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Circuito #08 olha pro Centro-Oeste, e ainda ocupa o festival Bananada

Tem turnê nova buscando fazer sentido para a ideia de “cena” no Brasil – e não apenas no discurso. O Circuito – Nova Música, Novos Caminhos chega à sua oitava edição olhando para o Centro-Oeste, numa parceria com o Festival Bananada que coloca bandas na estrada e mistura showcase, festival e clima de excursão indie.
Entre os dias 20 e 22 de agosto, o Circuito #08 passa por Goiânia e Brasília levando junto Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi e Jonabug. Desta vez, a parada começa em Goiânia no Shiva Alt-Bar, em formato de showcase pré-Bananada, no dia 20 (sexta). Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro (vistos lá em cima em foto de Helena Ramos) juntam-se ao elenco para mostrar o repertório do álbum Handycam no dia 21 de agosto (sábado), quando o Circuito ocupa um palco especial do Bananada. O roteiro desta vez termina em Brasília (DF), no Infinu, dia 22 de agosto (domingo).
Em toda edição, o line-up é composto por artistas inéditos. Mas, para o Circuito #08, a curadoria se baseou em nomes que já integraram a programação da itinerância. E o mais interessante do Circuito é insistir em fazer banda circular “na vida real”. A proposta do projeto, criado pela Vegas Cultural com curadoria de Lúcio Ribeiro (Popload), é quase velha guarda: botar artista em van, fazer conexão entre cidades, criar encontros e testar repertório diante de públicos diferentes.
“O Circuito nasceu no movimentado interior de São Paulo e com a ideia de crescer no estado, no país e até atingir rotas internacionais. Agora, com mais experiência na estrada, estamos dando novos passos para alcançar esse objetivo”, conta Lucio Ribeiro, idealizador e curador musical do Circuito.
“O projeto busca fomentar as novas expressões sonoras do Brasil e do mundo. Nossa ambição é crescer roteiro por roteiro, seja de forma local, regional, nacional ou internacional, levando também nossas bandas e artistas selecionados para estarem em alguns dos principais festivais do Brasil, assim como estabelecer conexões, inclusive com cenas de outros países, para um intercâmbio sonoro”, completa ele.
E aqui no Pop Fantasma já falamos de Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi, Jonabug e da dupla formada por Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro.
SERVIÇO:
ROTEIRO
20/8 – Goiânia – Shiva Alt-Bar
Alameda das Rosas, 1371 – St. Oeste
Ingressos aqui.
21/8 – Goiânia – Centro Cultural Oscar Niemeyer (Bananada)
GO-020 – Chácaras Alto da Glória
Ingressos aqui.
22/8 – Brasília – Infinu
CRS 506 Bloco A Loja 67 ao lado Praça das Avós, SHCS
Ingressos aqui.
Curadoria musical: Lúcio Ribeiro
Realização: Vegas Cultural
Site: www.circuitonovamusica.com.br
Urgente
Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

RESUMO: O Republica comemora 30 anos de estreia com turnê pelo Reino Unido e edição dupla em vinil de Republica, reunindo o álbum original e um show de 1997.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você esperava para qualquer momento a volta do Republica – aquela banda liderada pela cantora Saffron e que estourou em 1996 com o dance-rock Ready to go – pode comemorar. Sim, a banda não apenas anunciou uma grande turnê pelo Reino Unido, prevista para rolar entre outubro e novembro deste ano, como também vai comemorar 30 anos de sua estreia Republica (o disco de hits como Ready to go e Drop dead gorgeous) com uma edição especial do álbum em vinil duplo.
A nova edição, que sai dia 9 de outubro, vai reunir o disco original e mais um show gravado em agosto de 1997. Detalhe: a cor do vinil foi inspirada no cabelo vermelho e preto de Saffron. “É incrível pensar que já se passaram 30 anos. Essas músicas ainda soam tão urgentes e empolgantes quanto naquela época — mal podemos esperar para comemorar com todos vocês”, diz ela.
Na real, “volta” do Republica é maneira de falar: o grupo ainda existe – tinha se separado em 2001 e assim ficou até 2008, quando voltou aos palcos. No últimos anos, a música da banda ressurgiu em filmes como Capitã Marvel e séries como Yellowjackets e Ted Lasso. E mais recentemente, em março, Saffron foi uma das convidadas no concerto da Britpop Orchestra de Alex James (Blur).
Rolaram algumas gravações novas: após o retorno, o Republica lançou alguns singles e o EP Christiana obey (2013). New York e Hallelujah, os dois compactinhos mais recentes da banda, foram lançados como batedores de um álbum chamado Damaged gods, prometido inicialmente para 2025, e até hoje inédito. Vai que com a tour comemorativa, Saffron (hoje a única remanescente dos anos 1990 no grupo) se anima a lançar o disco.
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Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

RESUMO: A paulistana Lunveil combina guitarras pesadas, atmosferas etéreas e influência de Deftones em Véu do luar, último single antes do álbum de estreia.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A Lunveil, banda formada na Zona Leste de São Paulo em 2024, chega a um novo single apostando no contraste entre peso e atmosfera. Véu do luar combina elementos de nu metal, pós-hardcore e shoegaze e vem acompanhado pelo primeiro videoclipe oficial do quinteto.
A faixa é a última amostra autoral antes do álbum de estreia da banda, atualmente em fase final de gravação. Depois do single Limiar, o grupo formado por Aly Santos (voz), Victor Rodolpho (voz e guitarra), Vitor Gonçalves (guitarra), Thiago Albuquerque (baixo) e Giovani Hann (bateria) aprofunda uma sonoridade que alterna guitarras pesadas e momentos mais etéreos.
Véu do luar levou quase um ano para chegar à versão final e ganhou forma depois que a rotina de shows ajudou a banda a entender melhor o que queria fazer. A influência de Deftones e Loathe aparece principalmente nas guitarras, que trabalham com distorções densas, camadas sobrepostas e mudanças bruscas de dinâmica.
“Usamos três guitarras com acordes que soam bem atípicos em uma distorção alta, e o grande desafio foi harmonizar tudo na mixagem”, explica Vitor Gonçalves. A ideia, segundo ele, era criar uma sensação próxima à de um sonho.
A letra segue por um caminho igualmente sombrio. Victor Rodolpho descreve a música como uma espécie de despedida de uma versão anterior de si mesmo, menos ligada à superação do que ao alívio de finalmente deixar algo para trás. O peso instrumental acompanha essa sensação sem transformar a canção em um exercício de agressividade contínua.
O lançamento também apresenta o primeiro clipe da Lunveil. Produzido de forma independente e dirigido por Pedro Arantes, vocalista da banda Falso Sol, o vídeo foi gravado em um apartamento com decoração vintage cedido à banda. A limitação de recursos acabou determinando parte da estética do trabalho.
“Queríamos criar a sensação de estar dentro de um sonho”, resume Vitor. É uma boa definição para Véu do luar: uma música que tenta colocar o ouvinte entre o impacto físico das guitarras e uma atmosfera mais nebulosa, onde o shoegaze funciona menos como adorno e mais como contraponto ao peso.
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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.
“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.
Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.
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