Urgente
A BrooklynVegan pode acabar – e a história envolve os irmãos do Good Charlotte

RESUMO: Good Charlotte tem ligação direta com BrooklynVegan, Alternative Press, Revolver e Goldmine: os irmãos Benji e Joel Madden, fundadores da Veeps, adquiriram as publicações, que agora enfrentam demissões em massa e possível encerramento.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Juro: não fazia a menor ideia de que a banda emo Good Charlotte era dona de sites como BrooklynVegan, Alternative Press, Revolver e Goldmine. Isso acontece porque Benji e Joel Madden, os dois irmãos gêmeos que criaram a banda, são os fundadores da Veeps, uma plataforma de transmissão ao vivo paga. A firma hoje pertence à gigante do mundo dos shows LiveNation, mas adquiriu os sites “em 2024 ou 2025” (a data é incerta).
Vai daí que na quinta (6) brotou a notícia de que esses sites vão fechar as portas – apesar de ainda continuarem online até o momento – após a Veeps fazer uma verdadeira sangria nas redações, demitindo (diz o site Pitchfork) praticamente todo mundo. O Pitchfork tentou falar com todo mundo, mas não rolou – no caso da BrooklynVegan, aparentemente os e-mails dos funcionários já tinham sido descontinuados, com exceção do fundador Dave Levine.
A Veeps é bem conhecida – foi responsável, por exemplo, pela transmissão online da sessão em que os Foo Fighters revelaram Josh Freese como substituto do falecido baterista Taylor Hawkins. Freese, por sinal, já havia tocado como baterista substituto do Good Charlotte em 2003. O fato da empresa ter pego essas publicações mostra bem a força de cada uma delas no universo indie.
A BrooklynVegan, fundada no olho do furacão do indie roock novaiorquino, em 2003, funciona como um radar de cenas, shows e artistas, com olhar especialmente atento ao underground, punk, hardcore, metal e indie. A Revolver, por sua vez, assume uma persona mais clássica de revista de rock, apostando em grandes nomes, personagens, bastidores e uma estética visual marcante, sobretudo no metal, hard rock e punk.
A Alternative Press mantém sua identidade ligada à cultura jovem do rock alternativo, emo, pop-punk e hardcore, com forte relação com bandas e fandoms. E a Goldmine ocupa um território mais histórico e colecionista, voltado a discos, reedições, vinil, memorabilia e histórias de artistas, falando principalmente com um público que valoriza memória e conhecimento musical.
Essas duas últimas são as publicações mais antigas: a primeira começou em 1985 e a segunda em meados dos anos 1970. Não há ainda confirmação oficial de que os veículos vão acabar mesmo, mas o caso já é tratado por muita gente como o fim de todos esses canais. O assessor de imprensa Jacob Daneman chegiu a postar no Xwitter um “RIP Brooklyn Vegan”, se solidarizando com a equipe, e reclamando que a Veeps foi “totalmente desrespeitosa” com a publicação.
Um detalhe que chama a atenção já há algum tempo nessas quatro publicações, é que o acesso a elas – possivelmente desde a tal compra pela Veeps – tem ficado mais complicado. Se você entra no site da BrooklynVegan, por exemplo, é recebido com uma verificação para saber se você não é um robô tentando pegar informações do site. O mesmo acontece nos outros sites.
Não acontece a todo momento, mas volta e meia quem entra depara com isso, e o acesso acaba demorando um pouco. Mas a razão para isso é uma só: IA. Nos últimos tempos, sites de música estão recebendo uma quantidade crescente de acessos automatizados. Não são apenas bots maliciosos, já que existem crawlers de buscadores, agregadores, ferramentas de monitoramento e, mais recentemente, agentes de IA tentando ler e indexar páginas.
A mensagem mandada com essas demissões é aquela mesma que você está pensando: é mais caro manter jornalistas e analistas de cenas trabalhando, e bem menos dispendioso dar tudo pra IA fazer, ou simplesmente não fazer nada. De resto, só vendo o que vai rolar: se as publicações continuam, se vão render vários outros canais e newsletters, etc.
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Estranhos Românticos fazem show de despedida antes de pausa

RESUMO: Os Estranhos Românticos fazem show de despedida neste sábado (8), no La Esquina, no Rio, antes de uma pausa na carreira – dois integrantes vão se mudar do Rio. A apresentação terá formação-relâmpago, música inédita e participações especiais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sales / Divulgação
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Os Estranhos Românticos fazem neste sábado (8) um show especial no La Esquina, na Lapa (Rio), marcado por despedidas e mudanças na formação. Após 12 anos de atividade, a banda entra em uma pausa para se reorganizar e concluir a mixagem de seu quarto álbum.
A apresentação marca a despedida do tecladista-fundador Luciano Cian, que está deixando o Brasil, e do vocalista Victor Barros, que retorna para Maceió. Para o show, o grupo convidou Greco (As Beattas, ex-A Última Gangue e Os Azuis) para assumir os vocais e a guitarra-base.
O repertório vai percorrer diferentes fases da discografia dos Estranhos Românticos e incluirá uma música inédita. A noite também terá participação especial de Humberto Effe, dos Picassos Falsos, e de Homobono (Djangos, Disstantes). Já a abertura fica por conta da banda Anacrônicos.
Segundo o grupo, esta pode ser uma das últimas oportunidades de ver os Estranhos Românticos ao vivo – pelo menos antes da pausa para a reestruturação da banda! Recentemente o grupo lançou o EP ao vivo Não é o fim (exclusivo para o Bandcamp) e o single Por que você me trata assim?.
SERVIÇO:
Estranhos Românticos – abertura: Anacrônicos
Data: sábado 8 de agosto, 19h30
Local: La Esquina (Av. Mem de Sá, 61 – Lapa, Rio
Participação Especial: Humberto Effe (Picassos Falsos) e Homobono (Disstantes / Djangos)
Ingressos aqui.
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E qual é a dessa TV que o Green Day lançou no YouTube?

RESUMO: Green Day lançou a Green Day TV, canal oficial no YouTube com programação 24 horas reunindo shows completos, clipes, raridades, bastidores, entrevistas, arquivos inéditos e novos programas exclusivos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se a CazéTV pode transformar transmissões ao vivo em entretenimento, por que uma banda não faria o mesmo com o próprio catálogo? Foi essa a ideia do Green Day ao lançar a Green Day TV,ou simplesmente GDTV. Um canal de transmissão contínua no YouTube que funciona 24 horas por dia e vai muito além de uma playlist de clipes. E que no YouTube, tem o slogan autodepreciativo “Green Day TV está oficialmente no ar. Ninguém sabe quem aprovou isso…”
A novidade estreou nesta semana como uma espécie de emissora dedicada exclusivamente ao trio californiano. A programação reúne mais de cem horas de material, incluindo videoclipes, shows completos, registros raros, bastidores, entrevistas e imagens de arquivo inéditas, além de novos programas produzidos especialmente para o canal. A ideia é que a grade seja atualizada regularmente, em vez de simplesmente repetir o mesmo conteúdo indefinidamente.
Embora outras bandas já tenham apostado em transmissões contínuas no YouTube – casos de Metallica, Radiohead e Oasis —, o Green Day quis reproduzir a experiência de ligar a televisão e nunca saber exatamente o que vai aparecer. Entre uma atração e outra, entram vinhetas inéditas inspiradas na estética das TVs públicas americanas dos anos 1980 e 1990, comerciais fictícios e pequenos esquetes estrelados por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool.
O grande chamariz, porém, está no acervo. Quem acompanha a programação já encontrou um corte inicial do clipe de American Idiot, apresentações raras como o Bizarre Festival 2001, shows pouco vistos desde os anos 1990 e uma série de imagens de bastidores que nunca haviam sido disponibilizadas oficialmente. Em vez de apenas organizar vídeos já conhecidos, a banda abriu parte de seus arquivos para os fãs.
Há também conteúdo totalmente novo. Um dos destaques é Transmission unknown, programa apresentado pelo baterista Tré Cool que mistura entrevistas, performances, humor e convidados, reforçando a proposta de fazer do Green Day TV algo mais próximo de um canal de televisão do que de um arquivo digital. Para a atração, ele interpreta o personagem Raj Goombar, uma espécie de líder místico. “Ele promete ‘expandir sua consciência’, mas nossos advogados garantem que não o fará”, avisa a banda.
O João Pedro Ramos, um dos apresentadores do podcast Troca-Fitas, nos confidenciou que adorou essa banda, o 2m8o (cujo nome se pronuncia “too mate-oh”, ou “tomato”, tomate em português).
A reação inicial dos fãs tem sido bastante positiva. Nas redes, muitos comentaram que esperavam apenas uma sequência de clipes, mas encontraram uma programação montada com cuidado, cheia de surpresas e capaz de transformar o enorme catálogo da banda em uma experiência de descoberta — exatamente como acontecia nos tempos em que se deixava a MTV ligada o dia inteiro.
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Fleetwood Mac: Lindsey Buckingham diz que ele Stevie Nicks estão se falando

RESUMO: Lindsey Buckingham revelou que voltou a conversar regularmente com Stevie Nicks durante a produção do documentário do Fleetwood Mac. A reaproximação reacende rumores sobre novidades em 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Pela primeira vez em muito tempo, uma notícia sobre Stevie Nicks e Lindsey Buckingham não envolve uma nova briga. Quem acompanha o Fleetwood Mac sabe que a relação entre o ex-casal sempre foi BASTANTE turbulenta. Depois de décadas de brigas, afastamentos e uma demissão que parecia definitiva, o guitarrista agora diz que os dois voltaram a se falar regularmente. E deixa no ar que 2027 pode reservar novidades.
Em entrevista ao E! News, Buckingham afirmou que a produção do documentário oficial do Fleetwood Mac, previsto para estrear no Apple TV+ no ano que vem, acabou aproximando novamente os integrantes da fase pós-1975 da banda (a turma do clássico disco Rumours, de 1977, enfim).
“Tem sido um processo de cura para todos nós”, disse. Sobre sua saída do grupo, acrescentou: “Ninguém ficou feliz com aquilo. Tudo isso foi resolvido… Stevie e eu estamos conversando o tempo todo agora”.
A declaração reforça a impressão de que a relação entre os dois atravessa um momento menos, digamos, complexo. Nos últimos meses, Buckingham e Nicks relançaram Buckingham Nicks, disco de 1973 gravado antes da entrada da dupla no Fleetwood Mac, e que nunca havia sido lançado nem em CD. E o guitarrista já havia alimentado especulações sobre uma possível reunião.
Ele também tratou com bom humor a repercussão do vídeo ao vivo da música Silver springs, feito em 1997 durante o show gravado para o álbum e DVD The dance que viralizou nas redes por causa do intenso olhar que Stevie lança a ele durante uma apresentação (e que soou como uma espécie de “acerto de contas” entre o ex-casal).
Questionado sobre um reencontro, Buckingham preferiu não dar detalhes, mas fez questão de manter a expectativa. “O ano que vem deve ser bem interessante, porque acho que muitas coisas vão se revelar”, diz ele.
E Stevie Nicks com isso? Bom, a cantora, cuja carreira solo acabou sendo a maior de todos os integrantes da banda, não parecia muito animada com reencontros há dois anos. Em 2024, ela afirmou que o Fleetwood Mac havia chegado ao fim com a morte de Christine McVie, em 2022, e contou que conversou com Buckingham por apenas “três minutos” durante a homenagem à antiga colega de banda.
Na época, também resumiu a convivência entre ela e Stevie com uma frase difícil de esquecer: “Dei a Lindsey mais de 300 milhões de chances”. Ainda é cedo para falar em uma nova formação do Fleetwood Mac. Mas, considerando o histórico da dupla, o simples fato de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham voltarem a conversar já é um (vá lá) acontecimento.
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