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“Post script”: The Fall terá álbum “final” oito anos após morte de Mark E. Smith

Tem disco “final” do The Fall vindo aí — e isso oito anos depois da morte de Mark E. Smith. A discografia da banda pós-punk inglesa, uma das mais caóticas, geniais e difíceis de enquadrar da história, ganha em breve Post script, álbum que começou a ser trabalhado antes da morte do vocalista, em janeiro de 2018.
A informação apareceu nas redes de Ed Blaney, ex-empresário do grupo e integrante da formação do começo dos anos 2000. Segundo ele, o disco já está pronto e teve suas mixagens finais concluídas. E mais: Blaney disse que o álbum é “brilhante”, chamou as faixas de “absolute bangers” (um monte de hinos, enfim) e avisou que detalhes de lançamento e pré-venda devem aparecer logo.
“Passei a maior parte da tarde de hoje ouvindo as mixagens finais do último álbum de estúdio oficial do The Fall, e sem dúvida alguma posso dizer que é um álbum absolutamente brilhante. Um sonho para os fãs do The Fall e muito mais… E para todos os fãs ansiosos que aguardam notícias, a data de lançamento e os detalhes para compra estão chegando. O álbum se chama Post script e conta com 9 faixas incríveis…”, escreveu ele.
Até aqui, o último álbum do The Fall era New facts emerge, de 2017, o 31º disco de estúdio do grupo. Em 24 de janeiro de 2018, Mark E. Smith morreria após enfrentar problemas graves de saúde ligados a câncer de pulmão e rins. E parecia improvável imaginar qualquer continuação oficial para uma banda cuja identidade sempre esteve tão grudada na figura dele.
O The Fall nasceu em 1976, depois que Smith viu aquele famoso show dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall, em Manchester (visto, aliás, por um monte de futuros roqueiros da região), e decidiu montar sua própria banda. O nome veio de um romance de Albert Camus, mas o som nunca teve nada de literário no sentido tradicional: era repetitivo, torto, debochado, hipnótico e frequentemente hostil com o ouvinte, unindo referências de pós-punk, krautrock e sons garageiros dos anos 1960 e 1970.
- As gravadoras do The Fall
- Ouvimos: The Fall – BBC Radio sessions (EP) / The Wedding Present – Maxi (EP)
A estreia veio com o EP Bingo-master’s break out!, em 1978, seguida do álbum Live at the witch trials, no ano seguinte. Nos anos 1980, especialmente na fase em que Brix Smith fazia parte da banda, o Fall conseguiu algo raro: soar experimental e acessível ao mesmo tempo. Vieram daí discos como The wonderful and frightening world of The Fall (1984), This nation’s saving grace (1985), Bend sinister (1986) e The frenz experiment (1988), todos ajudando a transformar o grupo numa instituição alternativa britânica.
Outro nome fundamental nessa história foi John Peel. O lendário radialista da BBC defendia The Fall com fervor quase religioso e soltou uma definição que acabou virando mantra de fã: “eles são sempre diferentes, mas sempre iguais”.
Agora resta saber como Post script vai soar. Mas só a existência de um “último disco” do The Fall já parece bastante apropriada para uma banda que nem acabou de verdade – foi forçada a terminar porque seu mentor saiu de cena. No Reddit as apostas dos fãs variam: alguns acham que se trata de gravações posteriores a New facts emerge, já que Mark vinha trabalhando em músicas novas. Aparentemente, a família de Smith, que cuida de seu espólio, deu aval para tudo.
Foto: Reprodução
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Belle and Sebastian lança música para embalar seleção escocesa na Copa

Quem tá vindo aí com fome de bola é ninguém menos que o Belle and Sebastian – It only takes one lion, novo single da banda, é a aposta deles para ser o hino da seleção da Escócia na Copa do Mundo.
Bonita e alegrinha, com beat meio rock meio disco, e cordas patinantes, a faixa foi composta por eles com Pete Ferguson (músico e performer escocês mais conhecido pelo codinome Wu Oh). E foi feita justamente após a vitória da equipe escocesa por 4 a 2 contra a Dinamarca nas eliminatórias, que garantiu a entrada da Escócia na competição (vale lembrar que o país não era convocadoo para a Copa há 28 anos).
A estreia da música rolou durante um show no Royal Albert Hall, em Londres. A melodia tem lembranças de Queen, ABBA e até de Elton John (lá pelas tantas tem um “Mexico! Mexico” que é a cara de Saturday night is alright for fighting, hit do cantor). No instagram da banda, um fã comparou também com Shout to the top, hit do Style Council (faz sentido).
Já a letra abre lembrando como o futebol dá aquela animada em momentos difíceis da vida, emendando depois com os versos “esta é a Escócia, onde todos sabem que você começa do nada / esta é a Escócia, onde você pode se juntar a um exército pela paz / nós amamos futebol / Mount Florida está chegando a Miami / nós amamos futebol / temos outro tango com o Brasil (guenta aí, tango??)“.
“É uma canção pessoal sobre acompanhar as dificuldades da seleção escocesa nos últimos 50 anos, e surgiu naturalmente no dia seguinte ao jogo contra a Dinamarca. A música tenta englobar a experiência de todo o país acompanhando a Escócia”, conta o vocalista Stuart Murdoch, que além de cantor, é agora escritor – seu romance Nobody’s empire saiu em 2024.
It only takes one lion surge numa época em que a banda faz turnê comemorando os trinta anos de seus dois primeiros álbuns, Tigermilk e If you’re feeling sinister, ambos de 1996. Late developers, disco mais recente do grupo, saiu em 2023. Já o single novo chega pela Matador e traz na capa Murdoch na infância, uniformizado e ansioso pra bater uma bola.
Foto: Anna Isola Crolla / Divulgação
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Pussy Riot chama Putin pro octógono em “Cyka”, disco de estreia

E já que falamos do single novo do Pussy Riot, Candy dopamine, que conta com feat da banda Avenged Sevenfold, tem mais infos a respeito de Cyka, álbum de estreia da banda, que tem lançamento previsto para 12 de junho.
O álbum, cujo título significa “vadia” (bitch, em inglês) no idioma russo, tem participação involuntária de ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na faixa-título. Como Nadya Tolokonnikova, fundadora do grupo, foi recentemente acrescentada à lista de pessoas procuradas do governo federal russo, a ousadia vem com gosto de raiva total.
“Não vou dar royalties a ele, podem adicionar isso à minha lista de crimes”, avisa ela. “Todos esses velhos que estão arruinando o mundo agora se fazem de durões, mas nós enxergamos através de seus egos frágeis, e eu não tenho medo de denunciá-los. Na verdade, eles são uns covardes. Enquanto o mundo aguarda o UFC Freedom 250 em 14 de junho na Casa Branca, eu desafio o presidente Putin para uma luta no octógono”.
“Ele se acha o valentão, mas tem medo de uma garota? Vamos ver. Ele perde? Que suma da Ucrânia. O mundo inteiro pode assistir ele perder para uma garota, mesmo com todo o treinamento de judô que ele tem. Ele nem consegue mais aplicar ura (palavra japonesa usada para descrever técnicas executadas nas costas do oponente), mas mergulha o mundo no desespero”, continua.
“Assim como Brener em 1995, quando bombardearam a Chechênia e ele desafiou Yeltsin, agora eles bombardeiam a Ucrânia e eu desafio Putin. Putin! Venha aqui!”, finaliza. Atualmente, as integrantes do coletivo vivem fora da Rússia após anos de confrontos com o governo do país, que resultaram em prisões e perseguições por conta de suas ações políticas e artísticas.
Candy dopamine, o tal single lançado com feat do Avenged Sevenfold, é, nas palavras de Nadya, “uma espécie de canção de amor e ódio à cultura das drogas sintéticas e medicamentos controlados. Tudo começou com meu vício em antidepressivos. Mas também reflete como hoje em dia todo mundo busca melhorar a saúde mental e a aparência com comprimidos e injeções”, diz.
“Não é um julgamento; é apenas uma observação, e minha experiência pessoal com essas substâncias é que preciso de um relacionamento de longo prazo com elas para lidar com meu TEPT e depressão”, continua. Já no release, a música é descrita como “uma colisão entre um delírio febril e um ataque de pânico, misturando a fúria do punk, refrãos pop e o tipo de honestidade emocional que te faz sentir como se tivesse levado um soco no peito, da melhor maneira possível”.
Se você não imaginava que poderia haver algo que unisse o coletivo punk feminista russo Pussy Riot e a banda de heavy metal Avenged Sevenfold, os dois grupos têm uma ligação e não é de hoje. Em 2023, Nadya Tolokonnikova, fundadora do Pussy Riot, participou de uma versão nova de We love you, do Avenged, e o grupo chegou a convidar o Pussy Riot para abrir alguns de seus shows. Outros colaboradores no novo álbum incluem B-Real, do Cypress Hill, e a cantora e compositora Salem Ilese.
Cyka, o primeiro álbum do Pussy Riot, vem depois de 14 anos de existência do coletivo, que tem na discografia singles bastante mobilizados como o samba à Jorge Ben Make America great again, o eletropunk Organs e a house music Track about good cop. O grupo aproveitou o retorno controverso da Rússia à Bienal de Veneza, as chamadas “Olimpíadas do mundo da arte”, para anunciar formalmente o álbum.
O grupo invadiu a manifestação e transformou o vídeo da invasão no clipe de Disobey, outra faixa do álbum. A letra é um chute na bunda de todo mundo que senta e reclama, sem fazer nada para melhorar nada: “Eu não sou seu maldito Jesus Cristo / eu não vou morrer pelos seus pecados / levante-se do sofá e lute / desobedeça, desobedeça, desobedeça / cansei das suas explicações / você diz que não pode mudar nada”.
Abaixo, você confere os dois clipes já lançados do álbum, além da capa e da lista de faixas.
1. Gods left
2. Pain / БОЛЬ
3. Nothing to lose
4. Cyka ft Vladimir Putin
5. Murka
6. Gore ft B-Real
7. Candy dopamine ft Avenged Sevenfold
8. Faceless pigs
9. Utopia ft salem ilese
10. Disobey
11. God lives the fierce / БОГ ЛЮБИТ ЛЮТЫХ
12. Cancel me
13. Blizzard
14. Outro

Foto: Reprodução YouTube
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Pussy Riot e Avenged Sevenfold lançam parceria, “Candy dopamine”

Se você não imaginava que poderia haver algo que unisse o coletivo punk feminista russo Pussy Riot e a banda de heavy metal Avenged Sevenfold, os dois grupos têm uma ligação e não é de hoje. Em 2023, Nadya Tolokonnikova, fundadora do Pussy Riot, participou de uma versão nova de We love you, do Avenged, e o grupo chegou a convidar o Pussy Riot para abrir alguns de seus shows. Dessa vez, o Pussy divulga o single Candy dopamine, colaboração com alguns integrantes do Avenged.
A faixa faz parte do álbum de estreia do grupo, Cyka, com lançamento previsto para 12 de junho. Detalhe: Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, é creditado como um dos colaboradores na faixa-título, já que a voz dele é usada na canção. Atualmente, as integrantes do coletivo vivem fora da Rússia após anos de confrontos com o governo do país, que resultaram em prisões e perseguições por conta de suas ações políticas e artísticas.
Nadya conta que a faixa “é uma espécie de canção de amor e ódio à cultura das drogas sintéticas e medicamentos controlados. Tudo começou com meu vício em antidepressivos. Mas também reflete como hoje em dia todo mundo busca melhorar a saúde mental e a aparência com comprimidos e injeções”, diz.
“Não é um julgamento; é apenas uma observação, e minha experiência pessoal com essas substâncias é que preciso de um relacionamento de longo prazo com elas para lidar com meu TEPT e depressão”, continua. Já no release, a música é descrita como “uma colisão entre um delírio febril e um ataque de pânico, misturando a fúria do punk, refrãos pop e o tipo de honestidade emocional que te faz sentir como se tivesse levado um soco no peito, da melhor maneira possível”.
Cyka, o primeiro álbum do Pussy Riot, vem depois de 14 anos de existência do coletivo, que tem na discografia singles bastante mobilizados como o samba à Jorge Ben Make America great again, o eletropunk Organs e a house music Track about good cop. O grupo aproveitou o retorno controverso da Rússia à Bienal de Veneza, as chamadas “Olimpíadas do mundo da arte”, para anunciar formalmente o álbum.
Por sua vez, o Avenged Sevenfold é uma banda totalmente independente desde o mês passado. O contrato do grupo com a Warner chegou ao fim e a banda até conseguiu direitos sobre alguns álbuns que pertenciam à Capitol Records – entre eles, o álbum The stage, de 2016, e sua versão deluxe.
“Queremos avisar vocês porque talvez precisem adicionar os álbuns de volta às suas playlists, caso não estejam disponíveis nos serviços de streaming. Além disso, nossa Deluxe Edition agora inclui nossa performance de quatro músicas ao vivo no telhado da Capitol Records”, contaram.
“Após 26 anos, o Avenged Sevenfold agora é uma banda completamente independente. The stage faz parte dessa independência. É um álbum que abordou inteligência artificial, críticas políticas e sociais, teoria da simulação e existencialismo em 2016″, disseram em maio. “Todos são temas que parecem ainda mais relevantes hoje. Estamos cientes de que o 10º aniversário está se aproximando e estamos ansiosos por isso”.
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