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Rolling Stones: “In the stars” ganha clipe

Os veteranos do rock andam lotando a internet de novidades. Hoje já saiu o clipe de In the stars, primeiro single do próximo álbum dos Rolling Sotnes, Foreign tongues. O vídeo foi dirigido por François Rousselet, cujos trabalhos incluem colaborações com a Nike, Diesel, Pharrell Williams e os clipes de Angry, do álbum anterior da banda, Hackney diamonds, e Ride ‘em on down, do álbum Blue & lonesome, que os Stones lançaram em 2016.
Se tem gente por aí com medo do uso indiscriminado de tecnologias deepfake, os Stones fizeram um bom uso desse tipo de coisa, ao lado da empresa Deep Voodoo: o clipe traz de volta a banda nos anos 1970, tocando In the stars ao lado de músicos, cantores e dançarinos de diferentes épocas e estilos. In the stars tem também participação da atriz Odessa A’zion (do filme Marty supreme e da série I love LA) – por sinal o material de divulgação conta que ela está feliz da vida com o clipe, porque “o primeiro disco que comprei e ouvi do começo ao fim foi Tattoo you (1981)”.
Durante os últimos dias, rolaram mais novidades sobre o álbum dos Stones. Foreign tongues sai no dia 10 de julho pela Polydor, tem 14 faixas e é um disco duplo. A lista de músicas já foi liberada. Sim, o disco tem uma faixa chamada Mr. Charm (cujo lançamento como single chegou a ser comentado, mas não saiu ainda). E, sim: tem mesmo uma versão do hit de Amy Winehouse, You know I’m no good, como havia sido ventilado na ida do guitarrista Ronnie Wood ao Tonight show de Jimmy Fallon. O álbum, que é o 25º disco de estúdio da banda, sai dia 10 de julho.
Já Keith Richards, artífice da banda, revelou que os Rolling Stones não farão turnê em 2026, num papo com a Associated Press. Ele ainda fez mistério sobre se o grupo volta à estrada em 2027. No máximo deu a entender que pode rolar. “Podemos conversar sobre isso no ano que vem. No momento, estamos apenas dizendo que terminamos o disco… (e estamos) considerando o que fazer depois. Em breve, mas não este ano”, disse o músico num papo com a Associated Press, durante a apresentação de Foreign tongues à imprensa no dia 8 de maio.
O álbum traz Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood ao lado de seus principais colaboradores, incluindo Darryl Jones (baixo), Matt Clifford (teclados) e Steve Jordan (bateria). Também inclui uma participação especial do batera Charlie Watts, feita durante uma de suas últimas sessões de gravação (ele morreu em 2021). E ainda há participaçõoes de Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (baterista do Red Hot Chili Peppers).
Um detalhe interessante: nas plataformas digitais, todas as músicas – exceção feita às já conhecidas In the stars e Rough and twisted – apareceram com seus nomes traduzidos para… diferentes linguagens (ora, ora, “foreign tongues”, enfim). You know I’m no good surge em polonês (Wiesz, ze jestem do niczego), Divine intervention surge em português (Intervenção divina), Never wanna lose you virou No quiero perderte nunca, em espanhol… Vai por aí.
Foto: Kevin Mazur / Divulgação
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Chaka Khan vira uma gigante gentil no clipe de “Chakzilla”, sua nova música

Não são só os Rolling Stones nem o Deep Purple: tem outra veterana da música voltando com som novo em 2026. Chaka Khan, que estava sem lançar nada há mais de sete anos, voltou com Chakzilla, seu novo single, que sai pelo seu próprio selo, Earthsong Records, com distribuição e marketing mundial pela BMG. A música adianta um álbum novo dela, também chamado Chakzilla, previsto para 18 de setembro.
E nem é só isso: Chaka se torna uma super-heroína no clipe da faixa. Ela vai ao cinema assistir a um filme e…o filme conta a história de Chakzilla, uma Chaka Khan do tamanho do monstrengo Godzlla. Só que em vez de sair derrubando prédios e pegando carros de verdade como se fossem de brinquedo, Chakzilla reconstroi uma cidade que havia sido destruída. Uma homenagem aos filmes de monstros, no ritmo do pós-disco.
“Essa música é sobre amor e celebração. Sobre ser humano, se sentir bem e assumir o nosso poder. É hora de dançar, por dentro e por fora. Dance. Ame. Viva”, diz Chaka, que tem uma carreira de 50 anos, dez vitórias no Grammy e seu lugar no Rock And Roll Hall Of Fame, no qual entrou em 2023.
A faixa foi produzida por Greg Kurstin, com Sia contribuindo com vocais de apoio e ajudando a compor a música. Khan atribuiu a Sia a criação do próprio título. “Eu jamais teria pensado nisso”, disse ela. “Ela é inteligente. Ela tem muitas ideias”. As duas já havia trabalhado juntas em Immortal queen, faixa do álbum Reasonable woman de Sia, lançado em 2024.
Foto: Divulgação (Capa do single)
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“Alma negra”, filme que documenta a soul music no Brasil, chega aos cinemas

O documentário Alma negra, do quilombo ao baile, dirigido por Flavio Frederico (de Assalto na paulista e Boca do lixo), chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (14), com produção da Kinoscópio / SoulCity Prod, e distribuição da Synapse. O filme propõe um mergulho na cultura afro-brasileira a partir da trajetória da soul music no país e reúne grandes nomes como Carlos Dafé, Toni Tornado, Zezé Motta, Dom Filó, Seu Jorge e Sandra de Sá.
O longa percorre desde o surgimento da soul music no Brasil, no final dos anos 1960, até o auge dos icônicos bailes black nas décadas seguintes, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Mais do que um panorama musical, o filme revela o papel desses espaços como territórios de resistência cultural e política durante a ditadura militar.
Alma negra reúne grandes nomes da música negra brasileira e traz referências históricas como Tim Maia, Cassiano e Gérson King Combo. Conta ainda com depoimentos de especialistas e intelectuais como Nelson Motta, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves.
Antes de chegar ao circuito comercial, o filme percorreu diversos festivais no Brasil e no mundo. Entre os destaques estão as exibições no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de sessões no Festival de Havana (Cuba) e no encerramento do Fest Aruanda, da Paraíba. O longa também integrou a programação da Mostra de Cinema de Tiradentes e do IN-EDIT Brasil 2025.
Alma negra, do quilombo ao baile, tem trilha sonora de BiD, que foi produtor do clássico Afrociberdelia (1996), de Chico Science & Nação Zumbi e co-produtor, ao lado de Fernando Nunes, do álbum Jah-Van (2018), que leva a música de Djavan para o universo do reggae. BiD fez também a produção do filme ao lado de Flávio. O roteiro é do diretor e de Mariana Pamplona.
Foto: Divulgação
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Julie Neff: “Trapped”, sobre as dores da endometriose, ganha clipe

Trapped, música nova da cantora canadense Julie Neff, antecipa seu álbum fine., produzido pela brasileira Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent). E depois de ter ganhado lançamento exclusivo no Bandcamp, chegou a todas as plataformas e ganhou até clipe.
Com um clima bem intenso e alt-pop, a faixa aborda a experiência da cantora com a endometriose e a adenomiose, doenças crônicas (sem cura, enfim) com as quais convive há mais de 15 anos. A palavra “trapped” (presa, encurralada), inclusive, diz respeito a como ela se sente em vários momentos por causa dessas enfermidades.
“Essa música é sobre se sentir traída pelo próprio corpo, sobre estar presa em um mundo interno cheio de sonhos e aspirações, mas dentro de um corpo que não coopera”, conta a artista que, enfrenta dor intensa, inflamação e uma série de outros problemas de saúde que vêm junto das duas condições.
O clipe da faixa, com direção de Ariane Martineau e fotografia de Josh Kirschner, foi concebido para dialogar com os retornos e recuperações de Julie, que surge dançando e se movimentando num salão enorme – o local é mostrado à luz do dia, e depois se torna um local sombrio conforme a noite chega.
“Eu queria criar um vídeo que captasse essa luta — dos momentos mais escuros até a tentativa de alcançar a luz”, conta Julie. “Assim como em grande parte do trabalho que estou desenvolvendo no álbum, quis usar esse clipe para me ajudar a crescer em um nível pessoal. Contratei uma coreógrafa, Taylor Richardson, que me treinou para dançar e construiu uma coreografia baseada no significado da música. Isso me ajudou a me reconectar com o meu corpo de forma positiva e a expressar ainda melhor os sentimentos por trás da canção”, continua.
A música Trapped, não por acaso, surgiu em um momento em que as atividades mais simples podiam desencadear dias de recuperação. Julie passava por um ponto crítico da endometriose e da adenomiose.
“Se eu me esforçasse um pouco, acabava doente na cama por uma semana. Eu estava desesperada para viver a vida que imaginava, para não decepcionar as pessoas por estar ausente e, no fim, para me sentir viva”, diz.
Cinco anos após escrever a faixa, as coisas estão mais OK para Julie e ela está conseguindo retomar parte de seus projetos. Ainda convive com a dor, mas voltou a se movimentar, como o próprio clipe mostra.
“Ainda preciso planejar minha vida em torno dos meus níveis de energia, mas sou grata por esses momentos em que consigo fazer o trabalho que sinto que devo fazer”, afirma.
Foto: Josh Kirshner / Divulgação





































