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E o que ficou do Coachella 2026 no segundo fim de semana?

Nem há como fugir disso: o momento mais popular do segundo (e último) fim de semana do Coachella foi Sabrina Carpenter recebendo Madonna no palco, para cantar Vogue, Like a prayer e Bring your love – música que vai estar no Confessions II com Sabrina nos vocais.
Até porque tudo já estava dentro de uma estratégia que incluiu o lançamento de uma nova música de Madonna, I feel so free, lançada na sexta (17) na programação diurna da Pride Radio, emissora LGBTQIAP+ dos Estados Unidos. Essa devia estar no Radar, mas fica aqui como complemento.
O lance é que os Strokes, em vias de lançar disco novo (e com um single novo beeeem mais ou menos, já falamos disso) também voltaram dispostos a incomodar e a chamar atenção. Após um show tido como meia-boca por muita gente no primeiro fim de semana, mostraram em pleno palco um vídeo que critica os Estados Unidos pelos supostos assassinatos de vários líderes mundiais e por suas ações em Gaza e no Irã.
Durante a música Oblivious, surgiram no telão líderes como o primeiro-ministro iraniano Mohammad Mosaddegh, o primeiro-ministro congolês Patrice Lumumba, o presidente boliviano Juan José Torres, o líder panamenho Omar Torrijos, o presidente guatemalteco Jacobo Árbenz, o presidente chileno Salvador Allende e o presidente equatoriano Jaime Roldós.
Mais: o vídeo lembrou o julgamento civil do assassinato de Martin Luther King Jr em 199, em que agências governamentais dos EUA foram consideradas culpadas. E terminou com uma mensagem afirmando que mais de 30 universidades no Irã foram destruídas durante a guerra dos Estados Unidos com o Irã, seguida por uma imagem final da “última universidade de pé em Gaza” sendo explodida em um ataque militar. Lá vem os Strokes fazendo tudo para voltar a ser aquela banda que geral amava.
No dIa 10 de abril, o The xx retornou ao Coachella pela primeira vez desde 2017, e no dia 17, sexta, teve mais uma apresentação. Uma banda que vai para o trono toda vez que sobe ao palco.
Tá aí o que você queria: Justin Bieber reapareceu no palco do Lolla neste fim de semana fazendo um show que deixou poucas margens para dúvidas. O popstar voltou mais disposto e recebeu no palco Billie Eilish, SZA, Big Sean e Sexxy Red. Rolou até serenata para Eilish com One less lonely girl.
Outros encontros notáveis foram Olivia Rodrigo entrando no palco de Addison Rae para apresentar o single Drop dead (essa música rolou pela primeira vez ao vivo aí) e cantar com ela Headphones on. E Sombr recebendo Billy Idol e o guitarrista Steve Stevens para reler Eyes without a face (a do “ajudar o peixe”). No primeiro fim de semana, ele já tinha recebido Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e rolou uma versão de 1979.
O Geese subiu de novo no palco do festival e mandou bala com 2112, música em que costumam inserir trechos de outras canções famosas. Dessa vez teve TV eye, dos Stooges.
O Nine Inch Noize (Nine Inch Nails + Boys Noize) leva o fogo do inferno pro Coachella na versão de Heresy. Essa música já havia aparecido no fim de semana 1.
Vale citar que surgiu no YouTube uma sobra boa da primeira semana: o Black Flag tocando Black coffee.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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Circuito #08 olha pro Centro-Oeste, e ainda ocupa o festival Bananada

Tem turnê nova buscando fazer sentido para a ideia de “cena” no Brasil – e não apenas no discurso. O Circuito – Nova Música, Novos Caminhos chega à sua oitava edição olhando para o Centro-Oeste, numa parceria com o Festival Bananada que coloca bandas na estrada e mistura showcase, festival e clima de excursão indie.
Entre os dias 20 e 22 de agosto, o Circuito #08 passa por Goiânia e Brasília levando junto Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi e Jonabug. Desta vez, a parada começa em Goiânia no Shiva Alt-Bar, em formato de showcase pré-Bananada, no dia 20 (sexta). Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro (vistos lá em cima em foto de Helena Ramos) juntam-se ao elenco para mostrar o repertório do álbum Handycam no dia 21 de agosto (sábado), quando o Circuito ocupa um palco especial do Bananada. O roteiro desta vez termina em Brasília (DF), no Infinu, dia 22 de agosto (domingo).
Em toda edição, o line-up é composto por artistas inéditos. Mas, para o Circuito #08, a curadoria se baseou em nomes que já integraram a programação da itinerância. E o mais interessante do Circuito é insistir em fazer banda circular “na vida real”. A proposta do projeto, criado pela Vegas Cultural com curadoria de Lúcio Ribeiro (Popload), é quase velha guarda: botar artista em van, fazer conexão entre cidades, criar encontros e testar repertório diante de públicos diferentes.
“O Circuito nasceu no movimentado interior de São Paulo e com a ideia de crescer no estado, no país e até atingir rotas internacionais. Agora, com mais experiência na estrada, estamos dando novos passos para alcançar esse objetivo”, conta Lucio Ribeiro, idealizador e curador musical do Circuito.
“O projeto busca fomentar as novas expressões sonoras do Brasil e do mundo. Nossa ambição é crescer roteiro por roteiro, seja de forma local, regional, nacional ou internacional, levando também nossas bandas e artistas selecionados para estarem em alguns dos principais festivais do Brasil, assim como estabelecer conexões, inclusive com cenas de outros países, para um intercâmbio sonoro”, completa ele.
E aqui no Pop Fantasma já falamos de Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi, Jonabug e da dupla formada por Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro.
SERVIÇO:
ROTEIRO
20/8 – Goiânia – Shiva Alt-Bar
Alameda das Rosas, 1371 – St. Oeste
Ingressos aqui.
21/8 – Goiânia – Centro Cultural Oscar Niemeyer (Bananada)
GO-020 – Chácaras Alto da Glória
Ingressos aqui.
22/8 – Brasília – Infinu
CRS 506 Bloco A Loja 67 ao lado Praça das Avós, SHCS
Ingressos aqui.
Curadoria musical: Lúcio Ribeiro
Realização: Vegas Cultural
Site: www.circuitonovamusica.com.br
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Oliver Tree traz disco gravado em 82 países para show em São Paulo

O cantor e produtor Oliver Tree faz show em São Paulo neste sábado (6), no Studio Stage, na Lapa de Baixo. A apresentação faz parte do giro World’s First World Tour e acontece pouco depois do lançamento de Love you madly, hate you badly, quarto álbum de estúdio do artista.
O disco tem 17 faixas escritas e produzidas por Oliver Tree. Entre as músicas, Superhero, Joyride, Flowers, Deep end e All you ever wanted. O trabalho mantém a mistura de pop alternativo, música eletrônica e hip hop que marca os lançamentos do músico.
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Outra faixa do álbum, Fuck the whole world, ganhou destaque após Oliver apresentar um remix da música no Coachella. A música acabou ganhando também um clipe.
Love you madly, hate you badly é fruto de uma jornada global sem precedentes. Nos últimos dois anos, Tree gravou o álbum em sete continentes e 82 países, passando por regiões da África, China e Afeganistão. Essas experiências estão incorporadas ao disco, com instrumentos diversos, texturas sonoras e influências culturais que moldam um som ao mesmo tempo aventureiro e profundamente pessoal.
Além do álbum, Tree também prepara o lançamento de um documentário de longa-metragem que acompanha a criação do projeto na Antártida.
O show em São Paulo é realizado pela Numb Brasil Produções em parceria com a Cultmix Live.
Foto: Divulgação
SERVIÇO
Evento: Oliver Tree – World’s First World Tour em São Paulo
Data: 6 de junho de 2026 (Sábado)
Local: Studio Stage – Espaço para show e eventos
Endereço:
Av. José Maria de Faria – Lapa de Baixo, São Paulo
Abertura das Portas: 18h
Início do Show: 20h
Classificação Etária: 16 anos. (Jovens de 16 e 17 anos têm entrada permitida com a apresentação de documento de identidade oficial com foto. Menores de 16 anos terão acesso permitido somente se acompanhados pelos pais ou responsável legal, mediante comprovação).
Os ingressos para esta apresentação única já estão disponíveis para compra através da plataforma Articket
Valores (Pista 1o Lote):
Pista Meia-Entrada: R$ 180,00 (+ taxas)
Pista Ingresso Solidário:
R$ 280,00 (+ taxas)
Pista Inteira: R$ 360,00 (+ taxas)
Nota: O Ingresso Solidário é válido mediante a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. Uma excelente oportunidade para contribuir com a comunidade e pagar menos pelo ingresso!
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Chrissie Hynde compara fãs filmando shows a ‘macacos se masturbando’

Tem artistas que amam ver o público compartilhando lembranças de seus shows nos stories, mas Chrissie Hynde, dos Pretenders, detesta. Na terça (2), ela foi até o Instagram e postou um texto reclamando muito de fãs que gravam shows com o celular. Aliás, reclamou que as pessoas passam o dia com celular na mão.
“Pergunta: o que acontece com as pessoas e seus celulares? Por que as pessoas precisam saber quantos passos dão por dia? Que diferença isso faz? Mas minha verdadeira pergunta é: por que as pessoas precisam filmar ou tirar fotos em shows ou museus? Por quê???”, perguntou.
Ver essa foto no Instagram
Chrissie contou que jantou recentemente com Emmylou Harris no dia anterior a um show da cantora no Royal Albert Hall, e papo acabou chegando nas pessoas usando celulares em shows. “Esse é um assunto que surge toda vez que encontro qualquer artista. Virou uma espécie de névoa desagradável pairando sobre a cabeça de todos eles”, disse.
Quem também tem ficado puto com celulares nos shows é Bob Dylan, que recentemente contratou os serviços de logística de uma empresa para trabalhar nisso. Ao chegar no show, o fã guarda o aparelho numa bolsa lacrada, que fica com ele no bolso – se quiser usar o aparelho, precisa ir a uma área especial que é sinalizada pela produção.
“Mas se você pensa que um artista da estatura dele faz um pedido e as pessoas obedecem, sem chance. As pessoas ainda conseguem entrar escondendo uma câmera ou um telefone. É como uma compulsão estranha que elas não conseguem controlar”, escreveu.
“Isso me lembra macacos se masturbando à vista das pessoas paradas ao redor do cercado deles. E francamente, nesse caso, as pessoas merecem assistir a isso, porque macacos não deveriam estar em cercados em primeiro lugar. Agora, um artista num palco?”, escreveu, afimando também que artistas costumam detestar ser filmados.
“Se você já teve um mosquito zumbindo ao redor da sua cabeça quando está tentando dormir, vai ter uma vaga ideia de como é ter pessoas filmando seu show ou tirando fotos enquanto você está no palco”, escreveu ela. “Se Jesus Cristo entrasse numa sala, a primeira coisa que todo mundo faria seria pegar o celular. Alguém pode me explicar isso?”.
DEU DISCUSSÃO
No próprio instagram, o texto de Chrissie causou alguma polêmica. Uma fã respondeu que achava irônico a cantora ir reclamar disso no Instagram, sendo que quem faz vídeo e fotos nos shows, o faz justamente para postar nas redes sociais.
Depois a fã escreveu que é difícil para os fãs verem as coisas da perspectiva da cantora, da mesma forma que possivelmente Chrissie não consegue ver as coisas pela visão de um fã que trabalha mais de 40 horas por semana para ir a um show, e quer apenas “capturar parte dessa experiência para lembrar daquele tempo feliz na volta da rotina”.
Foi respondida por outro fã, que escreveu: “Você trabalha duro a semana inteira pra gravar um show no celular? Ângulos ruins. Som pior ainda. Que bom que você trabalhou tanto pra isso. Que merda estranha”. A tréplica: “É, eu trabalho duro por merdas estranhas – meio que resume minha existência”.
Já outra fã respondeu à primeira fã: “Pra mim, parece que você nem leu direito. Se tivesse lido, veria que ela estava justamente perguntando, tentando entender essa ‘perspectiva’ que você tentou apresentar. Honestamente, se alguém pede pra você parar de fazer algo (que não é necessário), porque isso deixa essa pessoa e outras ao redor desconfortáveis, você não deveria fazer”.
E uma outra fã argumentou que leva sim o celular e faz fotos e vídeos porque “eu AMO voltar e reviver o show; eu MATARIA para ter algumas fotos ou vídeos da época em que vi o INXS ou a turnê Synchronicity do The Police, entre muitas outras”. Chrisse não respondeu às mensagens e a discussão ficou entre os fãs dela, mesmo.


































