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Metallica anuncia reedição de “Reload” com 1.700 minutos de música

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Metallica anuncia reedição de "Reload" com 1.700 minutos de música

Relançar o And justice for all (1989) finalmente com baixo, ninguém quer. Em compensação tome aí essa: o Metallica anuncia um relançamento do Reload, disco altamente controverso lançado em 1997 – e continuação do Load, de 1996 – com quase MIL E SETECENTOS MINUTOS DE MÚSICA.

O sétimo álbum de estúdio da banda ressurge remasterizado no dia 26 de junho, com versões em CD, cassete, digital e uma edição deluxe para colecionadores. Devia vir também com um dia de mais de 30 horas: sem ir ao banheiro, comer, beber água, dormir e (ora ora), trabalhar, o fã vai precisar de pelo menos 28 horas pra encarar toda a maratona.

A tal da edição deluxe vem carregada: além do álbum em vinil duplo e um compacto do hit The memory remains, são 15 CDs, quatro DVDs e uma pilha de itens físicos – palhetas, passes de turnê, pôsteres e um livro de 128 páginas com bastidores e fotos da época. Já a remasterização ficou nas mãos de Reuben Cohen, mantendo o padrão das últimas reedições do grupo, como Metallica (1991) e Load (1996), com demos nunca lançadas, gravações ao vivo, apresentações raras de TV e versões preliminares das músicas.

Load já havia sido um disco controverso: os integrantes cortaram os cabelos e ficaram com uma baita aparência cool. O som largava o thrash metal para se concentrar totalmente no hard rock. Reload já trazia um direcionamento mais pesado – era a parte 2 de Load, gravada junto dela, mas separada em outro disco por ser quase um oposto complementar.

Alguns fãs chiaram por causa das mudanças, os críticos mais ainda, mas o Metallica não apenas estava disposto a peitar geral, como ainda por cima resolveu fazer coisas nunca vistas antes – como dar entrevistas falando das festinhas secretas regadas a cocaína, sobre a vidinha besta de popstar e coisas do tipo. O fato é que Reload foi muito bem sucedido e escalou rapidamente até o primeiro lugar da Billboard 200. Vai dai… Enfim, vale celebrar a vitória.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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50 anos de punk: The Damned agenda turnê comemorativa

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50 anos de punk: The Damned agenda turnê comemorativa

E lá vem nada menos que o The Damned comemorando meio século de punk: a banda que inaugurou o estilo com o single New rose (ou ajudou a inaugurar, há controvérsias) vai embarcar numa turnê mundial para celebrar seus 50 anos de estrada.

A tour Final damnation está prevista para começar em setembro e reunirá a formação lendária de Dave Vanian, Captain Sensible, Rat Scabies, Paul Gray e Monty Oxymoron. O giro inclui datas na Oceania, Japão, Espanha, Reino Unidos e América do Norte, e os convidados especiais são os punks australianos do The Saints.

Se essa turnê vem pro Brasil, sabe deus – há expectativas de novas datas. Por enquanto sabe-se que tudo termina no dia 5 de novembro em Birmingham. Captain Sensible garante: “Com 50 anos de catálogo para escolher, apenas as melhores músicas da nossa história diversificada serão apresentadas, com a paixão e o comprometimento que todos os amantes da boa música merecem. Vocês sabem que não vamos decepcionar”.

Recentemente, a banda fez um show em três anos, já comemorando as cinco décadas, na Arena Wembley, na Inglaterra. E não custa lembrar, saiu no comecinho do ano o álbum Not like everybody else, trazendo clássicos do rock dos anos 1960 e 1970 queridos do grupo – e também homenageando Brian James, guitarrista que gravou os dois primeiros álbuns do Damned, e autor de nada menos que o primeiro hit do grupo, New rose. Brian, fã de pré-punk, de psicodelia e de sons dos anos 1960 em geral, morreu aos 74 em 6 de março de 2025.

Aliás, não custa lembrar que o The Damned esteve aqui ano passado, tocando no Cine Joia. E tem o show completo no YouTube.

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“Aperte o gatilho”, disco de 2000 do Ulster, sai em vinil

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"Aperte o gatilho", disco de 2000 do Ulster, sai em vinil

Tem disco histórico do hardcore punk nacional chegando em vinil. A banda paulistana Ulster, presente em discos clássicos como O começo do fim do mundo (1983) lança em LP o álbum Aperte o gatilho, originalmente lançado em CD no ano 2000, pela Burning London Records.

Aperte o gatilho é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas Bandeira vermelha e Viva nós, Juninho (Foda-C) em Noite gelada, Claudia (Negative Control) em Heresia, Gepeto (Ação Direta) em State oppression, além de Randi em Ignorante. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.

A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.

Uma parte boa das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”, continua Vladi. A ideia de lançar o trabalho em vinil já existia, mas no ano 2000 não dava. O projeto de lançamento em LP só se concretiza agora,. e o baterista João diz que o formato trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”. A banda vai fazer show de lançamento do disco no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.

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Avia, disco de Josyara, sai em vinil

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Avia, disco de Josyara, sai em vinil pela Três Selos Rocinante

A capa de Avia, disco mais recente de Josyara, lançado no ano passado (e resenhado pela gente aqui), tem um detalhe interessantíssimo para fãs de vinil: ela  lembra o estilo dos LPs da RCA brasileira nos anos 1970/1980, sob um viés mais moderno. Dá para lembrar de capas antigas de Joanna por causa de Avia – por sinal, um disco que chega com conceito e cara própria, abordando temas como liberdade, sofrência, feminismo e crises pessoais de maneira peculiar, e destacando o violão de Josyara ao lado de sua voz.

Avia significa deixar correr, caminhar, despachar, adiantar, concluir. A escolha por esse nome para o disco sugere exatamente essa interpretação: seguir em frente, fazer acontecer”, explica a cantora, baiana de Juazeiro, mostrando o que há por trás de canções afirmativas como Eu gosto assim. E se você sonhava com uma versão em vinil de Avia, virou realidade. O disco sai pela Três Selos Rocinante, disponível agora em pré-venda no site da gravadora.

Com 10 faixas, Avia ganha vinil vermelho 180g, capa simples e encarte duplo com letras, ficha técnica e textos. O álbum traz canções em parceria com Liniker (Peixe coração), Juliana Linhares (Prova de amor), Iara Rennó (Seiva) e Pitty (Sobre nós, além da releitura de Ensacado, de Cátia de França). Chico Chico empresta sua voz para Oasis, a duna e o vento. E ainda há a já citada Eu gosto assim, uma releitura de Anelis Assumpção. O disco, lançado originalmente pela Deck, tem produção de Josyara e Rafael Ramos, e a própria cantora fez os arranjos.

“Sou muito fã de Chico Chico, acho que ele tem uma doçura e uma potência que é muito especial. Já Ensacado acende em mim uma inspiração, um lugar de resiliência. Foi muito especial cantarmos juntas (com Pitty)”, diz Josyara. “É um álbum composto de temas muito humanos, acho que naturalmente muitas pessoas irão se identificar e essa conexão vai acontecer – assim espero!”

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