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Radar: Andy Jans-Brown, Graave, Robbie Rapids, Andrews Way – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Andy Jans-Brown.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Andy Jans-Brown): Divulgação
ANDY JANS-BROWN, “NOT IN THE MOOD FOR YOU”. “Algumas ligações você deixa tocar. Algumas vão para a caixa postal. Nem toda ligação merece uma resposta”, brinca esse músico australiano, que fala em Not in the mood for you sobre um término de relacionamento – só que na fase em que você percebe que não há mais mágoa, e que ele é um peso que você pode carregar sem maiores problemas. Mais um single do álbum Airport departure lounge, que acaba de sair.
GRAAVE, “BREATHE INTO YOUR EAR”. Banda francesa que faz um som bem metálico e bem gótico, mas com vocais relativamente tranquilos – nada de gritaria, guturalidades ou vozes operísticas. Em busca do que chamam de “arquitetura sonora sacra”, eles unem órgão, guitarra e clima melancólico no single Breathe into your ear, uma música sobre “temas de desorientação e renascimento, convidando o ouvinte a seguir uma voz salvadora em meio à escuridão”.
ROBBIE RAPIDS, “COMING BACK FOR MORE”. Uma espécie de “roqueiro da geração X”, como ele fala: Robbie faz uma união de punk e power pop, que faz lembrar tanto Ramones quanto Elvis Costello. Ele passou vários anos em Atlanta fazendo parte de várias bandas, e hoje grava solo. Coming back… é uma música “sobre atravessar semáforos correndo para ficar com seu amor secreto. Por algum motivo, não é certo, mas vocês dois fazem isso mesmo assim”.
ANDREWS WAY, “YOU’LL SEE”. Uma canção banhada no power pop clássico e no chamber pop. O Andrews Way é formado pelo casal John W. Andrews (vocal, guitarra, baixo, teclado e bateria) e Stacey K. Andrews (vocal, flauta, metais e percussão). John é experiente: já participava da cena musical local de Seattle desde o início dos anos 70, tendo sido membro de bandas como The Fine Touch, Tyme, Loft e New Memories – Stacey era sua musicista de estúdio em projetos solo, e o duo foi surgindo. Já tem dois discos lançados, com covers e originais, e é um som indicadíssimo para quem curte bandas como Badfinger e Monkees: pop classudo e bem feito.
MISTEREGG, “YOU ON THE RADIO”. Rock voltado para os anos 1970, mas com certo clima gótico que parece herdado das baladas de Alice Cooper – dá pra ver isso no piano e nos vocais. O MisteregG (a grafia é essa, com o G final maiúsculo) vem de Roma, e define seu som como uma espécie de “jornada sonora”, trazendo o lado atmosférico do rock clássico, além de homenagens a várias bandas conhecidas, espalhadas nas canções do grupo como “easter eggs”.
FERAL FAMILY, “SIMPLE LIE”. Esse trio de Yorkshire, na Inglaterra, faz pós-punk com referências dark fortísssimas em letras e arranjos – dá pra ver pelos riffs e pelos vocais que tem algo que vem direto do começo do U2 e de bandas como Joy Division, mas misturado com distorções típicas dos anos 1990. Segundo a banda, é uma música que fala sobre um relacionamento que vai se transformando em ressentimento após a descoberta de uma traição – tema pesado. O Feral Family lançou também um EP em fevereiro deste ano, … So far behind.
LEMON, “GLOOMER”. Em algum momento de 2026 sai o EP desse artista nascido no Brasil, mas radicado em Ontário, Canadá, e que faz shoegaze maquínico, entre guitarras em tom de nuvem e programações eletrônicas. Gloomer, o novo single, fala sobre solidão, nostalgia e o “peso silencioso” do envelhecimento e “captura a sensação de estar preso entre a saudade do passado e a busca por algo mais”. A ideia é dar uma sonoridade de sonho, mas sempre com distorção e algum peso.
AWAKE & DREAMING, “ANTIDOTE”. “Dark art-rock que seduz antes de atacar”, como diz essa banda canadense. Com referências que vão de Radiohead a Lola Young, o Awake & Dreaming traz o imaginário de um relacionamento entre dois predadores, com bastante veneno para caçar e transformar a vida do outro em algo que vai rapidamente do inferno ao paraíso. Os vocais (femininos) são tranquilos e a música deve bastante a bandas como The Cure e The Cult.
BJ SPICER, “A REPUBLIC (IF YOU CAN KEEP IT)”. Cantor e compositor canadense, Spicer fez essa canção que oscila entre country e rock alternativo, inspirado na frase de Benjamin Franklin sobre a fragilidade das democracias. A ideia é incentivar “os ouvintes a refletirem sobre o que significa salvaguardar as instituições e os valores que herdam”, e fazer com que todo mundo entenda que democracia é tudo, menos uma brincadeira, ou algo que pode ser esquecido.
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Radar: Terry Dammit, Beasts Ethereal, Cigarette After School – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Terry Dammit.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Terry Dammit): Divulgação
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TERRY DAMMIT, “PILLS”. Vindo de Los Angeles, Terry Dammit lembra bastante artistas como Johnny Thunders e Warren Zevon, com aquela mistura de despojamento e tristeza absoluta. Evening powerlines, o primeiro álbum, tem clima entre o punk e o vaporwave, com direito a tecladinhos bem antigos. Um disco cheio de “temas de isolamento, memória, recuperação e identidade moderna fragmentada”, como diz Terry.
BEASTS ETHEREAL, “RAMANA”. Um projeto musical “que nasceu na interseção entre psique, espírito e som — um espaço onde o bruto e o transcendente se encontram”, como eles fazem questão de dizer. O Beasts Etheral vem dos EUA, mas gravou Ramana na Espanha, numa ocasião produtiva em que o grupo fez 8 músicas em cerca de 12 dias. Som pesado e, simultaneamente, reflexivo – entre o metal e o pós-punk, com lembranças de Iggy Pop nos vocais.
A DAY IN VENICE, “HEAR ME”. Esse projeto musical italiano combina vibes pós-punk e climas, às vezes, próximos do gótico – mas sempre com vocais abertíssimos e melodias lindas. Dessa vez voltam com Hear me, uma espécie de art-rock marcado por riffs perdidos de guitarra, musicalidade comstruída na distância, e versos que falam sobre “perda de orientação – em uma estrada, em uma noite, dentro de si mesmo”. A música então “transforma essa desorientação em movimento”, a partir de riffs cada vez mais fortes, lembrando o Interpol, e beats marciais.
CIGARETTE AFTER SCHOOL, “COCAINE”. Rock da Ucrânia, mas baseado no Canadá, e com arquitetura sonora altamente crua e nome, digamos, insinuante: o Cigarette After School tem só um single lançado, cujo título é mais louco ainda. Cocaine é um tema entre o pós-punk e a no wave, com guitarras altas e minimalistas, e vocal quase falado. Em breve sai o primeiro EP, com quatro faixas, Nothing but a game.
JAMES TONIC, “WHO’S GOING DOWN”. Com referências de nomes como Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975, gente boa de melodia e de criação pop – e de criação de atmosferas oníricas – James surge com mais uma faixa de seu musical dream pop Safety, que rendeu dois discos. Uma canção sonhadora, repleta de synths, em vibe ambient, e que representa “a última hora de uma festa que você não quer que termine”, segundo James.
FRAINER, “FEBRE”. O composutor gaúcho Frainer leu um texto sobre love bombing (o hábito de bombardear o interesse amoroso com mensagens românticas e depois agir de modo desinteressado) e daí saiu Febre, um indie pop com elementos de grunge, cuja letra fala sobre relações que começam rápido demais e desaparecem na mesma velocidade.
“Ela nasceu de um momento em que comecei a perceber um padrão nas minhas relações – tudo intenso, tudo urgente, mas quase sempre passageiro. A sensação de calor que sobe rápido, mas não se sustenta”, conta ele, que vem preparando um álbum para breve.
HVCK FYNN, “DON’T TAKE YOUR EYES OFF ME”. Esse duo vem da Suíça e mostra categoria indie-pop no single novo, que vai para um lado meio 70’s, sustentado por um riff simples de violão e por uma guitarra meio soul – ao mesmo tempo, tem um beat bem moderninho. A ideia deles nas composições é que “a fantasia se torna realidade e as fronteiras se confundam” – daí Don’t take you eyes off me soa até um pouco psicodélica em alguns momentos.
JASON MICHAEL MOORE, “SHADES OF GRAY”. Vindo de Los Angeles, Jason passou por bandas como a psicodélica Magna Zero, e estreia solo com o disco Estranged – uma jornada pessoal em torno de temas como alienação e isolamento, com clima sonoro lembrando as experimentações de Mike Patton. Shades of gray, uma espécie de reggae maldito e experimental, é definida por ele como tendo uma vibração singular que “permite que a escuridão respire um pouco e abre espaço para o inusitado, como dançar com nossas sombras sob um céu de lua cheia”.
ORPHAN PRODIGY, “VODKA BUILD”. Projeto de rock eletrônico do músico e produtor Ian Keller, do Queens, o OP surgiu após Ian curar um transtorno de pânico e voltar à música. Vodka build, novo single, “explora a tensão entre destruição e salvação em um mundo moderno à beira do abismo” e é uma faixa eletrônica bem espacial e pesada, mas com certa tranquilidade nos arranjos.
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Radar: Forgotten Garden, Dumb Sociable Motel, Mercury Teeth – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Forgotten Garden.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Forgotten Garden): Divulgação
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FORGOTTEN GARDEN, “RAIN”. Dividido pela portuguesa Ines Rebelo e pelo escocês Danny Elliott (teclados, guitarra), o FG geralmente é descrito como “Lana Del Rey encontra The Cure” – o som é um dream pop cujas referências também vão de Joy Division e Weyes Blood. Rain, o novo single, é uma canção melancólica sobre a tristeza causada pelo fim de um relacionamento, em que uma pessoa se afasta achando que vai ficar tudo bem, mas logo descobre que não. “As referências à chuva na música são motivos para a depressão causada pelo término”, contam.
DUMB SOCIABLE MOTEL, “WHERE’S MY BUDDY?! (ROOM 05)”. Esse grupo não revela seus rostos, e faz um garage rock que tem lembranças de bandas como Royal Blood e Black Keys. O EP Room 05, lançado há pouco, acompanha a história do hóspede do Quarto 05, descrito por eles como “uma pessoa comum sobrecarregada pela rotina, pela pressão do trabalho e por um sistema que o drena lentamente, empurrando-o para um distanciamento gradual da realidade”. Where’s my buddy?! termina a história tentando entender porque é que uma pessoa querida (ou um objeto querido) desapareceu.
MERCURY TEETH, “THE KNIFE THAT BURNS”. “O Mercury Teeth me dá a oportunidade de fazer essa música exatamente como a imagino”, conta Red Kersse, criador do projeto. E como ele imagina a música? Como algo bem experimental, lembrando às vezes o som de bandas como Primus e Flipper – e quase sempre caminhando lado a lado com a loucura sonora, com influências de noise rock, hardcore punk, art rock, jazz fusion e experiências pessoais.
JAMES TONIC, “AT THE TIME IN NEW YORK”. James tem uma energia bem anos 1980 em seu som, além de referências de Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975. At that time faz parte do musical dream pop Safety, lançado recentemente em dois álbuns, e que também já ganhou os palcos. Essa faixa é tida por ele como a mais radio friendly do conjunto, a faixa que mostra a sensação de ser literalmente engolido por uma cidade.
LUX THE LION, “BONNIE & CLYDE”. Brasileiro vivendo em Lisboa, Lux começou a fazer Bonnie & Clyde a partir daquelas perguntas que todo mundo se faz: “e se tivesse sido diferente? E se eu tivesse ido? E se eu tivesse ficado? E se eu tivesse escolhido aquela pessoa, aquela cidade, aquela vida?”. O clipe usa cenas do próprio filme Bonnie & Clyde: Uma rajada de balas (1967), de Arthur Penn.
LUNA IN CÆLO, “MINERVA (PARTE 2)”. O Lvna in Cælo é um dos projetos fundamentais e cultuados da cena pós-punk, rock gótico e dark wave chilena, criado pelo músico Daniel Dávila. Minerva é um disco que tem duas faixas instrumentais, compostas em 2024 por Daniel como uma trilha para o curta-metragem Os mistérios do Castelo de Dados (1929), do artista visual Man Ray. O músico fez as duas faixas com propósitos diferentes: a parte 1 de Minerva é mais simples, mais minimalista, e a segunda é mais energética.
“Este EP representa uma evolução na busca por capturar a melancolia e a luz na escuridão. Eu queria um som que fosse expansivo, mas ao mesmo tempo íntimo e comovente”, diz Daniel.
SHEA PACHECO, “LOOK OUT BELOW”. Com referências de Liz Phair e Phoebe Bridgers, entre outros, Shea – que vem de Atlanta, Georgia – acaba de lançar o EP Under ether, sobre um período em que ela precisou bastante de ajuda: tinha alucinações e chegou a achar que estava enlouquecendo. Look out below, um indie folk tranquilo, é um dos singles do disco. A letra não é tão tranquila assim: fala sobre o terror de pensar, pensar, e não achar saídas.
OPPOSING THE SHADOWS, “KNOW YOUR PLACE”. Projeto musical liderado pela cantora Nadia, o Opposing The Shadows une metal e sons góticos, com lembranças de bandas como Nine Inch Nails. Ela diz querer inspirar pessoas com sua música, e o disco novo do projeto, Fuel the chaos, tem esse objetivo. “Em vez de criar uma história centrada na vitimização, optei por escrever a partir da perspectiva da resiliência e da sobrevivência”, disse.
ARI FRASER, “SEE ME”. Uma canção altamente pop sobre o anseio de ser compreendido por alguém que já se foi. Ari fez essa música inspirado em artistas como Phoebe Bridgers, Daughter e Billie Marten, e fala basicamente sobre abandono emocional e conexões que já foram faz tempo.
GAWD, “LET THE EARTH CRY”. Uma música “sobre recusar o silêncio e o controle”, como diz a turma desse projeto musical norte-americano. O som tem peso que lembra o começo de Marilyn Manson e a letra fala sobre a política de “não pergunte nada, não conte nada” que envolve uma série de opressões nos Estados Unidos. “Era uma política que exigia que militares gays escondessem quem eram ou seriam expulsos — não era apenas uma regra militar. Era uma instrução cultural que já existia muito antes de ser transformada em lei. Fique quieto. Diminua sua importância. Proteja a instituição do desconforto da sua existência”, contam.
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Radar: Glass Coffin Club, Maxswell, Chelsea Motel – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Glass Coffin Club.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Glass Coffin Club): Divulgação
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GLASS COFFIN CLUB, “SUNDAY SERVICE”. Vindo do Kentucky, esse duo faz death rock, com referências de nomes como Christian Death, Skinny Puppy, The Cure e o comecinho do TSOL. O som tem guitarras pesadas, letras sinistras e bateria eletrônica por escolha estética – a ideia é parecer o filho mais sinistro do rock oitentista. Sunday service está em Revival of malice, segundo álbum do Glass Coffin Club, lançado no ano passado. Mas tá vindo um disco novo aí, End of time, que sai no dia 24 e une anarcopunk, darkwave, metal e estilos que parecem imiscíveis.
MAXSWELL, “CASSANDRA”. Maxwell Thomas Mahar vem de Phoenix, Arizona, é egresso da cena death metal (tocou no Ethernal, grupo dedicado à escola antiga do gênero) e faz hoje basicamente darkwave feroz, com guitarras metálicas, beat eletrônico, vocal grave e fantasmagórico. Cassandra é seu primeiro single de 2026.
CHELSEA MOTEL, “LOST IT FOR YOURSELF”. A onda darkwave tá pegando fogo nos Estados Unidos – o Chelsea Motel vem de Nashville e faz pós-punk com toques dark e vocal doce. Lost it for yourself, o novo single, tem bastante a ver com a frase que a banda usa para definir seu som no Spotify: “bem vindo ao caos etéreo”.
BARRY & THE VISITORS, “THIS IS EVERYTHING”. O som dessa banda lembra bastante a onda de revisão roqueira dos anos 1970 – de Elvis Costello e Warren Zevon a Pretenders e Bruce Sprngsteen. O disco novo, My wave is new, já está nas plataformas. This is everything, um dos destaques do álbum, tem a mesma onda moderna e nostálgica dos clássicos de Costello.
I YA TOYAH, “FEELINGS”. Esse projeto eletrônico de-uma-mulher-só vem de Chicago e volta com Feelings, definida como “uma declaração industrial áspera e contundente que coloca a humanidade moderna diante do espelho – e não desvia o olhar”. O som é pesado, eletrônico, industrial e lembra uma versão 100% feminina do KMFDM (com quem por acaso ela andou fazendo turnê, ao lado do Front Line Assembly).
VERÓNICA LUCIANO, “EL MOMENTO”. Vinda dos Estados Unidos, Verónica faz de El momento um rock latino moderno, com lembranças de punk-pop e power pop, e letra em espanhol. A ideia da faixa é capturar “exatamente aquele instante em que as emoções tomam conta e o tempo parece ficar suspenso”.
WAY TO BLUE, “FOR ALL THE TIMES”. Vindo da Itália, esse projeto é dedicado ao synth pop de climas e ambientações dark, bastante referenciado nos anos 1980 “Ela fala sobre a importância de aceitar as consequências das escolhas que fazemos na vida. Às vezes essas escolhas nos levam à derrota. No entanto, reconhecer isso nos permite encarar o futuro com dignidade, em um diálogo constante com a própria vida”, contam.
CHRIS OLEDUDE, “SAVE THE CHILDREN”. “Essa música é um chamado à ação para aqueles que se acostumaram às atrocidades cometidas por ‘líderes’ que supostamente deveriam agir em nosso melhor interesse”, diz Chris, vindo do Brooklyn, Nova York. “A música pede que os ouvintes não esqueçam nem ignorem as vidas inocentes perdidas em atos de violência desnecessária; são pessoas que pagam o preço por pecados que não cometeram”. O som de Save the children é um reggae com algumas surpresas na melodia – e os vocais de Chris são bem blueseiros.
JACLYN DIMA, “I WON’T DANCE FOR YOU”. Artista independente de Nova York, Jaclyn faz, em seu novo single, um dance-pop como se fazia nos anos 1980 – com beats e teclados de época, e recordações de cantoras como Debbie Gibson (lembra?). A ideia original era fazer algo mais roqueiro, mas as coisas foram mudando. E a letra é pura autoafirmação. “Essa música fala sobre dizer não ao que não serve mais para você e sim à sua própria voz. É sobre abraçar a mudança, a transformação e a coragem de se reerguer daquilo que desmorona”, diz.
HALLUCINOPHONICS, “FROZEN MERIDIAN”. Esse projeto musical do Reino Unido é mais pós-punk e dream pop do que propriamente psicodélico (mesmo com um “alucinofônicos” no nome). Frozen Meridian, afirmam eles, “captura a beleza glacial da Islândia por meio de atmosferas inspiradas em Pink Floyd e da sofisticação contida de Porcupine Tree. A música traça as coordenadas do ponto em que o silêncio glacial da Islândia se transforma em uma nova linguagem”. E é exatamente isso aí.



































