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Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”

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Peter Hook (Foto: Stefan Bollmann / Wikimedia Commons)

Lembra quando foi anunciado que sairia uma biografia do Joy Division e do New Order com colaboração do cantor Bernard Sumner e do ex-baixista Peter Hook – e os fãs começaram a entrar em clima de “tão deixando a gente sonhar?”. Pois se você está esperando o retorno de Peter Hook para a banda, pode sentar. E continuar esperando.

Ok, tem uma coisa no meio do caminho que vai unir Peter aos seus ex-colegas, de uma forma ou de outra: o Joy e o NO entraram finalmente no Rock And Roll Hall Of Fame, vai rolar a cerimônia de premiação no fim do ano, e o evento costuma provocar reuniões rápidas (para shows na própria premiação) de bandas separadas e/ou extremamente brigadas. Hook disse num papo com a Billboard que provavelmente não haverá reconciliação alguma entre ele e seus ex-amigos.

“O que eles fizeram em 2011 foi, francamente, repugnante, e eu não consigo perdoar… então, digamos que não vou usar a bola deles para nada. Eu ainda acho uma tragédia eles usarem o nome New Order quando não são o New Order”, disse, reclamando até hoje do fato da banda ter continuado após sua saída. Mas será que vai ter show dele com o grupo na cerimônia, mesmo com clima péssimo?

Bom, Hook diz estar em tratativas com os produtores da cerimônia sobre se apresentar no evento – seja lá de que modo isso vá acontecer. “Eles não disseram se vão participar; para ser honesto, não faço ideia. Eu vou, com certeza. Estou ansioso”, diz Hook, que está animadaço de verdade para bater um papo com os irmãos Gallagher, do Oasis.

Aliás, ele e diz que sua participação no evento pode ser até como baixista deles – o músico conhece Noel e Liam Gallagher há anos e o primeiro show deles com o nome Oasis foi abrindo para o Revenge, aquele spin-off do New Order que ele manteve no começo dos anos 1990, e que tocou até no Brasil.

“Eles são fãs assumidos de Joy Division/New Order, da Hacienda, de Madchester, de tudo isso”, observa Hook. “É absolutamente maravilhoso fazer parte da vida deles dessa forma. Vai saber: eu posso estar no Oasis naquela noite (da cerimônia de indução)“.

Peter Hook também fez uma declaração para acalmar o coração dos fanáticos pelo Joy Division: para o baixista, Ian Curtis, vocalista morto do JD, teria “adorado” entrar para o Hall da Fama do Rock (que ainda não existia em 1980, quando ele morreu).

“Ian curtia cada um dos nossos sucessos, seja abrir um show para o Siouxsie & the Banshees ou conseguir um contrato com a Factory Records. Todas essas coisas eram grandes comemorações. Ian era quem nos reunia sempre que estávamos, digamos, cansados ​​- o que acontece com bastante frequência neste ramo – e nos dava aquele discurso motivacional: ‘Vamos ser maiores que o The Doors! Vamos ser isso, aquilo! Vamos tocar em todos os países do planeta!'”, conta.

“Até hoje, toda vez que chegamos (Hook e sua banda, The Light) a algum lugar onde nunca tocamos antes, eu sempre penso: ‘Isso é para você, Ian’. Tudo o que ele queria era tocar nossa música, porque ele achava fantástica, e era simples assim”, recorda ele, que aliás sempre esperou entrar para o salão.

“Considerando que foram três indicações, eu sempre tive esperança de que a indução acontecesse”, disse Hook à Billboard. “Eu sempre acreditei no Joy Division e sempre acreditei no New Order, e então, de repente, receber este prêmio… Acho que, no contexto do que conquistamos, é mais do que merecido. E a música, eu ainda a amo. Ainda tenho muito orgulho dela – ainda mais orgulho por ela falar a todas as gerações, como tenho certeza que muitos músicos sentem”.

Além de Joy Division/New Order, a turma deste ano do Rock and Roll Hall of Fame inclui: Phil Collins, Billy Idol, Iron Maiden, Oasis, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan. A cerimônia de indução de 2026 rola em 14 de novembro em Los Angeles e ganha transmissão pela ABC e Disney+ em dezembro. E Hook anda tão feliz com a indução que fez até um vídeo de agradecimento no Instagram. Ele marcou até o Joy Division no post (só não marcou o New Order).

Foto: Stefan Bollmann / Wikimedia Commons

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Al Jardine (Beach Boys): “Aquela cabra branca da capa de ‘Pet sounds’ me mordeu”

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Al Jardine (Beach Boys): "Aquela cabra branca da capa de 'Pet sounds' me mordeu"

Ninguém (ou melhor, talvez só Alex James, baixista do Blur) discute a qualidade de Pet sounds, disco histórico dos Beach Boys que chegou aos 60 anos neste sábado (16) e ainda ganhou uma reedição definitva, The Pet Sounds sessions (Deluxe edition), com 90 faixas – já nas plataformas, e em edições físicas.

Al Jardine, um dos fundadores do grupo, disse certa vez que no começo achou o disco uma mudança muito radical, mas passou a gostar, até por ter pais que amavam música clássica. “Eu levava as partituras (do disco) para casa e tocava para meus pais, dizendo: ‘Não é ótimo?’. Eles respondiam: ‘Não entendi, mas soa ótimo'”, contou em 2000. E num papo publicado nesta sexta no jornal The Independent, contou que tem ótimas recordações da gravação do álbum. Só não tem nenhuma lembrança boa da capa do disco.

“Aquilo é uma bagunça. Capa de álbum horrível. Simplesmente estúpido”, contou Al, que diz ter recebido um comentário até de Paul McCartney, que lhe disse para ficar mais de olho nas capas dos discos da banda. “É uma bobagem, sabe? Mas às vezes o departamento de arte não se comunica com o departamento de música. Acho que foi provavelmente isso que aconteceu. Poderia ter sido muito melhor”.

A capa de Pet sounds (a da foto aí de cima) você já viu trilhões de vezes: da esquerda para a direita, os três irmãos Wilson (Carl, Brian e Dennis, nessa ordem), Mike Love e Jardine alimentam cabras com maçãs no zoológico de San Diego – faltou só Bruce Jonhston, que na época ainda fazia parte do staff de produtores da Columbia Records, e não podia aparecer na capa nem ganhar créditos. A foto parece mostrar uma tarde tranquila, mas rolou até um sanguinho: aquela cabra grande e branca que Jardine alimenta, diz o músico, sapecou-lhe uma mordida.

Já sobre o disco, ele só tem coisas boas a dizer: “Parece que foi ontem. É difícil acreditar que todo esse tempo já passou”, contou o músico, de 83 anos, recordando que Brian, então ausente dos shows da banda após ter tido uma crise de pânico durante um voo para Houston (ataque esse que, por sinal, rolou ao lado de Jardine), ligou para ele do Japão pedindo pra banda retornar imediatamente pra Califórnia.

“Ele estava muito entusiasmado com esse novo projeto e, claro, nós estávamos ansiosos para saber do que se tratava”, disse Jardine, que observou logo que a composição das músicas de Pet sounds era “um pouco mais sombria” do que os fãs estavam acostumados.

“Para ser sincero, era realmente um álbum do Brian Wilson. Era o sentimento dele, principalmente, a criação dele, e ele estava experimentando”, disse. “Era o álbum dele, e nós éramos apenas os backing vocals. Estávamos lá para ajudá-lo. Sempre respeitamos a abordagem criativa de Brian, tudo o que ele trazia para a mesa – e ele nos respeitava”.

Jardine conta até que entrada da canção folclórica Sloop John B, uma das músicas mais populares do disco – e que depois entrou na trilha do filme Forrest Gump (1994) – foi ideia dele. Ele já vinha sugerindo a música havia anos e só conseguiu convencer Brian na época de Pet sounds.

“Finalmente, tive a oportunidade de fazer isso e disse: ‘Brian, vamos transformar isso em uma música dos Beach Boys, porque tem um grande potencial de harmonia’. Mas acabou entrando no álbum, porque ele não queria colocar Good vibrations no disco, o que eu achei um erro. Essa foi a única vez em que realmente tivemos uma divergência. Mas eu tinha uma opinião muito forte sobre Good vibrations“, recordou.

Falando nisso, desde 2025, Jardine vem fazendo shows com a Pet Sounds Band, uma versão reformada da banda de apoio de Brian Wilson. A partir de junho, Al e banda estarão em turnê.

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Vacations: reuniões chatas por zoom inspiraram o novo single, “Holy grail”

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Vacations (Foto: Andrew Boyle / Divulgação)

Dizem por aí que palavras como branding e rebranding estão na moda – aliás estão na moda a ponto de surgirem por aí montes de picaretas enriquecendo ao oferecer consultorias de branding bem salafrárias. O clipe do novo single da banda australiana Vacations, Holy grail – uma música bem delicada e leve, mas com momentos de peso – traz justamente a banda fazendo uma chamada de zoom com um especialista em branding, que começa a sugerir mudanças na imagem do grupo. Bom, o sujeito acende o alerta vermelho logo no começo, compartilhando a tela dele e mostrando as palavras “Vacations” e “Holy grail” escritas na fonte Comic Sans…

A tal reunião é tão entediante que cada integrante desliga sua câmera e começa a se imaginar fazendo o que tem vontade: andar de moto, de skate, jogar bola… Por acaso o vocalista e principal compositor Campbell Burns abre vários mapas no Google Maps e começa a viajar neles – e acaba indo parar em Copacabana, “andando” virtualmente por ruas como Domingos Ferreira e Nossa Senhora de Copacabana. O single, que anuncia o álbum Pursuit of anything (com lançamento marcado para o dia 2 de outubro pela gravadora Nettwerk) surgiu mesmo de um papo desagradável pela internet.

“Ela foi baseada em uma chamada de zoom estressante que tivemos como banda no ano passado”, reflete Burns. “Estávamos nesse período de querer escrever e gravar material novo, mas também presos em um ciclo de turnês insustentáveis. Tantas pessoas que conheço dedicaram suas vidas inteiras à música e, ainda assim, às vezes pode parecer que você está em busca de qualquer coisa  (a frase Pursuit of anything significa exatamente isso, “em busca de qualquer coisa”) apenas para fazer dar certo”.

“Essa dinâmica de atração e repulsão de algo que amo tanto é fascinante para mim. Posso passar por dificuldades às vezes, mas sempre voltarei a isso porque me traz muita alegria e realização, e no final supera qualquer ponto negativo”, conta o vocalista, que divide o grupo com o baixista Jake Johnson, o guitarrista Nate Delizzotti e o baterista Joseph Van Lier. Burns também adianta que no disco, há casamentos, famílias, reflexões sobre o passado e esperança em relação ao futuro. “É sobre a felicidade como um ciclo de feedback”, diz Burns a respeito do título do disco. “Sobre como você continua perseguindo a próxima coisa”.

O disco já tem capa e lista de músicas liberadas – tá tudo aí embaixo. E mais abaixo, você confere o clipe de Holy grail.

Foto: Andrew Boyle / Divulgação

1 Congratulations
2 Yesterday
3 Holy grail
4 Ready or not
5 Last call
6 Fooling you
7 Punchline
8 So suddenly
9 I see myself in you
10 Lucky Forever

Capa do disco Pursuit of Anything, do Vacations

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Nick Valensi faz uma “pausa temporária” e não vai estar na tour dos Strokes

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Nick Valensi, dos Strokes (Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons)

E os Strokes estão perto de lançar o sétimo álbum, Reality awaits, e embarcar numa nova turnê que começa dia 12 de junho. Aliás, perdão: nem todos os Strokes estão prestes a fazer isso: a banda surpreendeu os fãs ao avisar na quinta (14) que o guitarrista Nick Valensi fará uma “pausa temporária” na tal nova tour (que por sinal vai passar pelo Brasil no Primavera Sound São Paulo).

O anúncio foi discreto: rolou apenas nos stories do instagram do grupo, e os Strokes se limitaram a dizer que esperam o retorno do músico para breve. E aparentemente só rolou porque a banda se apresentou no The Late Show With Stephen Colbert, e tocou o single Falling out of love, sem Valensi. Enquanto isso, quem assume a guitarra nos shows é Steve Schiltz, velho conhecido da cena indie nova-iorquina dos anos 2000 (é fundador da banda Longwave) e chapa antigo da banda.

Vale dizer que, ao que consta, a situação de Nick na banda já andava pela bola sete há um tempo, por motivos não revelados. O vocalista Julian Casablancas participou em novembro do The Lonely Island and Seth Meyers Podcast, e deu a entender que não fala mais com Nick Valensi – pelo menos, ao falar da banda, referiu-se aos “três caras de quem sou amigo, trabalho e ainda converso” e completou com um “desculpa, Nick, brincadeira!”.

Reality awaits chega ao público no dia 26 de junho pelo selo Cult (criado pelo vocalista Julian Casablancas) em parceria com a RCA Records. O disco foi gravado na Costa Rica em parceria com o produtor Rick Rubin (Gossip, Beastie Boys, Kanye West), e envolveu uma… piadinha de 1º de abril.

No dia da mentira, a banda soltou um link nos stories, com uma ilustração em 8-bit que trazia uma fita K7 sendo puxada por cavalos. Você clicava lá, colocava seu número de celular, chegava um formulário por SMS (SMS!) e… aconteceu que cem pessoas que preencheram o tal cadastro receberam pelo correio uma fita K7 com o primeiro single do disco, Going shopping. O segundo single, Falling out of love, também já foi lançado.

Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons

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