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Urgente!: Anna Calvi convoca Iggy Pop e Laurie Anderson para novo EP, e já solta single

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Anna Calvi e a capa de seu novo EP

Anna Calvi apareceu discretamente no ano passado ao lado de Perfume Genius, numa releitura bem legal de I see a darkness, de Bonnie “Prince” Billy, que gerou até um clipe. Aquilo, ao que parece, não era um gesto isolado: a faixa acaba de ser confirmada como parte de Is this all there is?, EP novo que chega cercado de convidados-estrela.

Além da música com Perfume Genius, o trabalho junta Anna Calvi a Iggy Pop, Matt Berninger (The National) e Laurie Anderson. O primeiro encontro a ver a luz do dia é God’s lonely man, gravada com o padrinho do punk, já liberada nas plataformas. A música soa como a união exata de glam rock e punk, e lembra o som do próprio Iggy. E God’s também ganhou um clipe dirigido por Luigi Calabrese e Dominic Easter – em que só ela e Iggy contracenam, numa performance bem intensa.

“Iggy é disruptivo, cru e honesto, uma força singular. Sua presença foi perfeita para a narrativa desta música”, diz Anna, que ainda levou a rainha da experimentação musical Laurie Anderson para reler um hit do Kraftwerk, Computer love (1981), numa versão que – chute nosso – não deve ter nada de reverente.

Is there all there is? é o primeiro volume de uma trilogia de discos que tratam a identidade como algo em mutação constante, e sempre afetado pela experiência da paixão. Anna afirma que o disco foi bastante inspirado no fato de ela ter se tornado mãe, e que perguntas do tipo “como resgatar a intimidade?, “o que significa se sentir verdadeiramente desperto?” estão nas quatro faixas.

“Ter um filho foi tão transformador que me fez considerar a possibilidade de que tudo na vida possa mudar, e isso é assustador, mas incrivelmente libertador. Eu não queria mais dar nada como garantido. Quero existir da melhor maneira possível para o meu filho. Eu queria fazer a pergunta humana mais básica: é só isso que existe?”, disse no texto de lançamento.

Is there all there is? sai no dia 20 de março pela Domino, e a capinha do disco, você conferiu ali em cima. A lista de faixas e os clipes de God’s lonely man e I see a darkness seguem aí embaixo.

God’s lonely man (Part. Iggy Pop)
I see a darkness (Part. Perfume Genius)
Computer love (Part. Laurie Anderson)
Is there all there is? (Part. Matt Berninger)

 

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Urgente!: Bad Bunny, política, memória, identidade e denúncia no Super Bowl

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Bad Bunny

O que rolou com Bad Bunny ontem no Super Bowl já estava mais do que previsto em Debí tirar más fotos, seu álbum mais recente. Quando resenhei o disco, afirmei que se trata, antes de tudo, de um disco movido a memórias: de amores antigos, de crescer em Porto Rico, de Nova York ser o ponto de encontro de todos os latinos nos Estados Unidos (o hit Nuevayol trata exatamente disso).

Também é um disco de apagamentos e explorações: Lo que le pasó a Hawaii, cantada por Ricky Martin no evento, faz parte do repertório do álbum e traz Bad Bunny pregando que não quer que Porto Rico torne-se mais dominada ainda pelos Estados Unidos, como aconteceu com o Havaí (“eles querem tirar meu rio e minha praia também / querem meu bairro e que seus filhos vão embora”, diz a letra, e o eles, você já imagina quem são). A cigana Pitorro de coco (que não foi cantada no show) parece uma canção de dor de corno etílica como qualquer outra, cuja letra diz “na minha vida você era turista/você só viu o melhor de mim e não o que eu sofri/você foi embora sem saber o motivo das minhas feridas”. Só parece: ele diz que a letra fala na verdade dos turistas que vão à Porto Rico e saem de lá sem conhecer os problemas locais.

Mais do que isso: Debí tirar más fotos entrega um passeio pela musicalidade e pela identidade portorriquenhas – e esfrega na cara do mercado fonográfico que ele não tem nenhuma vontade de soar mais “americano” (estadunidense, enfim) para bombar nas paradas. No Halftime Show de ontem, com um pedaço de Porto Rico sendo montado no palco do Levi’s Stadium, na Califórnia, essa esfregação na cara foi tão forte que – claro – um certo presidente alaranjado sentiu o efeito, e decidiu divulgar uma mensagem abilolada afirmando que a apresentação de Bad Bunny foi “uma afronta à grandeza da América” e “um show absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos”.

Nem adianta mais o tal presidente reclamar, já que o show de Bad Bunny, coadjuvado por nomes como Lady Gaga e Ricky Martin, foi a apresentação mais vista da história do evento americano. Um levantamento da NBC diz que Bad Bunny teve audiência de 135 milhões de pessoas em todo o mundo. O recorde anterior era de 2025, quando o show de Kendrick Lamar bateu 127 milhões de espectadores em todo o mundo. Quem não viu ontem, pode se dirigir ao YouTube da NFL, ou ouvir o single que a Liga já jogou nas plataformas com o áudio da apresentação.

Não apenas isso: ao que consta, a ideia da NFL, que promove o Super Bowl, era aumentar o interesse global pelo evento – incluída aí a comunidade latina nos Estados Unidos, mais de 50 milhões de falantes de espanhol nos Estados Unidos. Deu certo a ponto do show chegar em muita gente que num caso normal nem sequer estaria ligando pro Super Bowl (numa análise bem reduzida, veja entre seus amigos e parentes quantas pessoas que nunca tinham visto o evento pararam para assistir ontem), de perfis espertinhos nas redes sociais estarem aproveitando o evento para dar conselhos de marketing e branding, coisas do tipo.

O que rolou ontem foi, mais do que um show, uma catarse: moradores da América do Sul e da América Central, quando viram o desfilar de bandeiras e países do final da apresentação, estavam na verdade vendo a si próprios – e aplaudindo a si próprios, como uma enorme comunidade. Aliás, dizem por aí que uma das palavras de 2026 é “comunidade”, tanto que já tem curso ensinando criadores de conteúdo a enxergar seu trabalho como uma formação de comunidades, etc.

E, bom, se você se sentiu, nem que seja por alguns segundos, fazendo parte de alguma coisa durante o show de intervalo do Super Bowl, já entendeu tudo a respeito desse negócio de comunidades. Até Trump percebeu isso – tanto que colocou a tal mensagem nas redes sociais reclamando do show, e botou a turma do invasivo e desquerido ICE para ficar à espreita no Levi’s Stadium. Bad Bunny deu um baita show ontem, e não foi só de música: mandou muitíssimo bem em temas como política, identidade e pertencimento. E ainda avisou a vários jovens latinos, em espanhol: “Meu nome é Benito Antonio Martinez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você. Você vale mais do que você imagina”. Isso é tudo que Trump não quer que a América – a de verdade, e não a que só existe na cabeça dele – ouça.

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Urgente!: R.I.P. Fred Smith, Brad Arnold, Greg Brown e Ebo Taylor

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Fred Smith, Brad Arnold, Greg Bron e Ebo Taylor

Os últimos dias foram de despedidas no universo da música, e do rock em particular. Uma das perdas mais lamentadas foi a de Fred Smith, ex-baixista do Television, morto na quinta (5) aos 77 anos. É o segundo integrante da banda a morrer, já que o guitarrista Tom Verlaine morreu em 2023. A causa da morte não foi divulgada, mas a banda afirmou que o músico lutou contra “uma breve doença”, sem deixar de fazer planos para o futuro.

O Television não foi a única banda clássica da qual Fred participou, já que ele foi integrante inicial do Blondie. Mas seu baixo econômico e fincado ajudou a eternizar a música do grupo, assim que ele entrou para substituir o ex-integrante Richard Hell (que depois faria sucesso com os Voidoids e o disco Blank generation, de 1977).

Com Smith, a banda ajudou a redesenhar a linguagem do rock setentista e virou referência direta para o que depois seria chamado de punk e pós-punk. O músico gravou todos os três álbuns de estúdio da banda: Marquee moon (1977), Adventure (1978) e Television (1992). Se você conhece os três álbuns, pode apostar que se lembra de várias linhas de baixo conhecidas dele – como a que abre justamente a música-título Marquee moon.

Smith também foi bastante presente como músico e produtor na carreira solo de Tom Verlaine, além de participar de reuniões da banda – alíás, ele esteve no Brasil em 2005 tocando com o grupo no Tim Festival. Longe da estrada, passou a se dedicar também à produção de vinhos artesanais em Nova York ao lado da esposa, Paula Cereghino.

No sábado, 7 de fevereiro, saiu de cena aos 47 anos Brad Arnold, vocalista e fundador do 3 Doors Down, após uma batalha contra um câncer renal em estágio avançado, já espalhado para os pulmões. A notícia foi confirmada pela banda e pela família, que informaram que o cantor morreu dormindo, em casa, cercado por parentes próximos.

Arnold era o único integrante presente em todas as fases do grupo e ajudou a moldar o rock de rádio dos anos 2000 com uma mistura direta de pós-grunge e melodias acessíveis. Autor de Kryptonite, hit do grupo escrito por ele quando ainda adolescente, liderou uma banda que vendeu mais de 30 milhões de discos.

No mesmo dia também foi anunciada a morte do guitarrista Greg Brown, membro fundador do Cake. O grupo informou apenas que o músico enfrentava uma doença breve, sem divulgar a causa, lembrando sua importância na criação do som inicial da banda.

Brown tocou nos dois primeiros discos, Motorcade of generosity (1994) e Fashion nugget (1996), este último responsável por levar o Cake ao mainstream, ou a algo bem próximo dele, com direito a muitas execuções em rádio (inclusive no Brasil). Depois integrou o Deathray, colaborou com o projeto Homie, de Rivers Cuomo, do Weezer, e ainda lançou em 2023 o EP The end of something new, seu trabalho final.

Por fim, no domingo, chegou a notícia da morte de Ebo Taylor. O guitarrista, compositor e líder de banda ganês tinha 90 anos e morreu no sábado, dia 7, em Saltpond, Gana, um dia depois de realizar um festival com seu próprio nome – e um mês e um dia após seu aniversário. Figura central do highlife, estilo musical de Gana, desde o fim dos anos 1950, Taylor tocou em grupos como Stargazers e Broadway Dance Band e ficou conhecido pelos arranjos detalhados e pela guitarra elegante. Após estudar música em Londres no início dos anos 1960, conviveu com músicos africanos expatriados, entre eles Fela Kuti, numa troca de ideias que ajudou a moldar as bases do afrobeat.

De volta a Gana, tornou-se líder de banda, produtor e arranjador requisitado, trabalhando com artistas como Pat Thomas e CK Mann. Ao longo de seis décadas, fundiu ritmos locais com jazz, soul e funk, e sua obra foi redescoberta mundialmente nas últimas décadas – inclusive por samples no hip-hop e no R&B – permanecendo ativo até a velhice e deixando influência direta na música africana contemporânea.

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Urgente!: Portugueses do Maquina fazem shows no Brasil ao lado de Exclusive Os Cabides e Janine

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Banda porrtuguesa Maquina

Tem rolê novo de estrada sendo armado para março – e não é só mais um festival de um dia. O Circuito – Nova Música, Novos Caminhos chega à sexta edição tentando justamente o contrário: colocar bandas dentro de uma van e ver o que acontece quando elas convivem por quatro noites seguidas, tocando todo dia em cidades diferentes de SP. E pela primeira vez aparece uma atração internacional no pacote, a banda portuguesa Maquina.

“Depois de um ano e cinco edições, a gente sente que o Circuito atingiu aquela maturidade de projeto que atrai as pessoas não só pelas bandas, mas porque acham que o Circuito em si é um rolê imperdível. Então, estamos ansiosos para começar essa temporada de 2026, inclusive com uma banda internacional”, anima-se o curador Lucio Ribeiro. “Acreditamos que isso acrescenta demais nas trocas, nas convivências com nossas bandas”.

O trio lisboeta Maquina faz sua estreia no Brasil entre 5 e 8 de março, passando por São Paulo, Americana, Sorocaba e, pela primeira vez no projeto, Limeira. A ideia é simples e antiga – banda na estrada – mas meio rara aqui: o mesmo line-up repetido em sequência, com as bandas dividindo palco, viagem e histórias.

O Maquina é tiro, porrada e bomba: o som deles mistura krautrock, techno industrial, noise e eletrônica tocada com instrumentos, sem base pré-programada nem clique. Ou seja: é eletrônico feito como banda de rock, no braço mesmo. O trio tem dois discos (Prata e Dirty tracks for clubbing) e já rodou a Europa nesse esquema de shows intensos ao vivo.

Quem acompanha o pacote brasileiro é um nome já conhecido por aqui: Exclusive Os Cabides, de Santa Catarina, que vem num bom momento desde Coisas estranhas (2024) — disco que apareceu em lista de melhores do ano da APCA e ajudou a transformar a banda em presença constante em line-ups de festivais. Ao vivo eles costumam alternar humor, letras meio confessionais e guitarras com um pé no indie noventista (Pixies, Pavement) e outro na música brasileira sem cerimônia.

Completa o trio principal a carioca Janine, artista que começou a circular mais fortemente depois do EP Muda. O show dela tende a puxar para um rock alternativo mais emocional, com clima de tensão e melodias que crescem aos poucos, acompanhada por baixo e bateria.

Cada cidade ainda ganha uma abertura local — Julieta Social (SP), No Bass No Love (Americana), Crise (Sorocaba) e Dramma (Limeira). Isso faz parte da proposta do projeto: criar uma pequena “cena temporária” em cada parada, em vez de simplesmente chegar, tocar e ir embora.

O Circuito começou em 2025 e nasceu da tentativa de resolver um problema óbvio da música independente brasileira: bandas quase nunca fazem turnês curtas e contínuas porque simplesmente não fecha financeiramente. A aposta aqui é dividir estrutura, público e risco – e transformar a própria viagem em parte do evento.

O roteiro do Circuito #06 começa por São Paulo (SP), no Cineclube Cortina, dia 5/3 (quinta-feira); segue para a Vibes, em Americana (SP), no dia 6/3 (sexta-feira); passa pelo Asteroid Bar, em Sorocaba (SP), no dia 7/3 (sábado), e tem como ponto de chegada o Nosso Galpão, em Limeira (SP), dia 8/3 (domingo).

Ah: se você entrou nos links acima, viu que praticamente todas as bandas acima já apareceram aqui no Pop Fantasma – ou seja: visite sempre a gente pra saber o que tá acontecendo e o que você vai ver depois em shows e festivais! 😉

ROTEIRO:
5/3 – São Paulo – Cineclube Cortina
R. Araújo, 62 – República
Atração local: Julieta Social
Ingressos aqui.

6/3 – Americana – Vibes Americana
Rua Dom Barreto, 811 – Paraíso
Atração local: No Bass No Love
Ingressos aqui.

7/3 – Sorocaba – Asteroid Bar
Rua Aparecida, 737 – Vila Santana
Atração local: Crise
Ingressos aqui.

8/3 – Limeira – Nosso Galpão
Rua Armindo Tank, 230 – Vila Anita
Atração local: Dramma
Ingressos aqui.

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