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Liam Gallagher: “Suede e Manic Street Preachers? Uma merda”

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Liam Gallagher

Conforme você leu aqui mesmo no Pop Fantasma, Suede e Manic Street Preachers, bandas que já haviam feito turnê juntas algumas vezes, vão pegar a estrada lado a lado novamente. Mas tem alguém que não está gostando nem um pouco disso. Liam Gallagher, do Oasis, escreveu no Xwitter que ambas as bandas são “uma merda”, “não têm atitude nem estilo” e “se vestem como corretores de imóveis”.

O rolo todo começou quando ele foi perguntado na rede social sobre sse tinha visto o anúncio da tour – engraçado que Liam já foi amigo dos Manics e fez alguns giros com eles ao longo da carreira. Liam respondeu: “que se fodam”, os fãs continuaram o assunto e ele emendou uma quinta marcha.

“Ambos são uma merda e não têm atitude, nem estilo nem charme”, explicou ele, chamando em seguida as duas bandas pro pau. “Vestem-se como corretores de imóveis e, se quiserem, que venham pra cima”.

O New Musical Express lembrou que os Manics foram a principal banda de apoio nos primeiros shows do Oasis como headliners em estádios, em Manchester, em 1996. O grupo também se juntou a eles em seus dois grandes shows no Balloch Castle Country Park e nos legendários shows em Knebworth, no final daquele ano. No mesmo 1996, James Dean Bradfield e companhia também participaram da turnê americana do Oasis, que foi abortada pelos Gallagher. E curiosamente, Liam chegou a pensar na hipótese dos Manics abrirem a turnê de retorno Live 25 em 2024 (segundo apuração do NME).

“Richard Ashcroft ou Manic Street Preachers como banda de abertura”, escreveu no Xwitter, chegando a asseverar: “Serão os Manic Street Preachers”. Durou pouco: logo depois ele escreveu: “Brincadeira, nunca zarpamos sem o único e inigualável RICARDO (escreveu assim mesmo), ele é nosso garoto desde o primeiro dia. Embarque, Rkid”. Um fã chegou a ousar perguntar sobre o Suede (olha!) e Liam foi categórico: “Não vai acontecer”, respondeu ele, acrescentando que o grupo era “muito arrogante, especialmente aquele vocalista (Brett Anderson)“.

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1+1+1: mistério japonês e noise-rock em novo single, “Sunameri”

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O mistério do 1+1+1: um “projeto solo” japonês de grunge lo-fi

Vindo de Tókio, no Japão, o 1+1+1 é um projeto musical sem rosto e secretíssimo, cujo criadores amam desenhos de gatos e de animais em geral – e que surgem nas capas dos singles deles, embora dessa vez eles tenham aberto uma exceção na capa do single novo.

O 1+1+1 já surgiu no Pop Fantasma quando do lançamento do single Forest gamp, e volta com Sunameri, definida por eles com a frase enigmática “por baixo da superfície, nada permanece estático”, e com outras frases tão viajantes quanto: “vozes e palavras aparecem e desaparecem entre guitarras flutuantes e vocais crus, deixando impressões em vez de respostas”.

Traduzindo: o som é noise-rock com clima pixie (olhe só o baixo na abertura) e vibrações mais do que punk, até mesmo nos vocais. “Inspirado no rock alternativo, grunge e música indie dos anos 90, o projeto combina vocais crus, guitarras ruidosas e melodias que oscilam entre tensão e relaxamento”, descrevem eles um pouco melhor mais adiante.

Na discografia do 1+1+1 há outros singles, como Baby mansion e Crawl (além de Forest) no mesmo clima de loucura sonora. Vale conhecer. Mas Sunameri é essa música aí.

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Marilyn Manson anuncia novo álbum e lança o single “Exit wound”

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Marilyn Manson (Foto: Divulgação)

Quem é morto-vivo sempre aparece: lá vem Marilyn Manson com novidades. O cantor anunciou o álbum One assassination under god – Chapter 2, que chega no dia 14 de agosto pela Nuclear Blast Records.

O disco dá continuidade a One assassination under God – Chapter 1, lançado em 2024, e novamente traz Manson trabalhando ao lado de Tyler Bates na composição e na produção. A primeira prévia do novo trabalho é Exit wound, faixa que já está disponível nas plataformas digitais e ganhou um videoclipe dirigido por Rizz e Gretchen Lanham.

Nos últimos dois anos, Manson esteve na estrada divulgando o primeiro capítulo do projeto, que rendeu singles como Sacrilegious, Raise the red flag e As sick as the secrets within.

A chegada de One assassination under god – Chapter 2 antecede também o início de uma turnê que reunirá Marilyn Manson e Rob Zombie. E tá aí o clipe de Exit wound. Abaixo, confira a capa do disco e a lista de faixas.

1. Unalive
2. Don’t answer the door
3. Front toward enemy
4. All the vilest things
5. None of the suns
6. Lucifer’s teardrop
7. The arsonist
8. Exit wound
9. Enantiomorph

Capa do álbum One assassination under god – Chapter 2, de Marilyn Manson

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Cultura Pop

Chapterhouse: “O termo shoegaze era depreciativo”

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O Jesus and Mary Chain deu uma de Padre Quevedo indie e explicou numa entrevista ao site Stereogum que isso aí de shoegaze “não existe” – para Jim Reid, em particular, isso não passa de invenção de “algum palhaço do New Musical Express“. Pois bem, num papo com a newsletter First Revival, Stephen Patman, guitarrista, vocalista e fundador do Chapterhouse, uma espécie de “banda de shoegaze original” (que por sinal vem ao Brasil em setembro), deu mais detalhes sobre a origem do termo. E ainda lembrou que não era exatamente um orgulho ser chamado de “olhador de sapato” (shoegazer significa exatamente isso em português).

“O termo shoegaze era um comentário depreciativo, uma provocação”, recorda ele, lembrando que inicialmente, um jornalista chamado Steve Sutherland, da Melody Maker, escreveu que o Chapterhouse e bandas como Moose e Lush eram “a cena que celebra a si própria”. “Basicamente, porque tínhamos o mesmo empresário que o Moose e o Lush (Howard Gough), então saíamos bastante com eles e íamos aos shows uns dos outros. Também conhecíamos o Ride e o Swervedriver de Oxford, porque era bem perto de Reading”, contou.

Ele lembra de uma nomenclatura de tiro curto que surgiu: “Antes disso, chamavam de ‘cena do Vale do Tâmisa’, que incluía nós, Ride, Swervedriver e Slowdive. Então, era assim que chamavam, depois ‘a cena que se celebra'”, diz. “E aí o Andy Ross , que era o chefe da Food Records, estava assistindo ao show do Moose, e os quatro estavam lá parados olhando para baixo. Foi ele quem criou o termo ‘shoegaze’. A Polly (Birkbeck), assessora de imprensa da Food, provavelmente comentou com alguém, e a notícia chegou à imprensa musical, e aí eles começaram a usar o termo”.

Só que o termo – surgido, na prática, de uma postura tímida e mal-ajambrada de palco – acabou se revelando um feitiço que se virou contra um monte de feiticeiros do barulho. “Quando houve uma espécie de mudança na imprensa musical após a euforia inicial de 1991 em torno de tudo, eles (os jornalistas) de repente se voltaram contra nós, e passaram um ano inteiro zombando de nós. E como também saíamos juntos, os jornalistas nos viam reunidos e escreviam colunas de fofoca tirando sarro de nós de alguma forma”, continua. “Foi aí que ouvi o termo shoegaze pela primeira vez, e era um comentário depreciativo, uma provocação”.

“Mas, de certa forma, ele foi ressignificado ao longo dos anos e se tornou um gênero, o que eu acho bem curioso. Nós nunca nos consideramos uma banda shoegaze. Para ser sincero, não somos exatamente fãs de shoegaze. Não ouvimos esse tipo de música”, diz Patman. “Mas principalmente porque a maioria era de artistas contemporâneos, dos quais você não se torna fã por ser amigo. Então, sim, era um termo pejorativo que chegou à imprensa e eles começaram a usá-lo”.

“E agora o conceito se expandiu, com tantas bandas que nem de longe eram consideradas shoegaze, como The Verve, Kitchens of Distinction e Catherine Wheel, agora são consideradas assim. Eles até chamam The Jesus and Mary Chain e Cocteau Twins de shoegaze”, continua Stephen, que também não gosta do termo dream pop para definir qualquer tipo de música com alguma distorção e reverb. “É ainda mais repugante”.

E pra saber mais sobre o show do Chapterhouse no Brasil, só ir aqui.

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