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O que Gregg Alexander (New Radicals) está fazendo nos créditos do novo dos Strokes?

Quando os créditos do novo disco dos Strokes, Reality awaits, foram divulgados, um nome chamou a atenção entre os compositores do disco: Gregg Alexander, líder do New Radicals e autor de um dos maiores hits do fim dos anos 1990, You get what you give. Alexander divide a autoria de Going to babble on, power pop que já desponta como uma das melhores faixas do novo álbum dos Strokes (resenhado pela gente aqui).
A parceria chama a atenção por aproximar dois artistas de trajetórias bem diferentes. De um lado, Julian Casablancas, que ajudou a redefinir o garage rock dos anos 2000 com os Strokes e depois levou sua inquietação para o The Voidz. Do outro, Gregg Alexander, que encerrou cedo a carreira à frente do New Radicals e virou um dos compositores mais requisitados da indústria americana.
Nos últimos vinte anos, Alexander escreveu ou coescreveu músicas para nomes como Sophie Ellis-Bextor (Murder on the dancefloor), Santana e Michelle Branch (The game of love), Rod Stewart e Enrique Iglesias. Sempre longe dos holofotes, construiu uma segunda carreira como um daqueles compositores que todo mundo em Los Angeles conhece, mas quase ninguém vê.
A princípio, parecia um encontro improvável. Mas essa história começou bem antes de Reality awaits. Em 2021, Julian lançou Starting again, música feita para a campanha de Maya Wiley à prefeitura de Nova York. Na época, os próprios Strokes divulgaram que a faixa havia sido produzida por David Kahne e Gregg Alexander, que também assinava a letra. Meses depois, fãs encontraram o registro da música na ASCAP e passaram a especular sobre um lançamento oficial.

A surpresa é que Going to babble on reaproveita justamente a melodia de Starting again e até o verso “starting again”, repetido na gravação original. O suficiente para garantir a Gregg Alexander um crédito de composição no novo disco dos Strokes.
A história, então, não é a de um ex-New Radicals aparecendo de surpresa em um disco dos Strokes. É a de uma parceria que começou discretamente em 2021, ficou escondida por anos e acabou desembocando em uma das melhores faixas de Reality awaits. Para quem ainda associa Gregg Alexander apenas a You get what you give é um bom lembrete de que um dos grandes compositores pop das últimas décadas nunca deixou de trabalhar — só passou a fazer isso longe dos holofotes.
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Piracity resgata indie pop dos anos 2000 no single “Watch out!”

RESUMO: Formado por Alessandro Oliveira e Deza Michel, o Piracity estreia com Watch out!, single de guitarras, melodias simples, sobre autoconfiança e o peso do julgamento alheio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Watch out! é o primeiro single do Piracity, duo formado por Alessandro Oliveira e Deza Michel. A música chega acompanhada de videoclipe e parece ter saído de uma cápsula do tempo dos anos 2000, quando o indie pop gostava de guitarras, melodias simples e alguma melancolia sem precisar transformar tudo em tragédia.
A letra trata de uma situação bem atual: a tentativa de não deixar que os outros decidam quanto você vale. O título funciona quase como um aviso para quem insiste em diminuir, julgar ou subestimar. Em vez de entrar nessa disputa, a música prefere responder com autoconfiança e seguir em frente.
“É uma canção autoral que atravessou mais de uma década até encontrar o momento certo para ganhar vida”, explica o duo. “Nossa composição mostra como algumas histórias precisam apenas do tempo certo para acontecer”.
Alessandro e Deza já são conhecidos por trabalhos desenvolvidos em outros projetos na cena independente, e Watch out! nasce justamente da vontade de colocar essa parceria no centro. “É importante pra gente lançar essa faixa que diz tanto sobre esse sentimento comum, o de não permitir que outras pessoas determinem o seu valor”, dizem.
Musicalmente, o Piracity combina vocais graves e agudos com guitarras e solos, mantendo a faixa dentro de uma sonoridade pop, mas sem abandonar a estrutura de banda. O videoclipe aproveita imagens de uma session gravada no estúdio Take One, em Curitiba, com os dois músicos tocando seus instrumentos.
Watch out! acaba funcionando como uma apresentação bastante direta do duo: uma música sobre construir a própria identidade sem deixar que o julgamento alheio vire uma espécie de manual de instruções. Afinal, se alguém precisa ouvir o aviso do título, provavelmente já sabe por quê.
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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron voltaram a tocar como Soundgarden, com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready na guitarra, em show no intervalo de uma partida da NFL.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Aparentemente o Soundgarden voltou mesmo, só não avisou a ninguém. A banda de Seattle voltou a se apresentar com Taylor Momsen, cantora do Pretty Reckless, nos vocais nesta quarta-feira (9), em uma ocasião especial no Lumen Field, em Seattle – foi durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, pela NFL.
Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron, os três da formação clássica do Soundgarden, tocaram no show, que ainda teve participação especial de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam. Essa turma tocou Outshined e Spoonman, clássico do grupo (presentes, respectivamente, nos álbuns Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994.
Não foi a primeira vez que Taylor Momsen se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I am the highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden (Black hole sun) na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.
Será que a brincadeira de voltar (com Taylor nos vocais) vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.
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Parque da São canta a “estranha nostalgia de um videogame de futebol” em “FIFA 06”

RESUMO: Sai outtake do disco de estreia do duo carioca Parque da São: FIFA 06 fala da “estranha nostalgia de um videogame de futebol” em clima quase no wave.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Antonia Muricy Leite / Divulgação
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O extremamente experimental álbum de estreia do duo carioca Parque da São, Ideograma – resenhado pela gente quando saiu – acaba de render um outtake. FIFA 06, jogado nas plataformas pela dupla e pelo selo Seloki Records, é uma faixa descartada do álbum, uma espécie de fantasia que “revisita a estranha nostalgia de um videogame de futebol através de uma lente lúdica, fragmentada e ligeiramente surreal” – evidentemente com referência ao game Fifa 06, para Playstation.
Na música, Clarissa Cosenza e Arthur Bittencourt fazem os vocais e recordam como era disputar partidas do game com os amigos. “2003 / jogando o futebol do mês / fiquei nervoso e quis tocar / alguém pior vai me salvar / Pedro se chutar é gol!”. Além deles (com Arthur responsabilizando-se também por composição, guitarra e baixo), tocam Julio Santa Cecília (synth, produção) e Arthur Martau (bateria).; O resultado é uma faixa com uma formatação maior de rock, só que bem experimental e ruidosa, quase no wave, com guitarras distorcidas no talo – e um segunda parte em clima shoegaze.
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