Urgente
A banda preferida da sua banda vem ao Brasil: Redd Kross faz show em SP em junho

RESUMO: Redd Kross vem ao Brasil para show no Cine Joia pelo In-Edit e exibição de documentário, celebrando 45 anos de carreira cult – com direito a debate com o grupo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Dee Dee Kohl / Divulgação
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Dizem por aí que o saudoso Jeff Beck era o “guitarrista dos guitarristas”. Enfim, o músico que não era tão famoso, mas que era prestigiado por vários músicos conhecidos, inclusive o seu guitarrista preferido.
O Redd Kross, por sua vez, é a banda preferida da sua banda preferida: o Nirvana adorava, vários grupos dos anos 1980 e 1990 adoravam, mas nunca chegou a ser um grupo de enorme sucesso mundial. E olha que eles chegaram a ser uma das promessas indies da Atlantic, em 1990, antes mesmo de Kurt Cobain e seus colegas deflagarem uma corrida das grandes gravadoras aos catálogos de pequenos selos.
Quem tem entre 40 e 50 anos lembra pelo menos de Jimmy’s fantasy, clipe glam e zoeiro exibido à beça pela MTV no começo dos anos 1990 – a faixa era um dos singles do quarto disco da banda californiana, Phaaseshifter (1993). O grupo criado pelos irmãos Jeff (voz, guitarra) e Steven McDonald (voz, baixo), que começou no fim de 1979, é responsável por uma excelente transição entre o punk e sons mais melódicos, que ajuou a montar a norma culta do power pop moderno: ágil, pesado, referenciado em glam rock e Ramones, e com tendências à zoação.
Por sinal, o grupo iniciou carreira fazendo hardcore e usando o nome de Red Cross mesmo – tudo por causa da famosa cena do filme O exorcista, em que a personagem Regan MacNeil (Linda Blair) se masturba com um crucufixo. Adotaram mais um “d” no Red e trocaram o “c” de Cross por um “k” após serem gentilmente interpelados pelo comitê internacional da Cruz Vermelha norte-americana. O disco mais recente, intitulado apenas Redd Kross (2024, conhecido também como The Redd album por causa da capa vermelha), ganhou resenha nossa aqui. Vale destacar que hoje a banda é completada pelo baterista Dale Crover e pelo guitarrista Jason Shapiro – e que Dale e Steven McDonald também tocam no Melvins.
E a notícia de verdade é que o Redd Kross tá vindo aí. O festival de documentários de música In-Edit Brasil vai comemorar 18 edições, vai dividir a festa com a loja de discos London Calling (que faz 40 anos) e o evento vai ter show deles, em noite histórica no dia 26 de junho no Cine Joia, em São Paulo. Tem mais aniversário na parada: os 45 anos de carreira do grupo, comemorados em 2024, também ganham festa por aqui. O evento é uma realização da Maraty.
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Um dia antes, 25 de junho, às 20h, o In-Edit Brasil exibe o documentário Born innocent: The Redd Kross story com a presença da banda para um debate com o público. O local será anunciado em breve. O filme percorre a trajetória da banda desde os ensaios adolescentes em Hawthorne até o status de heróis cult do rock alternativo, reunindo imagens raras, bastidores intensos e depoimentos de artistas impactados por sua obra.
Não é só o Redd Kross que sobe ao palco: AlphaWhores (Panamá) e Twinpines (Brasil), duas bandas ligadas ao espírito sonoro deles – variando entre stoner e garage rock – abrem a noite. E a DJ Flavia Durante, especializadíssima em música latina e indie rock (e sons indie em geral) vai fazer a discotecagem da festa, que não tem hora pra acabar.
SERVIÇO
Redd Kross primeira vez no Brasil
Celebração: 26 anos do In-Edit Brasil e 40 anos da London Calling Discos
Data: 26 de junho de 2026 (sexta-feira)
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade (São Paulo/SP)
Abertura da casa: 19h | Início dos shows: 20h
Line-up
Redd Kross (EUA)
Alphawhores (Panamá)
Twinpines (Brasil)
Discotecagem: DJ Flavia Durante
Ingressos
Venda online: fastix.com.br/events/red-kross
Ponto de venda físico: Loja 255 (Galeria do Rock/SP). Pagamento via Pix
Classificação etária: 18 anos
Realização: Maraty
Exibição do documentário Born innocent: The Redd Kross story
Data: 25 de junho de 2026 (quinta-feira)
Local: em breve
Horário: 20h
Sessão seguida de debate com a banda
Sinopse: Uma homenagem vibrante aos irmãos Jeff e Steve McDonald, fundadores do Redd Kross, uma das bandas mais singulares e influentes do rock americano nas últimas quatro décadas. Um turbilhão colorido e juvenil que mistura garage punk, glam, power pop e metal com ingenuidade, obstinação e escapadas extravagantes. Um universo próprio, um gênero em si, reverenciado por integrantes de Sonic Youth, L7, Black Flag, Melvins e Sebadoh, que lhes declaram amor eterno.
Com: Jeff McDonald, Steve McDonald, Kim Gordon, Thurston Moore, Mark Arm, Lou Barlow, Keith Morris, Donita Sparks, Jennifer Finch, Buzz Osborne, Dale Crover.
Direção: Andrew Reich | 2022 | Estados Unidos | 84 min
Realização: In-Edit Brasil
Urgente
Rolling Stones já estão gravando coisas novas, diz um músico ligado à banda

RESUMO: O saxofonista Courtney Pine revelou ter gravado recentemente com Mick Jagger para os Rolling Stones. A sessão reacende a possibilidade de outro álbum, embora a banda ainda não tenha confirmado nada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Kevin Mazur / Divulgação
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Os Rolling Stones mal lançaram Foreign tongues, seu 25º álbum de estúdio (resenhado aqui), e já podem estar preparando mais novidades. O saxofonista britânico Courtney Pine contou que esteve em estúdio com Mick Jagger há poucas semanas, apenas três meses depois da chegada do disco. E deu a entender que a gravação foi feita para a banda, não para algum projeto solo do cantor.
“Acabei de fazer outra sessão com Jagger há algumas semanas para os Rolling Stones”, revelou Pine ao programa Private passions, da BBC Radio 3. O músico, que vem do jazz, também falou sobre as diferenças entre seu trabalho e o universo do vocalista. “Mick é um artista incrível. Todo aquele universo pop é completamente diferente de tudo o que conheço”, afirmou.
Os dois já haviam trabalhado juntos em Wandering spirit, disco solo de Jagger lançado em 1993. Pine participou de uma primeira versão do álbum que acabou descartada e, posteriormente, foi chamado a Los Angeles para novas gravações. Mais de três décadas depois, os caminhos dos dois voltaram a se cruzar.
Por enquanto, ninguém confirmou que a sessão recente faz parte de um novo álbum dos Stones. Mas Jagger já havia dado algumas pistas de que não pretendia ficar muito tempo longe das composições. Em junho, antes mesmo do lançamento de Foreign tongues, ele comentou à NME sobre a possibilidade de o disco fazer parte de uma sequência de três trabalhos.
“Sim, poderia ser uma trilogia. Já comecei a escrever músicas, de qualquer forma”, respondeu. Só que nem tudo o que ele compõe acaba necessariamente nas mãos dos Rolling Stones. “Quando você escreve uma música, às vezes decide: ‘Isso não é para mim, mas poderia ser para o Red Hot Chili Peppers’, ou algo assim”, explicou. “Tenho muita coisa, e nem tudo é adequado para os Rolling Stones. Isso não deveria me impedir de continuar escrevendo”.
Se essas gravações vão render outro disco, ainda é cedo para saber. Mas, pelo visto, Jagger já está pensando no que vem depois de Foreign tongues.
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Wry mistura shoegaze e pós-punk em “Décimo andar”, faixa sobre solidão e espera

RESUMO: O Wry antecipa seu nono álbum com Décimo andar, single de shoegaze e pós-punk sobre isolamento e ausência. A música chega com capa inspirada no Prédio Pirâmide, de Sorocaba.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Eric Marques / Divulgação
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Em novembro, um ícone do rock alternativo nacional vai lançar disco novo: o Wry retorna com seu nono álbum de estúdio, cujo título ainda não foi revelado- só se sabe que é o segundo da banda a ser cantado em português. Para anunciar o disco, o grupo já lançou os singles Sob os olhos da multidão e No meio de um sonho, e agora é a vez de Décimo andar.
A faixa mistura shoegaze e pós-punk, com riffs gélidos e beat marcial – com sensação de isolamento acentuada pela parede de guitarras. Já a letra “surgiu de uma imagem: alguém sozinho à noite ouvindo a vida acontecer lá fora, enquanto espera por alguém que não está lá e talvez nunca esteve. O décimo andar é alto e longe do chão, um lugar de espera e observação. Conseguimos fazer uma música enigmática, densa e melancólica que parece uma cena de filme”, explica o vocalista e compositor Mario Bross.
A capa do single também tem a ver com essa ideia de distância e isolamento. Mario Bross usou uma foto do Edifício Antares, conhecido como “Prédio Pirâmide”, construído em 1986 no centro de Sorocaba (SP). O prédio, que virou um dos cartões-postais da cidade, tem uma ligação especial com o que a banda procura expressar na música. “A história desse prédio de certa forma serve como um parâmetro à nossa própria história, ao nosso lugar e à ideia de isolamento, observação e não pertencimento presentes na letra”, completa Bross.
Ainda sobre o próximo disco do Wry, a banda revela que ele vai ter dez faixas inéditas que abordam amor, dor e sobrevivência – ele da sequência ao elogiado Aurora, de 2022. Além da Mario, participaram da gravação do single Lu Marcello (guitarra), William Leonotti (baixo), Gabriel Penatti (harmonia vocal) e Italo Ribeiro (bateria), além de João Antunes, que cuidou de eletrônicos e fez a produção (com Bross), a gravação (com Luciano Marcello) e a mixagem e a masterização de Décimo andar.
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Pássaros: dupla mexe no baú e estreia com música guardada há anos

RESUMO: Formado por Débora Camiotto e Zozi Xavier, o Pássaros estreia com Não te quero mais, composição recuperada após mais de duas décadas que mistura grunge, nu metal e industrial.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Uma música composta há mais de 20 anos foi o ponto de partida para a estreia do Pássaros, dupla de Florianópolis (SC) formada pela cantora Débora Camiotto e pelo multiinstrumentista Zozi Xavier. Lançada em setembro, Não te quero mais recupera uma composição de James Raznor, antigo parceiro musical de Débora, e mistura grunge, nu metal e industrial.
Débora passou por bandas da cena independente paulista, como Hellas e BBGG. Já Zozi, natural de Pelotas (RS), tocou em grupos como Biotech e Fake Twilight, além de projetos autorais como La Noche Del Cuervo e Redundance. “Nos conhecemos em Florianópolis, no meio do caminho entre nossos antigos mundos, e desde o início, a música ocupou uma parte central no nosso relacionamento. Então voltar a produzir sempre foi um desejo forte, que agora conseguimos realizar”, conta Zozi.
A dupla já prepara o próximo single, Reinfect, cantado em inglês. As letras do projeto abordam experiências pessoais, conflitos emocionais e temas sombrios, às vezes com alguma ironia.
O nome Pássaros vem da imagem de uma ave presa numa gaiola, sem perceber que pode escapar. Para Débora, a metáfora também tem um significado pessoal. “Refere-se àquela sensação de estar preso, ao desejo de romper limites e à descoberta de que as asas sempre estiveram ali. Pra mim, é o ressurgimento depois de um período pessoal muito difícil, na música encontrei uma forma de sair da inércia”, explica.
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