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Rock and Roll Hall of Fame solta os escolhidos de 2026: só agora o Iron Maiden entra (!)

E aí que pelo terceiro ano seguido, o Rock and Roll Hall of Fame resolveu soltar seus escolhidos no palco do programa American Idol, com Ryan Seacrest e Lionel Richie fazendo as honras na noite de segunda (13). Dos 17 indicados, entraram na ala de intérpretes nomes como Phil Collins, Billy Idol, Iron Maiden, Joy Division/New Order, Oasis, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan.
(A propósito, quem ficou de fora: Black Crowes, Jeff Buckley, Mariah Carey, Melissa Etheridge, Lauryn Hill, INXS, New Edition, P!NK e Shakira. O New Edition venceu o voto popular, mas não entrou. Phil Collins, que ficou em segundo lugar na votação popular, garantiu sua vaga em 2026).
Na categoria de influência inicial, entram Celia Cruz, Fela Kuti, Queen Latifah, MC Lyte e Gram Parsons. Já o prêmio de excelência musical vai para nomes de bastidores como Linda Creed, Arif Mardin, Jimmy Miller e Rick Rubin. E o prêmio Ahmet Ertegun fica com Ed Sullivan, apresentador mitológico do mais mitológico ainda The Ed Sullivan Show. A cerimônia rola em 14 de novembro, em Los Angeles, com transmissão pela ABC e depois no Disney+.
Dá pra se perguntar porque é que certos nome demoram séculos para serem escolhidos, tipo Joy Division, Iron Maiden (!!), Luther Vandross e outros – diz muito sobre os critérios adotados, ainda mais quando se percebe que voto popular mal conta como fator decisivo (se contasse, o Iron Maiden já teria sido premiado há séculos…). Um detahe é que oito homenagens são póstumas, incluindo Luther Vandross, Celia Cruz e Fela Kuti. Gram Parsons foi o mais jovem ao morrer, aos 26. Celia Cruz, a mais longeva, chegando aos 77. Outro: já que a turma desse ano foi fechada, uma outra conta que fecha é a de todos os indicados do ano de 2023. Isso não acontecia desde 2015, quando Lou Reed “zerou” a lista de 2000.
A dobradinha Joy Division/New Order também representa algo, de acordo com uma reportagem da Billboard: é a terceira vez que duas bandas com membros em comum entram juntas, depois de Parliament/Funkadelic em 1997 e The Small Faces/The Faces em 2012. Teve também a banda norte-americana de blue eyed soul sessentista The Rascals, que nos três primeiros anos de história se chamava The Young Rascals, e foi incluída em 1997 como The (Young) Rascals.
Outro detalhe é que oito homenagens são póstumas, incluindo Luther Vandross, Celia Cruz e Fela Kuti. Gram Parsons foi o mais jovem ao morrer, aos 26. Celia Cruz, a mais longeva, chegando aos 77.
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Downset estreia no Brasil ao lado do H2O no Trick or Hardcore? Fest

Se o Halloween já costuma render shows barulhentos, São Paulo vai ganhar um motivo extra para colocar protetor de ouvido no dia 31 de outubro. O Trick or Hardcore? Fest, que acontece no Usine, acaba de confirmar duas atrações de peso: o Downset, que finalmente estreia no Brasil, e o H2O, um dos nomes mais queridos do hardcore nova-iorquino. O festival é organizado pela ND Productions.
A estreia do Downset por aqui chega com um certo atraso histórico. A banda surgiu ainda no começo dos anos 1990, quando misturar hardcore, metal e hip-hop ainda não era exatamente uma fórmula pronta para festivais. Vinda de Los Angeles e nascida a partir do grupo Social Justice, a formação sempre carregou para as músicas a realidade de uma cidade marcada por desigualdade, violência e tensão racial. O próprio nome da banda faz referência à ideia de começar a vida em desvantagem, conceito que acabou atravessando toda a sua trajetória.
- Black Pantera entra no jogo em Start the game, primeiro single do novo álbum
O disco de estreia, downset. (1994), virou um marco justamente por colocar riffs pesados lado a lado com vocais rimados e o balanço do hip-hop. Faixas como Anger ajudaram a definir essa identidade. Depois vieram Do we speak a dead language? (1996), considerado um dos trabalhos centrais da carreira, além de Check your people (2000), Universal (2004), One blood (2014) e Maintain (2022), o álbum mais recente.
A outra atração internacional confirmada é o H2O, criado em Nova York por Toby Morse depois de sua passagem como roadie do Sick of It All. Desde meados dos anos 1990, a banda construiu uma reputação baseada em hardcore rápido, refrões prontos para serem cantados em coro e letras sobre amizade, lealdade, responsabilidade e a própria cultura hardcore.
O grupo também chega celebrando Go (2001), álbum que ampliou seu alcance ao aproximar o hardcore de elementos do pop-punk sem perder a intensidade. No repertório também devem aparecer músicas de Nothing to prove (2008), disco que marcou uma nova fase da banda e serviu de base para sua última passagem pela América do Sul.
- Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7
A formação atual do H2O ainda traz um detalhe que interessa aos fãs mais antigos: o guitarrista Matt Henderson, conhecido por trabalhos com Madball e Agnostic Front, voltou à banda, enquanto Max Morse, filho de Toby, assumiu a bateria. O resultado é um encontro entre veteranos e uma nova geração em um festival que promete reunir duas bandas fundamentais para entender como o hardcore expandiu seus limites nas últimas décadas.
Downset (acima) e H20 (embaixo) – Fotos: Divulgação
SERVIÇO
New Direction Productions orgulhosamente apresenta
H2O e Downset em São Paulo – Trick or Hardcore Fest?
Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
Local: Usine
Endereço: Rua Barra Funda, 973 – São Paulo, SP
Ingressos aqui
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Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7

A baixista Jennifer Finch, do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer no cérebro. A informação foi divulgada pela própria banda, que explicou que, num primeiro momento, os médicos acreditavam que o tratamento com radioterapia seria suficiente. O quadro, porém, acabou se complicando, e a musicista de 59 anos precisou passar por várias cirurgias.
Segundo o comunicado, Jennifer está em casa e segue em recuperação, recebendo cuidados médicos e fazendo reabilitação. Amigos e familiares também organizaram uma campanha de arrecadação no GoFundMe para ajudar a cobrir os custos do tratamento. Em comunicado oficial, a vocalista e guitarrista Donita Sparks escreveu: “Estamos todas devastadas pela notícia e estamos a cercando de amor, protegendo sua privacidade e dignidade enquanto levantamos os recursos necessários para os cuidados adiante. Jennifer é família e queremos que ela sinta a força coletiva da comunidade que a amor e a apoiou por tantos anos”.
Por causa da doença, Finch ficará de fora da Last Hurrah Tour, turnê de despedida do L7. Ainda assim, a série de shows será realizada, atendendo a um desejo da própria baixista. Quem assume seu lugar no palco é Tsuzumi Okai, conhecida por ter tocado com o Limp Bizkit durante um período em 2018.
Jennifer Finch começou sua trajetória musical na banda Sugar Babydoll, de San Francisco, grupo que também teve em sua formação Courtney Love e Kat Bjelland, mais tarde integrante do Babes in Toyland. Ela entrou para o L7 em 1986, permaneceu até 1996 e voltou quando a banda retomou as atividades, em 2014. Além da carreira na música, Jennifer também é reconhecida pelo trabalho como fotógrafa, com imagens que chegaram a ser exibidas no Rock and Roll Hall of Fame em 2007.
Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe
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Black Pantera entra no jogo em “Start the game”, primeiro single do novo álbum

O Black Pantera resolveu comemorar o Dia Mundial do Rock apertando o botão start. O trio mineiro lançou nesta segunda-feira (13) Start the game, primeiro single de Continental, seu quinto álbum de estúdio.
A faixa aponta para uma fase nova da banda, misturando peso de nu metal com aquele rock noventista que parece feito para soar alto no carro – ou no fone.
O clipe acompanha a ideia ao pé da letra. Dirigida por Pedro Hensen, a animação transforma os integrantes em personagens de videogame e passeia por referências que vão de GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat e The Legend of Zelda a The Sims, SimCity, Need for Speed, Pac-Man, Guitar Hero e Alex Kidd. Até Jujutsu Kaisen entra na brincadeira. No meio desse desfile de easter eggs, aparece também uma referência a Saci Filho do Vento, game brasileiro que ainda nem foi lançado.
“Todos esses jogos permeiam o imaginário da nossa infância, da nossa geração, tem algumas coisas mais novas também, como o Jujutsu Kaisen“, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. “A ideia de usar os jogos foi uma forma de falar sobre como viver tá sendo difícil, como a gente tá sempre pulando de fase e passando de fase, mas às vezes temos que voltar atrás, descobrir alguma outra camada e abrir uma outra porta, enfim”.
Na letra, o Black Pantera trata a vida moderna como se fosse uma fase de videogame, misturando referências da cultura pop, gamer e nerd para fazer críticas sociais e apontar as contradições do mundo atual. “Tem uma frase da música que eu gosto muito, que é ‘fim do mundo é só uma fase, final boss é a humanidade’. No final desse jogo que a gente vive, a humanidade acaba sendo o grande vilão de si mesma”, conta Chaene.
Se o resto de Continental seguir o caminho de Start the game, o Black Pantera parece disposto a trocar de fase sem perder pontos de vida. E olha o clipe aí.






































