Urgente
Tangolo Mangos fala de mudanças e de pertencimento no single “Dominó”

A banda Tangolo Mangos reaparece com Dominó, faixa nova que inaugura a nova fase – do álbum Pedágios y caronas, com dez faixas inéditas e previsto para maio. A faixa, escrita e cantada por Bruno “Neca” Fechine, nasce de um deslocamento pessoal: a mudança de Salvador para São Paulo. “Eu já não sabia mais do dia a dia em Salvador, mas ainda não me sentia pertencente aqui. É uma zona cinza, onde você não se sente mais de um lugar, mas também não é do outro”, diz o autor. A letra usa o dominó como metáfora – seja no jogo de olhares, no flerte ou na confiança entre parceiros.
A música nova vem da experiência de Neca com seus amigos durante essa transição – e fala de pertencimento construído no caminho, no erro compartilhado e na parceria, sempre com memórias simples e orientando o seguir em frente. “Eu joguei muito com meu amigo ao me mudar para São Paulo, e me faz pensar na amizade, em não se levar pela ganância de sua própria mão, de se lembrar que o erro é comum se estamos juntos para reconhecer”, recorda Bruno.
Dominó ainda traz citação de Falando nisso, faixa solo de Valentim Frateschi, integrante da banda Os Fonsecas – e lançada por ele no álbum Estreito. A música foi tratada como referência melódica durante o processo de composição e acabou ficando na versão final. “Por mais que não pareça tanto, aconteceu esse intercâmbio de intenção. A melodia foi ficando, das demos até a hora da gravação e já não tinha mais como não usar”, pontua Bruno.
Detalhe que quem tem ido aos shows do grupo já tem podido curtir ao vivo não apenas Dominó como algumas outras novas. “É sempre interessante ver a reação da plateia ao ver Neca saindo do kit de percussão e assumindo o vocal. Talvez por seu carisma, a canção parece já ter se tornado muito querida pelo público”, comenta Felipe Vaqueiro, um dos vocalistas e compositores do grupo.
Falando nos shows, o Tangolo Mangos promete que o próximo disco vai se aproximar bastante do que é a banda no palco, com mais peso e crueza. A banda já costuma chamar seu som de “camaleônico”, pela proximidade entre rock e referências brasileiras, especificamente nordestinas – e agora essa estética retorna com guitarras mais diretas, como eles adiantam. Pedágios y caronas sai pela Deck.
Foto: Giovanna Castellari / Divulgação
Urgente
Pós-emo caipira do O Império Contra-Ataca! em novo lançamento

Existem estilos como pós-punk, post rock, pós-hardcore e… agora tem o pós-emo caipira. Pelo menos essa é a definição que a banda paulista O Império Contra-Ataca! dá para seu som no single duplo Medo de ficar tudo bem, que chega às plataformas pelas mãos da Vintesete Records. Tido como um micro-EP pela banda, o disco traz Me diz que vai ficar tudo bem e Medo de ficar de fora, duas músicas que o grupo enxerga como “as ansiedades de uma geração dividida entre a vontade de viver intensamente e o peso das próprias escolhas”.
Por acaso, são duas músicas bem diferentes uma da outra: a primeira, curtinha, relaciona-se com o som de bandas como Polara e Againe, e tem tanto peso quanto ritmos quebrados, numa onda meio punk, meio pós-hardcore – e é uma faixa que fala basicamente daqueles momentos em que a gente quer ter algum tipo de segurança, mesmo que a outra pessoa não tenha como garantir nada.
Medo de ficar de fora, que dura cinco minutos, foi apelidada pela banda de FOMO (o “fear of missing out”), e tem um som bem relacionado ao indie rock anos 2000: Strokes, Arctic Monkeys… Tem algo bem forte de Weezer na base de guitarra e nos vocais também.
Uma novidade trazida pela banda no single novo é a voz do guitarrista Breno Baug, à frente do Império pela primeira vez em Me diz que vai ficar tudo bem (Joabe solta a voz na segunda música). Dois integrantes de grupos novos ligados ao emo cuidam das duas faixas: a produção e a mixagem são assinadas por Pedro Guerreiro (Chococorn and the Sugarcanes), enquanto a masterização ficou a cargo de Pedro Acosta (Bella e o Olmo da Bruxa).
Foto: Miau Cultural / Divulgação
Urgente
Liam Gallagher: “Suede e Manic Street Preachers? Uma merda”

Conforme você leu aqui mesmo no Pop Fantasma, Suede e Manic Street Preachers, bandas que já haviam feito turnê juntas algumas vezes, vão pegar a estrada lado a lado novamente. Mas tem alguém que não está gostando nem um pouco disso. Liam Gallagher, do Oasis, escreveu no Xwitter que ambas as bandas são “uma merda”, “não têm atitude nem estilo” e “se vestem como corretores de imóveis”.
O rolo todo começou quando ele foi perguntado na rede social sobre sse tinha visto o anúncio da tour – engraçado que Liam já foi amigo dos Manics e fez alguns giros com eles ao longo da carreira. Liam respondeu: “que se fodam”, os fãs continuaram o assunto e ele emendou uma quinta marcha.
“Ambos são uma merda e não têm atitude, nem estilo nem charme”, explicou ele, chamando em seguida as duas bandas pro pau. “Vestem-se como corretores de imóveis e, se quiserem, que venham pra cima”.
Fuck them
— Liam Gallagher (@liamgallagher) April 26, 2026
Dress like estate agents and if they want bring it fucking on
— Liam Gallagher (@liamgallagher) April 26, 2026
Dress like estate agents and if they want bring it fucking on
— Liam Gallagher (@liamgallagher) April 26, 2026
O New Musical Express lembrou que os Manics foram a principal banda de apoio nos primeiros shows do Oasis como headliners em estádios, em Manchester, em 1996. O grupo também se juntou a eles em seus dois grandes shows no Balloch Castle Country Park e nos legendários shows em Knebworth, no final daquele ano. No mesmo 1996, James Dean Bradfield e companhia também participaram da turnê americana do Oasis, que foi abortada pelos Gallagher. E curiosamente, Liam chegou a pensar na hipótese dos Manics abrirem a turnê de retorno Live 25 em 2024 (segundo apuração do NME).
“Richard Ashcroft ou Manic Street Preachers como banda de abertura”, escreveu no Xwitter, chegando a asseverar: “Serão os Manic Street Preachers”. Durou pouco: logo depois ele escreveu: “Brincadeira, nunca zarpamos sem o único e inigualável RICARDO (escreveu assim mesmo), ele é nosso garoto desde o primeiro dia. Embarque, Rkid”. Um fã chegou a ousar perguntar sobre o Suede (olha!) e Liam foi categórico: “Não vai acontecer”, respondeu ele, acrescentando que o grupo era “muito arrogante, especialmente aquele vocalista (Brett Anderson)“.
Urgente
Giovani Cidreira anuncia disco ao vivo e lança álbum de demos

“Coração disparado nasce do encontro. Eu quis começar esse projeto pelo palco, pelo momento vivo da canção acontecendo entre mim e o público. É um disco de voz, violão e presença, onde cada silêncio, cada respiração e cada reação da plateia fazem parte da música”, diz Giovani Cidreira falando de seu disco ao vivo que está chegando, para comemorar dez anos de carreira.
Coração disparado, o álbum, vai chegar às plataformas no dia 6 de maio, e foi gravado integralmente ao vivo na Casa de Francisca, em São Paulo. O projeto foi antecipado pelo single Denga, que foi lançado ainda em março – e que já tem clipe, dirigido e concebido por Renata Gathá, Rodrigo Gorky e Giovani Cidreira.
O músico diz que sua ideia foi tratar o disco não como extensão do álbum – ele existe por causa do encontro com o público. Tanto que uma boa parte das imagens usadas no audiovisual foi produzida pelos próprios espectadores – e em especial, Giovani resolveeu valorizar a canção como ela deve ser.
“Coração disparado também é um retorno à forma mais direta da canção: composições simples, honestas, que falam de amor, de memória e dos afetos que nos atravessam. No fundo, é um álbum sobre aquilo que ainda nos conecta e faz o coração bater mais forte”, conta ele.
No repertório, além de Denga, estão as faixas Farol, Temprero, Lembrança, Controle de fadas, Música de trabalho, Nem é verão, Timidez e Saudade de casa. E Giovani já adianta que Coração disparado é um projeto duplo – vem por aí uma gravação feita em estúdio, no volume 2. O projeto ao vivo tem direção artística do super Rodrigo Gorky, e produção do parceiro de longa data Benke Ferraz, que também toca violão.
Não é o único projeto de Giovani que chega aos fãs: o cantor lança também, e exclusivamente no Bandcamp, o álbum Demos ao vivo e outras coisas. Entre sobras, rascunhos e gravações de shows, ele conta que o disco é “fruto de viagens e encontros que tive com Benke Ferraz, é como um álbum de fotografias em música: noites quentes de Recife, noites frias em São Paulo, cidades que nos atravessam, as pessoas mais legais do mundo, gravações ao vivo, gravações em fita k7, releituras, musicas inéditas, coisas que eu nem mostraria, tudo de verdade, tudo aí”.
Demos ao vivo e outras coisas sai pelo Precarian Takes, selo de Benke – é o primeiro lançamento de Giovani por lá. “É o selo que ele está montando pra galera que acredita em não seguir a cartilha e fazer o próprio caminho”, diz o cantor.
E ah, Giovani cantou recentemente no Tiny Desk Brasil.
Foto: Rony Hernandes / Divulgação






































