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Pussy Riot chama Putin pro octógono em “Cyka”, disco de estreia

E já que falamos do single novo do Pussy Riot, Candy dopamine, que conta com feat da banda Avenged Sevenfold, tem mais infos a respeito de Cyka, álbum de estreia da banda, que tem lançamento previsto para 12 de junho.
O álbum, cujo título significa “vadia” (bitch, em inglês) no idioma russo, tem participação involuntária de ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na faixa-título. Como Nadya Tolokonnikova, fundadora do grupo, foi recentemente acrescentada à lista de pessoas procuradas do governo federal russo, a ousadia vem com gosto de raiva total.
“Não vou dar royalties a ele, podem adicionar isso à minha lista de crimes”, avisa ela. “Todos esses velhos que estão arruinando o mundo agora se fazem de durões, mas nós enxergamos através de seus egos frágeis, e eu não tenho medo de denunciá-los. Na verdade, eles são uns covardes. Enquanto o mundo aguarda o UFC Freedom 250 em 14 de junho na Casa Branca, eu desafio o presidente Putin para uma luta no octógono”.
“Ele se acha o valentão, mas tem medo de uma garota? Vamos ver. Ele perde? Que suma da Ucrânia. O mundo inteiro pode assistir ele perder para uma garota, mesmo com todo o treinamento de judô que ele tem. Ele nem consegue mais aplicar ura (palavra japonesa usada para descrever técnicas executadas nas costas do oponente), mas mergulha o mundo no desespero”, continua.
“Assim como Brener em 1995, quando bombardearam a Chechênia e ele desafiou Yeltsin, agora eles bombardeiam a Ucrânia e eu desafio Putin. Putin! Venha aqui!”, finaliza. Atualmente, as integrantes do coletivo vivem fora da Rússia após anos de confrontos com o governo do país, que resultaram em prisões e perseguições por conta de suas ações políticas e artísticas.
Candy dopamine, o tal single lançado com feat do Avenged Sevenfold, é, nas palavras de Nadya, “uma espécie de canção de amor e ódio à cultura das drogas sintéticas e medicamentos controlados. Tudo começou com meu vício em antidepressivos. Mas também reflete como hoje em dia todo mundo busca melhorar a saúde mental e a aparência com comprimidos e injeções”, diz.
“Não é um julgamento; é apenas uma observação, e minha experiência pessoal com essas substâncias é que preciso de um relacionamento de longo prazo com elas para lidar com meu TEPT e depressão”, continua. Já no release, a música é descrita como “uma colisão entre um delírio febril e um ataque de pânico, misturando a fúria do punk, refrãos pop e o tipo de honestidade emocional que te faz sentir como se tivesse levado um soco no peito, da melhor maneira possível”.
Se você não imaginava que poderia haver algo que unisse o coletivo punk feminista russo Pussy Riot e a banda de heavy metal Avenged Sevenfold, os dois grupos têm uma ligação e não é de hoje. Em 2023, Nadya Tolokonnikova, fundadora do Pussy Riot, participou de uma versão nova de We love you, do Avenged, e o grupo chegou a convidar o Pussy Riot para abrir alguns de seus shows. Outros colaboradores no novo álbum incluem B-Real, do Cypress Hill, e a cantora e compositora Salem Ilese.
Cyka, o primeiro álbum do Pussy Riot, vem depois de 14 anos de existência do coletivo, que tem na discografia singles bastante mobilizados como o samba à Jorge Ben Make America great again, o eletropunk Organs e a house music Track about good cop. O grupo aproveitou o retorno controverso da Rússia à Bienal de Veneza, as chamadas “Olimpíadas do mundo da arte”, para anunciar formalmente o álbum.
O grupo invadiu a manifestação e transformou o vídeo da invasão no clipe de Disobey, outra faixa do álbum. A letra é um chute na bunda de todo mundo que senta e reclama, sem fazer nada para melhorar nada: “Eu não sou seu maldito Jesus Cristo / eu não vou morrer pelos seus pecados / levante-se do sofá e lute / desobedeça, desobedeça, desobedeça / cansei das suas explicações / você diz que não pode mudar nada”.
Abaixo, você confere os dois clipes já lançados do álbum, além da capa e da lista de faixas.
1. Gods left
2. Pain / БОЛЬ
3. Nothing to lose
4. Cyka ft Vladimir Putin
5. Murka
6. Gore ft B-Real
7. Candy dopamine ft Avenged Sevenfold
8. Faceless pigs
9. Utopia ft salem ilese
10. Disobey
11. God lives the fierce / БОГ ЛЮБИТ ЛЮТЫХ
12. Cancel me
13. Blizzard
14. Outro

Foto: Reprodução YouTube
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Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

RESUMO: O Republica comemora 30 anos de estreia com turnê pelo Reino Unido e edição dupla em vinil de Republica, reunindo o álbum original e um show de 1997.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você esperava para qualquer momento a volta do Republica – aquela banda liderada pela cantora Saffron e que estourou em 1996 com o dance-rock Ready to go – pode comemorar. Sim, a banda não apenas anunciou uma grande turnê pelo Reino Unido, prevista para rolar entre outubro e novembro deste ano, como também vai comemorar 30 anos de sua estreia Republica (o disco de hits como Ready to go e Drop dead gorgeous) com uma edição especial do álbum em vinil duplo.
A nova edição, que sai dia 9 de outubro, vai reunir o disco original e mais um show gravado em agosto de 1997. Detalhe: a cor do vinil foi inspirada no cabelo vermelho e preto de Saffron. “É incrível pensar que já se passaram 30 anos. Essas músicas ainda soam tão urgentes e empolgantes quanto naquela época — mal podemos esperar para comemorar com todos vocês”, diz ela.
Na real, “volta” do Republica é maneira de falar: o grupo ainda existe – tinha se separado em 2001 e assim ficou até 2008, quando voltou aos palcos. No últimos anos, a música da banda ressurgiu em filmes como Capitã Marvel e séries como Yellowjackets e Ted Lasso. E mais recentemente, em março, Saffron foi uma das convidadas no concerto da Britpop Orchestra de Alex James (Blur).
Rolaram algumas gravações novas: após o retorno, o Republica lançou alguns singles e o EP Christiana obey (2013). New York e Hallelujah, os dois compactinhos mais recentes da banda, foram lançados como batedores de um álbum chamado Damaged gods, prometido inicialmente para 2025, e até hoje inédito. Vai que com a tour comemorativa, Saffron (hoje a única remanescente dos anos 1990 no grupo) se anima a lançar o disco.
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Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

RESUMO: A paulistana Lunveil combina guitarras pesadas, atmosferas etéreas e influência de Deftones em Véu do luar, último single antes do álbum de estreia.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A Lunveil, banda formada na Zona Leste de São Paulo em 2024, chega a um novo single apostando no contraste entre peso e atmosfera. Véu do luar combina elementos de nu metal, pós-hardcore e shoegaze e vem acompanhado pelo primeiro videoclipe oficial do quinteto.
A faixa é a última amostra autoral antes do álbum de estreia da banda, atualmente em fase final de gravação. Depois do single Limiar, o grupo formado por Aly Santos (voz), Victor Rodolpho (voz e guitarra), Vitor Gonçalves (guitarra), Thiago Albuquerque (baixo) e Giovani Hann (bateria) aprofunda uma sonoridade que alterna guitarras pesadas e momentos mais etéreos.
Véu do luar levou quase um ano para chegar à versão final e ganhou forma depois que a rotina de shows ajudou a banda a entender melhor o que queria fazer. A influência de Deftones e Loathe aparece principalmente nas guitarras, que trabalham com distorções densas, camadas sobrepostas e mudanças bruscas de dinâmica.
“Usamos três guitarras com acordes que soam bem atípicos em uma distorção alta, e o grande desafio foi harmonizar tudo na mixagem”, explica Vitor Gonçalves. A ideia, segundo ele, era criar uma sensação próxima à de um sonho.
A letra segue por um caminho igualmente sombrio. Victor Rodolpho descreve a música como uma espécie de despedida de uma versão anterior de si mesmo, menos ligada à superação do que ao alívio de finalmente deixar algo para trás. O peso instrumental acompanha essa sensação sem transformar a canção em um exercício de agressividade contínua.
O lançamento também apresenta o primeiro clipe da Lunveil. Produzido de forma independente e dirigido por Pedro Arantes, vocalista da banda Falso Sol, o vídeo foi gravado em um apartamento com decoração vintage cedido à banda. A limitação de recursos acabou determinando parte da estética do trabalho.
“Queríamos criar a sensação de estar dentro de um sonho”, resume Vitor. É uma boa definição para Véu do luar: uma música que tenta colocar o ouvinte entre o impacto físico das guitarras e uma atmosfera mais nebulosa, onde o shoegaze funciona menos como adorno e mais como contraponto ao peso.
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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.
“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.
Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.
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