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Raimundos ganham série com “explicação inédita” sobre saída de Rodolfo – e nós temos uma suspeita!

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Raimundos ganham série com “explicação inédita” sobre saída de Rodolfo - e nós temos uma suspeita!

A história de uma das bandas mais populares do rock brasileiro volta à pauta em forma de série documental. Andar na pedra – A história do Raimundos, produção original da Globoplay, estreia no dia 19 de março e revisita a trajetória do Raimundos, grupo que explodiu nos anos 1990 misturando hardcore, humor escrachado (e machista) e um monte de referências bem brasileiras.

Produzida pela Ferrorama, a série tem cinco episódios — e eles chegam todos de uma vez ao catálogo da plataforma. O primeiro capítulo, aliás, vai ficar aberto para todo mundo ver, inclusive quem não assina o serviço. Os integrantes da formação clássica, Rodolfo Abrantes (voz), Digão (guitarra), Fred (bateria) e Canisso (baixo), foram entrevistados.

O documentário volta lá para os primeiros tempos da banda em Brasília e segue até o período em que o grupo virou fenômeno nacional. No caminho, a história também entra no terreno das relações pessoais entre os integrantes, mostrando como amizades fortes, divergências criativas e alguns conflitos foram fundamentais tanto para o crescimento da banda quanto para a ruptura da formação original.

“Foram mais de cinco anos de conversas individuais, negociações e muito cuidado para abordar a história de uma amizade quebrada”, pontuou em papo com o site GShow o diretor Daniel Ferro, relembrando também que a motivação para o projeto veio em 2001, com a saída inesperada do vocalista Rodolfo Abrantes.

“A pergunta que nunca saiu da minha cabeça: afinal, por que o Rodolfo saiu da banda? Algo que até hoje nunca tinha sido explicado de forma realmente convincente. Aquilo virou um mistério para mim”, compartilha Ferro. Por sinal, o site F5, da Folha de S.Paulo, ao dar a notícia, explicou que surgiria em Andar na pedra uma explicação inédita sobre a saída de Rodolfo.

Na época, foi noticiado apenas que o músico tinha deixado a banda depois de se tornar evangélico. A revista Bizz considerou o fato “a última trapalhada do rock brasileiro” e surgiu logo a conversa de que Rodolfo montaria uma banda gospel. Não foi o que aconteceu: em seus dois álbuns, o Rodox, banda criada por Rodolfo após sua saída dos Raimundos (que está de volta para uma turnê) focou num som voltado para a mistura de hardcore, emo, reggae e surf music de modo geral.

Minha suspeita, que só vai se confirmar quando o doc brotar na TV (ou no computador, ou no celular): ao que consta, nem todos os integrantes estavam contentes com a guinada mais comercial do disco Só no forévis (1999), que trouxe na capa os integrantes fantasiados de pagodeiros dos anos 1990 e fez sucesso a partir de músicas como Mulher de fases. Naquele ano, o grupo chegou a participar de um filme de Renato Aragão, O trapalhão e a luz azul (falamos disso certa vez aqui mesmo no Pop Fantasma).

Canisso, baixista do grupo morto em 2023, teria sido um dos integrantes descontentes com o disco, e com a atitude da Warner, que (de acordo com ele) teria animado a banda com um “bora ganhar dinheiro?”. Rodolfo, por sua vez, já não tinha curtido nem mesmo a gravação da balada Selim, no primeiro disco (Raimundos, 1994) – o próprio Digão, guitarrista, revelou isso para mim numa entrevista em 2005 à revista Bizz.

No livro Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e memórias do rock brasileiro, o jornalista Ricardo Alexandre repassa suas memórias do anos 1990 e lembra que Rodolfo verbalizava que comparava Raimundos com uma banda como O Rappa, e achava que os cariocas, então liderados por Marcelo Yuka, usavam o espaço que lhes cabia na mídia de maneira bem mais nobre. Por acaso Marcelo Falcão, cantor do Rappa, participa de Três reis, música de Estreito, estreia do Rodox (2002) – dessa faixa participa também o rapper Xis.

Talvez tudo isso tenha pesado bastante na balança do vocalista, que falou bem pouco de sua ex-banda nos últimos tempos, mas tem aceitado convites para dar mais entrevistas. Daniel conta que o pitch do documentário surgiu quando, em 2020, no meio da pandemia, Digão e Rodolfo voltaram a se falar. Num papo com o podcast Ticaracaticast, Rodolfo já havia tocado um pouco no assunto de sua saída, ao lembrar que no começo da conversão, ainda no posto de vocalista, passou a ficar com vergonha do que cantava.

“Eu comecei a prestar atenção no que eu tava cantando, porque antes eu fazia tudo no automático. As letras começaram a me incomodar. A galera da banda percebeu, todo mundo notava que eu tava diferente”, disse, lembrando que passou a não socializar mais com o grupo nos camarins. Num dos shows, foi orar nos bastidores, pedindo a deus para “aguentar mais uma vez”.

“Eu fui orar atrás do palco, e foi engraçado porque eu tava com vergonha de deus. Eu falei: ‘Senhor, me perdoa. Eu não te conhecia quando escrevi essas músicas, mas quero te pedir licença. Vai cuidar de alguém agora, me deixa fazer meu show em paz.’ Eu precisava cantar aquelas músicas, o público tava ali e não tinha nada a ver com isso”, relembrou.

Seja lá o que for (dinheiro? drogas? religião?) vamos descobrir dia 19. Bora ver?

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Internet

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Liam Gallagher: “Suede e Manic Street Preachers? Uma merda”

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Liam Gallagher

Conforme você leu aqui mesmo no Pop Fantasma, Suede e Manic Street Preachers, bandas que já haviam feito turnê juntas algumas vezes, vão pegar a estrada lado a lado novamente. Mas tem alguém que não está gostando nem um pouco disso. Liam Gallagher, do Oasis, escreveu no Xwitter que ambas as bandas são “uma merda”, “não têm atitude nem estilo” e “se vestem como corretores de imóveis”.

O rolo todo começou quando ele foi perguntado na rede social sobre sse tinha visto o anúncio da tour – engraçado que Liam já foi amigo dos Manics e fez alguns giros com eles ao longo da carreira. Liam respondeu: “que se fodam”, os fãs continuaram o assunto e ele emendou uma quinta marcha.

“Ambos são uma merda e não têm atitude, nem estilo nem charme”, explicou ele, chamando em seguida as duas bandas pro pau. “Vestem-se como corretores de imóveis e, se quiserem, que venham pra cima”.

O New Musical Express lembrou que os Manics foram a principal banda de apoio nos primeiros shows do Oasis como headliners em estádios, em Manchester, em 1996. O grupo também se juntou a eles em seus dois grandes shows no Balloch Castle Country Park e nos legendários shows em Knebworth, no final daquele ano. No mesmo 1996, James Dean Bradfield e companhia também participaram da turnê americana do Oasis, que foi abortada pelos Gallagher. E curiosamente, Liam chegou a pensar na hipótese dos Manics abrirem a turnê de retorno Live 25 em 2024 (segundo apuração do NME).

“Richard Ashcroft ou Manic Street Preachers como banda de abertura”, escreveu no Xwitter, chegando a asseverar: “Serão os Manic Street Preachers”. Durou pouco: logo depois ele escreveu: “Brincadeira, nunca zarpamos sem o único e inigualável RICARDO (escreveu assim mesmo), ele é nosso garoto desde o primeiro dia. Embarque, Rkid”. Um fã chegou a ousar perguntar sobre o Suede (olha!) e Liam foi categórico: “Não vai acontecer”, respondeu ele, acrescentando que o grupo era “muito arrogante, especialmente aquele vocalista (Brett Anderson)“.

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Giovani Cidreira anuncia disco ao vivo e lança álbum de demos

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Giovani Cideira anuncia disco ao vivo com foco em "voz, violão e presença"

Coração disparado nasce do encontro. Eu quis começar esse projeto pelo palco, pelo momento vivo da canção acontecendo entre mim e o público. É um disco de voz, violão e presença, onde cada silêncio, cada respiração e cada reação da plateia fazem parte da música”, diz Giovani Cidreira falando de seu disco ao vivo que está chegando, para comemorar dez anos de carreira.

Coração disparado, o álbum, vai chegar às plataformas no dia 6 de maio, e foi gravado integralmente ao vivo na Casa de Francisca, em São Paulo. O projeto foi antecipado pelo single Denga, que foi lançado ainda em março – e que já tem clipe, dirigido e concebido por Renata Gathá, Rodrigo Gorky e Giovani Cidreira.

O músico diz que sua ideia foi tratar o disco não como extensão do álbum – ele existe por causa do encontro com o público. Tanto que uma boa parte das imagens usadas no audiovisual foi produzida pelos próprios espectadores – e em especial, Giovani resolveeu valorizar a canção como ela deve ser.

Coração disparado também é um retorno à forma mais direta da canção: composições simples, honestas, que falam de amor, de memória e dos afetos que nos atravessam. No fundo, é um álbum sobre aquilo que ainda nos conecta e faz o coração bater mais forte”, conta ele.

No repertório, além de Denga, estão as faixas Farol, Temprero, Lembrança, Controle de fadas, Música de trabalho, Nem é verão, Timidez e Saudade de casa. E Giovani já adianta que Coração disparado é um projeto duplo – vem por aí uma gravação feita em estúdio, no volume 2. O projeto ao vivo tem direção artística do super Rodrigo Gorky, e produção do parceiro de longa data Benke Ferraz, que também toca violão.

Não é o único projeto de Giovani que chega aos fãs: o cantor lança também, e exclusivamente no Bandcamp, o álbum Demos ao vivo e outras coisas. Entre sobras, rascunhos e gravações de shows, ele conta que o disco é “fruto de viagens e encontros que tive com Benke Ferraz, é como um álbum de fotografias em música: noites quentes de Recife, noites frias em São Paulo, cidades que nos atravessam, as pessoas mais legais do mundo, gravações ao vivo, gravações em fita k7, releituras, musicas inéditas, coisas que eu nem mostraria, tudo de verdade, tudo aí”.

Demos ao vivo e outras coisas sai pelo Precarian Takes, selo de Benke – é o primeiro lançamento de Giovani por lá. “É o selo que ele está montando pra galera que acredita em não seguir a cartilha e fazer o próprio caminho”, diz o cantor.

E ah, Giovani cantou recentemente no Tiny Desk Brasil.

Foto: Rony Hernandes / Divulgação

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Sean Lennon: “Minha mãe, Yoko Ono, inventou o punk”

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John Lennon e Yoko Ono

A veterana banda punk The Damned tem uma turnê de 50 anos na agulha – e tem fama de ter sido a inventora do punk, graças ao single New rose, de 1976. Mas Sean Lennon diz que, segundo o empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren, o punk tem uma mãe, e ela se chama… Yoko Ono, a mãe dele (o que faz de Sean… irmão do punk?).

“Acho que minha mãe recebeu uma quantidade injusta de negatividade por causa de toda a história dos Beatles. Eles achavam que ela tinha acabado com os Beatles – e aí ela começava a chorar como uma louca (na cabeça deles) e isso os incomodava muito. Mas o que ela fazia era muito vanguardista, legal, punk e estranho. Ela essencialmente inventou o punk. Malcolm McLaren disse que a banda Plastic Ono da minha mãe, e não a do meu pai, fez o primeiro álbum punk”, contou ele.

A declaração de Sean foi dada durante uma entrevista por zoom ao New Musical Express. O filho de John Lennon e Yoko Ono bateu um papo com o site por causa da divulgação do filme-concerto Power To The People: John & Yoko Live In NYC, que traz restauradíssimas as imagens dos shows beneficentes que seus pais fizeram em 1972 no Madison Square Garden, e que gerariam em 1986 o álbum Live in New York City.

Os dois shows foram batizados de festival One to One, e rolaram de manhã e de tarde, em 30 de agosto de 1972 – houve participações também de Melanie, Sha Na Na e Stevie Wonder, mas eles não aparecem nem no disco nem no homevideo que foi lançado junto.

Sean se envolveu no projeto recentemente e diz que foi uma trabalheira abissal. “Cresci ouvindo o álbum ao vivo do mesmo show, Live in New York City. Eu o ouvia o tempo todo no aparelho de som da minha mãe, porque ela o tocava quando eu era criança. E eu sempre achei que o som era um pouco, sabe, meloso”, conta, reconhecendo que de qualquer maneira, o jeito do pai dele cantar nos shows era maravilhoso e bem diferente do Beatles. Um jeito intenso e gritado que, diz Sean, veio do envolvimento de John com a terapia do Grito Primal (ei, temos um episódio do nosso podcast Pop Fantasma Documento em que contamos essa história toda).

“Ele e minha mãe trabalharam bastante com essas pessoas ligadas ao Grito Primal. Eu tenho um livro que o Pete Townshend (The Who) mandou para o meu pai – chama-se O Grito Primal (de Arthur Janov). Enfim, meu pai se interessou, mas no fim das contas, tudo não passou de uma grande bobagem. Quer dizer, não é bom gritar e chorar para resolver traumas de infância. Na verdade, isso só reforça esses sentimentos”, conta Sean.

Sean também foi perguntado sobre ter se envolvido numa discussão para defender seus pais no Twitter recentemente – ele deparou com aquele velho meme do “John e Yoko esperando a empregada arrumar a cama do hotel para continuarem protestando”, com uma foto em que isso realmente acontece. Uma pessoa escreveu que aquela era uma situação irônica. Sean postou: “Não há ironia nenhuma em deixar uma empregada fazer o trabalho dela. Pensar o contrário é uma opinião bem boba. Eles não estavam protestando contra o serviço de empregada”.

“Acho que o que as pessoas não entendem é que, quando dizem essas coisas na internet, estão basicamente insultando minha mãe. E se você vai insultar minha mãe, eu não vou ser gentil”, disse Sean, que ouviu do repórter que talvez seu pai, caso estivesse vivo, também responderia esse tipo de coisa nas redes sociais.

“Acho que você tem razão. Ele escreveu cartas muito, digamos, enérgicas para os críticos que avaliaram mal seus álbuns – e elas eram sempre muito engraçadas. Ele as detonava e dizia coisas como ‘seu pseudo-intelectual babaca!’, mas no final: ‘paz e amor, John Lennon’. Achei isso muito fofo, e esse é o meu modelo de como defendo meus álbuns para as pessoas. Vou fazer isso – mas também estou brincando”, contou Sean, ultimamente também atarefado com o lançamento de The great parrot-ox and the golden egg of empathy, disco do The Claypool-Lennon Delirium, banda que divide com o baixista Les Claypool. O disco sai neta sexta-feira (1).

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