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El Escama: “último disco” do cantor vira documentário

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El Escama: álbum indie e "último disco" do cantor vira minidoc

“Por que fazer mais um disco? Ué, porque eu tô vivo, né? Depois que abri a porteira, acho que vou fazer disco até eu morrer, né, cara?”, diz o cantor e compositor El Escama na abertura do minidoc Esse é meu último disco – Making of. Artista 100% indie com dois álbuns de estúdio gravados, ele decidiu dar uma reorganizada no material de bastidores das gravações de seu álbum mais recente, Esse é meu último disco (de 2025, resenhado pela gente aqui) e transformou tudo num curta de 14 minutos, “que mistura cenas do estúdio com uma conversa minha sobre o processo do disco e outros achismos”, conta ele.

“Não sei se o mundo precisa de mais um disco, né cara? De um disco meu… Mas eu preciso de um disco meu”, diz ele, brincando – e aproveitando para falar que vê o trabalho independente como o de um artista que não segue uma fórmula, um padrão, e vai onde gosta. O fato de Esse é meu último disco ter sido inspiradíssimo pelas redes sociais também ganha comentários no doc.

“O álbum nasceu durante a pandemia, quando voltei a ter aulas de violão e comecei a compor uma música para cada lição, para não esquecer os acordes novos. No meio disso tudo apareceu também o tema das redes sociais, que acabou atravessando todas faixas”, conta El Escama, que fala igualmente sobre como livros e revistas em quadrinhos influenciam suas músicas. Aliás, quem curte cenas de estúdio pode ser preparar para ver detalhes visuais bem bacanas do trabalho – em especial a reta final dos trabalhos, no estúdio Canoa, em São Paulo.

Ah, sim: evidentemente, uma das perguntas do doc é “esse é mesmo seu último disco?”. Claro que ele responde. Tá tudo aí.

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Em “Rainbow”, Rooftime faz dançar falando de obsessão por coisas que sempre parecem distantes

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Rooftime - Foto: Rodrigo Birai / Divulgação

RESUMO: Em Rainbow, o trio Rooftime cruza pop, música eletrônica e elementos de rock e folk para falar sobre obsessão, ambição e a busca por objetivos que parecem sempre distantes.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Birai / Divulgação

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O Rooftime lança Rainbow, novo single que chegou às plataformas em parceria com a SoundOn. Formado por Gabriel e Rodrigo Souza e Lisandro Carvalho, o trio brasileiro canta em inglês e trabalha numa zona entre música eletrônica, pop e elementos de rock e folk. Em Rainbow, o violão e os vocais dividem espaço com uma produção eletrônica mais marcada, mantendo o contraste entre instrumentos orgânicos e programação que aparece em outros trabalhos do grupo.

A letra fala sobre obsessão, ambição e aquela mania de perseguir objetivos que parecem estar sempre um pouco mais adiante. A imagem do arco-íris funciona como metáfora para essa busca: você enxerga o que quer, corre atrás, mas nunca consegue chegar exatamente ao ponto imaginado.

“É uma música que representa o quão cegos ficamos percorrendo pequenos objetivos que colocamos em nossas cabeças. E o quanto a obsessão nos afasta também dos nossos objetivos, porque ao mesmo tempo que pensamos que estamos nos aproximando, perdemos o significado de ter chegado até ali”, explica o trio. “É uma música que marcha, ela tem um ritmo diferente”.

Na produção, o Rooftime também decidiu experimentar. Segundo os integrantes, Rainbow nasceu de uma tentativa de explorar ferramentas e possibilidades que ainda não haviam usado no estúdio, sem abandonar a presença do violão e dos outros instrumentos tocados pelo próprio trio.

“É uma música bem diferente, entrando no ponto de produção rítmica, do que estávamos buscando fazer, uma aventura que percorremos dentro do estúdio, tentando criar de uma maneira bem liberta”, contam.

O lançamento chega enquanto a agenda do Rooftime vai seguindo, após shows no Chile. Ao vivo, o trio leva os instrumentos para o palco e tenta manter a dinâmica de uma banda dentro de um contexto de música eletrônica. Rainbow é mais um passo nessa mistura entre pista, canção pop e instrumentos tocados de verdade.

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Newmind: banda curitibana agora faz som nublado com letras em português

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Newmind: banda curitibana agora faz som nublado com letras em português

RESUMO: A curitibana Newmind prepara Agora é nada, álbum que combina shoegaze e slowcore com guitarras densas, texturas imersivas e letras em português sobre transformação e fugacidade.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Misturando estlos como shoegaze e slowcore, a banda curitibana Newmind se prepara para entrar numa nova fase a partir do álbum Agora é nada, previsto para o dia 25. “O disco marca uma fase mais madura da banda, com letras em português, guitarras densas, texturas imersivas e canções que exploram temas como fugacidade, transformação e essência”, avisam.

Essa estileira garante que o som esteja tão nublado quanto as fotos das capas dos singles – que mostram o grupo andando por um gramado, tudo bem granulado e p&b – mas chegando a um público mais numeroso e falando de emoções no idioma pátrio. Dessa nova fase, já chegaram ao público os singles Avnoir, Às vezes e Além. A segunda, diz a banda, “antecipa a atmosfera que permeia o disco”, entre “guitarras densas, texturas e melodias contemplativas”.

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Com o Empty Melon, Summer Kodama mergulha no lado sombrio da eletrônica

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RESUMO: No projeto Empty Melon, Summer Kodama explora eletrônica experimental, art pop e clima cinematográfico em Don’t look away, faixa sobre honestidade e autoexpressão.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Verdecchia / Divulgação

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Summer Kodama, baixista e produtora da banda Ada Lea, segue apresentando o seu projeto solo Empty Melon. Depois de estrear com Hoping to find, ela acaba de lançar Don’t look away, um single que mergulha em um universo mais sombrio, combinando eletrônica experimental, art pop e paisagens sonoras de clima cinematográfico – num resultado sonoro que fica bem próximo de Laurie Anderson, em muitos momentos.

A música nasceu de uma madrugada solitária. “Tudo começou quando eu estava dirigindo sozinha às duas da manhã e improvisando no baixo”, conta Summer. A partir dali, a faixa foi ganhando forma como uma reflexão sobre honestidade, tanto nas relações com os outros quanto consigo mesma.

“Existe algo catártico em expressar seus sentimentos e necessidades de maneira direta”, diz a artista. “Isso ajuda você a se alinhar com sua versão mais autêntica. Honestidade é a parte mais importante da autoexpressão”.

Se Hoping to find explorava um território mais etéreo, entre o sonho e a vigília, Don’t look away segue pelo caminho oposto. Summer define as duas músicas como “irmãs polares”: uma iluminada pela luz do dia, a outra construída no silêncio da noite. As duas foram compostas no mesmo mês, em maio de 2024, mas revelam lados bastante diferentes de um mesmo processo criativo.

Na produção, Summer trabalhou ao lado de Leo Bagel, tecladista da Post NC. Segundo ela, a parceria abriu espaço para mais experimentação e ajudou a equilibrar as ideias que surgiam durante a composição. O resultado é uma faixa que dispensa refrãos imediatos. A aposta é na construção de atmosfera, acompanhando o crescimento de um projeto que parece disposto a explorar diferentes caminhos sem perder a identidade.

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