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O dia em que Grace Slick falou “fuck” na televisão

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Já ouviu falar de quando os Sex Pistols falaram “fuck” na TV em 1976 e provocaram a ira de alguns telespectadores? Bom, teve mais gente antes deles: em 19 de agosto de 1969 uma mocinha nada recatada e nada do lar, Grace Slick – vocalista do Jefferson Airplane – foi a primeira pessoa da história a falar a palavra na frente das câmeras.

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O ato aconteceu um dia depois do festival de Woodstock, quando a banda apresentou a canção “We can be together” no “Dick Cavett Show”. A música era o lado B do single “Volunteers” e estava no álbum também chamado “Volunteers” – o sexto da banda e um dos primeiros discos da história do rock a serem gravados em 16 canais.

A letra, uma das mais politicamente aguerridas da banda, fazia referência ao grupo anarquista Up Against The Wall Motherfuckers. Sentada sobre uma série de discos bem sucedidos, a turma do Jefferson Airplane conseguiu manter as palavras “fuck”, “motherfucker” e “shit” no disco sem problemas – no single lançado em abril de 1969 com “We can be together”, o “motherfucker” surgiu enterrado na mixagem, mas ainda era audível.

Olha o vídeo aí.

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Faixa a faixa: Fernando Parré, “Forja”

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Faixa a faixa: Fernando Parré, "Forja"

Nascido e criado no interior de São Paulo, Fernando Parré e soma várias atividades na arte: é músico, produtor, poeta, fotógrafo, filmmaker e pintor. O nome do disco vem do nome do seu estúdio. O primeiro disco, Gerúndio, saiu no ano passado, e o novo EP, Forja, sai agora, buscando unir o lado visual ao musical. E algo que já surge na capa, com as imagens correspondentes às quatro faixas.

“As canções do EP começaram a ser compostas o começo de 2020, num cenário de encarar a pandemia e pressentir o muito que ainda havia por vir. Foram músicas que se apresentaram após o lançamento do álbum Gerúndio”, explica Fernando, que compôs, tocou todos os instrumentos e cuidou da produção e da mixagem.

Fernando mandou um faixa a faixa do disco para o POP FANTASMA. Leia ouvindo.

PRANTO, de ser pequeno perto da história, perto do necessário para mudar. Perto do tempo: passagem; vai, vem. De ver que as crises são plano em ação. Da morte que, agridoce, finaliza e recomeça. Da esperança enquanto verbo.

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A primeira faixa. Abre o álbum dentro da narrativa de ser e estar no mundo contemporâneo. Entender o que há por meio da História. Beat eletrônico dançando entre o lo-fi e o darkwave. Sintetizadores, cordas e voz procuram criar o ambiente para uma música que fala das crises, do tempo, da paciência histórica necessária para (r)existir. O desafio de viver hoje com o muito que o passado nos traz com necessidade de mudança. De um choro que é para fortalecer. Musicalmente foi composta procurando explorar texturas minimalistas diversas, que compõem a base aguda do beat. Sintetizadores cujos timbres podem ser lamentos, constatações, respiros. Para se entender e transformar, é necessário olhar. Para olhar é necessário coragem.

FESTA, dos movimentos opostos e complementares: o lento, gradual, pouco a pouco, e o rápido, súbito, de uma só vez. Do celebrar e insistir, se alimentar na força dos encontros – e desencontros. Do olhar a partir de um ponto e, com tantos outros pontos juntos, abranger a perspectiva conjunta, transformadora.

A segunda faixa do álbum. Das forças que moldam paisagens e pessoas. Baixo de síntese subtrativa, o som se inspira na cumbia, dentro de uma estética eletrorgânica, fundindo elementos do dubstep e trap ao gênero latino. Festa, dos encontros, síntese do poder que temos enquanto indivíduo. Da necessidade de processos lentos, micro-geopolíticos, que como erosão, moldam o relevo. E de processos rápidos macro-geopolíticos, que feito explosão, repentinamente criam mudanças drásticas e bruscas. Musicalmente, fundir um gênero tradicional da música latino-americana com gêneros e elementos de música eletrônica contemporânea. Festa, seriedade fundamental aos processos gradativos ou repentinos.

LUTA, de um dia após o outro, do desejo dos bons ventos, que geram movimento e arejam as ideias e sentimentos. Da ponte que somos entre chão e céu. Do cultivo que o tempo demanda. Das mãos, interface entre ser e estar. Do poder imenso que reside em cada pessoa.

A terceira faixa. Do papel de cada indivíduo e da sociedade como todo em agir. Do cotidiano às disputas em grandes escalas, da descolonização dos corpos, da paisagem, das instituições, da existência. Da forja que somos nós. Somos pranto, festa, luta, e também lar. Somos, precisamos ser, existir e resistir, dado o cenário no planeta. Guitarras, coro de vozes, letra e pianos elétricos criam a atmosfera que transita entre o rock, o jazz e afrojazz, o groove e EDM. Se voltar para o presente, cotidiano, na força que carregamos, nossas e dos antepassados. A potência do ser humano em sociedade reside em cada pessoa. A humanidade é a gente, o indivíduo. Musicalmente, uma atmosfera que se vale de guitarras com timbre limpo, aberto, pianos elétricos vintage e não menos momentos de intensidade, solos de guitarra com timbre distorcido e baixos que se inspiram no peso do Dubstep.

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LAR, dos lugares espaciais e subjetivos que habitamos, onde confortamos e acolhemos a nós mesmos. Das raízes, nutrição e sustento. Do lar partimos, ao lar chegamos, em lar estamos.

A última faixa, única sem letras. Do lugar onde nos fortalecemos, onde cuidamos das feridas e preparamos as ferramentas de luta. Onde celebramos, vivemos, de onde ningúem chega nem nos tira. Do Lar em si e no mundo. Djembes, conga, chocalhos e alfaias invocam a acestralidade por meio da percussão. O chão que forma o Lar ao longo das tantas gerações que nos antecederam. Explorando o Maracatu, a Ciranda e o House, a fusão entre ritmos tradicionais brasileiros e música eletrônica contemporânea retrata o paradigma atual. As raízes, tradições, e a vasta quantidade de informação, de novas perspectivas, de inovações, negações e reafirmações: a todo momento conflito e síntese, no desenrolar da realidade. O futuro, forjado no presente, que se faz em cada pessoa e nas sociedades como todo”.

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Cinema

Mostra de cinema e música Curta Circuito vem aí e estamos nela!

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Tem um festival unindo música e cinema, cuja 21ª edição começa hoje, e nós estamos nele. O festival Curta Circuito começa nesta segunda (11), online e que e traz sete filmes brasileiros que contam a história da música e de músicos. Com direção de Daniela Fernandes e curadoria de Andrea e Carlos Ormond, o evento acontece online pelo site da mostra, entre 11 e 17 de outubro, com filmes disponíveis a partir das 20h em cada dia e participação gratuita. Nós (enfim, eu, Ricardo Schott, editor deste site) estamos lá participando de um debate sobre o filme Ritmo alucinante, de Marcelo França (na quarta, dia 13, ao lado do diretor de fotografia Jom Tob Azulay)

“Em anos anteriores debatemos filmes populares (2017), violência (2018), fé, magia e mistério (2020). Nosso recorte da curadoria conta não especificamente a história da música, mas histórias de música – e de músicos. Em todos os filmes, existe um ponto convergente: os músicos são protagonistas de experiências e emoções, levando de carona o espectador”, explica a curadora Andrea Ormond. “Esta edição do Curta Circuito vem como mais um alento a todos aqueles que resistem. A programação está recheada de histórias e da presença de personagens femininos marcantes da filmografia brasileira, dos anos que trazem som, cor, vivacidade, liberdade e postura”, completa a diretora Daniela Fernandes.

O filme Ritmo alucinante mostra trechos do festival Hollywood Rock de 1975, realizado no antigo Estádio de General Severiano, em Botafogo, com participações de Rita Lee, Vímana, O Peso, Erasmo Carlos, Raul Seixas e Celly Campello.

Entre os outros filmes da mostra estão Bete Balanço (1984, dir. Lael Rodrigues), Um trem para as estrelas (1987, dir. Cacá Diegues), Corações a mil (1983, dir. Jom Tob Azulay, com Gilberto Gil e Regina Casé) e Roberto Carlos e o diamante cor de rosa (1970, dir. Roberto Farias).

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Animage: estreia nova edição de festival de animação de Pernambuco

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A décima-primeira edição do Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco vai rolar em edição híbrida entre 8 e 17 de outubro. O festival vai ter exibições online e sessões presenciais no histórico Teatro do Parque, conhecido por reunir os fãs de cinema do Recife e que foi recém-reinaugurado.

A nova edição do festival, a primeira após a interrupção provocada pela pandemia, traz longas-metragens, competição internacional de curtas, mostras especiais, oficinas para crianças, iniciantes e profissionais, além de masterclasses, entrevistas e painéis, tudo com acesso gratuito. Toda a programação poderá ser acompanhada no site animagefestival.com.

Entre os filmes do evento, tem produções ligadas à música, como o japonês On-Gaku: Our sound, de Kenji Iwaisawa, que conta uma história sobre três jovens delinquentes que decidem formar sua própria banda de rock mesmo sem saber tocar nenhum instrumento, e é baseado no mangá japonês Ongaku to manga, de Hiroyuki Oohashi. O filme tem referências a banda clássicas do rock, como os Beatles, e a grupos do punk e do pós-punk. Apresenta 40 mil desenhos feitos à mão e demorou sete anos para ser finalizado. O filme será exibido na sexta (8), às 19h.

Emidoinã, que ganha lançamento no festival, é uma narrativa audiovisual criada pelo compositor, cantor e diretor André Abujamra, e é uma ópera rock que parte do novo disco do artista, explorando o imaginário do fogo e a nossa relação com esse elemento da natureza. Do elenco, participam Rodrigo Santoro, Maria de Medeiros (atriz de Pulp fiction), Criolo, Zélia Duncan, Chico César, B-Negão, Fernanda Takai, Pedro Luís e Russo Passapusso. O filme será exibido no sábado (09) às 19h, com reprise no dia 16 também às 19h.

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