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Roland Orzabal (Tears For Fears) vai lançar “autobiografia astrológica” em agosto

Afinal de contas, o que é uma “autobiografia astrológica”? Pois é, o líder do Tears For Fears, Roland Orzabal, promete exatamente isso em seu livro Welcome to your life: Love, death and Tears For Fears – An astrological memoir (Little Brown Books), que já está em pré-venda e chega nas mãos dos leitores no dia 4 de agosto.
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Pois é, se você não faz ideia, a astrologia é uma paixão antiga de Roland. E o livro usa justamente os astros como fio condutor da narrativa, com Roland usando os movimentos celestes para interpretar os ciclos de sua vida: fases boas, ruins, trágicas, razoáveis, etc.
Pelo que andam falando, é o grande diferencial do livro, já que o músico promete um livro de memórias bem diferente dos habituais, em que ele meio que dá um de coach astrológico, “ensinando aos leitores o poder dos astros e como sua vida foi influenciada por sua posição no mapa astral”, como diz o texto de lançamento (por sinal, tanto o músico, nascido em 22 de agosto, quanto o livro, são do signo de Leão).
O nome da autobiografia, você já deve ter percebido, foi tirado do primeiro verso de Everybody wants to rule the world – até hoje a música mais escutada de Roland e Curt Smith nos aplicativos de música. O site Stereogum faz piada dizendo que Smith deve estar meio chateado por não ter tido a mesma ideia antes de Roland, e que restou a ele escrever uma autobiografia e chamá-la de Acho meio engraçado, acho meio triste (referência ao refrão de Mad world, um dos primeiros hits do TFF).
Ao que parece, Roland não fugiu de nenhum assunto: Welcome to your life fala da formação do Tears For Fears, do seu relacionamento enrolado com o parceiro Curt Smith (claro, as brigas que levaram à saida de Curt do projeto estão nesse rol de temas), da morte da esposa Caroline em 2017 (sua companheira desde a adolescência, ele desenvolveu demência alcoólica e precisou ser cuidada por cinco anos pelo marido) e de como o músico lutou durante vários anos contra a dependência química.
Uma ótima introdução ao tal livro de Roland é esse papo que ele e Curt bateram com o jornal The Guardian, em 2021, no lançamento do disco mais recente da dupla, The tipping point. Vários assuntos pontiagudos rolaram na entrevista e Laura Barton, a entrevistadora, viu Roland sair do papel de “popstar” em vários momentos: o músico falou da esposa falecida “com uma ternura sincera que parece bastante destoante de uma entrevista para jornal” e lembrou de quando, já bem famoso, perdeu uma vaga no reality show Popstar to operastar (que, diz o nome, transforma nomões da música pop em cantores de ópera por alguns dias). “Fui lá (no teste) e mandei muito bem. E eles não me chamaram. Midge Ure (ex-Ultravox) ficou com o papel”, recordou.
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“Curious subject”: Chaka Khan faz perguntas sobre si mesma em single novo

RESUMO: Chaka Khan transforma a própria identidade em mistério em Curious subject, terceiro single de Chakzilla, álbum que chega em setembro com produção de Greg Kurstin.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Nick Nelson / Divulgação
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Depois de cinco décadas sendo interrogada pelo público – em entrevistas, músicas, shows e, provavelmente, até andand na rua – Chaka Khan resolveu admitir que também não sabe exatamente quem é Chaka Khan. Curious subject, seu novo single, parte justamente dessa ideia.
A faixa é o terceiro aperitivo de Chakzilla, próximo álbum da cantora, previsto para 18 de setembro pela EarthSong Records/BMG. Chaka divide a composição com Sia e Greg Kurstin, que também produz a música. E Curious subject mostra que Chaka aceita que, mesmo com o passar dos anos, algumas coisas continuaem sem explicação. Tem até o verso “the more I grow, the less I know” (“quanto mais eu cresço, menos eu sei”) como resumo de tudo – além de versos indicando que conhecer melhor a si mesmo não necessariamente significa encontrar respostas.
- Live at Carnegie Hall: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano
Curious subject também ganhou uma apresentação na plataforma A Colors Show, divulgada um dia antes do lançamento. É a segunda participação de Chaka na plataforma: anteriormente, ela havia aparecido cantando Through the fire, clássico de 1984 que ganhou uma nova onda de atenção nas redes sociais.
O lyric video da canção, e o vídeo do A Colors Show, tão aí. Tá na espera por Chakzilla também? Porque a gente tá.
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“Live at Carnegie Hall”: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano

RESUMO: Cameron Winter, vocalista do Geese, anuncia Live at Carnegie Hall, registro de seu show solo de voz e piano em Nova York, com três músicas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lewis Evans / Divulgação
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O que mais tem por aí é desconfiança a respeito do Geese – lembra daquela história do quase-jabá? Que a banda tem discos legais e Cameron Winter, como vocalista, tem um baita carisma, ninguém duvida. E o cantor acaba de anunciar seu primeiro álbum ao vivo, Live at Carnegie Hall (é, ele não chuta baixo).
O disco (que chega no dia 9 de setembro via Partisan Records/ Play It Again Sam) documenta a apresentação de Winter dada lá em dezembro de 2025, quando ele se tornou um dos artistas solo mais jovens a ser a atração principal do local, e se apresentar no auditório principal da lendária casa de shows. Foi um show de voz-e-piano, em que ele recordou as músicas de seu disco solo, Heavy metal (2024, resenhado pela gente aqui).
Para quem curte ler elogios rasgados dados a artistas que já recebem elogios demais (ok, a gente às vezes faz isso também…), vale dizer que a revista GQ disse que o álbum é “um dos discos de cantor e compositor mais audaciosos e donos de si deste século até agora, um sonho febril de sentimentos de alguém que entendia as regras o suficiente para saber que quase não se importava com elas”.
O show trouxe também três faixas inéditas: It all fell in the river, Emperor XIII in shades e If you turn back now (a primeira aparece lá em cima num vídeo de fã) Abaixo você confere a capa do álbum e a lista de músicas de Live at Carnegie Hall.
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LISTA DE FAIXAS:
01. It all fell in the river
02. Try as I may
03. Emperor XIII in shades
04. The Rolling Stones
05. Love takes miles
06. Cancer of the skull
07. If you turn back now
08. Nina + Field of cops
09. $0
10. Take it with you
11. Vines
Urgente
O bicho-papão cresceu: Adult Leisure encara os medos adultos em novo single

RESUMO: View from our window, do Adult Leisure, transforma o medo infantil do bicho-papão em uma reflexão sobre insegurança, solidão e os monstros que mudam na vida adulta.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Devagarinho, o Adult Leisure, uma banda que a gente adora, tá soltando outros materiais que vão além de The things you don’t know yet, álbum de estreia lançado em 2025 e e cheio de vibes melancólicas e referências a bandas como The Cure. Primeiro veio o single The light you attract, sobre aqueles relacionamentos em que todo mundo sabe que algo está errado, mas ninguém consegue ir embora. Logo em seguida o grupo britânico retornou com o pós-punk atmosférico de View from our window.
A nova faixa olha para medos que começam na infância e continuam mudando de forma ao longo da vida. Segundo o vocalista e letrista David Woolford, a música parte da imagem de um “bicho-papão” que representa os pesadelos de criança, mas logo amplia essa ideia para falar das inseguranças da vida adulta. “À medida que você cresce, os monstros mudam. Na verdade, o que muda são os seus medos”, explica.
Essa sensação aparece em versos que descrevem um mundo enorme diante de alguém que ainda se sente pequeno para provocar mudanças, inclusive em si mesmo. Ao mesmo tempo, View from our window fala do impulso de manter as pessoas à distância por medo de se machucar, enquanto a solidão também se transforma em algo assustador.
Musicalmente, a faixa mantém a identidade que o Adult Leisure vem construindo desde o início: guitarras envolventes e algo bem próximo de um pós-punk contemplativo e meio maquínico. A produção ficou novamente nas mãos de Ollie Searle, colaborador frequente da banda, com masterização de John Webber, que já trabalhou com David Bowie e Duran Duran.
O lançamento chega num momento de crescimento do grupo. Depois de uma boa sequência de shows, incluindo apresentações no SXSW, o Adult Leisure anunciou recentemente um contrato mundial de agenciamento com a WME, enquanto prepara os próximos passos após The things you don’t know yet. A julgar pelos singles lançados desde então, a banda parece decidida a expandir aquele universo melancólico sem ficar presa ao formato do primeiro disco.
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