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Urgente!: R.I.P. Fred Smith, Brad Arnold, Greg Brown e Ebo Taylor

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Fred Smith, Brad Arnold, Greg Bron e Ebo Taylor

Os últimos dias foram de despedidas no universo da música, e do rock em particular. Uma das perdas mais lamentadas foi a de Fred Smith, ex-baixista do Television, morto na quinta (5) aos 77 anos. É o segundo integrante da banda a morrer, já que o guitarrista Tom Verlaine morreu em 2023. A causa da morte não foi divulgada, mas a banda afirmou que o músico lutou contra “uma breve doença”, sem deixar de fazer planos para o futuro.

O Television não foi a única banda clássica da qual Fred participou, já que ele foi integrante inicial do Blondie. Mas seu baixo econômico e fincado ajudou a eternizar a música do grupo, assim que ele entrou para substituir o ex-integrante Richard Hell (que depois faria sucesso com os Voidoids e o disco Blank generation, de 1977).

Com Smith, a banda ajudou a redesenhar a linguagem do rock setentista e virou referência direta para o que depois seria chamado de punk e pós-punk. O músico gravou todos os três álbuns de estúdio da banda: Marquee moon (1977), Adventure (1978) e Television (1992). Se você conhece os três álbuns, pode apostar que se lembra de várias linhas de baixo conhecidas dele – como a que abre justamente a música-título Marquee moon.

Smith também foi bastante presente como músico e produtor na carreira solo de Tom Verlaine, além de participar de reuniões da banda – alíás, ele esteve no Brasil em 2005 tocando com o grupo no Tim Festival. Longe da estrada, passou a se dedicar também à produção de vinhos artesanais em Nova York ao lado da esposa, Paula Cereghino.

No sábado, 7 de fevereiro, saiu de cena aos 47 anos Brad Arnold, vocalista e fundador do 3 Doors Down, após uma batalha contra um câncer renal em estágio avançado, já espalhado para os pulmões. A notícia foi confirmada pela banda e pela família, que informaram que o cantor morreu dormindo, em casa, cercado por parentes próximos.

Arnold era o único integrante presente em todas as fases do grupo e ajudou a moldar o rock de rádio dos anos 2000 com uma mistura direta de pós-grunge e melodias acessíveis. Autor de Kryptonite, hit do grupo escrito por ele quando ainda adolescente, liderou uma banda que vendeu mais de 30 milhões de discos.

No mesmo dia também foi anunciada a morte do guitarrista Greg Brown, membro fundador do Cake. O grupo informou apenas que o músico enfrentava uma doença breve, sem divulgar a causa, lembrando sua importância na criação do som inicial da banda.

Brown tocou nos dois primeiros discos, Motorcade of generosity (1994) e Fashion nugget (1996), este último responsável por levar o Cake ao mainstream, ou a algo bem próximo dele, com direito a muitas execuções em rádio (inclusive no Brasil). Depois integrou o Deathray, colaborou com o projeto Homie, de Rivers Cuomo, do Weezer, e ainda lançou em 2023 o EP The end of something new, seu trabalho final.

Por fim, no domingo, chegou a notícia da morte de Ebo Taylor. O guitarrista, compositor e líder de banda ganês tinha 90 anos e morreu no sábado, dia 7, em Saltpond, Gana, um dia depois de realizar um festival com seu próprio nome – e um mês e um dia após seu aniversário. Figura central do highlife, estilo musical de Gana, desde o fim dos anos 1950, Taylor tocou em grupos como Stargazers e Broadway Dance Band e ficou conhecido pelos arranjos detalhados e pela guitarra elegante. Após estudar música em Londres no início dos anos 1960, conviveu com músicos africanos expatriados, entre eles Fela Kuti, numa troca de ideias que ajudou a moldar as bases do afrobeat.

De volta a Gana, tornou-se líder de banda, produtor e arranjador requisitado, trabalhando com artistas como Pat Thomas e CK Mann. Ao longo de seis décadas, fundiu ritmos locais com jazz, soul e funk, e sua obra foi redescoberta mundialmente nas últimas décadas – inclusive por samples no hip-hop e no R&B – permanecendo ativo até a velhice e deixando influência direta na música africana contemporânea.

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E a música nova do Ludovic?

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Ludovic - Foto: José Menezes / Divulgação

Letra surgindo depois de quase um minuto, vocais graves cantando sobre “o perigo e a inevitabilidade das idealizações românticas que a paixão traz consigo”, versos falados, certo clima de desespero, mudanças rítmicas – e lá vem novamente o Ludovic, em clima bastante indie e experimental, preparando o terreno para seu próximo álbum, previsto para este semestre pela Balaclava Records.

A descrição acima fala sobre Pedestal, nova música do grupo de Jair Naves, Eduardo Praça, Zeek Underwood e Rodrigo Montorso. Ela sai depois do single Desde que eu morri, que abriu a temporada de novidades na área do grupo.

Nem tudo é tristeza em Pedestal e muita coisa é superação. Jair, autor da frase entre aspas do parágrafo acima, completa dizendo que Pedestal “também busca uma reflexão madura e justa sobre separações, em que se reconhece a importância que uma relação já encerrada possa ter tido na vida de alguém – ao mesmo tempo em que se aceita o fim e se manifesta a vontade de seguir adiante carregando as lições aprendidas”.

Liderado pelo cantor e compositor Jair Naves, o Ludovic abriu sua discografia com um EP autointitulado, em 2000. A banda mudou bastante de formação, mas acabou se consolidando com a entrada dos guitarristas Eduardo Praça (Apeles e Quarto Negro) e Zeek Underwood (Shed, Mudhill, Reffer e Single Parents).

Após os discos Servil (2004) e Idioma morto (2006), rolou uma separação e o retorno, com Rodrigo Montorso (Hateen e Diagonal) assumindo a bateria. O próximo álbum do Ludovic, o terceiro de sua discografia, vai ser o primeiro depois de 20 anos. Lançamento histórico, portanto.

Abaixo você confere Pedestal, o clipe de Desde que eu morri, e um vídeo de Pedestal gravado ao vivo em Florianópolis (SC), total fanmade.

Texto: Ricardo Schott –  Foto: José Menezes / Divulgação

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Total Bummer Festival: clássicos do ruído underground reunidos em dois dias (mas é lá fora…)

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Total Bummer Festival: clássicos do ruído underground reunidos em dois dias (mas é lá fora...)

Dá para sonhar bastante vendo a programação do Total Bummer Festival, patrocinado pela New Noise Magazine e pela distribuidora de música DistroKid. O evento estreia em Nova York neste ano, nos dias 30 e 31 de maio, e a ideia dos organizadores é que o festival entre para o calendário local, rolando anualmente.

O elenco do festival (que acontece no Knockdown Center, no Queens, região da qual vieram os Ramones) tem só nomões de várias vertentes do rock alternativo, cabendo bandas clássicas e novidades. Olha aí a lista de atrações.

30 de maio
DINOSAUR JR
BLONDE REDHEAD
MEAT PUPPETS
FLIPPER
TEEN MORTGAGE
NO JOY
MIHO HATORI
BLOODSPORTS

31 de maio
THE JESUS AND MARY CHAIN
JULIE
THEY ARE GUTTING A BODY OF WATER
DROP NINETEENS
HER NEW KNIFE
STARCLEANER REUNION
LATHE OF HEAVEN
BLAIR

O Total Bummer é co-organizado e produzido pela Saint Vitus Presents, o braço de eventos ao vivo do lendário Saint Vitus Bar, no Brooklyn. O local funcionou durante 13 anos – em 2024 fechou as portas devido a supostas violações das normas de construção da cidade de Nova York. Bandas clássicas como Nirvana, Blink-182, Megadeth, Refused e Anthrax, tocaram lá, bem como nomes ruidosos e indie como Nothing, King Woman e Deafheaven.

Aliás, só pra você ter uma ideia de como a casa era importante, vários itens de memorabília estavam expostos nass paredes do local, incluindo as baquetas de Dave Grohl da festa pós-show da reunião do Nirvana em 2014 (que celebrou a entrada da banda no Rock and Roll Hall Of Fame), além de fotos e objetos de visitas de membros do Black Sabbath e Iron Maiden.

E o pôster do evento tá aí. Já pensou você lá? Se tiver como, os ingressos estão à venda na Dice.FM.

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Fugazi resgata as “Albini sessions”, gravações descartadas do álbum “In on the kill taker”

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Fugazi (Foto: Reprodução Bandcamp)

Vamos deixar a histórica banda punk Fugazi contar de onde surgiu Albini sessions, disco de gravações de arquivo que acaba de chegar no Bandcamp. “No outono de 1992, os membros do Fugazi estavam imersos no processo de finalização das músicas que eventualmente seriam lançadas como o álbum In on the kill taker no ano seguinte”, contam.

“A banda vinha trabalhando nas músicas há alguns anos e já havia gravado algumas delas no Inner Ear, além de fazer inúmeras gravações de ensaio, mas no final de outubro pareciam ter chegado a um impasse. Numa tentativa de dar uma guinada na carreira, decidiram aceitar o convite permanente de Steve Albini para uma gravação gratuita em seu Electrical Audio Studio, que na época ficava no porão de sua casa na North Francisco, em Chicago”.

“A banda realmente apreciava a estética de Steve, especialmente os primeiros discos do Jesus Lizard, e parecia que a mudança de ares os ajudaria a ter uma perspectiva melhor sobre as músicas que haviam composto”, continuam. Da admiração mútua surgiu a ideia de gravar apenas duas ou três músicas para mudar um pouco de ares – só que a mudança foi tamanha, que durante três ou quatro dias, a totalidade do repertório de In on the kill taker já estava gravada.

Só que as “sessões Albini” acabaram arquivadas e ressurgem agora, finalmente em lançamento oficial (já rolavam bootlegs), em benefício da Letters Charity, organização de ajuda que usa a arte e o sistema de doações para salvar pessoas que estão com dificuldades financeiras.

As gravações que você ouve no álbum In on the kill taker, lançado pela Dischord em junho de 1993, foram feitas no Inner Ear Studio ao lado do produtor Ted Nicely. O material feito com Albini acabou sendo descartado pela banda, porque os integrantes ouviram as fitas e concluíram que ali tinha muita animação e um ambiente ótimo, mas estava tudo muito “sem graça” (palavras deles).

Ninguém do grupo sabia explicar o que havia acontecido, mas o fato é que o Fugazi, que sempre teve muito controle do próprio trabalho, foi percebendo que, após várias audições, aquilo não fazia sentido. O pior: dias depois chegou uma carta de Albini dizendo mais ou menos a mesma coisa com outras palavras. E aí a banda decidiu que não dava mesmo para lançar.

O material foi finalmente lançado em apoio à organização de Albini – após a morte do produtor em 2024, sua viúva Heather Whinna leva o trabalho adiante. A julgar pelas gravações disponibilizadas no Bandcamp, a banda achou que os masters estavam sem peso.

Há bem pouco da ambiência e do senso de perigo que costumam vir das gravações dirigidas por Albini, e o resultado soa mais parecido com uma demo muito bem feita do que com um álbum profissional do ano de 1993. Mas vale adquirir as gravações – que estão disponíveis apenas no Bandcamp – e botar para rolar lado a lado com o álbum oficial, que você ouve aí embaixo.

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