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Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”

Lembra quando foi anunciado que sairia uma biografia do Joy Division e do New Order com colaboração do cantor Bernard Sumner e do ex-baixista Peter Hook – e os fãs começaram a entrar em clima de “tão deixando a gente sonhar?”. Pois se você está esperando o retorno de Peter Hook para a banda, pode sentar. E continuar esperando.
Ok, tem uma coisa no meio do caminho que vai unir Peter aos seus ex-colegas, de uma forma ou de outra: o Joy e o NO entraram finalmente no Rock And Roll Hall Of Fame, vai rolar a cerimônia de premiação no fim do ano, e o evento costuma provocar reuniões rápidas (para shows na própria premiação) de bandas separadas e/ou extremamente brigadas. Hook disse num papo com a Billboard que provavelmente não haverá reconciliação alguma entre ele e seus ex-amigos.
“O que eles fizeram em 2011 foi, francamente, repugnante, e eu não consigo perdoar… então, digamos que não vou usar a bola deles para nada. Eu ainda acho uma tragédia eles usarem o nome New Order quando não são o New Order”, disse, reclamando até hoje do fato da banda ter continuado após sua saída. Mas será que vai ter show dele com o grupo na cerimônia, mesmo com clima péssimo?
Bom, Hook diz estar em tratativas com os produtores da cerimônia sobre se apresentar no evento – seja lá de que modo isso vá acontecer. “Eles não disseram se vão participar; para ser honesto, não faço ideia. Eu vou, com certeza. Estou ansioso”, diz Hook, que está animadaço de verdade para bater um papo com os irmãos Gallagher, do Oasis.
Aliás, ele e diz que sua participação no evento pode ser até como baixista deles – o músico conhece Noel e Liam Gallagher há anos e o primeiro show deles com o nome Oasis foi abrindo para o Revenge, aquele spin-off do New Order que ele manteve no começo dos anos 1990, e que tocou até no Brasil.
“Eles são fãs assumidos de Joy Division/New Order, da Hacienda, de Madchester, de tudo isso”, observa Hook. “É absolutamente maravilhoso fazer parte da vida deles dessa forma. Vai saber: eu posso estar no Oasis naquela noite (da cerimônia de indução)“.
Peter Hook também fez uma declaração para acalmar o coração dos fanáticos pelo Joy Division: para o baixista, Ian Curtis, vocalista morto do JD, teria “adorado” entrar para o Hall da Fama do Rock (que ainda não existia em 1980, quando ele morreu).
“Ian curtia cada um dos nossos sucessos, seja abrir um show para o Siouxsie & the Banshees ou conseguir um contrato com a Factory Records. Todas essas coisas eram grandes comemorações. Ian era quem nos reunia sempre que estávamos, digamos, cansados - o que acontece com bastante frequência neste ramo – e nos dava aquele discurso motivacional: ‘Vamos ser maiores que o The Doors! Vamos ser isso, aquilo! Vamos tocar em todos os países do planeta!'”, conta.
“Até hoje, toda vez que chegamos (Hook e sua banda, The Light) a algum lugar onde nunca tocamos antes, eu sempre penso: ‘Isso é para você, Ian’. Tudo o que ele queria era tocar nossa música, porque ele achava fantástica, e era simples assim”, recorda ele, que aliás sempre esperou entrar para o salão.
“Considerando que foram três indicações, eu sempre tive esperança de que a indução acontecesse”, disse Hook à Billboard. “Eu sempre acreditei no Joy Division e sempre acreditei no New Order, e então, de repente, receber este prêmio… Acho que, no contexto do que conquistamos, é mais do que merecido. E a música, eu ainda a amo. Ainda tenho muito orgulho dela – ainda mais orgulho por ela falar a todas as gerações, como tenho certeza que muitos músicos sentem”.
Além de Joy Division/New Order, a turma deste ano do Rock and Roll Hall of Fame inclui: Phil Collins, Billy Idol, Iron Maiden, Oasis, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan. A cerimônia de indução de 2026 rola em 14 de novembro em Los Angeles e ganha transmissão pela ABC e Disney+ em dezembro. E Hook anda tão feliz com a indução que fez até um vídeo de agradecimento no Instagram. Ele marcou até o Joy Division no post (só não marcou o New Order).
Foto: Stefan Bollmann / Wikimedia Commons
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Tangolo Mangos fala sobre mudança de Salvador para São Paulo em “Dominó”, single que sai dia 30

A banda Tangolo Mangos está prestes a virar mais uma página da própria história. Depois do debute Garatujas (2023), o grupo anuncia Pedagios y caronas, segundo álbum e o primeiro registrado em estúdio, com lançamento marcado para maio pela Deck.
Gravado no Estúdio Ori, o disco nasce de um período intenso na estrada — e isso aparece direto no som, como a própria banda faz questão de falar. O Tangolo Mangos mantém o espírito meio “faça você mesmo”, mas agora com mais peso e acabamento, avisando que o disco que vem por aí tem guitarras mais encorpadas e o clima intenso dos shows.
O primeiro sinal dessa fase é Dominó, single que chega às plataformas no dia 30 de abril. A faixa, puxada pelo percussionista e compositor Bruno “Neca” Fechine, fala sobre a experiência pessoal de migração de Salvador para São Paulo, aquela coisa de não pertencer mais a um lugar e ainda não pertencer ao outro. A letra usa o jogo de dominó para falar de temas como parceria, amizade e a construção de um novo sentido de casa.
Na ativa desde 2017, a Tangolo Mangos é daquelas bandas que preferem evitar rótulos: rock, psicodelia e referências brasileiras surgem bastante no som deles. O grupo já passou por dezenas de cidades no Brasil e na Europa e fechou o ciclo do álbum anterior com uma sequência de shows que incluiu parada no Festival De Novo, no Circo Voador (Rio).
Foto: Giovanna Castellari / Divulgação
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Tom Waits na nova faixa “The fly”: “Ninguém vai chorar quando você morrer”

Tava curioso / curiosa pra ouvir o lado B do single do Massive Attack em parceria com Tom Waits, Boots on the ground?
Bom, como falamos aqui mesmo no Pop Fantasma, o lado B do single de vinil (que não irá para o Spotify) traz uma faixa feita apenas por Tom Waits, The fly – sua primeira inédita solo desde 2011. Hoje, o cantor divulgou um excerto da música em seu instagram, revelando que The fly é uma peça de spoken word cheia de humor ácido e sombrio.
Não é um estilo inédito na história do cantor, claro – músicas como What’s the building in there? têm essa mesma onda sarcástica. O trecho escolhido tem versos como “ninguém teve uma vida mais estranha que a sua / você conhece a fome, você conhece a guerra, você conhece o perigo / você foi retirado das calças do Presidente pela coxa / você viveu um dia com o olho de um peixe morto”.
“Eu sei que você provavelmente tinha família na manjedoura / baratas, ratos, mosquitos, pulgas, moscas, ninguém vai chorar quando você morrer / se contorça e gagueje, esfregue e ria, e faça aquela dança que sua mãe esquisita coreografou”
“Como dois violinos preguiçosos entrelaçados numa sirene baixa e espasmódica para nos alertar sobre nada / e você só recebe o nome por sua capacidade de fazer isso”, soltando lá pelas tantas um “e ninguém vai chorar quando você morrer”.
Toda a renda obtida por Waits com o lançamento exclusivo em vinil será doada a organizações que financiam recursos de saúde mental para veteranos e assistência jurídica para comunidades imigrantes. E você confere o trechinho aí.
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Boards Of Canada avisa: o disco novo, “Inferno”, vem aí, com 70 minutos e 18 faixas

O suposto disco novo do Boards Of Canada era um mistério a ser resolvido pelo seu público. A dupla escocesa de música eletrônica, sem lançar novos álbuns desde 2013, tinha mandado em março fitas VHS repletas de trechos de documentários e estática para as casas de algms de seus fãs. Sinal (ou coisa parecida) de que os irmãos Mike Sandison e Marcus Eoin estavam voltando com alguma coisa, seja lá que “coisa” fosse.
Um primeiro sinal mais, digamos, palpável foi o lançamento do single Tape 05, há alguns dias – ele veio depois de uma série de pôsteres espalhados pelo mundo, e ainda ganhou um clipe que mostra uma coletânea de transmissões televisivas via VHS.
Entre as imagens do clipe, jovens aloprando em shows, gente cantando como num culto, um bando de malucos armado, antenas de televisão e até… aquela vinheta antiga da TV Tupi, com um garotinho indígena? Não: a imagem, que aparece por alguns segundos, é a de um antigo padrão de ajuste de tela, usado nas emissoras durante os anos 1950 (no Brasil, a Tupi achou mais fácil pegar aquilo e transformar numa vinheta, após acrescentar algumas ilustrações).
O que interessa é que, sim, tem disco novo do Boards Of Canada vindo aí: Inferno já foi anunciado pela Warp Records, gravadora de longa data da dupla, e está previsto para o dia 29 de maio. Um detalhe: não existe nenhuma música chamada Tape 05 no álbum. Os fãs acreditam que se trata da quinta faixa do álbum, Father and son, já que é “tape cinco” (a Wikipedia informa a duração de 3:24 para ela, e Tape 05 dura 3:22, faz sentido).
Abaixo você confere a lista de faixas, a capa do disco, o clipe de Tape 05 e um teaser com mais um trechinho de música. Aliás, o duo faz questão de avisar que não está nem aí para quem gosta de disco curto e música pequena: “INFERNO. 18 TRACKS. 70 MINUTES. 2xLP, CD, DIGITAL. 29 MAY 2026”.
01 Introit
02 Prophecy a 1420 MHz
03 Hydrogen Helium Lithium Leviathan
04 Age of capricorn
05 Father and son
06 Somewhere right now in the future
07 Naraka
08 Acts of magic
09 Memory death
10 The word becomes flesh
11 Into the magic land
12 Blood in the labyrinth
13 Deep time
14 All reason departs
15 Arena Americanada
16 The process
17 You retreat in time and space
18 I saw through Platonia
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube








































