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Strokes lançam balada de 6 minutos cozida no autotune como novo single

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Strokes (Foto: Reprodução Facebook)

Os Strokes, você deve imaginar, são uma das atrações mais esperadas do Primavera Sound São Paulo 2026 (há quem vá responder: na falta de coisa melhor…). E a banda acaba de lançar mais uma prévia de seu próximo disco, Reality awaits, previsto para 26 de junho pelos selos Cult Records e RCA Records. É Falling out of love, single que ainda por cima ganhou uma capa que remete bastante àquelas antigas coletâneas de rádios (tipo a série da Excelsior lançada pela Som Livre nos anos 1970). A capa é essa do vídeo abaixo.

A nova música é uma balada com cara de anos 1970, mais introspectiva e extensa (são 6:21 de duração). O som tem lá suas lembranças de Rolling Stones, e o vocalista Julian Casablancas chega a evocar o vocal irônico de Mick Jagger – mas quem já detestou o uso de autotune em Going shopping, o single anterior, vai ter mais motivos para detestar Falling out, que combina autotune e vocais em falsete no refrão da faixa (a música é bem melhor que Going shopping, aliás). Já a letra, enorme, fala sobre um relacionamento que vai se deteriorando aos poucos: “Não é um crime, não é uma mentira / me desapaixonando pela primeira vez / algumas coisas são imperfeitas ou por natureza / mas pela primeira vez estou bem”.

E, só pra reforçar, o Primavera Sound São Paulo acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos.

Foto: Reprodução Facebook

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E “Foreign tongues”, disco novo dos Rolling Stones, já tem lista de faixas!

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E "Foreign tongues", disco novo dos Rolling Stones, já tem lista de faixas!

Pronto, Foreign tongues, disco novo dos Rolling Stones, já tem lista de músicas – e vai ser um álbum duplo, com três faixas nos lados A e B, e quatro nos lados C e D. Sim, o disco tem uma faixa chamada Mr. Charm (cujo lançamento como single chegou a ser comentado, mas não saiu ainda). E, sim: tem mesmo uma versão do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good, como havia sido ventilado na ida do guitarrista Ronnie Wood ao Tonight show de Jimmy Fallon. O álbum, que é o 25º disco de estúdio da banda, sai dia 10 de julho.

O álbum traz Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood ao lado de seus principais colaboradores, incluindo Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclados) e Steve Jordan (bateria). Também inclui uma participação especial do batera Charlie Watts, feita durante uma de suas últimas sessões de gravação (ele morreu em 2021). E ainda há participaçõoes de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers).

Um detalhe interessante: nas plataformas digitais, todas as músicas – exceção feita às já conhecidas In the stars e Rough and twisted – apareceram com seus nomes traduzidos para… diferentes linguagens (ora, ora, “foreign tongues”, enfim). You know I’m no good surge em polonês (Wiesz, ze jestem do niczego), Divine intervention surge em português (Intervenção divina), Never wanna lose you virou No quiero perderte nunca, em espanhol… Vai por aí.

Apesar do lançamento iminente, os fãs animados com um possível show da banda no Brasil podem tirar o cavalinho da chuva: Keith Richards confirmou que os Rolling Stones não farão turnê em 2026, num papo com a Associated Press. Ele ainda fez mistério sobre se o grupo volta à estrada em 2027. No máximo deu a entender que pode rolar.

“Podemos conversar sobre isso no ano que vem. No momento, estamos apenas dizendo que terminamos o disco… (e estamos) considerando o que fazer depois. Em breve, mas não este ano”, disse o músico num papo com a Associated Press, durante a apresentação de Foreign tongues à imprensa no dia 8 de maio.

Caso a banda faça uma turnê no próximo ano, pode ser, quem sabe, que eles sejam a atração principal do Glastonbury em 2027 – há rumores de que isso vá rolar. A última vez que eles foram a atração principal por lá foi em 2013 – por acaso, sua primeira apresentação no festival.

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Bloc Party: nos 21 anos da estreia, música nova e disco novo

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Bloc Party (Foto: Divulgação)

O assunto aqui é Bloc Party, mas vamos começar imaginando uma cena: 1990, um adolescente escuta Faith No More aos berros. O tio dele olha a cena e faz “tsc, tsc”, completando com: “esse rock novo é muito ruim, banda boa mesmo é o Led Zeppelin. Olha só o primeiro disco deles, saiu em 1969, você nem era nascido”.

Pois bem: pode se preparar pra repetir o “tsc tsc” com seu sobrinho, ou sobrinha, que é fã de Maneskin, Geese ou qualquer novidade. Isso porque, se em 1990 o primeiro disco do Led tinha 21 anos, sabe que disco tem a mesma idade hoje em dia? Silent alarm, a estreia do Bloc Party, que chegou às duas décadas em fevereiro do ano passado – o grupo de pós-punk e música eletrônica liderado por Kele Okereke já é um clássico. E tá de volta.

O Bloc Party acaba de lançar o single Coming on strong e anuncia o sétimo album, Anatomy of a brief romance. Um disco sobre uma história real: Okereke terminou um relacionamento de mais de uma década, não esperava conhecer ninguém, mas acabou tendo um romance breve que o marcou – e que virou disco. “Cada letra que vocês ouvem neste disco foi algo que realmente aconteceu comigo. Eu precisava contar a história do começo ao fim”, contou no release, afirmando também que gosta de Coming on strong porque “harmonicamente e musicalmente, ela soa sombria, sinistra, como se algo estivesse se aproximando sorrateiramente”.

Coming on strong lembra um Duran Duran sombrio, com baixo forte e clima eletrônico – e é a segunda faixa de Anatomy, disco que conta a história toda do relacionamento, do começo ao fim. A exuberância sonora do Bloc Party ganhou, aliás, uma ótima companhia: Trevor Horn, produtor dos anos 1980 e 1990, um cara incapaz de ser low tech e discreto, cuidou das gravações do disco novo. Tá ficando bem curioso esse disco.

Anatomy sai dia 11 de setembro pela cOnTAGIOUS LTD/Virgin. Abaixo você confere a lista de faixas, a capa do álbum e o single de Coming on strong.

01 22.01.22
02 Coming on strong
03 Love bombs
04 Pigwig
05 Lagoon blue
06 Muscleworks
07 Clark Kent
08 Worst birthday ever
09 Not your problem
10 Now we can’t be friends
11 Rotherhithe
12 Stories
13 Moving on
14 Eulogy

Capa do álbum do Bloc Party, Anatomy of a brief romance

Foto: Divulgação

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E já tá chegando a hora do In-Edit, a festa do documentário musical

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Tem documentário sobre Odair José no In-Edit Brasil 2026

Essa notícia já foi parar em nossa caixa de e-mails tem alguns dias, mas nunca é tarde para falar do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que anunciou os títulos nacionais selecionados para sua 18ª edição, que acontece entre os dias 17 e 28 de junho, em São Paulo. A programação reúne diversos títulos em première nacional e produções inéditas no circuito de salas e streaming, dedicadas a importantes nomes, contextos e territórios marcantes da música brasileira.

Na Competição Nacional, foram selecionados nove títulos, sendo cinco deles inéditos no país, fazendo sua première no In-Edit. São eles: Entre o sucesso e a lama, de Cristiano Burlan, que acompanha o processo de criação de um álbum coletivo de rap com mentoria de Edy Rock e Gaspar Z’ África Brasil; O cravista, de Luiz Eduardo Ozório, que acompanha a vida do cravista Roberto Regina e sua contribuição pioneira à música erudita no Brasil; Pontos de força, de Vânia Lima, que mergulha na vivência de Mateus Aleluia em territórios sagrados do Candomblé na Bahia; Tribalistas – O baú da hora fértil, de Dora Jobim, registra o processo criativo do grupo Tribalistas em encontros marcados por afeto e colaboração; e Universo circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro, que retrata a trajetória da compositora e pianista Jocy de Oliveira, que completou recentemente 90 anos, e sua atuação pioneira na música experimental no Brasil.

Dona Onete – Meu coração neste pedacinho aqui, de Mini Kerti, que retrata a trajetória da cantora Dona Onete, do interior do Pará ao reconhecimento internacional; Ninguém pode provar nada, de Rodrigo Pinto, que revisita a trajetória intensa do jornalista e produtor Ezequiel Neves no rock brasileiro; Massa funkeira, de Ana Rieper, que investiga o funk carioca como expressão de corpo, desejo e resistência nas periferias; e VIVO 76, de Lírio Ferreira, que mergulha no universo criativo de Alceu Valença a partir do disco ao vivo Vivo! (1976), exibidos com destaque em outros festivais, completam a lista. O vencedor entrará no circuito In-Edit de festivais e será apresentado pelo diretor ou diretora no In-Edit Barcelona 2026.

Na Mostra Brasil, o festival apresenta nove documentários, sendo 4 deles em première nacional. São eles: Canecão – Tantas emoções, de Bruno Levinson, reconstrói a memória de um dos palcos mais emblemáticos do país; Gonzaguinha – Da maior liberdade, de Susanna Lira, retrata a vida e as contradições de Gonzaguinha; Nem tudo é paz e amor, de Betão Aguiar, filho do Novo Baiano Paulinho Boca de Cantor, revisita a contracultura a partir da perspectiva dos filhos do Tropicalismo, reunindo Moreno Veloso, Beto Lee, Anelis Assumpção e Nara Gil para refletir sobre o legado cultural deixado por seus pais; e Quando a gente vira um – Mestre Ambrósio, de Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki, acompanha a trajetória do grupo Mestre Ambrósio.

Já os documentários Apocalipse segundo Baby, de Rafael Saar, que acompanha as transformações artísticas e espirituais da cantora Baby do Brasil; Ary, de André Weller, que revisita a trajetória de Ary Barroso em um ensaio que mistura ficção e arquivo; Fernanda Abreu – Da Lata 30 anos, de Paulo Severo, que celebra o disco icônico da artista carioca; Rei da noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans, que mergulha no universo do empresário Ricardo Amaral; Vou tirar você deste lugar, de Dandara Ferreira, que revisita a obra e o impacto popular de Odair José (na foto acima) exibidos e premiados em outros festivais, completam os selecionados da Mostra Brasil.

A seção Brasil.Doc oferece uma seleção de seis documentários inéditos no circuito, sendo 3 em première nacional. São eles: Arthur, o gigante, de Ivan de Angelis, uma homenagem ao legado do baixista Arthur Maia; Canto da gente – Um filme sobre os Tápes, de Matheus Borges, que resgata a trajetória do grupo Os Tápes e seu engajamento social; Gritos de agonia, de Márcio Crux, revisita mais de quatro décadas do punk hardcore em Belém; Hip hop caboclo, de João Nascimento, que investiga os encontros entre o hip-hop e culturas populares brasileiras, com Gaspar Z’África, do grupo Z’África Brasil; O homem do fraque verde, de Petrônio Lorena, um mergulho na tradição do Homem da meia-noite; e Punks do ABC, de Jairo Costa, que retrata a cena punk politizada do ABC paulista.

Na mostra Curta Um Som, o festival reúne onze curtas que percorrem diferentes territórios, tradições e cenas musicais do país. Entre eles: Bárbara – A força da ancestralidade, de Edson Spitaletti e Sandro Cácio, destaca o papel das mulheres do samba na zona leste paulistana; Batuque da fêra, de Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio, investiga o samba rural baiano; Bira Rasta, Eu sou a onda, de Gregori Bastos, retrata a trajetória do músico Bira Rasta; Bregueragem, de Daniel Arcades, explora o universo poético do brega: Nação Hip Hop: Cultura de rua, de Laia Orisa, revisita um programa pioneiro da TV; Silêncio na boiada, de Luiza Fernandes, aborda a resistência cultural durante a pandemia; e Uma orquestra no contrabaixo, de Sergio Sbragia, resgata memórias da música sinfônica brasileira.

Nas Sessões Especiais, o IN-EDIT BRASIL 2026 apresenta dois títulos inéditos em festivais. A noite de Alaíde, de Liliane Mutti, acompanha a trajetória da cantora Alaíde Costa, que celebra 90 anos, e seu retorno simbólico aos Estados Unidos em busca de reconhecimento. Já Flora & Airto – O som revolucionário, de Jom Tob Azulay, celebra a parceria artística e afetiva de Flora Purim e Airto Moreira, destacando sua influência na música contemporânea.

O festival este ano volta a ocupar as salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Spcine Paulo Emílio (CCSP), Cine Bijou e Cine Matilha (Matilha Cultural), além de oferecer uma programação paralela com shows, debates, encontros com convidados especiais e a tradicional feira de vinil. Outros títulos nacionais devem ser confirmados até a abertura do festival.

E pra acompanhar todos os detalhes do festival, siga o Instagram do In-Edit, que você abaixo. Em breve, mais textos sobre o festival aqui no site.

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