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Urgente!: Michael Stipe reaparece em Os Simpsons e reacende papo de volta do R.E.M.

O site Stereogum jogou um veneninho esperançoso no retorno de Michael Stipe à Springfield: o eterno vocalista do R.E.M. participou de Homer? A Cracker Bro?, o último episódio da 37ª temporada de Os Simpsons. Detalhe: 25 anos após o grupo aparecer num episódio de Ação de Graças, quando Homer Simpson convenceu o R.E.M. a tocar num bar de garagem com uma desculpa ambiental meio fajuta.
Tom Breiham, do Stereogum, mandou essa: “Quantas vezes Os Simpsons trouxeram de volta participações especiais sem escalá-las como personagens recorrentes, como Phil Hartman ou Kelsey Grammer? Devem ter feito isso pelo menos algumas vezes nos últimos anos, mas não estou por dentro dos episódios recentes dos Simpsons nesse sentido”.
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Nem foi só o Stereogum: Alexandre Matias escreveu no insta de seu site Trabalho Sujo que “o R.E.M. é outra ex-banda que está só ciscando repercussão pra ver se vale a pena voltar aos palcos”. Seja lá o que vem por aí, no último domingo, o final da temporada mostrou o ex-R.E.M. cantando uma versão zoeira de Everybody hurts. O hit anti-suicídio do grupo foi transformado em jingle sobre biscoitos sem migalhas (“Everybody Kirks, crumb times”), com o avatar de Stipe vestido igual ao clipe original da música.
A versão amalucada rola porque o episódio mostra Homer e Kirk Van Houten, pai do personagem Milhouse, abrindo juntos uma empresa de biscoitos sem farelo. Só que, mesmo com o sucesso da empreitada, a vida de Kirk “vira de cabeça para baixo depois de sofrer um episódio maníaco que o deixou deprimido” (segundo a sinopse original). Stipe ficou felizão de aparecer no desenho: “Fiquei extremamente lisonjeado por ser convidado a retornar ao universo de Os Simpsons, e particularmente com essa grande mensagem de esperança”, escreveu Stipe no insta da banda.
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Michael não foi a única celebridade retratada no final da temporada de Simpsons. O episódio duplo (!) trouxe no primeiro dia Marge indo à Filadélfia para inscrever o Ajudante de Papai Noel na Exposição Nacional de Cães, e contou com participações especiais de vozes famosas da Filadélfia, como Questlove, Boyz II Men e Quinta Brunson, além de Noah Wylie, Katherine LaNasa e Taylor Dearden, da banda The Pitt.
O episódio de 2001 você recorda abaixo.
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Olivia Rodrigo lança single “The cure” (!) no Dia Mundial do Gótico

Já ouviu falar do Dia Mundial do Gótico? É nesta sexta, dia 22 de maio, e será também a data de lançamento de mais um single de Olivia Rodrigo, cujo nome é… The cure.
A faixa nova vai se seguir a Drop dead, e será mais um single a adiantar o terceiro álbum de Olivia, You seem pretty sad for a girl in love, anunciado para 12 de junho. Olivia aproveitou para dizer que The cure é sua música favorita do novo disco e uma das preferidas de toda sua carreira até agora. Talvez a foto abaixo, que ela usou para divulgar o single, seja a capa.
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E o povo quer saber: afinal, essa faixa é o resultado da suposta colaboração entre ela e Robert Smith, do Cure? É uma homenagem à banda? Aliás se for, será outra homenagem – a letra de Drop dead cita Just like heaven, hit do grupo. De qualquer jeito, é mais um reforço na amizade dos dois. Robert revelou recentemente à Vogue britânica que ele e Olivia Rodrigo passaram um tempo gravando juntos.
Teve mais: durante o show dela no Festival de Glastonbury, Smith subiu ao palco com Olivia para cantar dois hits do Cure (Friday I’m in love e Just like heaven) e foi apresentada por ela como “talvez o maior compositor surgido na Inglaterra” e “um herói pessoal meu”. E ele conta que “ela me liga bastante para falar sobre roupas e moda – e tivemos algumas noites memoráveis juntos no estúdio. Mal posso esperar para ouvir o que ela fará em seguida!”.
A Vogue britânica, aliás, descreveu o próximo álbum como o “mais experimental” dela até agora – Olivia diz que o disco tem canções de amor tristes (“percebi que todas as minhas canções de amor românticas favoritas eram lindas porque tinham um toque de medo ou saudade”, explica).
Mas ela conta que muito de You seem pretty sad… veio das experiências legais que viveu em Londres, e que dessa vez ela se desafiou a fazer as músicas numa onda de alegria. “Quando você está se sentindo conectado com alguém ou se sentindo muito bem, você não fica pensando em poemas agridoces!”, contou.
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Ludovic: punk contra a ganância em “Dilúvio de dinheiro algum”

Tem disco do Ludovic vindo aí. O grupo liderado pelo cantor e compositor Jair Naves prepara para 2026 um disco novo, previsto para o segundo semestre pela Balaclava Records. Dois singles já haviam adiantado o álbum, Desde que eu morri e Pedestal, e agora é a vez de Dilúvio de dinheiro algum, uma música com vibe punk evidente e vocais quase falados – parece até o rock de garagem praticado nos anos 1990 e 2000, mas com outros climas misturados.
A letra é pura crítica ao clima de “topa tudo por dinheiro” dos dias de hoje. “É basicamente uma reflexão sobre as implicações éticas e morais do atual estágio predatório do capitalismo”, conta Jair Naves, vocalista e autor da letra. “Tentei traduzir a urgência do instrumental em versos que expressam o choque dessa inversão de valores, em que se coloca o lucro acima de qualquer questão humanitária ou social”, diz ele, sobre versos como “dilúvio de dinheiro algum / vai maquiar sua pequenez” e “ganância nem sequer é o nome / qualquer traço de decência some / nem o inferno há de te acolher”.
“Quando estava compondo essa faixa, queria trazer algo que remetesse à visceralidade do primeiro álbum do Ludovic, mas que trouxesse novos elementos”, conta Eduardo Praça, autor da melodia, e guitarrista do grupo. “Nessa interseção, pensei em uma banda que é uma grande referência como guitarrista do Ludovic, que é o Wipers. Isso, somado ao brilhante vocal urgente do Jair Naves, acho que temos uma música única na discografia da banda, da qual estou muito orgulhoso de poder ter colaborado!”.
“É sempre um desafio extra compor em cima de bases instrumentais feitas por outras pessoas, sem que eu tenha qualquer participação na construção da harmonia ou coisa do tipo. Levou um tempinho para conseguir encaixar minha voz na ideia inicial, mas o resultado final acabou sendo uma das minhas letras preferidas em todo o disco”, acrescenta Jair. A banda conta também que trata-se da faixa mais curta e urgente do álbum.
Liderado pelo cantor e compositor Jair Naves, o Ludovic iniciou suas atividades com um EP autointitulado em 2000. Após diversas mudanças de formação em seus primeiros anos de existência, a banda consolidou-se com a entrada dos guitarristas Eduardo Praça (Apeles e Quarto Negro) e Zeek Underwood (Shed, Mudhill, Reffer e Single Parents). Desde os primeiros shows de reunião, quem assume a bateria é Rodrigo Montorso (Hateen e Diagonal).
Foto: José Menezes / Divulgação
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Libby Ember: saudades do ex em “I’ll stand in the doorway”

Cantora e compositora do Canadá, Libby Ember é boa em captar estados de absoluta tristeza em sua música – ainda mais quando o tema são relacionamentos que foram pro vinagre ou acabaram de repente. Depois dos singles Let me go e News at the party, no começo de 2026, ela retorna com I’ll stand in the doorway, canção pop-folk que fala sobre como é superar o fim de um relacionamento quando você ainda está ligado / ligada ao mundo do seu ex-amor – e tem que andar pelas mesmas ruas que você andava com a pessoa.
O clima da faixa é de total bedroom pop, som feito no quarto, e para ouvir no quarto. E foi inspirado numa experiência real, daquelas em que você sabe que acabou, mas ainda tem esperança – aliás, mesmo sabendo que não tem roubada maior do que voltar pro ex. “Eu não consigo realmente voltar para o quarto, para a vida de alguém”, explica Libby. “Mas estou dizendo a essa pessoa que nunca estarei longe e que, se algum dia ela quiser me deixar voltar, estarei pronta”.
Dessa vez, Libby queria que a música soasse imersiva e reflexiva, mostrando toda a emoção e confusão desses estados nas guitarras e nos sintetizadores. “Queríamos que a música transmitisse uma sensação de plenitude. Quando ouço uma música triste repleta de elementos, ela me atinge em cheio”, conta ela, que teve a colaboração do seu pai, Eldad Tsabary, na faixa. Eldad assumiu as funções de gravação e produção em seus trabalhos recentes, e deu uma força na paisagem emocional da faixa.
“Meu pai tem um ouvido muito apurado e criativo para pequenos detalhes”, explica Libby . “É uma experiência incrível vê-lo trabalhar, principalmente porque é muito fácil comunicar exatamente o que eu quero para ele”.
- Mallory Hawk: country-rock com cara de anos 1990 em Revolver
- Ouvimos: Heliara – Everything’s a love song (EP)








































