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Radar: Michael Stipe e Andrew Watt, Matt Berninger e Rosanne Cash – e mais

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Michael Stipe (Foto: Thomas Dozol / Divulgação)

Duas duplas na abertura do Radar internacional de hoje. Na primeira dupla, tem Michael Stipe lançando música solo (será que aquele disco tão comentado tá chegando?), e na segunda, tem a recordação de um som do Velvet Underground em vibe country. Do barulho á busca do som perfeito, nada tá escapando do Radar hoje. Ouça no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Michael Stipe): Thomas Dozol / Divulgação

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MICHAEL STIPE E ANDREW WATT, “I PLAYED THE FOOL”. Tem um disco do ex-vocalista do R.E.M., Michael Stipe pra sair… há anos. Ao que conta, ele vem trabalhando nesse disco há um bom tempo e ainda não há uma data. Um vislumbre do tal disco chegou às plataformas recentemente: Stipe se reuniu com o superprodutor Andrew Watt para gravar o tema da nova série da HBO, Rooster, protagonizada por Steve Carell. Stipe e Watt são creditados como compositores da faixa, e ao lado deles, tocam Travis Barker, do Blink-182, na bateria e Josh Klinghoffer, ex-Red Hot Chili Peppers, na guitarra.

Fãs do R.E.M. vão reconhecer o estilo de Michael aqui, até porque no fundo I played the fool até que poderia ser uma canção do grupo – embora o arranjo seja até bem mais limpinho e pop do que nas melhores canções do R.E.M., com um piano “caminhante” e um andamento que lembra Got to get you into my life, dos Beatles. Ficou bonito e dá para matar saudades enquanto o disco de Michael não sai (se é que vai sair).

MATT BERNINGER E ROSANNE CASH, “WHO LOVES THE SUN”. Tem gente que mal considera Loaded (1970) como um disco do Velvet Underground – não tem Nico, não tem John Cale, Lou Reed saiu da banda em seguida a ele. Não apenas é um disco da banda como é um dos álbuns mais cheios de surpresas deles – uma delas é a abertura com a beatle Who loves the sun, assinada por Reed e cantada por Doug Yule. Para a trilha da série Sunny nights, o cantor do The National uniu-se com a veterana cantora country (e filha de Johnny Cash). Saiu uma versão linda, de ouvir sorrindo – e que partiu de um pedido pessoal do diretor da série, Trent O’Donnell, a seu amigo Matt.

“Quando ele me pediu para fazer um cover do Velvet Underground para Sunny nights, imediatamente pensei nisso como um dueto com Rose (Rosanne) e John (Leventhal, produtor e marido da cantora). Gravamos na casa deles em Chelsea no verão passado. John fez a maior parte do trabalho enquanto Rose e eu bebíamos Chardonnay no jardim, ao sol”, conta.

FLORENCE DORE, “SUNSET ROAD”. Um pouco de pós-punk, um pouco de americana, um muito de feminismo e consciência, e está prontos um dos singles mais legais dos últimos tempos. Florence prepara para 1º de maio o álbum Hold the spark, e adianta o trabalho com Sunset road, uma música vibrante, com ótimas guitarras slide, sobre uma mulher que não quis nem saber de conversinha e foi atrás dos seus desejos. “Ela tinha fogo em seus sonhos, ela tinha outro destino / ela não estava esperando o fim de um filme B ruim / filmado na Sunset Road”, canta ela, que define o álbum como “um estudo literário de personagens americanos”, cujo som vai do country rock ao rock alternativo dos anos 1990.

CRÁ CROÍ, “LOST IN THE ELECTRIC BLOOD”. Som próximo do darkwave, baixo gravíssimo fincado no chão e voz grave – e assim sai Lost in the electric blood, novo som dessa banda irlandesa, que prepara um álbum para sair ainda neste ano. Lost é definida por eles poeticamente como “um delírio febril ambientado numa paisagem urbana iluminada por néon – um lugar onde a luz artificial substitui o sol e a rebeldia vira ritual”. Uma música que “explora a busca por verdade e identidade em um mundo superestimulado e fragmentado”. Nós preferimos apenas dizer que é uma viagem dark e ruidosa.

HOOPER, “ROXTON”. Hooper é um artista do Canadá – aliás, de uma pequena ilha na costa oeste do Canadá, onde cresceu rodeado de sons, graças aos pais músicos. Roxton, seu novo single, é uma música que observa o dia a dia das pessoas, do vai e vem das ruas de Toronto, e simultaneamente, olha para dentro: fala de relacionamentos, do futuro, das esperanças. Tudo em um tom quase pinkfloydiano, lembrando os discos do grupo britânico no começo dos anos 1970. Uma lindeza.

CHAT PILE, “MASKS” / “SIFTING”. “É um verdadeiro sonho lançar um single pela Sub Pop, e nossa nova música, Masks esperamos que honre o espírito da mítica, às vezes mística, cidade de Seattle. Graças em parte ao filme Hype, somos obcecados há muito tempo por Seattle, pelo underground americano do final dos anos 80 e pela Sub Pop e suas ferramentas de dominação mundial”, orgulha-se a banda Chat Pile, que vem de Oklahoma e faz noise rock.

Para seu single duplo na gravadora, decidiram unir material autoral (a ruidosa Masks) com uma homenagem: a releitura de Sifting, do primeiro disco do Nirvana, Bleach (1989). Altamente colocável em altíssima rotação: a faixa do Nirvana se transforma quase em darkwave punk, e Masks abre quase fazendo o ouvinte achar que o fone (ou o alto falante) está com defeito – até que a barulheira vem.

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Radar: Awake & Dreaming, Moon Construction Kit, Pierre Flanelle – e mais sons do Groover!

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Awake & Dreaming

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Awake & Dreaming.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Awake & Dreaming): Divulgação

AWAKE & DREAMING, “COLD SHOULDER”. Unindo punk, metal e climas eletrônicos, o Awake & Dreaming adianta mais um single de seu álbum de estreia. Uma música que fala sobre pressão, rebelião e esperança, e que nos ensina a encarar tudo de errado no mundo, sem que qualquer coisa nos impeça de dançar.

MOON CONSTRUCTION KIT, “RIGHT ACROSS THE USA”. “É uma faixa power-pop rápida e energética sobre conexão e separação. Por trás desse impulso, há uma distância que alimenta a nostalgia pela cultura americana na qual cresci”, conta Olivier Cornu, o criador do Moon Construction Kit, valorizando as harmonias vocais e o clima indie pop.

PIERRE FLANELLE, “MOMENTS ON MY OWN”. Pop e música para cinema fazem a cabeça desse francês, que vai lançar o álbum r = 0 e promete um som eletrônico e sem roteiro. “É um álbum de 10 faixas onde cada peça é uma equação poética, resolvida no equilíbrio perfeito entre modernidade e atemporalidade”, avisa ele, que pode soar tanto bem introspectivo quanto mais explosivo no decorrer das faixas. Moment in my own é uma dessas músicas.

JAMES TONIC, “US TWO”. A nova música desse projeto “captura romance e drama na mesma respiração” e tem sido comparada com Mild High Club e até com Fleetwood Mac. É um dream pop que investe em camadas de synths e harmonias vocais.

SURV7TH, “SYNTH ROCK”. Um som que tem tudo a ver com essa trend nova, de levar geral pros anos 1980 – e também viaja até os anod 1970. Afinal, o misterioso SURV7TH investe em teclados Roland vintage, Moogs e teclados analógicos, com referências que vão de My Bloody Valentine a Brian Eno.

PRESENCE, “AGAIN AND AGAIN”. Uma banda que une hard rock e nu-metal, e que não apenas lembra os anos 1990 como foi formada na década, em 1996. Again and again, música “nova” do grupo, é na verdade de 2003 – mas nos últimos tempos teve uma redescoberta inesperada em redes como Tik Tok e no próprio Spotify. Quem espera sempre alcança? Parece que rolou com eles.

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Radar: Creux Lies, GAWD, Russell, Jon Roger Band – e mais sons do Groover

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Creux Lies (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Rudy Void.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Creux Lies): Divulgação

CREUX LIES, “JUBILATE”. “CALIFORNIAN GAZED-OUT ROMANTIC POST-PUNK PARTY-GOTH”. É assim mesmo, com letras maiúsculas, que essa banda californiana resume sua proposta sonora. Contando sua própria história, o Creux Lies se diz “reverenciado pelo uso de guitarras com muita reverberação, estruturas de sintetizador criativas e vocais dinâmicos que remetem ao estilo sombrio do início dos anos 80”.

Jubilate é sua primeira música inédita em dois anos, um som gótico, maquínico, em cuja letra surgem temas como entrega emocional e transcendência – parece um hino para quando o amor vira algo maior.

GAWD, “GOD HATES THE DOWNLOW”. Com uma sonoridade que une nu-metal e eletrônica, GAWD faz de seu novo single um protesto ruidoso contra a homofobia, em que “se você diz que deus odeia os gays / deus odeia a discrição / se escondendo nas sombras / bisbilhotando seu telefone”. “Quantas pessoas ainda estão presas tentando se encaixar? E como a pessoa que tem coragem de ser ela mesma se torna bode expiatório?”, reflete o artista.

RUSSELL, “ONE LAST DAY”. Russell Blalack vem da Califórnia e é uma espécie de storyteller independente, que usa a música para contar seus causos, combinando experimentação eletrônica, pós-punk e climas ligados à americana (country e estilos afins). Além da música, criou recentemente Rise of the Social Justice League, uma série musical cinematográfica de doze episódios inspirada em seu álbum The state of the nation. Um dos segmentos é o single One last day, sombrio e simples, folk e ruidoso.

JON ROGER BAND, “K.Y.E. (KNOW YOUR ENEMY)”. “Muitas pessoas passam anos acreditando que lidam apenas com um chefe difícil, uma relação complicada ou uma autoridade despreparada para exercer sua função. Quantos abusos poderiam ser interrompidos se mais pessoas percebessem que, por trás dessas situações, podem existir padrões associados ao transtorno de personalidade narcisista ou, em alguns casos, a traços psicopáticos?”, avisa a Jon Roger Band ao anunciar o novo single de sua banda, entre nu-metal, metal-core e referências brasileiras.

O grupo não tem nenhum “Jon” (o nome é uma brincadeira com o Pink Floyd) e é daqui do Brasil mesmo – mas já vem repercutindo em sites e rádios de lá de fora.

BLIZZ, “MY MOTHER’S LOVE”. Duo sueco formado pelos amigos de infância Marcus Lantz e Christian Liedholm Hartmann, o Blizz diz ter conseguido sua cara própria após mais de uma década compondo e tocando. My mother’s love, o álbum de estreia, tem passagens eletrônicas lado a lado com sons orgânicos, e referências de Nick Cave, PJ Harvey, The Kills e Depeche Mode. “Um som onde a emoção e a atmosfera têm prioridade sobre fórmulas comerciais”, avisam eles. A faixa-título fala de amor incondicional.

BLANK SLATE, “GARDEN OF SORROW”. Rock meio metal, meio progressivo, vindo do Texas, e avesso a fórmulas – tanto que o som parece sempre bastante renovado e atualizado. A ideia do Blank Slate é que Garden of sorrow hipnotize o ouvinte, e dê a quem ouve a ideia de que o refrão da música é uma conquista. O clipe une imagens do grupo em lugares abertos e vazios, a takes da turma em estúdio tocando a faixa.

JAK DEMO, “TROJAN WAR”. Som com onda de rap e clima de Red Hot Chili Peppers, só que numa roupagem eletrônica, que Jak define basicamente como uma canção de “refrão leve, mas ao mesmo tempo empolgante”, e uma faixa que “vai fazer a taxa de natalidade subir”. Bom…

RUDY VOID, “BLACK HONDA”. “A maioria das mentiras que conhecemos se esconde na sujeira até que as deixemos crescer”, avisa Rudy sobre seu single Black Honda, darkwave vindo diretamente de Los Angeles, e que ele define como “uma música para dançar e espantar a dor”. Vocal sussurrado, combinado a riffs simples de guitarra e a synths atmosféricos. “Vale a pena ficar para ouvir a parte do sintetizador no final”, avisa ele.

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Radar: Science of Sensations, Magpies, Johnny Mancini – e mais sons do Groover!

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Science Of Sensations (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Science Of Sensations.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Science Of Sensations): Divulgação

SCIENCE OF SENSATIONS, “ANTICIPATION”. O som desse grupo da Costa Rica é progressivo + hard rock instrumental, muito bem feito e bem tocado – tem referências de pós-grunge, de Rush, de música que mexe com texturas e sensações diferentes. Anticipation é o primeiro single de um álbum ao vivo, gravado na Argentina. A banda gravou nove vídeos de performances ao vivo em estúdios lendários de Buenos Aires. O álbum completo está previsto para ser lançado ainda em 2026, com singles e vídeos adicionais das sessões sendo divulgados ao longo do ano.

MAGPIES, “HOUSE OF GOLD”. “A música conta a história da morte de um faraó; seu falecimento e seu despertar na vida após a morte”, conta o Magpies, uma banda pós-punk radicada na Itália que está preparando seu álbum Myths. O clima meio progressivo, meio metálico do tema de House of gold não deixa transparecer, mas o Magpies segue a escola mais sombria do pós-punk (Joy Division, The Sound, Tearddrop Explodes, The Cure no começo dos anos 1980).

JOHNNY MANCINI, “AGENT APERO STRIKES BACK”. Esse cantor e compositor da Suíça chama seu estilo musical de new wop: filmes antigos, doo wop dos anos 1950, new wave, pós-punk e techno fazem parte de sua gama de influências. Agent Apero strikes back une tudo isso, lado a lado com o idioma punk, e com a disposição de Johnny para criar atmosferas sonoras usando apenas um laptop. Cadeirante por causa de uma enfermidade congênita, ele não consegue tocar instrumentos manualmente, mas comanda uma série de synths e MIDIs no computador, gerando uma sonoridade robótica e cinematográfica.

ANDY JANS-BROWN, “GROWING PAINS”. “Há uma sensação peculiar pairando sobre nossa época.
Não é simplesmente medo, nem tristeza, mas uma espécie de jet lag emocional coletivo. Cada dia parece chegar trazendo outra crise antes mesmo de termos tempo de entender a anterior. Atualizamos nossos celulares, absorvemos outra manchete, outra discussão, outra previsão, outra incerteza, até que o extraordinário comece a parecer estranhamente comum”, diz Andy, explicando a letra da dolorida Growing pains. Mais uma faixa de seu álbum Airport departure lounge, com clima lembrando o rock dos anos 1980 da terra de Andy, a Austrália.

SUITED AND BOOTED, “NEVER TO OLD TO THRUST”. Uma espécie de novelty music, mas com um assunto bem sério na letra: “o movimento não tem idade. Mergulhe nesta música que te fará sorrir e dançar. Não importa quantas velas você tenha no bolo”, avisam os integrantes desse curioso duo indie pop britânico, que usa tecnologia antiga (drum machines dos anos 1980, sons de synths da mesma época, guitarras econômicas, rap feito como no comecinho do estilo) para passar sua mensagem.

GRANT CHEVAL, “BURY THE DOG”. Projeto musical da Carolina do Norte, Grant Cheval faz basicamente uma mescla de pós-punk, grunge e lo-fi. E no caso do single Bury the dog, inclui também uma letra meio blues, cheia de versos repetidos, sobre uma família que precisa enterrar um cachorro que morreu (e aí começa o – justificadíssimo – drama).

JOLA RECCHIONI, “I SEE RED”. Blueseira polonesa (!) radicada em Londres, Jola tem carreira independente desde 2022, grava desde 2023 e está preparando seu primeiro álbum, Call it loud. “Minhas músicas geralmente têm raízes no blues tradicional, mas gosto de dar a elas um toque mais rock e ousado. Eu descreveria meu estilo de cantar como apaixonado e real, explorando emoções cruas e intensas”, conta ela, que no single I see red avisa que já ficou de saco cheio de algum serzinho escroto que deixou ela na geladeira do ghosting. “Cara, você está me deixando fula / que falta de respeito! / você diz que vai me ligar / mas nunca faz nada”.

LITIGES!, “I WANNA BE A DIAMOND”. Esse projeto musical da França fala sobre uma dúvida que muita gente tem: eu realmente me amo, ou amo apenas a imagem de mim que agrada aos outros? I wanna be a diamond “questiona aquele momento em que deixamos de ser livres e partimos para um relacionamento desequilibrado conosco e com os outros” – e aí o “dar sem esperar nada em troca” vira abuso puro. O som tem muito de Radiohead e de pós-punk em geral.

WANDERING ORANGE, “LIE YOUR SWORD”. E grunge galês, pode? Pode: o Wandering Orange vem do País de Gales e basicamente é uma banda influenciada pelos ares meio deprês dos anos 1990, cabendo lembranças de grupos como Pearl Jam, Soundgarden e Stone Temple Pilots em seu single Lie your sword.

“A música reflete sobre os momentos em que as pessoas se encontram em uma encruzilhada, divididas entre permanecerem presas pelo medo ou escolherem seguir em frente apesar dele”, diz a banda. “Quando continuar lutando e quando finalmente deixar cair a espada? Em vez de oferecer respostas fáceis, a música captura a incerteza que acompanha as principais decisões da vida e a luta para confrontar as coisas que frequentemente evitamos”.

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