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Rush volta ao Brasil com turnê “Fifty something” – veja datas e preços

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Rush volta ao Brasil em janeiro de 2027 com a turnê Fifty something. Shows em cinco capitais, dois sets por noite e homenagem a Neil Peart.

RESUMO: Rush volta ao Brasil em janeiro de 2027 com a turnê Fifty something. Shows em cinco capitais, dois sets por noite e homenagem a Neil Peart. Ingressos à venda a partir desta quarta para clientes Itaú.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação 30e

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Os fãs do Rush têm tipo pouco menos de um ano para preparar o coração. A banda volta ao Brasil em janeiro de 2027 com a turnê Fifty something, que passa pela América do Sul, Reino Unido e Europa depois de uma série de datas na América do Norte em 2026.

No Brasil, a turnê passa por Curitiba (Arena da Baixada, 22 de janeiro de 2027), São Paulo (Allianz Parque, 24 de janeiro), Rio de Janeiro (Engenhão, 30 de janeiro), Belo Horizonte (Mineirão, 1 de fevereiro de 2027) e Brasília (Mané Garrincha, 4 de fevereiro). Os shows são no formato “an evening with”: dois sets por noite e repertórios variáveis, montados a partir de mais de 40 músicas do catálogo da banda.

À frente do projeto estão Geddy Lee e Alex Lifeson, que retomam o repertório do trio também como forma de lembrar o baterista e letrista Neil Peart, morto em 2020. Para essa nova fase, os dois tocam acompanhados da baterista, compositora e produtora alemã Anika Nilles, que já atuou como baterista de Jeff Beck em mais de 60 shows e lançou quatro álbuns solo. O tecladista Loren Gold (The Who, Roger Daltrey) também vai estar na formação que sobe ao palco.

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A pré-venda para clientes Itaú começa nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, às 10h, com desconto. A venda geral abre em 27 de fevereiro, às 11h, pelo site da Eventim. Agora, se os fãs vão ter um ano pra preparar as emoções… Bem, são dois dias para preparar o bolso ou pelo menos o cartão de crédito (a inteira da Pista Premium, por exemplo, custa R$ 1.145,00 – dentre as várias opções oferecidas, há a Limelight Hot Seat Vip Experience, cuja inteira custa a bagatela de R$ 14.005,00).

Essa tal opção, que custa o mesmo que uma moto Yamaha Lander usada, dá a quem compra uma “excelente visão do palco”, além de meet & greet oficial com Geddy Lee e Alex Lifeson (incluindo uma foto profissional), tour pelos bastidores da produção, acesso ao lounge pré-show oficial Rush Xanadu (com bar pago + petiscos de cortesia), autógrafos (com direito a um item por convidado), dois vouchers de bebida (alcoólica ou não alcoólica), dois itens de merchandising exclusivos, uma credencial comemorativa com cordão, compra de merchandising sem filas antes do show, check-in VIP, equipe dedicada, entrada prioritária e atendimento via celular.

Sobre a turnê, Geddy Lee afirma: “Mal podemos esperar para voltar a todas essas cidades em que não tocamos há tanto tempo, assim como visitar alguns novos lugares onde ainda não nos apresentamos. Tanto Alex quanto eu estamos adorando as horas de ensaio que estamos passando com Anika e agora com Loren, aprendendo cerca de 40 músicas, o que nos permitirá manter os shows em constante evolução, tocando canções diferentes em noites diferentes”, diz.

“Estamos entusiasmados por muitos membros de nossa equipe de longa data terem retornado para nos ajudar a criar o tipo de show do Rush que os fãs se acostumaram a esperar de nós. Esperamos sinceramente que vocês venham celebrar conosco 50 anos da música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem tão aguardada e que ele tão merecidamente merece”, continua.

O grupo tem feito lançamentos explorando seu catálogo, como a compilação Rush 50 (Anniversary Super Deluxe), do ano passado. E já programou para o dia 13 de março um boxset expandido de seu décimo álbum de estúdio, Grace under pressure (2024). A nova edição traz uma nova mixagem do álbum por Terry Brown e a gravação completa ao vivo da apresentação na cidade natal da banda, no Maple Leaf Gardens, em Toronto, em setembro de 1984.

Carrie Nuttall-Peart e Olivia Peart, viúva e filha de Neil, compartilham: “Estamos entusiasmadas em apoiar a turnê Fifty Something, celebrando uma banda cuja música ressoou e inspirou fãs por gerações, e em honrar o extraordinário legado de Neil como baterista e letrista. A musicalidade de Neil era singular. Composições de intricada complexidade e força que ampliaram aquilo que o próprio ritmo poderia expressar”.

“Como baterista e letrista, ele era insubstituível. Inimitável em sua arte e incomparável na profundidade e imaginação que trouxe às letras que inspiraram e emocionaram tantos, ele moldou profundamente a forma como os fãs se conectavam com ele e com a banda, dando voz e significado às suas próprias vidas. Ao entrar neste novo capítulo, a banda promete algo verdadeiramente inesquecível. Estamos animadas para ver como essa nova visão se desenvolverá e para ouvir essa música lendária sendo tocada ao vivo mais uma vez”, completam.

SERVIÇO
Rush: Fifty Something South American Tour
Realização: 30e
Apresentado por: Itaú
RESUMO DAS DATAS E LOCAIS
22 de janeiro de 2027 – Curitiba – Arena da Baixada
24 de janeiro de 2027 – São Paulo – Allianz Parque
30 de janeiro de 2027 – Rio de Janeiro – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
1 de fevereiro de 2027 – Belo Horizonte – Estádio Mineirão
4 de fevereiro de 2027 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha

CURITIBA
Data: 22 de janeiro de 2027 (sexta-feira)
Local: Arena da Baixada – Rua Buenos Aires, 1260 – Batel – Curitiba/PR
Horário de Abertura da casa: 16h
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Setores e preços:
Cadeira Superior – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Pista – R$ 272,50 (meia-entrada) | R$ 545,00 (inteira)
Cadeira Inferior – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Lounge Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Boxes – R$ 1.145,00
Choperia – R$ 1.145,00
Stick It Out Hot Seat Vip Experience – R$ 933,50 (meia-entrada) | R$ 1.306,00 (inteira)
Superconductor Early Entry Package – R$ 1.408,50 (meia-entrada) | R$ 1.981,00 (inteira)
Closer To The Heart Hot Seat Experience – R$ 1.902,50 (meia-entrada) | R$ 2.275,00 (inteira)
Limelight Hot Seat Vip Experience – R$ 13.652,50 (meia-entrada) | R$ 14.005,00 (inteira)
Pré-venda clientes Itaú: 25 de fevereiro, às 10h, até 27 de fevereiro, às 10h
Venda geral: 27 de fevereiro, 11h (on-line e na bilheteria oficial)
Vendas online em: eventim.com.br/Rush
Bilheteria oficial: Mais informações em breve

SÃO PAULO
Data: 24 de janeiro de 2027 (domingo)
Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo/SP
Horário de Abertura da casa: 16h
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Setores e preços:
Cadeira Superior – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Pista – R$ 272,50 (meia-entrada) | R$ 545,00 (inteira)
Cadeira Inferior – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Stick It Out Hot Seat Vip Experience – R$ 933,50 (meia-entrada) | R$ 1.306,00 (inteira)
Superconductor Early Entry Package – R$ 1.408,50 (meia-entrada) | R$ 1.981,00 (inteira)
Closer To The Heart Hot Seat Experience – R$ 1.902,50 (meia-entrada) | R$ 2.275,00 (inteira)
Limelight Hot Seat Vip Experience – R$ 13.652,50 (meia-entrada) | R$ 14.005,00 (inteira)
Pré-venda clientes Itaú: 25 de fevereiro, às 10h, até 27 de fevereiro, às 10h
Venda geral: 27 de fevereiro, 11h (on-line e na bilheteria oficial)
Vendas online em: eventim.com.br/Rush
Bilheteria oficial: Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP
Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

RIO DE JANEIRO
Data: 30 de janeiro de 2027 (sábado)
Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) – Rua José dos Reis, 425 – Engenho de Dentro – Rio de Janeiro/RJ
Horário de Abertura da casa: 16h
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Setores e preços:
Cadeira Superior Leste – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,OO (inteira)
Cadeira Superior Oeste A – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,OO (inteira)
Cadeira Superior Oeste B – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,OO (inteira)
Pista – R$ 272,50 (meia-entrada) | R$ 545,00 (inteira)
Cadeira Inferior Leste – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Cadeira Inferior Oeste – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Stick It Out Hot Seat Vip Experience – R$ 933,50 (meia-entrada) | R$ 1.306,00 (inteira)
Superconductor Early Entry Package – R$ 1.408,50 (meia-entrada) | R$ 1.981,00 (inteira)
Closer To The Heart Hot Seat Experience – R$ 1.902,50 (meia-entrada) | R$ 2.275,00 (inteira)
Limelight Hot Seat Vip Experience – R$ 13.652,50 (meia-entrada) | R$ 14.005,00 (inteira)
Pré-venda clientes Itaú: 25 de fevereiro, às 10h, até 27 de fevereiro, às 10h
Venda geral: 27 de fevereiro, 11h (on-line e na bilheteria oficial)
Vendas online em: eventim.com.br/Rush
Bilheteria oficial: Estádio Nilton Santos (Engenhão) – Rua das Oficinas, s/n – Engenho de Dentro – Rio de Janeiro/RJ
Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h. Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

BELO HORIZONTE
Data: 1 de fevereiro de 2027 (segunda-feira)
Local: Estádio Mineirão – Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001 – São José, Belo Horizonte – MG
Horário de Abertura da casa: 16h
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Setores e preços:
Cadeira Superior Turquesa – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Cadeira Superior Roxa – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Cadeira Superior Laranja – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Pista – R$ 272,50 (meia-entrada) | R$ 545,00 (inteira)
Cadeira Inferior Turquesa – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Cadeira Inferior Roxa – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Cadeira Inferior Laranja – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Stick It Out Hot Seat Vip Experience – R$ 933,50 (meia-entrada) | R$ 1.306,00 (inteira)
Superconductor Early Entry Package – R$ 1.408,50 (meia-entrada) | R$ 1.981,00 (inteira)
Closer To The Heart Hot Seat Experience – R$ 1.902,50 (meia-entrada) | R$ 2.275,00 (inteira)
Limelight Hot Seat Vip Experience – R$ 13.652,50 (meia-entrada) | R$ 14.005,00 (inteira)
Pré-venda clientes Itaú: 25 de fevereiro, às 10h, até 27 de fevereiro, às 10h
Venda geral: 27 de fevereiro, 11h (on-line e na bilheteria oficial)
Vendas online em: eventim.com.br/Rush
Bilheteria oficial: Loja Eventim BH – Shopping 5ª Avenida – Rua Alagoas, 1314 – Savassi – Belo Horizonte/MG
Funcionamento: Segunda à Sexta das 10h às 19h | Não há funcionamento em feriados e emendas de feriados

BRASÍLIA
Data: 4 de fevereiro de 2027 (quinta-feira)
Local: Arena BRB Mané Garrincha – Eixo Monumental – SRPN – Asa Norte, Brasília/DF
Horário de Abertura da casa: 16h
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis
Setores e preços:
Cadeira Superior – R$ 222,50 (meia-entrada) | R$ 445,00 (inteira)
Pista – R$ 272,50 (meia-entrada) | R$ 545,00 (inteira)
Cadeira Inferior – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Camarote – R$ 372,50 (meia-entrada) | R$ 745,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 572,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira)
Stick It Out Hot Seat Vip Experience – R$ 933,50 (meia-entrada) | R$ 1.306,00 (inteira)
Superconductor Early Entry Package – R$ 1.408,50 (meia-entrada) | R$ 1.981,00 (inteira)
Closer To The Heart Hot Seat Experience – R$ 1.902,50 (meia-entrada) | R$ 2.275,00 (inteira)
Limelight Hot Seat Vip Experience – R$ 13.652,50 (meia-entrada) | R$ 14.005,00 (inteira)
Pré-venda clientes Itaú: 25 de fevereiro, às 10h, até 27 de fevereiro, às 10h
Venda geral: 27 de fevereiro, 11h (on-line e na bilheteria oficial)
Vendas online em: eventim.com.br/Rush
Bilheteria oficial: Mais informações em breve

Benefício para clientes Itaú
Pré-venda exclusiva com 15% de desconto no valor dos ingressos para compras com cartões de crédito
*Compra de 4 ingressos por CPF – sendo aplicável somente a ingressos inteira, de qualquer setor, sujeito a disponibilidade
Parcelamento em até 3x sem juros;
O parcelamento em até 3x sem juros é válido para qualquer compra com cartão Itaú, na pré-venda ou não, tenha desconto, ou não no ingresso.

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Nos palcos do Rio: Nina Maia, Will Calhoun, Tacy, Guga Bruno, Disstantes

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Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

No dia 22 de março, a paulista Nina Maia leva o repertório de seu álbum Inteira para o Lollapalooza Brasil. E antes disso, nesta quarta (11), ela faz um raro show no Rio, às 20h30, no Manouche, casa de shows na Zona Sul carioca. Quem ficou fã dela a partir do primeiro disco, pode esperar um show muito baseado em uma estreia – aliás, o repertório vai ser o mesmo que ela vai apresentar no Lolla, como num sideshow em terras cariocas para quem não puder ir ao festival.

E vale informar que não é só o Rio que vai poder assistir ao show de Nina antes do Lollapalooza: na quinta (12), ela se apresenta no A Autêntica, em Belo Horizonte. Depois de passar pelo Autódromo de Interlagos, ela vai a Porto Alegre (dia 16 de abril, no Espaço 373) e volta a SP (dia 30 de abril, na Casa Natura Musical).

***

O Living Colour, que fez shows no Brasil há alguns dias, continua entre nós – e na figura de um dos maiores artífices de seu som, o batera Will Calhoun, que desde o fim dos anos 1980, segue explorando caminhos entre o rock, o jazz e ritmos de várias partes do mundo. Neste domingo (15), às 18h, Calhoun aparece em um encontro especial que por acaso vai rolar… também no Manouche (aliás, vale ficar de olho na programação da casa).

No palco, ele divide a noite com o pandeirista Marcos Suzano, referência absoluta da percussão brasileira, além do DJ Marcelinho da Lua, responsável por beats, samples e colagens sonoras, e do músico Guilherme Gê, que trabalha com bass moog, teclados e texturas eletrônicas.

A proposta da apresentação é aberta: improvisar, experimentar e deixar que a música aconteça no momento. Jazz, rock, eletrônica e ritmos brasileiros entram nessa conversa sem roteiro rígido, numa dessas situações em que músicos de trajetórias bem diferentes se encontram para ver até onde a mistura pode chegar.

***

“Na quinta que vem (12/3) vamos comemorar a 30ª edição do Rockarioca Convida no La Esquina, olha que legal. Estamos fazendo o evento desde julho de 2023!”, avisa Pedro Serra, o criador do coletivo que reúne bandas do Rio (e integrante do Estranhos Românticos). E a festa é com dois artistas acostumados ao formato voz e violão, mas que dessa vez eletrizam sua música e convidam bandas para dividir o palco.

A cantora e compositora Tacy, radicada em Niterói e conhecida pela voz rouca e presença intensa, sobe ao palco às 20h30 acompanhada de convidados: Luli Nepomuceno (Flores de Plástico), Bruno Leiroza (Mokambo) e Mila Castro. E se você não está ligando o nome à pessoa, foi Tacy que interpretou a personagem principal de Cássia Eller – O musical.

Na sequência, às 21h30, é a vez de Guga Bruno voltar aos palcos com banda completa. O cantor e guitarrista, dono de sete álbuns e várias trilhas premiadas, aparece ao lado dos Inoxidáveis – Melvin Ribeiro, Marcelão de Sá e Fred Castro – revisitando parte de seu repertório, que circula entre MPB e rock setentista. E se você pensou “espera aí, conheço esse nome”… Provavelmente você era fã do Lasciva Lula, ex-banda de Guga, que marcou época no indie carioca nos anos 2000.

***

E a banda Disstantes, um dos nomes mais fodas (desculpe o palavrão, mas que é verdade, é) do meio indie carioca, lança o clipe de sua música CDD x SG nesta sexta (13) com uma festa no CC Lado B, na Praça XV, no centro do Rio. A faixa faz parte do álbum Cybertrópico (resenhado pela gente aqui) e ganha sua primeira exibição pública em um evento que mistura show, projeção e pista de dança.

Dirigido por Wilbor Domina, o vídeo aposta numa estética urbana e traz o influenciador Ofichina como um motoboy em clima distópico. Além do show da banda, a noite terá DJ set de Marcelinho da Lua (opa, como você já viu ali em cima, no domingo ele estará com o Will Calhoun) e discotecagem de Wilbor ao lado do coletivo Big Baby Produções. E a ideia é transformar o lançamento em um encontro de cenas e gerações da música alternativa carioca.

SERVIÇOS:
NINA MAIA. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Quarta (11) às 20h30 (abertura da casa às 19h30). Ingressos aqui.
WILL CALHOUN. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Domingo (15), às 18h. Ingressos aqui.
ROCKARIOCA CONVIDA TACY E GUGA BRUNO. La Esquina. Avenida Mem de Sá 61, Lapa). Quinta (12). Horários: 19h30 (casa abre), 20h30 (Tacy), 21h30 (Guga Bruno), 23h (festa da casa). Ingressos aqui.
SEXTA 13 NO GRAU + DISSTANTES. CC Lado B. Rua Primeiro de Março 14, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro. Sexta (13), às 20h30. Ingressos aqui.

Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

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Buffalo Tom, referência do indie noventista, anuncia shows no Brasil pra ano que vem

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Buffalo Tom (Foto: Mark Cameron / Divulgação)

Quem cresceu ouvindo rock alternativo nos anos 1990 provavelmente esbarrou cedo ou tarde no Buffalo Tom. O trio de Boston sempre ocupou um lugar curioso no universo indie: não era exatamente barulhento como o grunge mais pesado, nem tão acessível quanto boa parte do college rock da época. O som deles ficava no meio do caminho: guitarras emotivas, melodias fortes e letras que pareciam falar diretamente com quem estava ouvindo. Esse equilíbrio acabou transformando a banda numa referência discreta, mas muito respeitada, para quem acompanha o indie desde então.

Agora, décadas depois, o Buffalo Tom finalmente vem ao Brasil. O grupo toca em Curitiba no dia 25 de fevereiro de 2027, no Jokers, e dois dias depois, em 27/02, passa por São Paulo para um show no Cine Joia. A turnê é organizada pela guerreira Maraty, e os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira (13), às 10h, pela Fastix.

Formado em 1986, o Buffalo Tom é um daqueles casos raros de banda que atravessou décadas praticamente sem mudar nada na formação. Bill Janovitz (voz e guitarra), Chris Colbourn (baixo e voz) e Tom Maginnis (bateria) seguem tocando juntos desde o começo, o que ajuda a explicar a identidade sonora tão consistente do grupo. Mesmo quando a moda do rock alternativo mudou várias vezes, eles continuaram produzindo discos com a mesma pegada melódica e sentimental que marcou seus primeiros trabalhos.

A história da banda começa na cena universitária de Massachusetts, num momento em que o rock independente americano começava a ganhar outra cara. Nos primeiros passos, o Buffalo Tom teve uma ajuda importante de J Mascis, líder do Dinosaur Jr., que produziu os dois primeiros álbuns do trio e ajudou a moldar aquele som inicial mais cru e ruidoso. Com o tempo, as guitarras continuaram intensas, mas as músicas ficaram cada vez mais centradas em melodias e refrões marcantes.

Essa virada aparece de forma clara em Let me come over (1992), disco frequentemente citado como o ponto alto da carreira do grupo. Foi ali que surgiu Taillights fade, faixa que acabou virando uma espécie de cartão de visitas emocional da banda. Nos anos seguintes, o Buffalo Tom consolidou uma base fiel de fãs com discos como Big red letter day (1993), Sleepy eyed (1995) e Quiet and peace (2018), além de aparições em rádio, MTV e até televisão.

Ao contrário de muitas bandas de sua geração, o trio nunca virou apenas uma lembrança de época. Em 2024, eles lançaram Jump rope, décimo álbum de estúdio, mostrando que ainda há espaço para novas músicas dentro de uma trajetória que sempre privilegiou canções bem construídas. O destaque desse disco foi a faixa Helmet.

A chegada do Buffalo Tom ao Brasil tem peso especial. Para quem acompanhou a banda nos anos 1990, é a chance de ver de perto um grupo que ajudou a moldar a sensibilidade do indie rock. Para quem descobriu o trio depois, pelos discos ou playlists que continuam circulando, é uma oportunidade rara de encontrar ao vivo uma das bandas mais queridas – e, ao mesmo tempo, mais discretas – daquela geração.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mark Cameron / Divulgação

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A Place To Bury Strangers transforma vagão de metrô em show de noise rock

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A Place To Bury Strangers (Foto: Heather Bickford / Divulgação)

Tem uma coletânea de material raro do A Place To Bury Strangers prontinha pra sair: Rare and deadly, com lançamento previsto para 3 de abril pelo selo Dedstrange, compreende demos, lados B, experimentos abandonados, fragmentos esquecidos, gravações noturnas, fitas estouradas e sessões inacabadas. Tudo tirado direto do arquivo do vocalista e guitarrista do grupo, Oliver Ackerman. O disco já foi anunciado com a ruidosa Everyone’s the same, e dessa vez, vem Acid rain, música que a banda iniciou durante a primeira era Trump – e que vê a luz do dia agora.

“A crueldade parecia não apenas normalizada, mas usada como arma. Ver pessoas no poder coagindo abertamente outras ao silêncio, à submissão e à violência era horrível, e ainda é. O que mais me chocou foi a naturalidade com que tudo acontecia, a facilidade com que as pessoas viravam a cabeça enquanto outras eram esmagadas”, conta Oliver, falando de uma época bem igual à de hoje, já que o presidente alaranjado está de volta.

Já o clipe de Acid rain, dirigido por Gerson Vargas, é uma loucura à parte: tem quase sete minutos e começa em clima tranquilo, acompanhando a banda por uma viagem de metrô em Nova York – só que não é uma viagem qualquer, a banda vai fazer um show rápido e bem ruidoso num dos vagões tocando a nova música. O grupo faz questão de afirmar que nada ali foi refeito e que tudo rolou daquela forma mesmo: uma torrente de feedback, a banda tocando, o metrô rolando nos trilhos. No final, dá para rir com o aviso “não queremos ouvir isso, use headphones”, feito pela companhia de metrô de NYC.

“Os cânticos do início foram gravados durante os protestos de George Floyd em Manhattan e no Brooklyn, vozes reais, ruas reais, medo real misturado com esperança. Por um momento, pareceu que talvez as pessoas finalmente acordassem e rejeitassem essa máquina racista. Mas aqui estamos nós, ainda assistindo a centros de detenção, escravidão moderna e inúmeras outras atrocidades continuarem sob nomes diferentes. Acid rain é raiva, luto e descrença colidindo ao mesmo tempo, o som de assistir à história se repetir enquanto sabemos exatamente o quão errado isso é”, completa Oliver.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Heather Bickford / Divulgação

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