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Radar: Anna Calvi e Matt Berninger, Not My Wife, Flair – e mais!

Que curiosidade pela música que falta do EP colaborativo da Anna Calvi. Enquanto Is this all there is?, o EP, não sai, curta aqui a faixa-título que ela lançou ao lado de Matt Berninger (The National). Além dela, vamos das sensações indie a novidades que possivelmente você nunca ouviu falar, aqui no Radar de hoje.
Texto: Ricardo Schott – Foto (Anna Calvi e Matt Berninger): Scarlett Carlos Clark / Divulgação
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ANNA CALVI E MATT BERNINGER, “IS THIS ALL THERE IS?”. Se você não está curioso ou curiosa sobre o EP de Anna Calvi que sai nesta sexta, Is this all there is?, é porque você ainda não leu nada a respeito. Se bem que agora só falta mesmo uma das faixas ser lançada, porque três delas, gravadas ao lado de Iggy Pop, Perfume Genius e Matt Berninger (The National), já estão nas plataformas. A faixa-título, gravada ao lado de Matt, é emoção pura.
“Essa música fala sobre a coragem necessária para ter esperança. É a disposição de fazer perguntas, mesmo sabendo que você nunca terá uma resposta definitiva… O tom da voz do Matt tem uma qualidade épica, quase ancestral, que pareceu perfeita para uma música que levanta uma questão existencial tão profunda. Nós dois estamos buscando respostas – juntos e, ao mesmo tempo, sempre separados, o que eu acho lindo. Ele traz uma intimidade para a música que eu jamais poderia ter imaginado”, conta Anna Calvi.
Ah: a tal faixa que falta sair é uma parceria de Anna com Laurie Anderson. Mas essa beleza provavelmente vai ficar para sexta-feira.
NOT MY WIFE, “HOME ALONE”. Se alguém puder me explicar qual é a desse grupo misteriosíssimo, que só tem este single, e em cujo Spotify se anuncia usando apenas a frase “I’m embarassed now”, agradeço. O Not My Wife faz um pós-punk ótimo, que parece dever tanto aos anos 2000 quanto a The Cure, e à busca do grupo de Robert Smith por sons cheios de climas. O universo indie britânico já viu shows lotados dessa banda em casas de shows (eles mostram isso no instagram deles) e deve haver mais fãs do NMW do que você imagina. Corra atrás desse grupo antes que todo mundo conheça eles!
FLAIR, “NAUSEA”. Essa banda escocesa volta com Nausea, novo single que antecipa o EP For lack of a better word, previsto para julho. O grupo de Glasgow aposta num pós-indie tenso e cheio de reverb, com guitarras afiadas e clima claustrofóbico. A faixa fala de pensamentos em espiral e da estranha sensação de perder o controle – um som cru, pegajoso e bastante intenso (dá só uma olhada nas guitarras da faixa).
“Essa música surgiu durante algumas sessões de estúdio bem sombrias no inverno de Glasgow, no fim de 2025. A música reflete as pressões internas que enfrentávamos naquele momento”, conta o vocalista e letrista Tony Collum.
OUTLAW CARTIER, “LIL RUNAWAY”. Esse projeto é criação de um músico da Filadélfia que já foi conhecido pelo nome artistico Chxrles. Como Outlaw Cartier, ele se dedica a um misto de pós-punk e darkwave que tem influências até de hip hop (Drake, Post Malone) sem deixar de lado o amor pelo som de bandas como The Cure. A letra do single de estreia, Lil runaway, fala de fuga, coração partido e da tentativa de anestesiar problemas enquanto se busca algum sentido no meio do caos. É a primeira amostra de um trabalho mais introspectivo que vem por aí.
WHITE REAPER, “MOLD”. Ano passado, o WR lançou o disco Only slightly empty – que foi resenhado pela gente aqui. Dessa vez, o disco sai em versão expandida, com o nome mudado para Only slightly expanded, contendo lados B inéditos, incluindo o single lançado por eles no mês passado, Need, e mais duas músicas novas, Mold e No counter. Mold merece destaque pela sonoridade pós-punk e ruidosa, embora nem seja uma música turbulenta – é na verdade uma canção bem melódica em alto volume.
CAMERON DALLAS, “CATCH!” / “HEY, MISTER!”. Cameron é influenciador digital e veio de uma geração de “figuras” da internet que usava a rede de vídeos curtos Vine (lembra disso?). De uns tempos para cá, ele vem investindo nas carreiras de cantor e ator, e tem gravado bastante. Só em 2026, até agora, são três álbuns, Catch!, Running wild e Saturdays, que sai em abril (epa, dá um disco e uns quebrados por mês). Os singles Catch! e Hey, mister! trazem Cameron investindo numa espécie de emo-techno, com teclados, programações, vocais com autotune e um clima herdado tanto do punk-pop quanto do trap. O que mais vem por aí?
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Radar: Starcrusher, Whippets, The Grays, Dolours – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Starcrusher.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
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Texto: Ricardo Schott – Foto (Starcrusher): Divulgação
STARCRUSHER, “SPACE POLICE”. Se não for alto, eletrônico e sujo nem tem graça – parece ser a mensagem desse grupo de Montreal, no Canadá, que se define com “o side project da Spice Girls” e diz que sua música está “situada em algum lugar entre o pós-punk, o rock alternativo e o lado mais desvairado do indie”. O single Space police é ruidoso, viajante e espacial.
“No centro do Starcrusher está a crença de que a música ainda deve parecer perigosa, comunitária e vibrante. A banda está menos interessada na perfeição do que na conexão – músicas que você pode cantar aos berros em uma casa lotada, shows que dão a sensação de que algo pode dar errado e um mundo ao redor da música do qual as pessoas realmente querem fazer parte”, avisam eles.
WHIPPETS, “THESE WOODS”. Uma letra bem surrealista e fantástica, com versos como “enfiar uma agulha no nariz / lendo ficção pela prosa / é impossível acompanhar o que te falta / te acompanhei até em casa no escuro / agora eu sou a estrela / e você é a faísca”. E um som que volta e meia lembra Guided By Voices. É a proposta do trio Whippets, que faz “pós-punk da Costa Oeste” e vive de unir melodias sonhadoras e clima trevosos. O álbum No skulls já saiu.
GRAYS, “DAY TO DAY”. “Fresco e familiar. Uma síntese de todas as suas músicas favoritas. Estilo independente. Sinceridade e doçura. Bateria real. Sintetizadores de computador. Muitos microfones diferentes. Nova York, Salt Lake City, Columbus, Cidade do Cabo, Londres. Surreal. Sobre todas as pessoas que nunca mais verei”. É assim, com frases soltas, que esse grupo estadunidense busca explicar seu ótimo indie rock, referenciadíssimo nos anos 2000, mas com uma certa cara krautrock. O álbum Grizwald: 26 já saiu.
DOLOURS, “PARADE”. Vindo da cena underground britânica, esse quarteto mistura pós-punk, darkwave e guitarras abrasivas, num som que lembra Joy Division e Fontaines D.C. A nova faixa, que antecipa o EP de estreia, previsto para 18 de novembro, fala da libertação de um relacionamento controlador e da recuperação da própria identidade. Gravada e produzida pela banda em quartos e estúdios improvisados, a música aposta em sintetizadores, baixo pulsante e clima tenso, sem perder a urgência punk dos trabalhos anteriores.
SURV7H, “I’LL FIND YOU THERE”. Eletrônica bem sonhadora e experimental é o que rola neste projeto criado pelo músico Craig Bottel. A música mistura sintetizadores, shoegaze, ambient e space rock, com batidas marcadas e clima viajante. Bottel transforma sentimentos cotidianos em paisagens sonoras sem se prender a gêneros.
AWAKE & DREAMING, “REWIRE”. O som novo dessa banda canadense mistura rock alternativo, guitarras saturadas e uma linha de baixo que conduz a melodia – destaque para a voz de Sasha Kristoff, que também toca teclados. A letra fala da busca por estímulos e da dificuldade de sentir alguma coisa. A faixa está no recém-lançado álbum Inevitable.
WHEREABOUTS, “SWINGS”. Garage rock com pegada surf, guitarras vibrantes e uma onda que lembra Beach Fossils, Mac DeMarco e Real Estate. O single desse grupo de Austin, no Texas, tem clima praiano, daqueles que dão vontade de pegar um skate e esquecer os problemas. A letra, por outro lado, fala dos altos e baixos da vida, como se tudo fosse um ciclo que se repete sem parar. O som acompanha essa ideia, com melodias circulares, ritmo constante e um jeito relaxado de fazer indie rock, sem deixar a energia cair. E fique de olho nos outros singles deles.
SCIENCE OF SENSATIONS, “SCAPESHIFT”. Rock progressivo instrumental vindo da Costa Rica, com uma pegada atmosférica e ritmos intrincados, daqueles que exigem atenção a cada mudança de andamento. A faixa faz parte de Exvotos, novo álbum do grupo, gravado em três estúdios de Buenos Aires, incluindo o tradicional ION, onde a música foi registrada. Sem vocais, a proposta é deixar que os instrumentos contem a história.
THE SCOOW, “MAGIC!”. Pós-punk dançante com um pé no indie rock e outro na new wave, lembrando a mistura de esquisitice e groove de Devo e Talking Heads. A estreia desse misterioso projeto sueco tem guitarras nervosas, ritmo pulsante e uma boa dose de humor.
O grupo se apresenta como um conselho secreto de magos (SCOOW é The Secret Council of Odd Ordered Wizards”, ou “O Conselho Secreto de Magos de Ordem Incomum”). Mas, por enquanto, ninguém sabe quem está por trás da brincadeira. Magic! é o primeiro de quatro singles que formarão um EP – o segundo, Excelensior the Great, também já saiu.
NO MORE TOMORROW, “LYDIA”. Esse grupo finlandês se apresenta como uma banda de metal alternativo, mas há muito de rock gótico e pós-punk em sua sonoridade. Formado em 2019, o quarteto aposta numa história bastante amarga: uma garota (a Lydia do título) foge de casa para escapar dos problemas familiares, mas descobre que o mundo lá fora pode ser ainda pior. A narrativa avança sem revelar o destino da personagem, deixando um final em aberto e bastante inquietante.
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Radar: Holy Death Temple, Dale John Max, Foxglove – e mais sons do Groover!

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Holy Death Temple.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
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Texto: Ricardo Schott – Foto (Holy Death Temple): Divulgação
HOLY DEATH TEMPLE, “NOBODY LOVED YOU”. Esse grupo de dance-punk de Seattle deixa o peso dos singles anteriores um pouco de lado e assume uma influência até então pouco vista no som deles: o Erasure. O resultado é synthpop gótico e dançante em forma de murder ballad. A letra olha com ironia para a obsessão pública por crimes famosos, culpados e vítimas — e para a necessidade de escolher um lado mesmo diante da morte.
“Os três primeiros singles foram sombrios e impactantes, mas essa é uma demo de synth pop que foi ressuscitada com um refrão originalmente destinado a uma música completamente diferente. Nossos melhores momentos surgem de experimentos malsucedidos e acidentes felizes”, diz Bryan Edward (vocais, guitarra, programações).
DALE JOHN MAX feat SARA JADE, “CASTLES IN THE SAND”. Inglês radicado em San Diego, Dale John Max canta sobre aquele período estranho em que uma relação acabou, mas continua ocupando espaço na memória. O título compara esse amor a um castelo de areia: algo que foi real e bonito mesmo destinado a desaparecer. Nick Drake e Noah Kahan estão entre as referências para esse lado mais íntimo.
A música nasceu acústica, mas ganhou guitarras, sintetizadores, baixo e bateria no estúdio de Ariel Levine. O resultado aproxima folk e rock alternativo, com ecos de R.E.M., Biffy Clyro, Switchfoot e Angels & Airwaves.
FOXGLOVE, “SKINWALKER”. Essa banda britânica, com integrantes de Londres e Hertfordshire, deixa a influência de Elliott Smith bem à mostra, especialmente nos detalhes da composição, no violão e na fragilidade das melodias. O som começa contido, quase folk, e vai crescendo aos poucos, sem abandonar o clima íntimo.
A música dá nome ao EP de estreia do grupo, gravado no Up Top Studios, em St Albans. Além de Smith, aparecem ecos do EP Jar of flies, do Alice in Chains, e do acústico do Nirvana. São quatro faixas entre folk, grunge e rock alternativo, com gravações que evitam polimento excessivo.
KIDS ON NEPTUNE, “NOTHING BUT NO ONE”. Dale Valentine, nome artístico do italiano Antonio Valentini, mergulha com sua banda Kids On Neptune em darkwave e pós-punk oitentista, numa faixa sobre alguém rejeitado tanto pelo céu quanto pelo inferno, condenado a vagar no vazio. Guitarras cheias de delay e reverberação acompanham o baixo pulsante de Matilde Marchetti e a bateria quase marcial de Giovanni Chiodi, enquanto a letra transforma esse limbo numa sensação bem humana de inadequação.
ON LE ORE, “GNASHVILLE”. Essa banda norte-americana vai direto ao ponto em Gnashville: indie rock curto, melódico e com guitarras sujas, daquele tipo que parece carregar um pouco do porão dos anos 1990. O projeto é liderado pelo compositor, cantor e guitarrista Jon Moore, com Travis Harrison — produtor de longa data do Guided By Voices — na bateria, mixagem e masterização. Para fãs de GBV, Pavement, Sugar e Weird Nightmare.
SA BAUER, “TELL ME”. Sa Bauer olha para a infância e para a relação com os irmãos em Tell me, faixa guiada por guitarras e com algo de emo e post-rock em sua sonoridade. A letra nasceu da saudade do tempo em que todos eram crianças — tema especialmente próximo de um artista que cresceu cantando com a irmã e foi incentivado por um dos irmãos a compor. Frank Dormani ajudou na composição, tocou baixo e bateria e produziu a faixa. Uma canção com várias partes diferentes, mas curta a ponto de ficar na mente.
ALESSANDRO CASINI, “THE GOLDEN FRACTURE”. Neste sábado (10) sai o álbum Do colors dream of electric noise?, feito pelo músico experimental italiano – a inspiração, claro, é o romance Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick, o livro que inspirou o filme Blade runner, de Ridley Scott. Um ambient eletrônico, em que sons surgem de cores e imagens – e a bela The golden fracture adianta esse clima.
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Radar: Sara Diana, Jason Michael Moore, Zarza – e mais sons do Groover

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Sara Diana.
O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.
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Texto: Ricardo Schott – Foto (Sara Diana): Divulgação
SARA DIANA, “HER HAIR’S LIKE FIRE”. Sara Diana transforma a atração por alguém difícil de ignorar numa espécie de pequeno filme pop. A cantora e compositora de 20 anos usa imagens de fogo, cor e perigo para falar de desejo, mistério e obsessão, com vocais intensos sobre uma produção atmosférica. A ideia é menos contar uma história linear do que criar cenas e sensações.
A faixa dá sequência ao caminho iniciado com o single de estreia Pocket poetry, misturando pop e escrita de tom poético. Her hair’s like fire ganhou também um clipe, que leva para as imagens o clima cinematográfico da música.
JASON MICHAEL MOORE, “BRIDGES BURNING”. “Minha música é 100% human-made”, avisa Jason Michael Moore, músico e multi-instrumentista de Los Angeles. A faixa começa com baixo cheio de groove e violões quase sonhadores, antes de desembocar num refrão de rock psicodélico pesado e chegar a um solo de guitarra. Pixies, Iggy Pop, Tom Waits e Nine Inch Nails estão entre as referências.
A letra passa por esperança, perda, reconciliação e acertos de contas pessoais. A música abre os trabalhos de Flying blind, próximo álbum de Moore, que promete circular por psicodelia, punk, sons acústicos, beats, guitarras e sintetizadores.
ZARZA, “LOS CUADROS”. A Zarza, banda equatoriana de raízes também argentinas, transforma o fim de uma relação numa balada rock sobre despedida, lembranças e a difícil tarefa de aceitar que algo acabou. A faixa integra o primeiro trabalho de estúdio da formação atual e, ao lado de La mujer de blanco, antecipa o novo álbum que o grupo está preparando. O som mistura rock alternativo, psicodelia e blues, abrindo uma nova fase para a banda.
SALINE EYES, “STANDING WHERE YOU ARE”. James Hackett, o produtivo criador desse projeto musical norte-americano, fala em Standing…, novo single do Saline Eyes, do desejo por alguém. Um desejo que surge por acaso, chama a atenção e desaparece na multidão antes que qualquer coisa aconteça. A música começa com acordes menores levemente sombrios e cresce aos poucos. No trecho final, a voz aumenta a tensão e reforça a esperança de que esse amor impossível encontre um caminho de volta.
DONA TERMA, “BEFORE THE SUNSHINE”. O projeto musical português Dona Terma é um compositor solitário que grava as próprias músicas e encontra nelas uma maneira de colocar para fora o que nem sempre consegue dizer. A faixa aproxima folk e indie pop num arranjo suave, de melodias delicadas e clima melancólico. A sensação é a de uma lembrança que reaparece sem aviso, trazendo de volta algo que parecia já ter ficado para trás.
MENDERBUG, “WHERE THE SILENCE GREW”. Esse projeto musical sueco cria um contraste curioso: enquanto bateria e guitarras empurram a música para a frente, a letra continua presa ao que já aconteceu e não pode ser mudado. Shoegaze, pós-punk e post-rock entram numa faixa acelerada, mas melancólica, sobre distância, estresse e coisas que ficaram sem ser ditas. Slowdive, DIIV, Gleemer e o primeiro Sunny Day Real Estate ajudam a localizar o som.


































