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Bloc Party: nos 21 anos da estreia, música nova e disco novo

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Bloc Party (Foto: Divulgação)

O assunto aqui é Bloc Party, mas vamos começar imaginando uma cena: 1990, um adolescente escuta Faith No More aos berros. O tio dele olha a cena e faz “tsc, tsc”, completando com: “esse rock novo é muito ruim, banda boa mesmo é o Led Zeppelin. Olha só o primeiro disco deles, saiu em 1969, você nem era nascido”.

Pois bem: pode se preparar pra repetir o “tsc tsc” com seu sobrinho, ou sobrinha, que é fã de Maneskin, Geese ou qualquer novidade. Isso porque, se em 1990 o primeiro disco do Led tinha 21 anos, sabe que disco tem a mesma idade hoje em dia? Silent alarm, a estreia do Bloc Party, que chegou às duas décadas em fevereiro do ano passado – o grupo de pós-punk e música eletrônica liderado por Kele Okereke já é um clássico. E tá de volta.

O Bloc Party acaba de lançar o single Coming on strong e anuncia o sétimo album, Anatomy of a brief romance. Um disco sobre uma história real: Okereke terminou um relacionamento de mais de uma década, não esperava conhecer ninguém, mas acabou tendo um romance breve que o marcou – e que virou disco. “Cada letra que vocês ouvem neste disco foi algo que realmente aconteceu comigo. Eu precisava contar a história do começo ao fim”, contou no release, afirmando também que gosta de Coming on strong porque “harmonicamente e musicalmente, ela soa sombria, sinistra, como se algo estivesse se aproximando sorrateiramente”.

Coming on strong lembra um Duran Duran sombrio, com baixo forte e clima eletrônico – e é a segunda faixa de Anatomy, disco que conta a história toda do relacionamento, do começo ao fim. A exuberância sonora do Bloc Party ganhou, aliás, uma ótima companhia: Trevor Horn, produtor dos anos 1980 e 1990, um cara incapaz de ser low tech e discreto, cuidou das gravações do disco novo. Tá ficando bem curioso esse disco.

Anatomy sai dia 11 de setembro pela cOnTAGIOUS LTD/Virgin. Abaixo você confere a lista de faixas, a capa do álbum e o single de Coming on strong.

01 22.01.22
02 Coming on strong
03 Love bombs
04 Pigwig
05 Lagoon blue
06 Muscleworks
07 Clark Kent
08 Worst birthday ever
09 Not your problem
10 Now we can’t be friends
11 Rotherhithe
12 Stories
13 Moving on
14 Eulogy

Capa do álbum do Bloc Party, Anatomy of a brief romance

Foto: Divulgação

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High on Fire anuncia show único no Brasil, em outubro

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High On Fire (Foto: Divulgação)

Enquanto o Sleep, pilar do stoner rock + doom metal doidaralhaço, não vem ao Brasil (eles estão com uma turnê nova), uma ótima notícia é a vinda do High on Fire, a “outra banda” do criador do Sleep, Matt Pink. O trio norte-americano toca no dia 4 de outubro, na Burning House, em São Paulo, como parte da turnê latino-americana organizada pela Solid Music Entertainment. Os ingressos já estão à venda.

Formado em 1998, em Oakland, Califórnia, o High on Fire reúne Matt Pike (guitarra e voz), Jeff Matz (baixo) e, nesta turnê, o baterista Ben Koller, conhecido por seu trabalho no Converge e no All Pigs Must Die.

Desde o início, o High on Fire seguiu outro caminho em relação ao Sleep, misturando o peso do doom e do stoner com elementos de sludge, thrash e da velocidade do Motörhead. Ao longo de nove discos de estúdio, o grupo lançou álbuns como Blessed black wings (2005), produzido por Steve Albini, Death is this communion (2007), Snakes for the divine (2010) e De vermis mysteriis (2012).

Em 2019, a banda venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal com Electric messiah, faixa-título do álbum lançado no ano anterior.

O trabalho mais recente é Cometh the storm, de 2024, produzido por Kurt Ballou. O disco mantém a sonoridade pesada característica da banda, mas incorpora influências da música tradicional turca a partir dos estudos de Jeff Matz com o bağlama, instrumento de cordas bastante usado no folclore da região.

SERVIÇO
High on Fire em São Paulo
Data: domingo, 4 de outubro de 2026
Horário: a partir das 18h
Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP)
Venda online aqui.
Valores (1º Lote):
Pista meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 160
Mezanino meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 250
Pista inteira : R$ 320
Mezanino inteiro: R$ 500

Realização: Solid Music Entertainment

Foto: Divulgação

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Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

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Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

O Heavens To Betsy foi uma importante banda riot grrl, além de um embrião do Sleater-Kinney, já que foi a primeira banda da vocalista e guitarrista Corin Tucker antes de ela formar o SK. Ao lado dela no grupo – um duo, na prática – a baterista Tracy Sawyer, que ocasionalmente tocava baixo, e que após o fim da dupla, toocou em bandas como Flying Tigers, KaraNEEDoke e The Lies.

A novidade é que, 32 anos após a separação, Corin e Tracy fizeram um show quase secreto de reunião nesta quinta (25) em Portland. E já anunciaram uma turnê de dez datas, começando em São Francisco no dia 17 de outubro. Os ingressos para a turnê de reunião estarão à venda na próxima quinta-feira (2 de julho).

Com o nome tirado de uma expressão idiomática usada para expressar espanto (em português, seria algo como “céus!” ou tão aleatório quanto a expressão “pela madrugada!”), a dupla iniciou atividades em 1991 e gravou bem pouco. Em 1992 saiu uma demo epônima pelo selo K Records, apenas em fita K7 (e nunca reeditada porque, supostamente, os masters sumiram  embora seja possível ouvi-la no YouTube), além do EP These monsters are real, pelo selo Kill Rock Stars. Em 1994 foi a vez do álbum Calculated, pelo mesmo selo, e fim.

O repertório do Heavens To Betsy era profundamente enraizado no feminismo e na defesa de minorias, tratando de temas como patriarcado, branquitude, privilégios, cultura do estupro. Em entrevistas posteriores, elas disseram que faltava habilidades de comunicação para levar adiante um projeto em que as duas integrantes haviam recém-saído da adolescência e já planejavam turnês sozinhas. Ainda assim, as duas tinham orgulho de tudo que haviam conseguido.

“Se eu conquistei algo com minha carreira musical, se eu acrescentei minha voz às pessoas que lutam por uma vida melhor para as mulheres, então isso é uma grande conquista”, disse Corin Tucker em 2018.

Lenda do riot grrrl, Heavens To Betsy faz reunião surpresa e anuncia turnê

https://www.youtube.com/watch?v=c3YhBH-iecU

 

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Phoebe Bridgers anuncia álbum e lança o folk épico de “Lost boys”

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Phoebe Bridgers no clipe de Lost Boys, seu novo single

Depois de fazer uma turnê secreta em que os shows viraram quase clubes de confiança (os fãs eram proibidos de fotografar, filmar ou enviar qualquer coisa pela internet para não vazar o novo repertório), Phoebe Bridgers finalmente anunciou que seu próximo disco se chama Lost weekend e sai dia 14 de agosto pelo selo Dead Oceans. Mais que isso: saiu também Lost boys, primeiro single do álbum.

A música é um folk com cadência motorik, um pouco mais intensa, digamos, que o som dela – lembra mais até a música do Boygenius, sua banda com Julien Baker e Lucy Dacus. O clipe, uma espécie de road movie medieval, traz Phoebe de cabelos prateados, num misto de princesa e elfa, com orelhas pontudas – e ela surge acompanhada de uma turma de cosplayers, que promove uma luta de espadas num cemitério de automóveis. O refrão: “Garotos perdidos nunca crescem, nunca voltam para casa / garotos perdidos nunca gastam o dinheiro do lanche / garotos perdidos nunca crescem, nunca envelhecem / garotos perdidos me encontram”.

Por acaso, tem Boygenius envolvido na música, já que Julien Baker e Lucy Dacus fazem vocais na canção. A faixa tem tmbém participações de Chris Thile (bandolim), Sebastian Steinberg (baixo), Rob Moose (arranjos de cordas) e Nate Walcott (Bright Eyes, trompetes). O vídeo foi dirigido por Lance Oppenheim e Pablo Rochat e tem participação do ator e músico Skyler Gisondo como o rapaz que trabalha numa loja de conveniências e entra pra turma de cavaleiros medievais.

Não há grandes infos sobre Lost weekend. No Bandcamp de Phoebe, a capa do disco já pode ser vista, bem como o número de faixas (dezesseis). Pelo que diz lá, Lost boys é a segunda faixa do álbum. Olha a capa aí.

Capa do álbum Lost Weekend, de Phoebe Bridgers

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