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Joan As Police Woman vira Iggy Pop por um dia na BBC e celebra 20 anos de “Real Life”

O The Times afirmou que Joan Wasser, musicista novaiorquina que criou o projeto Joan As Police Woman, é a “mulher mais cool do pop” – e olha que provavelmente Iggy Pop concorda, já que no domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ela substituiu o cantor o programa dele na BBC Radio 6, o Iggy Confidential. Por enquanto ainda dá para ouvir a seleção de Joan na internet (os programas são tirados do ar depois de um prazo). Ela escolheu só músicas de “mulheres que alimentam sua paixão pela vida” (incluindo Little Simz, Nina Simone, Breeders e outras).
Ela também tem outras novidades: dia 5 de novembro começa a turnê de comemoração de 20 anos de seu clássico disco de estreia Real life (2007), e acaba de lançar vídeos bem intimistas, “ao vivo” num espaço pequeno, das faixas Anyone e The ride. Joan canta e toca piano, acompanhada de Will Graefe (guitarra e voz) e Jeremy Gustin (bateria e voz).
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“Eu queria tirar Anyone de seu território original de balada soul em compasso ternário 6/8. Will Graefe, Jeremy Gustin e eu temos criado um novo som juntos desde que começamos a turnê em outubro de 2024. Este arranjo surgiu rapidamente quando o transformamos em uma sonoridade folk/jazz mais exploratória, que lembra Van Morrison”, conta ela.
Por sinal, a asssociação de Joan com Iggy Pop não é só radiofônica – ela toca teclados e canta na banda do rei do punk. Nomes como Tony Allen (com quem ela gravou o álbum The solution is restless), Lou Reed, Anohni & The Johnsons, Meshell Ndegeocello, Rufus Wainwright, John Cale e David Byrne já trabalharam com Joan. Não foi à toa que o jornal The Economist já afirmou que Joan “é uma das melhores musicistas do século XXI”.
Foto: Judi Rosen / Divulgação
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Limmbo estreia com pós-punk melancólico e “olhos de glitter”

RESUMO: Enzo Borges estreia como limmbo em Glitter eyes, faixa de pós-punk inspirada em The Cure e Paramore sobre preservar o encanto diante do pessimismo e das responsabilidades.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Giovanna Barbosa / Divulgação
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Desde criança, limmbo ouvia de todo mundo que seus olhos brilham diante das coisas como os de uma criança ao descobrir algo novo. Uma informação com a qual ele se acostumou, mas que ganhou outra cara quando leu uma entrevista com o cantor australiano Luke Hemmings. E o título da matéria falava em “glitter eyes”, fazendo referência ao look brilhante adotado pelo artista.
Foi daí que surgiu o pós-punk melancólico e observador de Glitter eyes, que é a nova música do artista Enzo Borges, santista, com EPs e singles na discografia – e a estreia de limmbo, codinome que ele passa a adotar. Uma música que fala sobre alguém que se recusa a enxergar o mundo em preto e branco – uma pessoa capaz de conservar o encanto no olhar, mas que vê essa perspectiva ameaçada por pensamentos alheios, responsabilidades e experiências difíceis. Diante disso, vale a pena assumir o pessimismo?
O codinome novo veio pela necessidade de não seguir uma coisa fixa: autodefinido como “artista bissexual e birracial”, ele diz que “sempre fui muito sonhador e imaginativo, e sentia um intenso senso de conforto em ‘lugares-não lugares’, como estradas ou aeroportos”, afirma. “Aquele meio do caminho, em que você não tem a responsabilidade de ser qualquer coisa, justamente também te faz ser o que você quiser. Essa sensação de dualidade e infinitude sempre me contemplou”.
Com uma sonoridade assumidamente inspirada em The Cure e Paramore, Enzo / limmbo conta que, aos 25 anos, foi salvo várias vezes pelo seu “espírito de criança”, que governa sua relação com a arte e a vida – ainda que as responsabilidades e os boletos batam na sua porta e deem aquela estragada básica no que era pra ser apenas bonito. Em Glitter eyes, que sai pelo selo Casalago Records, ele fez de tudo: da produção à mixagem, passando por todos os instrumentos – tudo gravado em seu home studio.
E tá aí Glitter eyes – que abre caminho para um álbum de limmbo.
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E o Geese finalmente comenta a tal história da Chaotic Good e dos “fãs falsos”

RESUMO: O Geese comenta as suspeitas de uso de bots para impulsionar sua carreira e diz ter buscado respostas sobre a Chaotic Good. Cameron Winter também fala sobre a reação ao SNL.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Geese): Mark Sommerfield / Divulgação
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Demorou, mas o Geese finalmente comentou as tais acusações de que seu sucesso foi “fabricado”. A conversa rolou numa cover story da revista Rolling Stone, durante a qual a banda foi perguntada sobre seu relacionamento com a tal empresa Chaotic Good (se você nem sabe do que estamos falando, pode ir aqui ou começar a ler este texto pelo fim), que envolvia fazendas de bots impulsionando material da banda na internet após o didco Getting killed (2025), que fez sucesso.
Para a surpresa de muita gente, o Geese aparenta ter ficado igualmente surpreso com isso tudo – ou pelo menos fingiu bem, ou zoou tudo. Simon Vozick-Levinson, que entrevistou a banda para a Rolling Stone, perguntou ao cantor Cameron Winter como se sentiu em relação à afirmação de que o sucesso estrondoso de sua banda foi resultado de um obscuro programa de controle mental. E Cameron jura ter pensado “a mesma coisa, de verdade”, disse, rindo.
“Parecia uma explicação razoável. A gente ficou tipo, ‘Meu deus. Tudo isso é falso.’ Estávamos em pânico. Aí fomos até nossa gravadora por e-mail, os membros relevantes da equipe, e perguntamos: ‘Há quanto tempo todos os nossos fãs são falsos, seus filhos da puta?'”, disse. Em outro momento, Winter disse que nem ele entendeu direito o sucesso do álbum.
“Parece um momento e lugar estranhos para este disco ter um bom desempenho em uma escala maior, para ser o que faz todo mundo querer comprar ingresso para o show… Não sei. Provavelmente foram robôs ou algo assim”, afirmou. A banda afirma que foi mesmo atrás de respostas de sua equipe para aquela confusão toda – no meio do bolo, ouviram que a Chaotic Good havia sido contratada para compartilhar vídeos de shows do Geese, mas “não eram comentários, fãs falsos, bots ou nada do tipo”, disse Winter.
“Eram posts de baixa qualidade no Tik Tok, usados para impulsionar o algoritmo. Eles nos mostraram alguns exemplos, e isso me fez sentir melhor porque eram muito ruins”, continuou. O baixista Dominic DiGesu aproveitou para acrescentar: “Venham ao show e me digam quantos bots vocês viram”.
A aparição do grupo no Saturday Night Live no começo do ano deixou Cameron mais deprimido do que qualquer suposição ou ilação – o grupo apareceu lá, tocou as músicas Au pays du cocaine e Trinidad, e o público usual do programa entrou em choque com a musicalidade do Geese.
“Fiquei realmente perturbado com a forma como as pessoas reagiram mal. Claro, havia muitos fãs de música que adoraram, mas eu senti que o motivo pelo qual eles gostaram foi quase como uma provocação a essas pessoas comuns que simplesmente ligam o SNL depois do trabalho”, contou.
Ele acrescentou: “Isso me deixou muito deprimido, porque não era isso que eu estava tentando fazer. Não é como se eu quisesse tocar uma música numa métrica estranha, bem alta e repetitiva, e depois dizer: ‘Ha, ha, vocês não entendem como nós entendemos'”, disse. “Muitas das coisas que fazemos são vistas dessa forma. Não sei como mudar isso”.
CHAOTIC GOOD? Para quem não se recorda, uma turma enorme começou a desconfiar do sucesso que o grupo passou a fazer após o disco Getting killed, quando o Geese ganhou ares de “banda salvadora do rock”. Até que uma suposta resposta surgiu num episódio do podcast On the record, da Billboard, que apresentava um papo gravado ao vivo no SXSW com Andrew Spelman e Jesse Coren, da Chaotic Good Projects – uma empresa que, segundo seu instagram, oferece “experimentos digitais e caos musical”.
A ideia era criar redes de perfis em plataformas como Tik Tok, espalhar vídeos, inserir músicas como trilha, estimular comentários e fazer parecer que existe um burburinho orgânico. “Neste momento, conseguimos gerar impressões sobre qualquer coisa”, disse Spelman à Billboard. “Sabemos como viralizar. Temos milhares de páginas”. Logo depois, Adam Tarsia, cofundador da Chaotic Good, confirmou à Wired que sua empresa criou campanhas para Geese e para a carreira solo do cantor Cameron Winter.
Esse papo começou a rolar mais seriamente no dia 1º de abril (e veja lá que dia!), quando a cantora Eliza McLamb publicou em sua newsletter um texto chamado Fãs falsos, traçando a conexão entre Geese e a Chaotic Good, e discutindo sobre a ética duvidosa desse tipo de marketing.
“Se 100 pessoas acham sua música ruim, a Chaotic Good vai criar 200 pessoas que acharão sua música incrível”, contou ela, que chegou a temer por ameaças do fandom da banda, quando o texto começou a circular. Na real, a primeira reação da Chaotic Good foi fazer mudanças em seu site: removeram menções a artistas específicos (Geese e Cameron Winter entre eles) e as referências a “campanhas narrativas”.
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Acervo Trama resgata vídeos raros de Emicida, Criolo, Rael e Jards Macalé

A gravadora Trama disponibiliza, em seu canal no YouTube, o segundo volume de uma coleção de vídeos históricos e exclusivos resgatados de seu acervo, com performances de Emicida, Criolo, Rael (que na época usava o nome artístico Rael da Rima) e do inesquecível Jards Macalé.
As apresentações foram registradas originalmente para o programa Radiola, criado pelo lendário diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli. A atração estreou na TV Cultura em 2008 e teve seis temporadas.
Para integrar a coleção, o material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens, a fim de atender aos padrões atuais de qualidade. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, ao mesmo tempo que preserva o valor artístico e documental das gravações.
A cada semana, a coleção será ampliada com uma nova playlist, formada por apresentações de quatro artistas. Depois do primeiro volume, dedicado ao samba e à MPB, o Vol. 2 inclui também o rap. As edições seguintes manterão o mesmo princípio curatorial, aproximando artistas por suas afinidades estéticas e musicais. O projeto conta ainda com Andreas Kisser, Arlindo Cruz, Biquini, Fabiana Cozza, Lenine, Marcelo Camelo, Maria Rita, Paula Lima, Roberta Campos, Tulipa Ruiz, Verônica Ferriani e Zimbo Trio.
À frente do processo de restauração do acervo estão João Marcello Bôscoli e André Szajman, a dupla que comanda a Trama.
“Estamos digitalizando milhares de mídias. Parte dessas gravações já estava em HD, mas há muita coisa em fitas Digital Betacam, MiniDV e VHS, entre outros formatos”, diz Bôscoli. “É um trabalho que requer muita precisão e não pode ser acelerado, pois exige o uso de equipamentos lineares (cada gravação precisa ser reproduzida em tempo real, do início ao fim). Estamos mergulhados nesse processo há bastante tempo e ainda temos muito pela frente”.
Szajman acrescenta: “Além das apresentações reunidas nesta coleção, o acervo da Trama abrange shows, entrevistas, documentários, bastidores de gravações, raridades e material inédito. Estamos muito felizes em oferecer esse conteúdo aos fãs de música”. O canal da Trama no YouTube tá aqui.
Repertório do Vol. 2
Emicida
I love quebrada (Emicida e Grou)
E.M.I.C.I.D.A. (Emicida e Nave)
Quero ver quarta-feira (Emicida, Damian Alain Faulcounier e Nilo Romero)
Só mais uma noite (Emicida)
Rael
Vejo depois (Rael e Apolo)
Prepare seu coração (Rael)
Eles não tão nem aí (Rael)
Criolo
Vasilhame (Criolo)
Cerol (Criolo)
Jards Macalé
Destino (Jards Macalé e Torquato Neto)
Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão)
Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão)
Falam de mim (Noel Rosa de Oliveira, Éden Silva e Aníbal da Silva)


































