Connect with us

Urgente

E qual é a dessa TV que o Green Day lançou no YouTube?

Published

on

E qual é a dessa TV que o Green Day lançou no YouTube?

RESUMO: Green Day lançou a Green Day TV, canal oficial no YouTube com programação 24 horas reunindo shows completos, clipes, raridades, bastidores, entrevistas, arquivos inéditos e novos programas exclusivos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Se a CazéTV pode transformar transmissões ao vivo em entretenimento, por que uma banda não faria o mesmo com o próprio catálogo? Foi essa a ideia do Green Day ao lançar a Green Day TV,ou simplesmente GDTV. Um canal de transmissão contínua no YouTube que funciona 24 horas por dia e vai muito além de uma playlist de clipes. E que no YouTube, tem o slogan autodepreciativo “Green Day TV está oficialmente no ar. Ninguém sabe quem aprovou isso…”

A novidade estreou nesta semana como uma espécie de emissora dedicada exclusivamente ao trio californiano. A programação reúne mais de cem horas de material, incluindo videoclipes, shows completos, registros raros, bastidores, entrevistas e imagens de arquivo inéditas, além de novos programas produzidos especialmente para o canal. A ideia é que a grade seja atualizada regularmente, em vez de simplesmente repetir o mesmo conteúdo indefinidamente.

Embora outras bandas já tenham apostado em transmissões contínuas no YouTube – casos de Metallica, Radiohead e Oasis —, o Green Day quis reproduzir a experiência de ligar a televisão e nunca saber exatamente o que vai aparecer. Entre uma atração e outra, entram vinhetas inéditas inspiradas na estética das TVs públicas americanas dos anos 1980 e 1990, comerciais fictícios e pequenos esquetes estrelados por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool.

O grande chamariz, porém, está no acervo. Quem acompanha a programação já encontrou um corte inicial do clipe de American Idiot, apresentações raras como o Bizarre Festival 2001, shows pouco vistos desde os anos 1990 e uma série de imagens de bastidores que nunca haviam sido disponibilizadas oficialmente. Em vez de apenas organizar vídeos já conhecidos, a banda abriu parte de seus arquivos para os fãs.

Há também conteúdo totalmente novo. Um dos destaques é Transmission unknown, programa apresentado pelo baterista Tré Cool que mistura entrevistas, performances, humor e convidados, reforçando a proposta de fazer do Green Day TV algo mais próximo de um canal de televisão do que de um arquivo digital. Para a atração, ele interpreta o personagem Raj Goombar, uma espécie de líder místico. “Ele promete ‘expandir sua consciência’, mas nossos advogados garantem que não o fará”, avisa a banda.

O João Pedro Ramos, um dos apresentadores do podcast Troca-Fitas, nos confidenciou que adorou essa banda, o 2m8o (cujo nome se pronuncia “too mate-oh”, ou “tomato”, tomate em português).

A reação inicial dos fãs tem sido bastante positiva. Nas redes, muitos comentaram que esperavam apenas uma sequência de clipes, mas encontraram uma programação montada com cuidado, cheia de surpresas e capaz de transformar o enorme catálogo da banda em uma experiência de descoberta — exatamente como acontecia nos tempos em que se deixava a MTV ligada o dia inteiro.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Urgente

Cocteau Calines: pós-punk + noise japonês, em protesto contra as guerras

Published

on

RESUMO: O grupo japonês Cocteau Calines cruza pós-punk, dream pop e rock alternativo em A city made of sorrow, canção de protesto contra a guerra com ecos de DIIV, Stone Roses e Smashing Pumpkins.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Tem algo de pós-punk soturno e de rock alternativo dos anos 1990 em A city made of sorrow, novo single do Cocteau Calines. O quarteto de Tóquio estica a música por pouco mais de seis minutos, num caminho que passa pelo DIIV, pelo balanço hipnótico do primeiro Stone Roses e por momentos mais pesados, que lembram o Smashing Pumpkins das guitarras distorcidas e do baixo ocupando bastante espaço.

É uma mistura que vai se revelando aos poucos. A city made of sorrow começa apoiada numa atmosfera de dream pop e em guitarras melódicas, mas ganha corpo conforme avança. O baixo distorcido ajuda a empurrar a faixa para um terreno mais escuro, próximo de certas bandas pós-punk, enquanto a voz em japonês de Yuya Nishiyama aparece quase incorporada à massa sonora – sempre na busca de repetição, clima e crescimento gradual.

A música também tem um contexto específico. Programada para sair na véspera do dia em que o Japão relembra o fim da Segunda Guerra Mundial, A city made of sorrow é uma canção de protesto contra a permanência das guerras e contra a ideia de violência praticada em nome da justiça. Formado em Tóquio em torno do baixista e vocalista Yuya Nishiyama, o Cocteau Calines também aposta no idioma japonês como parte fundamental de sua identidade, mesmo mirando ouvintes fora do país – aliás a ideia é propagar o idioma em outros países.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Cockney Rejects volta ao Brasil em 2027 com Olga, do Toy Dolls, na formação

Published

on

Cockney Rejects (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Cockney Rejects faz três shows no Brasil em abril de 2027, em Goiânia, Curitiba e São Paulo. A formação atual traz Michael “Olga” Algar, fundador do Toy Dolls, na guitarra.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Cockney Rejects volta ao Brasil em abril de 2027 para três shows – e com Michael “Olga” Algar, fundador do Toy Dolls, na guitarra. A banda inglesa de street punk toca em Goiânia (15 de abril, De Leon Music Pub), Curitiba (16, Basement Cultural) e São Paulo (17, Hangar 110). No dia seguinte, segue para Buenos Aires, em local ainda a ser anunciado. A turnê é da R&C Productions e terá a banda inglesa Few Thoughts como convidada.

Olga entrou para o Cockney Rejects em 2024, numa reformulação que manteve Jeff “Stinky” Turner nos vocais. “Depois de 45 anos brincando com The Toy Dolls, tive vontade de tentar algo novo! Felizmente ouvi de Stinky que ele estava montando um novo Cockney Rejects e ele me perguntou se eu gostaria de fazer parte dele. Claro que eu disse sim, sou fã do Cockney Rejects. Os shows têm sido incríveis e a nova formação é muito mais punk, como os Rejects de 1978-1980!”, contou na época.

Completam a formação JJ Pearce, ex-baixista do The Last Resort, e Ray Bussey, baterista que passou por grupos como The Business, Deadline e Knuckledust.

Formado no East End londrino no fim dos anos 1970 pelos irmãos Jeff e Mick Geggus, o Cockney Rejects tornou-se um dos nomes associados ao nascimento do Oi!, ao lado de bandas como Sham 69 e Cock Sparrer. O próprio termo ganhou força a partir de Oi! Oi! Oi!, música lançada pelo grupo em 1980. Futebol, vida operária e questões dos subúrbios londrinos sempre estiveram próximos de seu repertório.

A ligação da banda com o futebol chegou também ao Brasil. Em 2017, o Cockney Rejects lançou Chapecoense, homenagem às vítimas do acidente aéreo que matou jogadores e integrantes da comissão técnica do clube catarinense em novembro de 2016. A música adaptava Goodbye Upton Park, feita anteriormente para marcar o fechamento do antigo estádio do West Ham United, clube do qual Stinky é torcedor.

A abertura dos quatro shows ficará com o Few Thoughts, grupo de punk rock de Ramsgate, no sul da Inglaterra. Nos shows, o Cockney Rejects deve passar por músicas como Fighting in the streets, We are the firm, The power and the glory, Police car e, claro, Oi! Oi! Oi!.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

SERVIÇO
Cockney Rejects South America 2027

Goiânia
Data: 15 de abril de 2027 (quinta-feira)
Local: De Leon Music Pub
Endereço: Rua 86, 605 – Setor Sul, Goiânia – GO, CEP 74083-330
Ingressos aqui.

Curitiba
Data: 16 de abril de 2027 (sexta-feira)
Local: Basement Cultural
Endereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba – PR
Ingressos aqui.

São Paulo
Data: 17 de abril de 2027 (sábado)
Local: Hangar 110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo – SP, CEP 01121-010
Ingressos aqui.

Buenos Aires
Data: 18 de abril de 2027 (domingo)
Local: a confirmar
Banda convidada em todas as datas: Few Thoughts (UK)

Continue Reading

Urgente

Manicburg: abandono em clima pós-punk e post rock em “One for you and one for me”

Published

on

Manicburg: abandono em clima pós-punk e post rock em “One for you and one for me”

RESUMO: A banda nova-iorquina Manicburg combina guitarras pesadas, compasso em 7/4 e referências de Radiohead em One for you and one for me, faixa sobre abandono, solidão e ressentimento.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Manicburg gosta de fazer as coisas se chocarem em One for you and one for me. O novo single da banda nova-iorquina parte de uma estrutura pouco convencional, com compasso em 7/4, guitarras pesadas e mudanças de clima que aproximam pós-punk, post-rock e rock progressivo.

A banda nasceu do encontro entre o nova-iorquino Ray Lustig e o italiano Luigi Porto, que se conheceram na Juilliard School. Os dois vêm da música de concerto e acumulam trabalhos como compositores, com passagens por espaços como Carnegie Hall e Lincoln Center, além de festivais, casas de ópera e pequenos clubes – e depois o duo foi virando banda, com outros amigos.

No Manicburg, essa formação aparece misturada a referências do rock alternativo dos anos 1960 e 1990, da cena punk e experimental de Nova York dos anos 1970 e 1980, do cinema italiano, do cabaré, da vanguarda e da ópera-rock.

One for you and one for me tem muito de post-rock no som, com referências de Radiohead, além de alguns climas bem próximos do progressivo, de verdade. A estrutura ajuda a criar esse clima: as partes mais pesadas são conduzidas por guitarras e por uma batida em 7/4, enquanto a letra assume uma simplicidade quase infantil, mas vai deixando aparecer um lado bem menos inocente.

One for you and one for me é uma expressão de abandono, solidão e ressentimento crescente. A letra parece saída de rimas infantis, mas traz implicações ameaçadoras, lembrando Edward Gorey”, explica a banda, referindo-se ao escritor e ilustrador americano (1925–2000) conhecido por desenhos em preto e branco de aparência vitoriana e humor macabro.

O próprio nome Manicburg ajuda a entender esse universo. Além de identificar o grupo, representa uma cidade imaginária às margens do rio Hudson, pensada como um lugar instável, em que nada parece definitivamente resolvido. Ao vivo, Lustig e Porto trabalham com o baterista costa-riquenho Alvaro “Varo” Barahona, o baixista mexicano Daniel Espinoza e o guitarrista nova-iorquino Rob Salmon.

O single ganhou ainda um clipe feito em colaboração com o animador John W. Lustig e o fotógrafo do New York Times Robert Presutti. O vídeo conta também com a participação de Bill Weeden, ator ligado aos filmes da produtora independente Troma.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS