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“Antes do fim”, disco acústico dos Inocentes, ganha versão deluxe com vinte faixas

Antes do fim, disco mais recente dos Inocentes, (resenhado aqui), é um caso raro de disco de regravações que pode se tornar um clássico: se o esquema de “disco acústico” já é manjado por aqui, a banda paulista inovou levando seu som punk para uma musicalidade mais tranquila – e realmente deu cara nova a muitas músicas de seu repertório.
A novidade é que Antes do fim ressurge agora nas plataformas em versão deluxe. Com 20 faixas, o disco conta com oito versões acústicas inéditas, além das 12 músicas originais lançadas em 2024 pelo selo Red Star Recordings. Gravado, mixado e masterizado no Red Star Studio, em São Paulo, o álbum foi produzido por Henrique Khoury, responsável também pela edição anterior, lançada em LP. Na época o formato influenciou diretamente a seleção inicial do repertório.
“Foi uma escolha difícil, pois a prioridade era o vinil, que é uma mídia física com um limite de músicas, por isso, estrategicamente seguramos essas 8 faixas para a versão digital”, diz o cantor e guitarrista Clemente Nascimento, já recuperado após um problema cardíaco gravíssimo que virou até matéria no Fantástico. Para o lançamento atual, o grupo disponibilizou o material acústico gravado durante o projeto na íntegra. “Agora temos todo o repertório que gravamos em formato acústico nessa versão deluxe nas plataformas”, completa.
A canção escolhida para divulgar o novo disco é a versão desplugada de Quanto vale a liberdade, do Cólera, lançada pela primeira vez na coletânea Sub (1983), organizada pelo Redson, vocalista e guitarrista do grupo na época. Em 2001 o Inocentes já havia registrado a música no álbum O barulho dos Inocentes. “Essa é um clássico, adoro essa letra do Redson. Já tínhamos gravado uma versão com um sexteto de cordas para O barulho dos Inocentes e agora fizemos uma versão mais fiel ao original”, revela o vocalista.
Os Inocentes vão levar o clima banquinho-e-violão para o palco: a versão deluxe de Antes do fim vai ser lançada no Blue Note São Paulo, no dia 12 de maio. Além de Anselmo Monstro (baixo), Clemente Nascimento (voz e guitarra), Nonô (bateria) e Ronaldo Passos (guitarra), o tecladista e pianista Wagner Bernardes e a cantora Tata Martinelli, que tocam no disco, vão dividir o palco com eles.
Clemente diz que a banda vai se dedicar para levar os mesmos arranjos do disco para o show, e acrescenta que a onda desplugada é só uma das faces da banda. “Esse acústico é um projeto que anda juntamente com o elétrico, não paramos um pra fazer o outro”, afirma. Recentemente, o grupo comemorou 40 anos de seu EP de estreia, Pânico em SP (1986).
Foto: Caru Leão / Divulgação
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Tangolo Mangos mostra disputa entre amigos por uma mulher no clipe de “Dominó”

RESUMO: A Tangolo Mangos lança o clipe de Dominó, primeiro vídeo do álbum Pedágios y caronas, transformando a música em uma narrativa sobre rivalidade entre amigos por uma mulher.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Still de Dominó
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A banda soteropolitana Tangolo Mangos lançou o videoclipe de Dominó (Citação: Falando nisso), primeiro capítulo audiovisual de seu novo disco, Pedagios y caronas, lançado neste ano pela Deck (e resenhado pela gente aqui). Dirigido por Giovanna Castellari e Hernan Marques, o vídeo mostra uma narrativa inspirada nas relações de desejo, parceria e disputa.
A música usa o dominó como metáfora. Mas se você está achando que o clipe tem uma partida de dominó, se enganou redondamente: o vídeo acompanha dois amigos que entram em um bar e passam a disputar a atenção de uma mulher. A metáfora do jogo serve como ponto de partida para explorar a dinâmica entre cumplicidade e rivalidade.
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“Desde os primeiros acordes eu sentia que Dominó carregava uma grande potência dramática. A primeira regra que estabelecemos foi que o clipe não poderia ser óbvio nem retratar uma partida de dominó. Passamos então a pensar como traduzir as dinâmicas do jogo para a vida. Foi no flerte que encontramos esse terreno fértil: às vezes estamos completamente sincronizados com nosso parceiro, outras vezes colocamos nossos desejos acima da vitória coletiva”, explica a diretora Giovanna Castellari.
Filmado no Espaço UM55, em São Paulo, o clipe aposta em uma linguagem cinematográfica, com fotografia de alto contraste e direção de arte detalhada. Entre as referências visuais estão os filmes E sua mãe também, de Alfonso Cuarón, e Cidade baixa, de Sérgio Machado.
O vídeo também traz referências à trajetória da banda, como a aparição de Bruno “Neca” Fechine, percussionista e vocalista da faixa (e autor de Dominó, também) em projeções e objetos espalhados pelo cenário, incluindo capas de discos, flyers e fotografias dos integrantes. A opção de deixar a banda em segundo plano faz parte da proposta de privilegiar a narrativa e os personagens.
Neca contou no lançamento do single Dominó que a faixa nasceu de um deslocamento pessoal: a mudança de Salvador para São Paulo. “Eu já não sabia mais do dia a dia em Salvador, mas ainda não me sentia pertencente aqui. É uma zona cinza, onde você não se sente mais de um lugar, mas também não é do outro”, diz o autor. A letra usa o dominó como metáfora, seja no jogo de olhares, no flerte ou na confiança entre parceiros.
A música nova vem da experiência de Neca com seus amigos durante essa transição – e fala de pertencimento construído no caminho, no erro compartilhado e na parceria, sempre com memórias simples e orientando o seguir em frente. “Eu joguei muito com meu amigo ao me mudar para São Paulo, e me faz pensar na amizade, em não se levar pela ganância de sua própria mão, de se lembrar que o erro é comum se estamos juntos para reconhecer”, recorda Bruno.
Dominó ainda traz citação de Falando nisso, faixa solo de Valentim Frateschi, integrante da banda Os Fonsecas – e lançada por ele no álbum Estreito. A música foi tratada como referência melódica durante o processo de composição e acabou ficando na versão final. “Por mais que não pareça tanto, aconteceu esse intercâmbio de intenção. A melodia foi ficando, das demos até a hora da gravação e já não tinha mais como não usar”, pontua Bruno.
A banda já anuncia que o clipe de Dominó abre caminho para novos vídeos inspirados em Pedagios y caronas, álbum que registra uma fase mais direta da Tangolo Mangos sem abandonar a mistura de ritmos brasileiros com influências que passam pelo rock, soul e city pop. Sugestão nossa: que tal um vídeo de Ohayo saravá?
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Gatta Morta: supergrupo une Buzz Osborne (Melvins) e Jeff Pinkus (Butthole Surfers)

RESUMO: Buzz Osborne (Melvins) e Jeff Pinkus (Butthole Surfers) formam o Gatta Morta, supergrupo de sludge e metal experimental / corrosivo que estreia com o EP Burn witch burn e o single Black hall.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Keturah Bishop / Divulgação
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Artistas do rock indie unindo forças não é algo incomum, mas quando artistas do peso e da corrosão indie se juntam… Bom, mesmo que seja comum, é sempre digno de nota. Agora é a vez de Buzz Osborne (Melvins) e Jeff Pinkus (Butthole Surfers) fazerem som juntos, numa banda chamda Gatta Morta.
A banda também inclui Coady Willis, baterista do Big Business/High On Fire, que também faz parte da formação com dois bateristas do Melvins há quase 20 anos, e Clinton Jacob, da dupla de Chicago Mr. Phylzzz. “Sempre é um bom momento para o mundo abraçar uma nova banda de heavy metal/estranha. Tive a ideia para o Gatta Morta enquanto estava em turnê no outono passado. Percebi que precisava formar uma banda com esses três. Pareceu óbvio. Rock estranho de verdade que precisa acontecer”, diz Osborne.
O grupo acaba de estrear com o EP Burn witch burn, que sai pelo selo Amphetamine Reptile, mas boa sorte a quem quiser ouvi-lo, porque até o momento nos aplicativos de música saiu só o single Black hall. Não tem nem no YouTube, nem no bom e velho Soulseek – talvez haja fãs upando as músicas em algum Reddit. O single, que está creditado ao selo Ipecac no Soulseek, é um baita monstrengo sludge, que abre com guitarra simples e bateria quase fúnebre, antes de emendar num metal lento e perturbador.
Confira Black hall, a capa do EP e a lista de faixas de Burn witch burn aí embaixo.

LISTA DE FAIXAS
01. Taco bellboy
02. Victims of the universe
03. Black hall
04. Clear smoke
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Hoobastank volta ao Brasil para seis shows

RESUMO: Hoobastank volta ao Brasil em novembro para seis shows, incluindo uma apresentação em São Paulo, trazendo hits como The reason e novidades como o single How do you sleep?, lançado em 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Hoobastank volta ao Brasil em novembro para seis apresentações, incluindo o retorno a São Paulo quase 11 anos depois da primeira passagem da banda pelo país. O grupo californiano, conhecido pelo sucesso mundial de The reason, chega após participações no Rock in Rio Lisboa e no Vans Warped Tour, nos Estados Unidos.
A turnê começa em 1º de novembro, no Somos Rock Festival, em Vila Velha (ES), e passa por Belo Horizonte (Mister Rock, 2/11), Curitiba (Tork n’ Roll, 4/11), Campinas (MultiArena, 6/11), São Paulo (Terra SP, 7/11) e Nova Iguaçu (Rock Festival, 8/11). O show paulistano também terá apresentações de Di Ferrero e Dead Fish.
Aléxia será a convidada das cinco primeiras datas, com exceção do festival em Nova Iguaçu. A cantora, que lançou em 2026 o álbum Garra, vem de uma sequência de apresentações que inclui o João Rock, em Ribeirão Preto.
Formado em 1994, em Agoura Hills, na Califórnia, o Hoobastank chega ao Brasil com Doug Robb (vocais), Dan Estrin (guitarra), Chris Hesse (bateria) e Jesse Charland (baixo). A banda ganhou projeção internacional no começo dos anos 2000 com uma mistura de rock alternativo, pós-grunge e refrões melódicos.
O álbum Hoobastank, lançado em 2001, apresentou músicas como Crawling in the dark, Running away e Remember me, mas foi com The reason, de 2003, que o grupo alcançou seu maior sucesso. Produzido por Howard Benson, o disco chegou ao terceiro lugar da Billboard 200 e teve a faixa-título como um dos grandes hits do rock dos anos 2000.
Mais de 20 anos depois, a faixa continua encontrando novos públicos. The reason ultrapassou 1,5 bilhão de reproduções no Spotify e voltou a circular na cultura pop em momentos como a tendência #NotAPerfectPerson, no TikTok, e a presença na série Treta, da Netflix.
“Todos os dias, somos marcados em vídeos de pessoas fazendo versões da música. É incrível”, afirmou Dan Estrin sobre a permanência da faixa no cotidiano dos fãs.
Em 2026, o Hoobastank também apresentou uma nova música: How do you sleep?, primeiro lançamento inédito desde Push pull, de 2018. A faixa marcou o reencontro da banda com Howard Benson, produtor de Hoobastank e The reason, e foi apresentada ao vivo durante o Vans Warped Tour, em Washington, D.C.
“É bom voltar a lançar música nova. É como se uma válvula de pressão criativa tivesse sido aberta”, afirmou Doug Robb sobre o momento atual do grupo.
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SERVIÇO
Hoobastank em Vila Velha/ES
Data: 1/11, domingo
Evento: Somos Rock Festival
Local e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.
Hoobastank em Belo Horizonte/MG
Data: 2/11, segunda-feira
Local: Mister Rock
Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MG
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.
Hoobastank em Curitiba/PR
Data: 4/11, quarta-feira
Local: Tork n’ Roll
Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PR
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.
Hoobastank em Campinas/SP
Data: 6/11, sexta-feira
Local: MultiArena
Endereço: Avenida Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, 2156, Jardim Conceição, Sousas, Campinas/SP
Ingresso aqui.
Artista convidada: Aléxia
Hoobastank em São Paulo/SP
Data: 7/11, sábado
Local: Terra SP
Endereço: Avenida Salim Antônio Curiati, 160, Campo Grande, São Paulo/SP
Artistas convidados: Aléxia + Di Ferrero + Dead Fish
Ingresso aqui.
Hoobastank em Nova Iguaçu/RJ
Data: 8/11, domingo
Cidade: Nova Iguaçu/RJ
Evento: Rock Festival
Local e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026
Ingresso: em breve








































