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Segundo Ed O’Brien (Radiohead), tem disco solo de Thom Yorke vindo aí

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Foto Thom Yorkwe: anyonlinyr / Wikimedia Commons

Depois que começou dar várias entrevistas para anunciar o álbum solo Blue morpho, que lança em breve, Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead, não apenas anda falando pelos cotovelos, como também tem entregado as novidades da banda. Virou quase um serviço público: sempre que aparece, O’Brien solta alguma notícia. Na mais recente, deu um spoiler que interessa direto aos fãs: Thom Yorke deve lançar um novo disco solo ainda este ano.

Antes (e você já leu sobre isso aqui mesmo no Pop Fantasma), Ed tinha concedido uma entrevista à Rolling Stone, na qual revelou que o Radiohead volta a cair na estrada em 2027. Dessa vez, o tal solo de Thom Yorke foi revelado por ele numa conversa com Kyle Meredith para o podcast Consequence Of Sound. O’Brien disse que o Radiohead funciona como uma “nave-mãe”, já que os integrantes têm seus projetos pessoais – e soltou a info.

“O mais legal é que parece que os dois projetos podem coexistir. O Radiohead pode sair em turnê — e esse é o projeto principal, eu acho, para todos nós. Mas temos esses pequenos satélites. Sabe, tem o Smile, e o Thom tem um álbum solo que vai sair ainda este ano, eu acho. E o Jonny tem os projetos dele, e o Philip (Selway) tem os dele, e o Colin (Greenwood) está tocando com o Nick Cave and the Bad Seeds”, contou.

O disco solo mais recente de Thom, Anima, saiu em 2019. De lá pra cá, ele lançou discos com o The Smile, colaborou com Mark Pritchard no disco Tall tales e ainda assinou a trilha de Confidenza (2024). E, enfim, Ed disse que “eu acho” que o tal solo de Thom sai ainda neste ano. Só vendo.

Foto Thom Yorke: anyonlinyr / Wikimedia Commons

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E saiu também o single “roqueiro” de Charli XCX, “Rock music” – você gostou?

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Charli XCX no clipe de Rock Music (Foto: Reprodução YouTube)

Tom Taylor, da Far Out Magazine, detestou o single novo de Charli XCX e demoliu a música sem dó nem piedade num artigo publicado no site: “Ela soa como uma propaganda. É música reduzida a “produto” e slogans, como bem demonstra o verso: ‘Acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo música roooo-ck’. É tão brega e falso que se assemelha mais à cultura dos memes da internet do que à arte. Talvez esse seja o ponto trágico?”.

Enfim: tire suas próprias conclusões ouvindo a música e vendo o clipe. Rock music surge adiantando o próximo projeto de Charli, que é um disco de rock. Num papo com a Vogue, há algumas semanas, ela disse: “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”. Os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock.

Charli também revelou à revista que o disco que está vindo aí surgiu de uma temporada em Paris (“sabíamos que seria um período muito agitado e intenso, e gostamos de criar nesse tipo de atmosfera”) e da ideia de não se repetir. “Se eu tivesse feito outro álbum com uma pegada mais dançante, teria sido muito difícil, muito triste. O que me interessa é expandir as possibilidades da minha perspectiva sobre isso”, contou.

Rock music tem 1min e 55s, e chama a atenção por ser basicamente uma tentativa de punk rock – aliás, de eletropunk, já que tem elementos eletrônicos ali, inclusive o uso do famigerado autotune. A música é boa, mas digamos que o projeto como um todo parece mais um cosplay de roqueiro. No próprio clipe, Charli aparece fumando na janela de um prédio, e em seguida joga uma televisão da janela – igualzinho a uma cena do filme Cocksucker blues, de Robert Frank, documentário sem filtro nenhum sobre a turnê dos Rolling Stones de 1972. Depois ela dá uns malhos num sujeito, sai pela rua, se mete numa roda punk, anda de limusine e posa diante de um pinheiro feito de bitucas de cigarro (!), entre outros detalhes.

Aparentemente, os fãs estão entre gostar muito, não achar lá grande coisa e fingir que amaram: houve gente dizendo que Charli estaria inaugurando uma espécie de “hyper-rock”. Mas aí só vendo – o próximo disco, até o momento, não tem título nem data.

Foto: Reprodução YouTube

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E finalmente sai o dueto entre Paul e Ringo, “Home to us”

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Paul McCartney (Foto: Mary McCartney / Divulgação)

Num dia especialmente triste para o rock – três anos sem Rita Lee, anúncio da morte do Luis Carlini (por acaso, ex-guitarrista e ex-parceiro dela) – o gênero musical ganha um grande presente, que é o lançamento de Home to us, dueto entre Paul McCartney e Ringo Starr. Os dois ex-colegas de Beatles, cuja amizade perdura há décadas, dividem os versos da faixa, que é uma grande carta de amor à Liverpool que eles conheceram na infância e adolescência. Embora o dinheiro fosse curto, como cantam na canção, “era o nosso lar”.

Não eram tempos de muita grana, e a Inglaterra ainda vivia a ressaca da Segunda Guerra Mundial, mas era uma época de muita imaginação e doçura na vida dos dois. Tanto que a letra tem versos como “o mundo ao nosso redor não era seguro, o lugar estava desmoronando, mas aquela era minha cidade natal, e era tudo o que eu conhecia, porque era o nosso lar”. Além de reminiscências como “minha mãe estava na cozinha lavando a louça na pia, e então queimou a torrada. As crianças estavam no beco jogando bola até o sol se pôr, mas aquela era minha cidade natal, e era o nosso lar”.

A música é o segundo single liberado de The boys of Dungeon Lane, próximo álbum de Paul, com lançamento previsto para 29 de maio de 2026. No início desta semana, em um evento para 50 sortudos fãs realizado nos estúdios Abbey Road, Paul contou um pouco dos bastidores da música.

“O Ringo deu uma passada no estúdio e tocou um pouco de bateria. Eu disse ao Andrew (Watt, produtor) que deveríamos gravar uma faixa e mandar para ele. Então, essa música foi feita pensando totalmente no Ringo. Ao escrevê-la, estou falando sobre de onde viemos. Assim como muita gente, você vem do nada e constrói a sua vida. Ringo era de Dingle (bairro de Liverpool), e lá era dureza. Ele disse que costumava ser assaltado quando voltava para casa, porque trabalhava. Mesmo sendo uma loucura, era o nosso lar”, contou.

“Compus a música a partir dessa ideia e a mandei para o Ringo. Ele me devolveu uma versão em que só tinha acrescentado algumas frases no refrão, então pensei: ‘talvez ele não tenha gostado’. Liguei para o Ringo, e ele disse que achava que eu só queria que ele cantasse uma ou duas frases, e eu disse que adoraria ouvi-lo cantar a música inteira”, disse.

“Então, pegamos minha primeira frase, a segunda frase do Ringo e fizemos um dueto. Nunca tínhamos feito isso antes. Depois, queríamos alguns backing vocals e tive a ideia de que seria legal ouvir garotas. Chrissie Hynde (Pretenders) disse que faria, e Sharleen Spiteri (Texas) também – elas são amigas. Então, elas fizeram”, completou.

Você confere o lyric video da canção logo abaixo. E sim, se você em algum momento caiu na tentação de achar “ah, tanta expectativa e vai ver que nem é isso tudo”… Sim, é isso tudo!

Foto: Mary McCartney / Divulgação

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Michael Pipoquinha, nomão do baixo brasileiro, canta pela primeira vez em single

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Michael Pipoquinha (Foto: Pepe Rodrigues / Divulgação)

Após se consolidar como um dos grandes nomes do contrabaixo, dividindo palco com ícones como Djavan e Gilberto Gil, Michael Pipoquinha faz sua estreia como… cantor. É no single Mamãe Luiza, que já está nas plataformas. A música é uma homenagem à sua mãe e recorda um momento especialmente delicado de sua vida, quando ela foi até sua casa lhe oferecer apoio.

Quando ela foi embora, Michael permaneceu com o violão nas mãos – e a canção surgiu quase como resposta, em forma de afeto e agradecimento. E Mamãe Luiza representa uma nova fase na vida dele, focada na letra e na voz. A faixa autoral tem inclusive participação do cantor e baixista camaronês Richard Bona – e a ideia é que a faixa seja uma festa “íntima”, focada nas influências de música africana, e ao mesmo tempo com a tradição da música brasileira.

Michael avisa que Mamãe Luiza serve de batedor para seu próximo álbum, comemorativo: “Esse álbum é, de longe, o mais desafiador. Não desmerecendo a importância dos outros, mas talvez seja um dos mais importantes, porque registra meus 30 anos, e representa a soma de muita coisa. Uma soma sonora, de vivências. Agora, estou colocando para fora coisas mais sérias, sabe? Essa coisa de ter letra, de colocar palavras nas melodias, coisas que eu sempre quis dizer”, comenta.

“Eu quero realmente dizer alguma coisa, causar sensações diferentes das que causei até hoje. Quero alcançar outras pessoas, que elas convivam com minha música. A música instrumental não é tão fácil de compreender para qualquer pessoa, especialmente para quem não é músico. E eu quero esse público também”, finaliza Michael, músico de Limoeiro do Norte, interior do Ceará, que vive em São Paulo desde os 14 anos.

Foto: Pepe Rodrigues / Divulgação

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