente adianta com exclusividade aqui no Pop Fantasma) sucede Bella, seu single anterior, e é mais uma música que adianta seu novo EP, previsto para este ano. A música, produzida por Rique di Azevedo, tem também uma enorme inspiração no hit Please please please, de Sabrina Carpenter: Catarina prestou atenção na repetição de palavras do refrão, e viu que isso ajudaria a manter a canção na memória de quem escuta.

Capa do single Lie lie lie, de Catarina Zenaro (Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação)

Capa do single Lie lie lie, de Catarina Zenaro (Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação)

“Aprecio muito o storytelling e a verdade”, conta ela, que pôs na letra tudo que gostaria de ter dito a uma outra pessoa. “Gosto de músicas que contam histórias nos mínimos detalhes, sem ter medo de serem muito específicas. Acredito que as pessoas se identificam muito mais com uma canção quando elas se mostram específicas do que quando transmitem uma imagem genérica, mais geral. Tento criar levando isso como uma máxima”.

Clara já é uma veterana aos 21 anos: fez sua primeira gravação em estúdio aos 12 – por acaso seis anos depois de começar a fazer aulas de violão. Sua discografia inclui músicas em inglês e português, além do EP Dear you, lançado em 2021. E Lie, lie, lie, você ouve primeiro aqui.

Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação

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High on Fire anuncia show único no Brasil, em outubro

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High On Fire (Foto: Divulgação)

Enquanto o Sleep, pilar do stoner rock + doom metal doidaralhaço, não vem ao Brasil (eles estão com uma turnê nova), uma ótima notícia é a vinda do High on Fire, a “outra banda” do criador do Sleep, Matt Pink. O trio norte-americano toca no dia 4 de outubro, na Burning House, em São Paulo, como parte da turnê latino-americana organizada pela Solid Music Entertainment. Os ingressos já estão à venda.

Formado em 1998, em Oakland, Califórnia, o High on Fire reúne Matt Pike (guitarra e voz), Jeff Matz (baixo) e, nesta turnê, o baterista Ben Koller, conhecido por seu trabalho no Converge e no All Pigs Must Die.

Desde o início, o High on Fire seguiu outro caminho em relação ao Sleep, misturando o peso do doom e do stoner com elementos de sludge, thrash e da velocidade do Motörhead. Ao longo de nove discos de estúdio, o grupo lançou álbuns como Blessed black wings (2005), produzido por Steve Albini, Death is this communion (2007), Snakes for the divine (2010) e De vermis mysteriis (2012).

Em 2019, a banda venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal com Electric messiah, faixa-título do álbum lançado no ano anterior.

O trabalho mais recente é Cometh the storm, de 2024, produzido por Kurt Ballou. O disco mantém a sonoridade pesada característica da banda, mas incorpora influências da música tradicional turca a partir dos estudos de Jeff Matz com o bağlama, instrumento de cordas bastante usado no folclore da região.

SERVIÇO
High on Fire em São Paulo
Data: domingo, 4 de outubro de 2026
Horário: a partir das 18h
Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP)
Venda online aqui.
Valores (1º Lote):
Pista meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 160
Mezanino meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 250
Pista inteira : R$ 320
Mezanino inteiro: R$ 500

Realização: Solid Music Entertainment

Foto: Divulgação

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Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

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Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

O Heavens To Betsy foi uma importante banda riot grrl, além de um embrião do Sleater-Kinney, já que foi a primeira banda da vocalista e guitarrista Corin Tucker antes de ela formar o SK. Ao lado dela no grupo – um duo, na prática – a baterista Tracy Sawyer, que ocasionalmente tocava baixo, e que após o fim da dupla, toocou em bandas como Flying Tigers, KaraNEEDoke e The Lies.

A novidade é que, 32 anos após a separação, Corin e Tracy fizeram um show quase secreto de reunião nesta quinta (25) em Portland. E já anunciaram uma turnê de dez datas, começando em São Francisco no dia 17 de outubro. Os ingressos para a turnê de reunião estarão à venda na próxima quinta-feira (2 de julho).

Com o nome tirado de uma expressão idiomática usada para expressar espanto (em português, seria algo como “céus!” ou tão aleatório quanto a expressão “pela madrugada!”), a dupla iniciou atividades em 1991 e gravou bem pouco. Em 1992 saiu uma demo epônima pelo selo K Records, apenas em fita K7 (e nunca reeditada porque, supostamente, os masters sumiram  embora seja possível ouvi-la no YouTube), além do EP These monsters are real, pelo selo Kill Rock Stars. Em 1994 foi a vez do álbum Calculated, pelo mesmo selo, e fim.

O repertório do Heavens To Betsy era profundamente enraizado no feminismo e na defesa de minorias, tratando de temas como patriarcado, branquitude, privilégios, cultura do estupro. Em entrevistas posteriores, elas disseram que faltava habilidades de comunicação para levar adiante um projeto em que as duas integrantes haviam recém-saído da adolescência e já planejavam turnês sozinhas. Ainda assim, as duas tinham orgulho de tudo que haviam conseguido.

“Se eu conquistei algo com minha carreira musical, se eu acrescentei minha voz às pessoas que lutam por uma vida melhor para as mulheres, então isso é uma grande conquista”, disse Corin Tucker em 2018.

Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

https://www.youtube.com/watch?v=c3YhBH-iecU

 

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Phoebe Bridgers anuncia álbum e lança o folk épico de “Lost boys”

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Phoebe Bridgers no clipe de Lost Boys, seu novo single

Depois de fazer uma turnê secreta em que os shows viraram quase clubes de confiança (os fãs eram proibidos de fotografar, filmar ou enviar qualquer coisa pela internet para não vazar o novo repertório), Phoebe Bridgers finalmente anunciou que seu próximo disco se chama Lost weekend e sai dia 14 de agosto pelo selo Dead Oceans. Mais que isso: saiu também Lost boys, primeiro single do álbum.

A música é um folk com cadência motorik, um pouco mais intensa, digamos, que o som dela – lembra mais até a música do Boygenius, sua banda com Julien Baker e Lucy Dacus. O clipe, uma espécie de road movie medieval, traz Phoebe de cabelos prateados, num misto de princesa e elfa, com orelhas pontudas – e ela surge acompanhada de uma turma de cosplayers, que promove uma luta de espadas num cemitério de automóveis. O refrão: “Garotos perdidos nunca crescem, nunca voltam para casa / garotos perdidos nunca gastam o dinheiro do lanche / garotos perdidos nunca crescem, nunca envelhecem / garotos perdidos me encontram”.

Por acaso, tem Boygenius envolvido na música, já que Julien Baker e Lucy Dacus fazem vocais na canção. A faixa tem tmbém participações de Chris Thile (bandolim), Sebastian Steinberg (baixo), Rob Moose (arranjos de cordas) e Nate Walcott (Bright Eyes, trompetes). O vídeo foi dirigido por Lance Oppenheim e Pablo Rochat e tem participação do ator e músico Skyler Gisondo como o rapaz que trabalha numa loja de conveniências e entra pra turma de cavaleiros medievais.

Não há grandes infos sobre Lost weekend. No Bandcamp de Phoebe, a capa do disco já pode ser vista, bem como o número de faixas (dezesseis). Pelo que diz lá, Lost boys é a segunda faixa do álbum. Olha a capa aí.

Capa do álbum Lost Weekend, de Phoebe Bridgers

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