É provável que você já tenha ouvido o disco novo do rapper Kendrick Lamar, “DAMN.”. Se não, tá aí uma ótima oportunidade para fazer isso.

Já ouviu tudo? Aproveite e confira aí sete nomes que estão por trás, voluntariamente ou não, do novo álbum de Kendrick, que reúne um impressionante time de produtores e convidados.

VLAD SEPETOV. Quer ter uma arte feita pelo cara que fez a capa do disco novo de Kendrick? Só falar com ele em seu próprio site. Morador de Los Angeles e formado em design pela Universidade de Washington, Seattle, ele fez também as capas dos dois álbuns anteriores de Kendrick e trabalhou em gravadoras como Harvest e Interscope. Em sua conta do Instagram, ele põe alguns de seus trabalhos.

MIKE WILL MADE IT. O nome verdadeiro dele é Michael Len Williams II. Americano da Georgia, ele tem um currículo bem grandinho, que inclui produções detrap feitas para vários artistas sulistas de hip hop, além de singles como “Black Beatles” (Rae Sremmurd), “Pour it up” (Rihanna), “Love me” (Lil Wayne), “Body party” (Ciara), “We can’t stop” (Miley Cyrus) e outros. No novo de Lamar, produziu “HUMBLE”,”DNA” e “XXX” (ao lado de DJ Dahi, Sounwave, Top Dawg e Bēkon).

THUNDERCAT. O baixista participou muito dos dois discos anteriores de Kendrick, mas dessa vez tocou baixo apenas em “FEEL”. A parada do momento é seu novo disco autoral,”Drunk”. Mas ele disse que gravar discos próprios e colaborar nos dos outros tem o mesmo peso, “à medida em que você quer estar envolvido”.

GERALDO RIVERA. O veterano apresentador de TV, ao comentar na Fox News sobre o show de Kendrick no Bet Awards – em que ele cantou “Alright” e fez um improviso sobre brutalidade policial – criticou o radicalismo do rapper e disse que o estilo “tem feito mais mal aos jovens afro-americanos que o racismo, nos anos recentes”. Lamar sampleou a fala de Rivera nas três primeiras faixas do disco, “BLOOD”, “DNA” e “YAH” e na terceira, diz que “a Fox News quer usar meu nome por percentagens/digam a Geraldo que este crioulo tem ambição”. Rivera ouviu e respondeu que Lamar, ao lado de Drake, é um dos maiores astros do rap atual, mas que o estilo “engendra uma mentalidade de ‘nós contra eles'”.

U2. O grupo participa – e acaba na coautoria – de uma das músicas mais destacadas do disco, “XXX”, em que Kendrick bate um papo com um amigo que teve o filho assassinado. O produto saiu da equipe de Lamar, chegou às mãos de Michael Len Williams II (o popular Mike Will Made It), que tentou de tudo para que os interlúdios do cantor Bono Vox soassem bem na pista, e foi finalizado novamente por Lamar e sua turma. Num papo com o portal BuzzFeed, Mike disse que tinha conhecido Bono um tempo antes, apresentado por Jimmy Iovine (cabeça da Apple Music) durante um almoço, mas não o reconheceu. “Claro que eu sabia quem era o U2, mas não tinha reconhecido quem estava na mesa comendo junto comigo. Jimmy mandou um: ‘Você sabe quem é este, não?’. E eu: ‘Cara, sem desrespeito, mas não'”.

9th WONDER. Com trabalhos acumulados com Mary J. Blige, Jean Grae, Wale, Jay-Z, Murs, Drake e outros, o produtor, DJ e rapper Patrick Denard costuma se inspirar (e samplear) Al Green e Curtis Mayfield em suas produções. No disco novo de Lamar, ele colabora na produção da faixa de encerramento, “DUCKWORTH”. O cineasta independente Kenneth Price passou um ano cobrindo cada detalhe da vida de Patrick e daí saiu o filme “The wonder year”.

RIHANNA. A cantora aparece em “LOYALTY”. Em entrevista à revista The Fader, Lamar conta que sempre quis trabalhar com ela. “Amo tudoa respeito de Rihanna. Artisticamente, ela representa as mulheres, não apenas para que elas sejam elas próprias, mas para que elas se expressem, da mesma maneira como ela se expressa”.