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Lucas Filmes homenageia o pai com single duplo

Beleza na tristeza, e na percepção do legado de amor. Isso tudo aí junto está no DNA do single duplo do cantor e compositor paulistano Lucas Filmes, Pai e Quanto amor. As músicas foram escritas antes e depois da morte de seu pai, em 2024, por complicações de um câncer de pâncreas.
As faixas nasceram de um processo de introspecção e contam com a parceria de Chico Bernardes, que assina gravação e mixagem, além de tocar bateria e chocalho. As letras giram em torno da proximidade do fim e das marcas que esse final deixa, com o artista expondo sentimentos de forma direta. Pai, por exemplo, surgiu durante a operação, com clima herdado de Erasmo Carlos e Mac DeMarco.
“Trata-se de uma cirurgia complicadíssima e de alto risco. Logo, essa música funciona como um pedido para que fique tudo bem, para que possamos continuar vivendo e aprendendo juntos”, explica Filmes. Quanto amor, por sua vez, é uma música que encara a morte de frente.
“Escrevi essa segunda música no dia seguinte ao falecimento do meu pai. Ela conta toda a história dos anos em que lutou contra o câncer e de como foi pra mim e pra minha família. Estava escutando muito Bob Dylan, Nick Drake e Alice Phoebe Lou na época, que acabaram sendo referências para a composição. Também toquei no tributo a Belchior na época e acho que inevitavelmente fui influenciado por isso”, disse, citando uma referência bem clara na música. Lá pelas tantas, em Quanto amor, há também um citação de The end, dos Beatles.
Esse clima de mudanças, de transformação, aparece também na foto da capa do single. “Para fazer a foto da capa, escolhemos um dia de sol para sair e fazer alguns retratos. Usamos uma câmera analógica pinhole, o que significa que cada foto precisou de mais ou menos dez minutos para ser feita. Nesse tempo, muita coisa pode acontecer”, diz a fotógrafa Helena Zilbersztejn, responsável pelos cliques. Lucas posou em duas posições na foto – e o resultado lembra uma fotografia antiga e envelhecida, como se fosse uma imagem do pai dele nos anos 1970 ou 1980.
Foto: Kamila Fehringer / Divulgação
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Colibri promove viagem sonora em novo single, “Tudo isso brilha”

Banda extremamente inventiva do rock brasileiro atual – e resenhada pela gente quando lançou seu álbum mais recente, o variadíssimo 3R [pt. II] – o grupo baiano Colibri decidiu adequar ruído e ouvido pop em seu novo single, Tudo isso brilha. A nova música, de quase seis minutos, tem uma onda bem próxima do shoegaze, com sonoridade “distante”, sonhadora, experimental e guitarrística. E um clima inspirador e otimista que o grupo pretende levar aos palcos.
“É perceptível que a Colibri permeia as paisagens noturnas e urbanas na maioria das músicas. De repente… Tudo isso brilha traz um contraste. Nela o sol coroa o horizonte, e um arco-íris brilha, fruto da primeira chuva do verão. Esse single carrega o ar nostálgico e pulsante de memórias como essas: coletivas, cinematográficas e colecionáveis”, conta o grupo, que fala na letra que “lágrima, sangue e suor / tudo isso brilha no sol” e lembra que “amar também é coragem”.
“O novo single eleva a banda para as nuvens: um enxame de guitarras, sintetizadores e saxofone pintam uma paisagem de distorções com uma linha de baixo que dita o ritmo com potência. Ao fim da canção, a experimentação invade a cena e convida o ouvinte a preparar-se para o que vem por aí no disco completo”, continua.
Zé Neto, Rodrigo Santos, Tiago Simões e Paulo Pitta, aliás, curtem músicas de longa duração, e que levam o público para outro lugar – o álbum anterior tinha Out of grrrasp, faixa de nove minutos. A nova faixa inclusive adianta o 3R [pt. III]. O terceiro disco da trilogia tem data de lançamento prevista para 22 de maio, sempre na onda experimental do quarteto, que une influências de pós-punk, dream-pop, shoegaze e jazz experimental.
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Metallica anuncia reedição de “Reload” com 1.700 minutos de música

Relançar o And justice for all (1989) finalmente com baixo, ninguém quer. Em compensação tome aí essa: o Metallica anuncia um relançamento do Reload, disco altamente controverso lançado em 1997 – e continuação do Load, de 1996 – com quase MIL E SETECENTOS MINUTOS DE MÚSICA.
O sétimo álbum de estúdio da banda ressurge remasterizado no dia 26 de junho, com versões em CD, cassete, digital e uma edição deluxe para colecionadores. Devia vir também com um dia de mais de 30 horas: sem ir ao banheiro, comer, beber água, dormir e (ora ora), trabalhar, o fã vai precisar de pelo menos 28 horas pra encarar toda a maratona.
A tal da edição deluxe vem carregada: além do álbum em vinil duplo e um compacto do hit The memory remains, são 15 CDs, quatro DVDs e uma pilha de itens físicos – palhetas, passes de turnê, pôsteres e um livro de 128 páginas com bastidores e fotos da época. Já a remasterização ficou nas mãos de Reuben Cohen, mantendo o padrão das últimas reedições do grupo, como Metallica (1991) e Load (1996), com demos nunca lançadas, gravações ao vivo, apresentações raras de TV e versões preliminares das músicas.
Load já havia sido um disco controverso: os integrantes cortaram os cabelos e ficaram com uma baita aparência cool. O som largava o thrash metal para se concentrar totalmente no hard rock. Reload já trazia um direcionamento mais pesado – era a parte 2 de Load, gravada junto dela, mas separada em outro disco por ser quase um oposto complementar.
Alguns fãs chiaram por causa das mudanças, os críticos mais ainda, mas o Metallica não apenas estava disposto a peitar geral, como ainda por cima resolveu fazer coisas nunca vistas antes – como dar entrevistas falando das festinhas secretas regadas a cocaína, sobre a vidinha besta de popstar e coisas do tipo. O fato é que Reload foi muito bem sucedido e escalou rapidamente até o primeiro lugar da Billboard 200. Vai dai… Enfim, vale celebrar a vitória.
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50 anos de punk: The Damned agenda turnê comemorativa

E lá vem nada menos que o The Damned comemorando meio século de punk: a banda que inaugurou o estilo com o single New rose (ou ajudou a inaugurar, há controvérsias) vai embarcar numa turnê mundial para celebrar seus 50 anos de estrada.
A tour Final damnation está prevista para começar em setembro e reunirá a formação lendária de Dave Vanian, Captain Sensible, Rat Scabies, Paul Gray e Monty Oxymoron. O giro inclui datas na Oceania, Japão, Espanha, Reino Unidos e América do Norte, e os convidados especiais são os punks australianos do The Saints.
Se essa turnê vem pro Brasil, sabe deus – há expectativas de novas datas. Por enquanto sabe-se que tudo termina no dia 5 de novembro em Birmingham. Captain Sensible garante: “Com 50 anos de catálogo para escolher, apenas as melhores músicas da nossa história diversificada serão apresentadas, com a paixão e o comprometimento que todos os amantes da boa música merecem. Vocês sabem que não vamos decepcionar”.
Recentemente, a banda fez um show em três anos, já comemorando as cinco décadas, na Arena Wembley, na Inglaterra. E não custa lembrar, saiu no comecinho do ano o álbum Not like everybody else, trazendo clássicos do rock dos anos 1960 e 1970 queridos do grupo – e também homenageando Brian James, guitarrista que gravou os dois primeiros álbuns do Damned, e autor de nada menos que o primeiro hit do grupo, New rose. Brian, fã de pré-punk, de psicodelia e de sons dos anos 1960 em geral, morreu aos 74 em 6 de março de 2025.
Aliás, não custa lembrar que o The Damned esteve aqui ano passado, tocando no Cine Joia. E tem o show completo no YouTube.


































