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Cultura Pop

Quando o Blondie abriu para o Rush e foi vaiado

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A princípio, a new wave do Blondie e o rock progressivo do Rush não teriam nada a ver. Aliás, mesmo sem o “a princípio”, não têm nada a ver mesmo – ainda que o Rush passasse até a ter um namorico com a new wave, bem de leve, mas audível em momentos de discos como Permanent waves (1980). O que muita gente não se recorda é que o Blondie, por um cavalo de pau do destino, acabou abrindo um show do Rush em 21 de janeiro de 1979 na Filadélfia.

Quando o Blondie abriu para o Rush e foi vaiado

O título do texto que você está lendo é pra lá de generoso para com o que rolou naquela noite com o Blondie. Isso porque o grupo de Debbie Harry foi extremamente vaiado e o público do Rush só faltou jogar a mãe neles. O que aconteceu foi que a banda que abriria para o Rush tinha dado o cano, e a função sobrou pro Blondie. Só que o público do Rush, que havia esgotado os ingressos, não curtiu muito a ideia.

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O que se comenta daquela noite é que o Blondie foi tão vaiado e levou tanta coisa na cabeça (tudo o que estava no chão de casa de shows, de garrafas a lixo) que não conseguiu levar o set até o fim. “Blondie apareceu e os fãs do Rush começaram a vaiar. Eles tocaram uma música ou duas, e então o lixo começou a voar para o palco. Lembro-me de um dos membros da banda Blondie apontando o dedo e então o baterista chutou sua bateria e começou a sair do palco, seguido pelo resto da banda”, disse um fã aqui.

Outros fãs recordam que Debbie Harry tentou no começo ignorar as vaias, e foi até pra perto do público para cantar One way or another. Não deu certo: até bastões luminosos voaram na cara dela. Depois, a cantora do grupo desviou de uma garrafa jogada na direção dela, mas pegou a garrafa e jogou no público (!). Clem Burke, o baterista, chegou a derrubar a bateria e usar os pratos como escudo para se proteger dos objetos jogados pelo público. O show acabou aí, e Debbie ainda mostrou o dedo para a plateia, berrando “foda-se Filadélfia”, antes de deixar o palco.

>>> Blondie e o disco que quase se chamou “Coca-Cola”

O lance ainda rendeu algumas cartas a jornais. Uma moça chamada Marie O’Donnell estava na plateia e escreveu uma carta ao editor do jornal Philapelphia inquirer, reclamando do esbregue que a plateia deu no grupo. “Trataram o Blondie de uma forma que eu nunca testemunhei antes. O grupo foi atacado com lixo por um público hostil e drogado”, ela escreveu (tem um material sobre o show aqui).

O curioso é que o Blondie abriu para o Rush no Spectrum, casa de shows da Filadélfia onde em 23 de junho de 1978 a banda também havia sido vaiada ao abrir para Alice Cooper. Só que nesse caso o Blondie virou bem o jogo, segundo um fã. “Houve vaias no início. No final da segunda música, a maior parte do público estava gostando. Mas no final da terceira música, aqueles que não gostaram calaram a boca. E no fim do show, não me lembro de ninguém que não tenha gostado do grupo (não só porque eles também terminaram)”, afirmou aqui.

Aproveite e pegue o Blondie aí ao vivo na mesma época, só que em condições bem mais agradáveis.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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