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E finalmente sai o dueto entre Paul e Ringo, “Home to us”

Num dia especialmente triste para o rock – três anos sem Rita Lee, anúncio da morte do Luis Carlini (por acaso, ex-guitarrista e ex-parceiro dela) – o gênero musical ganha um grande presente, que é o lançamento de Home to us, dueto entre Paul McCartney e Ringo Starr. Os dois ex-colegas de Beatles, cuja amizade perdura há décadas, dividem os versos da faixa, que é uma grande carta de amor à Liverpool que eles conheceram na infância e adolescência. Embora o dinheiro fosse curto, como cantam na canção, “era o nosso lar”.
Não eram tempos de muita grana, e a Inglaterra ainda vivia a ressaca da Segunda Guerra Mundial, mas era uma época de muita imaginação e doçura na vida dos dois. Tanto que a letra tem versos como “o mundo ao nosso redor não era seguro, o lugar estava desmoronando, mas aquela era minha cidade natal, e era tudo o que eu conhecia, porque era o nosso lar”. Além de reminiscências como “minha mãe estava na cozinha lavando a louça na pia, e então queimou a torrada. As crianças estavam no beco jogando bola até o sol se pôr, mas aquela era minha cidade natal, e era o nosso lar”.
A música é o segundo single liberado de The boys of Dungeon Lane, próximo álbum de Paul, com lançamento previsto para 29 de maio de 2026. No início desta semana, em um evento para 50 sortudos fãs realizado nos estúdios Abbey Road, Paul contou um pouco dos bastidores da música.
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“O Ringo deu uma passada no estúdio e tocou um pouco de bateria. Eu disse ao Andrew (Watt, produtor) que deveríamos gravar uma faixa e mandar para ele. Então, essa música foi feita pensando totalmente no Ringo. Ao escrevê-la, estou falando sobre de onde viemos. Assim como muita gente, você vem do nada e constrói a sua vida. Ringo era de Dingle (bairro de Liverpool), e lá era dureza. Ele disse que costumava ser assaltado quando voltava para casa, porque trabalhava. Mesmo sendo uma loucura, era o nosso lar”, contou.
“Compus a música a partir dessa ideia e a mandei para o Ringo. Ele me devolveu uma versão em que só tinha acrescentado algumas frases no refrão, então pensei: ‘talvez ele não tenha gostado’. Liguei para o Ringo, e ele disse que achava que eu só queria que ele cantasse uma ou duas frases, e eu disse que adoraria ouvi-lo cantar a música inteira”, disse.
“Então, pegamos minha primeira frase, a segunda frase do Ringo e fizemos um dueto. Nunca tínhamos feito isso antes. Depois, queríamos alguns backing vocals e tive a ideia de que seria legal ouvir garotas. Chrissie Hynde (Pretenders) disse que faria, e Sharleen Spiteri (Texas) também – elas são amigas. Então, elas fizeram”, completou.
Você confere o lyric video da canção logo abaixo. E sim, se você em algum momento caiu na tentação de achar “ah, tanta expectativa e vai ver que nem é isso tudo”… Sim, é isso tudo!
Foto: Mary McCartney / Divulgação
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Elemento Zero: pós-punk nacional texturizado no single “Deserto”

RESUMO: Elemento Zero lança single Deserto e segue trabalhando dentro de uma sonoridade que passa pelo pós-punk e pela música eletrônica, com baixos marcados, guitarras mais texturizadas e sintetizadores.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A Elemento Zero está de volta com Deserto, primeiro single do EP que a banda está preparando depois de Efêmera. Formado por Marcelo Schiffer (voz, guitarra e teclados) e Jack (voz, baixo, teclados e programação), o duo segue trabalhando dentro de uma sonoridade que passa pelo pós-punk e pela música eletrônica, com baixos marcados, guitarras mais texturizadas e sintetizadores.
Deserto parte de uma imagem bastante atual: a sensação de isolamento. A música usa relações afetivas como ponto de partida para falar de intolerância e discursos de ódio. A ideia combina com o repertório que a Elemento Zero vem construindo, em que assuntos como luto, memória, fragilidade e esperança aparecem ao lado de questões sociais. Em vez de transformar Deserto em uma canção de protesto direta, a banda aproxima o que acontece no mundo das relações pessoais, sugerindo que a radicalização também afeta a maneira como as pessoas se relacionam entre si.
Musicalmente, o duo mantém o caminho que já aparecia em Efêmera, com uma atmosfera sombria e referências que passam por Joy Division, The Cure e New Order. São influências bastante conhecidas dentro do pós-punk, mas que aqui servem de base para uma produção própria, construída a partir da combinação entre instrumentos, programação e camadas eletrônicas.
Deserto é, portanto, uma música sobre distância – tanto a que existe entre pessoas quanto aquela que pode surgir mesmo quando elas estão próximas. O single abre o próximo capítulo da Elemento Zero enquanto a banda trabalha nas demais faixas do novo EP.
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Girl In The Year Above assina com a Transgressive e lança “Wet paint”

RESUMO: Após chamar atenção com uma versão de Teardrop, do Massive Attack, a irlandesa Girl In The Year Above assina com a Transgressive e estreia no selo com o folk-rock de Wet paint.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sophia French / Divulgação
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Existe uma possibilidade do próximo hype do rock, no bom sentido, ser uma banda irlandesa-córnica chamada Girl In The Year Above. No começo do ano muita gente prestou atenção numa cover que eles fizeram de Teardrop, do Massive Attack, que apareceu na trilha do filme Peaky blinders: O homem imortal. Robert del Naja, do Massive, não economizou elogios: “é a interpretação mais sublime e bela dessa música que alguém já fez”.
A novidade é que a banda assinou com a Transgressive Records (a casa de Alvvays, Arlo Parks, Black Country, New Road, Damon Albarn, entre outros) e já soltou o primeiro single e o primeiro clipe na gravadora. Wet paint, que é o terceiro single da banda, saiu nesta terça (22) e revela um som entre o folk, o rock irlandês e algumas referências celtas. A vocalista Jennifer Ball, nascida na Cornualha – boa parte dos outros integrantes é da Irlanda – capricha nos vocais sensíveis e confessionais, que saem quase em tom de revelação em alguns momentos. E a letra usa a metáfora da “tinta fresca” para falar de temas como vulnerabilidade e consideração.
“Ao compor a letra de Wet paint juntas, Jen e Jeanie logo perceberam o quão dolorosamente identificável é esse tema, embora raramente discutido. A história da música começa de forma leve para atrair o ouvinte até que, gradualmente, você percebe que se trata de consentimento. Com um tema tão pesado, era importante para nós que a música ainda transmitisse uma sensação de leveza e força”, diz a banda.
“Esperamos que a música reflita a essência de qualquer pessoa que se identifique com ela – no sentido de que você é brilhante e poderoso, não importa o que aconteça. Adoraríamos que essa música trouxesse alegria e rebeldia; sintam-se à vontade para gritar, dançar, rir, chorar etc”, continuam.
A Transgressive define o Girl In The Year Above como “uma banda verdadeiramente extraordinária e cativante. Suas músicas são ao mesmo tempo comoventes e eufóricas; empáticas e empoderadoras; e sempre contagiantes”, disse a gravadora. Já a banda tá naquela alegria: “Que loucura! Como conseguimos isso? Nos sentimos muito, muito sortudos – a Transgressive já é como uma família para nós”, contaram.
Tem clipe: dirigido por Dylan Friese-Greene, o vídeo de Wet paint traz a banda tocando nos cômodos de uma casa que anda precisando de reformas. Por acaso, Jennifer canta e dança num quarto cuja parede parece não ganhar uma nova camada de tinta há décadas. Ouça / veja aí e confira também a cover de Teardrop.
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Chapterhouse faz show único em SP dia 29; ainda há ingressos

RESUMO: Nome do shoegaze britânico dos anos 1990, o Chapterhouse toca nesta terça (29) no Cine Joia, em São Paulo, com abertura do terraplana. Ainda há ingressos para pista e camarote.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Só pra lembrar, porque ainda tem ingressos à venda: o Chapterhouse, um dos nomes do shoegaze britânico dos anos 1990, faz apresentação única no Brasil na próxima terça-feira (29), no Cine Joia, em São Paulo. A abertura fica por conta dos curitibanos do terraplana, que apresentam o repertório de Natural, segundo álbum da banda, lançado em março de 2025 pela Balaclava Records. Os últimos ingressos estão à venda pela Ingresse, nos setores Pista e Camarote, e também podem ser comprados sem taxa de conveniência no Takkø Café, na Vila Buarque.
Formado em Reading, na Inglaterra, em 1987, o Chapterhouse surgiu de um grupo de amigos que inicialmente tocava covers dos Stooges e de bandas das coletâneas Pebbles. No começo da trajetória, o grupo se aproximou do Spacemen 3 e passou a desenvolver uma mistura de psicodelia, dream pop e guitarras cada vez mais ruidosas. Depois de alguns EPs, a banda ganhou projeção com Pearl, faixa que combinava paredes de guitarra com uma base rítmica influenciada tanto por John Bonham quanto pelo hip-hop de Schoolly D. A gravação contou ainda com backing vocals de Rachel Goswell, do Slowdive.
Pearl entrou no álbum de estreia, Whirlpool, lançado em 1991 e hoje considerado um dos discos importantes da primeira geração do shoegaze. O trabalho traz também músicas como Breather e Falling down e teve participação de Robin Guthrie, do Cocteau Twins. Em 2026, quando o álbum completa 35 anos, ele aparece na 17ª posição da lista dos melhores discos de shoegaze publicada pela Pitchfork.
O Chapterhouse lançou ainda Blood music, em 1993, disco no qual ampliou o uso de eletrônica e ritmos ligados à dance music. A banda encerrou as atividades em 1995 e voltou aos palcos em 2008 para uma apresentação que deveria ser isolada. A reunião acabou se estendendo, com shows no Reino Unido, Estados Unidos e Japão. Agora, o grupo retorna aos palcos com Stephen Patman (guitarra e voz), Andrew Sheriff (guitarra e voz), Robin Light (guitarra), Ashley Bates (bateria) e Michael Secker (baixo).
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SERVIÇO:
Balaclava apresenta: Chapterhouse (UK) e terraplana em São Paulo
Data: 29 de Setembro de 2026
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 19h / terraplana 20h / Chapterhouse 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram








































