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Pós-emo caipira do O Império Contra-Ataca! em novo lançamento

Existem estilos como pós-punk, post rock, pós-hardcore e… agora tem o pós-emo caipira. Pelo menos essa é a definição que a banda paulista O Império Contra-Ataca! dá para seu som no single duplo Medo de ficar tudo bem, que chega às plataformas pelas mãos da Vintesete Records. Tido como um micro-EP pela banda, o disco traz Me diz que vai ficar tudo bem e Medo de ficar de fora, duas músicas que o grupo enxerga como “as ansiedades de uma geração dividida entre a vontade de viver intensamente e o peso das próprias escolhas”.
Por acaso, são duas músicas bem diferentes uma da outra: a primeira, curtinha, relaciona-se com o som de bandas como Polara e Againe, e tem tanto peso quanto ritmos quebrados, numa onda meio punk, meio pós-hardcore – e é uma faixa que fala basicamente daqueles momentos em que a gente quer ter algum tipo de segurança, mesmo que a outra pessoa não tenha como garantir nada.
Medo de ficar de fora, que dura cinco minutos, foi apelidada pela banda de FOMO (o “fear of missing out”), e tem um som bem relacionado ao indie rock anos 2000: Strokes, Arctic Monkeys… Tem algo bem forte de Weezer na base de guitarra e nos vocais também.
Uma novidade trazida pela banda no single novo é a voz do guitarrista Breno Baug, à frente do Império pela primeira vez em Me diz que vai ficar tudo bem (Joabe solta a voz na segunda música). Dois integrantes de grupos novos ligados ao emo cuidam das duas faixas: a produção e a mixagem são assinadas por Pedro Guerreiro (Chococorn and the Sugarcanes), enquanto a masterização ficou a cargo de Pedro Acosta (Bella e o Olmo da Bruxa).
Foto: Miau Cultural / Divulgação
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1+1+1: mistério japonês e noise-rock em novo single, “Sunameri”

Vindo de Tókio, no Japão, o 1+1+1 é um projeto musical sem rosto e secretíssimo, cujo criadores amam desenhos de gatos e de animais em geral – e que surgem nas capas dos singles deles, embora dessa vez eles tenham aberto uma exceção na capa do single novo.
O 1+1+1 já surgiu no Pop Fantasma quando do lançamento do single Forest gamp, e volta com Sunameri, definida por eles com a frase enigmática “por baixo da superfície, nada permanece estático”, e com outras frases tão viajantes quanto: “vozes e palavras aparecem e desaparecem entre guitarras flutuantes e vocais crus, deixando impressões em vez de respostas”.
Traduzindo: o som é noise-rock com clima pixie (olhe só o baixo na abertura) e vibrações mais do que punk, até mesmo nos vocais. “Inspirado no rock alternativo, grunge e música indie dos anos 90, o projeto combina vocais crus, guitarras ruidosas e melodias que oscilam entre tensão e relaxamento”, descrevem eles um pouco melhor mais adiante.
Na discografia do 1+1+1 há outros singles, como Baby mansion e Crawl (além de Forest) no mesmo clima de loucura sonora. Vale conhecer. Mas Sunameri é essa música aí.
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Marilyn Manson anuncia novo álbum e lança o single “Exit wound”

Quem é morto-vivo sempre aparece: lá vem Marilyn Manson com novidades. O cantor anunciou o álbum One assassination under god – Chapter 2, que chega no dia 14 de agosto pela Nuclear Blast Records.
O disco dá continuidade a One assassination under God – Chapter 1, lançado em 2024, e novamente traz Manson trabalhando ao lado de Tyler Bates na composição e na produção. A primeira prévia do novo trabalho é Exit wound, faixa que já está disponível nas plataformas digitais e ganhou um videoclipe dirigido por Rizz e Gretchen Lanham.
Nos últimos dois anos, Manson esteve na estrada divulgando o primeiro capítulo do projeto, que rendeu singles como Sacrilegious, Raise the red flag e As sick as the secrets within.
A chegada de One assassination under god – Chapter 2 antecede também o início de uma turnê que reunirá Marilyn Manson e Rob Zombie. E tá aí o clipe de Exit wound. Abaixo, confira a capa do disco e a lista de faixas.
1. Unalive
2. Don’t answer the door
3. Front toward enemy
4. All the vilest things
5. None of the suns
6. Lucifer’s teardrop
7. The arsonist
8. Exit wound
9. Enantiomorph

Cultura Pop
Chapterhouse: “O termo shoegaze era depreciativo”

O Jesus and Mary Chain deu uma de Padre Quevedo indie e explicou numa entrevista ao site Stereogum que isso aí de shoegaze “não existe” – para Jim Reid, em particular, isso não passa de invenção de “algum palhaço do New Musical Express“. Pois bem, num papo com a newsletter First Revival, Stephen Patman, guitarrista, vocalista e fundador do Chapterhouse, uma espécie de “banda de shoegaze original” (que por sinal vem ao Brasil em setembro), deu mais detalhes sobre a origem do termo. E ainda lembrou que não era exatamente um orgulho ser chamado de “olhador de sapato” (shoegazer significa exatamente isso em português).
“O termo shoegaze era um comentário depreciativo, uma provocação”, recorda ele, lembrando que inicialmente, um jornalista chamado Steve Sutherland, da Melody Maker, escreveu que o Chapterhouse e bandas como Moose e Lush eram “a cena que celebra a si própria”. “Basicamente, porque tínhamos o mesmo empresário que o Moose e o Lush (Howard Gough), então saíamos bastante com eles e íamos aos shows uns dos outros. Também conhecíamos o Ride e o Swervedriver de Oxford, porque era bem perto de Reading”, contou.
Ele lembra de uma nomenclatura de tiro curto que surgiu: “Antes disso, chamavam de ‘cena do Vale do Tâmisa’, que incluía nós, Ride, Swervedriver e Slowdive. Então, era assim que chamavam, depois ‘a cena que se celebra'”, diz. “E aí o Andy Ross , que era o chefe da Food Records, estava assistindo ao show do Moose, e os quatro estavam lá parados olhando para baixo. Foi ele quem criou o termo ‘shoegaze’. A Polly (Birkbeck), assessora de imprensa da Food, provavelmente comentou com alguém, e a notícia chegou à imprensa musical, e aí eles começaram a usar o termo”.
Só que o termo – surgido, na prática, de uma postura tímida e mal-ajambrada de palco – acabou se revelando um feitiço que se virou contra um monte de feiticeiros do barulho. “Quando houve uma espécie de mudança na imprensa musical após a euforia inicial de 1991 em torno de tudo, eles (os jornalistas) de repente se voltaram contra nós, e passaram um ano inteiro zombando de nós. E como também saíamos juntos, os jornalistas nos viam reunidos e escreviam colunas de fofoca tirando sarro de nós de alguma forma”, continua. “Foi aí que ouvi o termo shoegaze pela primeira vez, e era um comentário depreciativo, uma provocação”.
“Mas, de certa forma, ele foi ressignificado ao longo dos anos e se tornou um gênero, o que eu acho bem curioso. Nós nunca nos consideramos uma banda shoegaze. Para ser sincero, não somos exatamente fãs de shoegaze. Não ouvimos esse tipo de música”, diz Patman. “Mas principalmente porque a maioria era de artistas contemporâneos, dos quais você não se torna fã por ser amigo. Então, sim, era um termo pejorativo que chegou à imprensa e eles começaram a usá-lo”.
“E agora o conceito se expandiu, com tantas bandas que nem de longe eram consideradas shoegaze, como The Verve, Kitchens of Distinction e Catherine Wheel, agora são consideradas assim. Eles até chamam The Jesus and Mary Chain e Cocteau Twins de shoegaze”, continua Stephen, que também não gosta do termo dream pop para definir qualquer tipo de música com alguma distorção e reverb. “É ainda mais repugante”.
E pra saber mais sobre o show do Chapterhouse no Brasil, só ir aqui.








































